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A mensagem do Universo


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A mensagem do Universo

 Por John Bevere

« Quanto maior for a nossa compreensão da grandeza de Deus (embora em si mesma ela seja incompreensível), maior será a nossa capacidade para temê-lo ou reverenciá-lo. Esta é a razão porque o salmista nos encoraja: "Deus é o Rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico" (Sl 47:7). Nós somos convidados a contemplar a Sua grandeza.

 

O salmista ainda nos diz: "Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável" (Sl 145:3). Isto leva-me a recordar a história da morte de Santo Agostinho. Agostinho foi um dos maiores líderes da sua época. Seus escritos expunham as tremendas maravilhas do nosso Deus. Por mais de mil anos faz-se referência aos seus escritos. Um dos seus grandes trabalhos é intitulado “A Cida­de de Deus”.

 

Em seu leito de morte, cercado por seus amigos mais íntimos, Agostinho faleceu para estar com o Senhor, sua respiração ces­sou, seu coração parou, e uma sensação maravilhosa de paz encheu o quarto. De repente seus olhos se reabriram e com as faces brilhando, declarou aos presentes: “Eu vi o Senhor. Tudo o que eu escrevi é apenas palha”. Então partiu para o seu lar eterno.

[…]

 

O UNIVERSO ANUNCIA A GLÓRIA DE DEUS

 

Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anun­cia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há lin­guagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e a suas palavras, até aos confins do mundo (SI 19:1-4).

 

Pare por um momento e pondere sobre a amplitude ilimitada do Universo. Faça isso e você terá uma vaga ideia da glória ilimitada de Deus! Nas palavras de Davi: “O universo proclama a glória de Deus”. A criação de Deus não é limitada à Terra, ela abrange até mes­mo o universo desconhecido. Ele organizou as estrelas nos céus com seus dedos (Sl 8:3). Para a maioria de nós, é difícil compreender a imensidão do universo.

 

Além do nosso Sol, a estrela mais próxima está a 4,3 anos-luz de distância. Vamos explicar o seguinte: a luz viaja à velocidade de 299.727 Kms por segundo. Não por hora, mas por segundo. Isto é, aproximadamente 1.078.030.000 Km/h. Nos­sos aviões voam a aproximadamente 800 Km/h.

 

A órbita da Lua está a aproximadamente 384.551 Kms da Terra. Se nós viajássemos de avião à Lua, isso levaria dezanove dias. Mas a luz consegue chegar lá em 1,3 segundos!

 

Vamos continuar. O Sol está a 149.637.000 Km da Terra. Se você tomar um avião a jacto hoje e viajar rumo ao Sol, a sua jornada levaria mais de vinte e um anos! E isso sem parar! Onde você estava há vinte e um anos atrás? Isso é muito tempo.

 

Você pode imaginar voar esse longo tempo, sem um momento de intervalo, para chegar ao Sol? Para aqueles que preferem conduzir... bem, essa façanha não poderia ser feita em toda a vida. Levaria aproximadamente duzentos anos, não incluindo qualquer paragem para abastecer o carro ou descansar! Porém, a luz viaja essa dis­tância em meros oito minutos e vinte segundos!

 

Vamos deixar o Sol e passar para a estrela mais próxima. Já sabemos que ela está a 4,3 anos-luz da Terra. Se nós construíssemos um modelo em escala da Terra, do Sol e da estrela mais próxima, o resultado seria o seguinte: em proporção, a Terra se reduziria ao tamanho de um grão de pimenta e o Sol seria do tamanho de uma bola de oito polegadas de diâmetro. De acordo com essa escala de medidas, a distância da Terra ao Sol seria de quase vinte e quatro metros, que é apenas um quarto da largura de um campo de futebol. Mas, lembre-se de que para medir essa distância de vinte e quatro metros, um avião levaria mais de vinte e um anos!

 

Assim, se essa é a proporção da Terra em relação ao Sol, consegue imaginar a que distância a estrela mais próxima estaria da nossa Terra de grão de pimenta? Você pensaria em mil metros, dois mil ou talvez três mil metros? Nem sequer chega perto disso. Nossa estrela mais próxima seria colocada a 6,4 mil Kms distante do grão de pimenta! Isso significa que se você colocar a Terra grão de pimenta em San Diego, Califórnia, a estrela mais próxima em nosso modelo em escala seria posicionada para lá da cidade de Nova Iorque, no Oceano Atlântico, mais de mil e quinhentos Kms dentro do mar!

