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O que fazer quando não sabemos o que fazer?


INÍCIO          VIDA

O que fazer

quando não sabemos o que fazer?

 

“Não sabemos o que fazer,

mas os nossos olhos estão postos em Ti” 2Cr 20:12

 

Vamos ser honestos. Vamos tirar as máscaras. Remover a pseudo-superespiritualidade. Todos atravessamos situações em que não sabemos o que fazer. Todos passamos por circunstâncias tão adversas e complicadas que sentimos que “em nós não há força” (2Cr 20:12). Ficamos sem saber como ultrapassar a situação, como resolver o problema ou como vencer a luta que enfrentamos.

 

No entanto, esse não é um tempo para desesperar. Nem para inventar. É tempo de colocar os nossos olhos naquele que sabe sempre o que faz e o quer fazer. Naquele que nunca falha.

Ele sabe o que fazer. Sabe o que precisamos fazer. E o que não é necessário (será até contra-producente) fazer.

 

Josafá estava numa situação desta natureza. Vinha contra ele uma coligação de povos. Juntos constituiam uma grande multidão (vv.1,2).

Jeosafá temeu (v.3). É certo. Mas a grande questão não se prende com a dualidade presença ou ausência do medo. A questão é: o que fazemos com o medo? Cedemos ou vencemo-lo?

 

Jeosafá não só venceu o medo, como venceu todos os inimigos. A vitória foi esmagadora. Os despojos e a abundância consequentes foram inimagináveis (vv.24,25).

 

O que aconteceu? Ou como é que isto aconteceu? Terá sido revolucionário porque transformou um homem temeroso num homem de fé. Transformou um homem indeciso num homem convicto. Transformou um homem apararentemente vencido num homem inquestionavelmente vencedor.

 

Vamos aprender com Josafá? Aprender o que fazer quando não sabemos o que fazer?

 

 

1. Buscar a Deus

“…pôs-se a buscar o Senhor…” (v.3)

 

É certo que não devemos buscar a Deus quando já não sabemos o que fazer. Mas é sem dúvida a base; o princípio da… e para a vitória.

“Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6:33.

O problema é quando buscamos as coisas (mesmo que sejam lícitas e boas) e esperamos que o Reino de Deus nos seja acrescentado.

Queremos felicidade. Não a busquemos. Busquemos a Deus e ser-nos-á acrescentada. Queremos vitória. Não a busquemos. Busquemos a Deus e ser-nos-á acrescentada.

Precisamos distinguir entre núcleo e crosta; entre primário e secundário.

Deus é o que precisamos buscar. Tudo o que é bom e necessário vem como resultado do encontro, revelação e experimentação de Deus.

 

Josafá podia não saber o que fazer mas buscou Aquele que sabia.

Declarou jejum nacional. E orou. (v.3). Com todas as suas forças; com todo o seu coração.

O que vale numa situação de crise não é saber o que fazer mas saber quem pode fazer…

 

2. Dar lugar ao Espírito de Deus

“Então veio o Espírito do Senhor” v.14

 

Quando reconhecemos que a nossa força não é suficiente, estamos no bom caminho de dar lugar ao Espírito de Deus.

As coisas funcionam mal (ou não funcionam) porque não cedemos o nosso lugar; não abrimos mão da sala do comando. Se queremos vencer precisamos fazê-lo. Para o Espírito Santo.

Ele é poderoso, mas também muito gentil. Precisamos dar-lhe lugar… o lugar central; o lugar de comando.

“Não por força nem violência mas pelo meu Espírito diz o Senhor” Zc 4:6.

Precisamos ser inspirados, tocados, mexidos… completamente cheios do Espírito Santo. Assim não seremos mais nós. Será Ele em nós; através de nós… e isso faz toda a diferença… é que Ele não falhará...