 

Para alcançar essa estrela mais próxima através de avião, levaria aproximadamente uns cinquenta e um bilhões de anos, sem parar! Isto é, 51.000.000.000 de anos! Contudo, a luz dessa estrela viaja para a Terra em apenas 4,3 anos!

 

Vamos ampliar este pensamento. As estrelas que você vê à noite a olho nu, estão de cem a mil anos-luz de distância. Porém, há algumas estrelas que você pode ver a olho nu, que estão a quatro mil anos luz. Eu nem mesmo poderia tentar calcular a quantidade de tempo que levaria para um avião alcançar apenas uma dessas estrelas. Mas, pense nisto: a luz viaja a uma velocidade de 299.727 Kms por segundo e ainda leva quatro mil anos para chegar à Terra. Isso significa que a luz dessas estrelas foi lançada antes de Moisés dividir as águas do Mar Vermelho e viajou uma distância de um bilhão, setenta e oito milhões e trinta mil Kms/h, sem reduzir a velocidade ou sem parar desde então, e está a chegar à Terra neste exacto momento!

 

Mas essas são apenas as estrelas na nossa galáxia, que é um ajuntamento vasto de normalmente bilhões de estrelas. A galáxia na qual moramos é chamada Via Láctea. Assim, vamos continuar.

 

A galáxia mais próxima da nossa é a de Andrômeda. A sua dis­tância da nossa galáxia é de aproximadamente 2,31 milhões de anos-luz! Imagine, mais de dois milhões de anos-luz de distância! Nós já chegamos ao limite da nossa compreensão?

 

Os cientistas calculam a existência de bilhões de galáxias, cada uma delas contendo bilhões de estrelas. Elas tendem a se agrupar. A galáxia de Andrômeda e a nossa Via Láctea são parte de um agrupa­mento de, pelo menos, trinta galáxias. Outros agrupamentos podem conter outro tanto de milhares de galáxias.

 

O The Guinness Book of World Records (o livro de recordes mundiais) afirma que, em junho de 1994, foi descoberto um novo gru­po de galáxias em forma de casulo. O comprimento desse grupo de galáxias foi calculado em seiscentos e cinquenta milhões de anos-luz! Você pode imaginar quanto tempo levaria para atravessar uma distân­da tão vasta, de avião?

 

O The Guinness Book of World Records também afirma que o mais remoto objecto já visto pelo homem parece estar a mais de 13,2 bilhões de anos-luz de distância. Nossas mentes finitas nem mesmo podem começar ­a compreender a distância dessa imensidão. Nós mal conseguimos­ ver as extremidades dos grupos de galáxias, quanto mais as extremidades do universo. E Deus pode medir tudo isso com a palma da Sua mão! Para completar, o salmista nos diz: “Conta o número das estre­las, chamando-as todas pelo seu nome. Grande é o Senhor nosso, e mui poderoso; o seu entendimento não se pode medir (Sl 147:4, 5). Ele não somente pode contar os bilhões e bilhões de estrelas, mas sabe o nome de cada uma delas! Não é de se admirar que o salmista exclame: “Seu entendimento não se pode medir”.

 

Salomão disse: “Mas, de facto habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até os céu dos céus, não te podem conter...” (1Rs 8:27). Está a conseguir compreender melhor a glória da Deus?

 

A GLORIOSA SABEDORIA DE DEUS É REVELADA NA CRIAÇÃO

 

O Senhor fez a terra pelo seu poder; estabeleceu o mundo por sua sabedoria... (Jr 10:12)

 

Não somente a grandeza e o poder da glória de Deus são vis­tos na criação, mas também a sua grande sabedoria e conhecimento. A ciência tem gasto anos e enormes quantias em dinheiro para estudar o funcionamento deste mundo natural. Os desígnios de Deus e os blo­cos de construção permanecem uma maravilha.