 

3. Ouvir a voz profética de Deus

“Assim diz o Senhor…” v.15

 

O profeta Jaaziel, movido pelo Espírito de Deus, falou da parte de Deus. E Josafá e todo o povo ouviram a voz profética de Deus.

Ouvir a voz profética de Deus é ouvir o que Deus tem a dizer especificamente em relação à situação que estamos a viver.

É fácil falar com Deus. Ouvi-lo requer outra sensibilidade. Requer relacionamento; contacto.

Muitas pessoas falam com Deus. Lamentam e lamuriam a sua sorte, mas nunca conseguem passar da lamentação para a vitória porque não param para ouvir. E a fé vem quando ouvimos o que Deus tem para dizer (Rm 10:17).

Note o que Deus disse:

 

Não temer 

"Não temais" v.15

 

Quem teme não consegue acreditar. Não consegue ver a vitória. Só pensa e só vê negativismo, fatalismo e derrota.

Isto tira-lhe as energias necessárias para aquilo que tem que ser feito. Tira-lhe a lucidez fundamental para a concentração requerida. E o pior: impossibilita a confiança. Confiança na solução que nos é apresentada; confiança naquele que pode.

Logo o medo não é compatível com a vitória. Ou um, ou outro. Como queremos a vitória temos que acabar com o medo.

E isso está à distância de uma decisão firme.

“Nada a temer a não ser o medo” dizia Franklin Roosevelt, presidente dos EUA. E foi este o homem que que conduziu a América do Norte na vitória da Grande Depressão e da 2ª Guerra Mundial.

Nada a temer… nem mesmo o medo.

 

Saber que há alguém que luta por nós

“Pois a peleja não é vossa mas de Deus” v.15

 

Quando a situação ultrapassa-nos; quando o inimigo é maior, é fundamental perceber que não estamos sozinhos; não estamos desamparados.

        Sl 121:2 "O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra."

        Sl 121:3 "Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará."

Aquele que disse "não te deixarei nem te desampararei" (Hb 13:5) é contigo. E "se Deus é por nós quem será contra nós?" Rm 8:31.

 

4. Louvar a Deus antes da vitória

 

Esta história de Josafá é marcada por uma atitude revolucionária. O povo começou a louvar mesmo antes de ter experimentado a vitória.

Deus tinha falado. Deus tinha dito que ía lutar por eles. Deus tinha prometido a vitória. Foi tudo o que eles precisaram ouvir.

A confiança no que Deus disse gerou uma alegria tão grande que explodiram em louvor. Não havia mais medo; nem lamentação; nem reclamação. O louvor foi a realidade que dominou.

 

Tal como a criança a quem o pai promete que no fim do dia trará um presente, salta, canta e ri mesmo quando ainda não tem o presente, assim os israelitas alegraram-se e louvaram a Deus. Mesmo com os problemas e os inimigos presentes. As circunstâncias ainda não tinham mudado, mas a atitude do coração mudou e… em consequência tudo mudou: os inimigos foram derrotados, a inferioridade tornou-se superioridade, a derrota iminente tornou-se na vitória retumbante.

 

"Ora, quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e do monte Seir, que tinham vindo contra Judá; e foram desbaratados." (v.22)

 

A história repete-se

 

Paulo e Silas estavam presos em Filipos. Não sabiam o que fazer. Na realidade, não podiam fazer nada, pois estavam presos. Às vezes sentimo-nos assim, não é verdade?. Mas será que não podiam mesmo fazer nada? Diz que “perto da meia noite oravam e cantavam hinos a Deus” At 16:25.

Buscaram a Deus e louvaram mesmo quando ainda não tinham visto nada acontecer. De repente veio um terremoto, os grilhões quebraram-se, as portas abriram-se, o guarda da prisão converteu-se…

A história repetiu-se…

Não sabes o que fazer?

Eis uma grande oportunidade… a história está prestes a repetir-se…

 

Hugo Pinto, 22.11.2007

Colocado em 25.11.2007