 

Todas as formas de vida criada têm por base as células. As células são os blocos de construção do corpo humano, das plantas, dos animais e de tudo o que vive. O corpo humano, que em si mesmo é uma maravilha de engenharia, contém cerca de 100.000.000.000.000 células — (você consegue ler este número?) — dentre as quais há uma variedade imensa. Em sua sabedoria, Deus designou estas células para desempenharem tarefas específicas. Elas crescem, multiplicam-se e afinal morrem na hora certa.

 

Embora invisíveis a olho nu, as células não são as menores partículas conhecidas pelo homem. Elas são constituídas por um gran­de número de estruturas menores ainda, chamadas moléculas e as moléculas são compostas de estruturas menores ainda — chamadas elementos — e dentro dos elementos ainda podem ser encontradas es­truturas ainda mais minúsculas, chamadas átomos.

 

Os átomos são tão pequenos, que o ponto no final desta frase contém mais de um bilhão deles. Um átomo é tão minúsculo, que é composto quase completamente de espaço vazio. O restante do átomo é composto de prótons, nêutrons e eléctrons. Os prótons e os nêutrons estão agrupados a um núcleo minúsculo e extremamente denso, bem no centro do átomo. Um pequeno feixe de energia chamado eléctrons vibram ao redor desse núcleo à velocidade da luz. Eles são o núcleo dos blocos de construção que mantém todas as coisas unidas.

 

Assim, onde o átomo adquire sua energia? E que força man­tém unidas suas partículas de energia? Os cientistas chamam isso de energia atômica. Este é apenas um termo científico para descrever o que eles não conseguem explicar, pois Deus já disse que Ele está “sus­tentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1:3). Colossenses 1:17 diz: “Nele, tudo subsiste”.

 

Pare e pondere sobre isto por apenas um momento. Aí está o glorioso Criador a quem nem sequer o universo pode conter. O uni­verso é medido pela palma da sua mão; contudo, Ele é tão minucioso nos seus desígnios em relação à pequenina Terra e suas criaturas, que deixa a ciência moderna confusa após anos de estudo.

 

Agora, você pode entender mais claramente o salmista quando ele declara: “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste...” (SI 139:14). Você também pode ver, especialmente nesta dispensação, com todo o conhecimento científico que nós acumulamos até agora, o motivo pelo qual a Palavra diz: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus...” (SI 14:1).

 

É claro que muitos livros podem ser escritos sobre as maravi­lhas e a sabedoria da criação de Deus. Este não é meu objectivo aqui. Meu propósito é despertar espanto e admiração pelas obras das mãos de Deus, porque elas proclamam a sua magnífica glória!

[…]

 

Agora, você pode entender um pouco melhor o que Deus real­mente estava querendo dizer, quando perguntou a Jó: “Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu” (Jó 41:11).

 

O QUE  É O HOMEM?

 

Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites? (Sl 8:3, 4)

 

 

(…) Pare e pense nisto (…). Este tremendo e poderoso Deus, que criou o Universo e pôs as estrelas no lugar com os seus dedos, agora vem para um pontinho de um planeta chamado Terra e transforma o que parece ser um pequenino e insignificante pontinho de pó, no corpo de um homem.

 

Mas o que realmente impressiona (…) é o enfoque total da atenção de Deus. Ela está completamente fixa neste ser chamado homem. O salmista nos diz que os pensamentos dele a respeito de nós são preciosos, e que a soma deles é tão grande que se fossem conta­dos excederiam os grãos de areia na Terra (Sl 139:17, 18). »

                                          

John Bevere; “O Temor do Senhor”; Editora Atos; pp. 43-52.

 

 

Qual é afinal a mensagem do Universo?

A Sua mensagem não permite acaso nem acidente.

É a mensagem de um Deus muito grande. Um Deus infinito, eterno e Todo-Poderoso. Mais ainda: a mensagem de alguém que gosta do que é pequeno. De alguém que sendo cheio de poder, está enternecido com amor. Uma pergunta ecoa bem alto: Como é que alguém tão forte ama tão delicadamente?

É a mensagem de alguém que sendo grande, olhou para o pequeno, para que aquele que é pequeno se sinta especial e possa olhar para Aquele que é grande.

 

Já olhou para Ele hoje?

 

Colocado em 14.07.07