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História Estudo Aqui!
HISTÓRIA REGIONAL
CMU - CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP

Através de uma ligação telefônica com o historiador do CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP (CMU) Fernando Antonio Abrahão, obtive a segunda informação:
Campinas possui acervos contendo arquivos dos mais variados com todo tipo de documento. Estes arquivos não são de difícil acesso e nem são bloqueados de forma alguma. O que acontece é a falta de divulgação de onde eles estão localizados e guardados.
No site: www.centrodememoria.unicamp/arqhist/, encontramos o artigo deste autor/historiador, mencionado acima, que explica sobre a preservação de arquivos e a produção de conhecimento, intitulado " Cooperação entre poder público e Universidade: a preservação de arquivos e a produção de conhecimento"
O artigo explica sobre a preocupação com a situação dos arquivos públicos locais de Campinas e região.
Tal preocupação levou os administradores, memorialistas da cidade, professores do instituto de filosofia e ciências Humanas e da faculdade de Economia, como também o antigo Reitor,fundador da UNICAMP, o Professor Zeferino Vaz a terem a iniciativa de preservar documentos judiciários dos períodos COLONIAL, IMPERIAL e REPUBLICANO Campineiro. 
Os documentos preservados são de níveis FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL. Foram transferidos do Fórum da Comarca de Campinas, para a universidade, a UNICAMP. "(...) Esse caso é tão singular que propiciou o surgimento de um espaço de preservação de documentos e pesquisa da memória LOCAL e REGIONAL dentro da Universidade, o Centro de Memória (CMU), criado em 1985. Acesso ao artigo:http://www.centrodememoria.unicamp.br/arqhist/content/uploads/arquivos/pdf/Coop_PPublico_Universid.pdf
O acervo possui, dentre outros:
Arquivos contendo documentos do tipo:
INVENTÁRIOS - ARROLAMENTOS - TESTAMENTOS E AÇÕES DIVERSAS referentes ao século XVII, XIX e também do século XX até 1930. Tais arquivos possui um acervo que nos permite estudar a região chamada de OESTE VELHO como também nos permite o conhecimento, interpretação e explicação científicas de questões ligadas à ESTRUTURA FUNDIÁRIA, ESTRUTURA DE POPULAÇÃO, CAMADAS SOCIAIS ( escravos, trabalhadores nacionais, imigrantes, classes médias e a aristocracia cafeeira), MOVIMENTO ABOLICIONISTA, IDEOLOGIA POLÍTICA, ESTILO DE VIDA DA ÉPOCA, tais como: higiene,lazer, ocupações, costumes, etc, GRANDE LAVOURA DE EXPORTAÇÃO, etc.
Segundo o historiador, em seu artigo relata que, tal demonstração de interesse, levou ao convênio entre o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e a Universidade Estadual de Campinas e foi assinado em 4 de março de 1985, onde o Tribunal, faz a entrega de parte do acervo do Arquivo Geral da Comarca de Campinas e região.
A transferência do acervo foi executada por funcionários do Fórum e da universidade, técnicos do antigo CIDIC, Centro de documentação e difusão cultural que originou-se nos anos de 1990, ao Arquivo Central da UNICAMP, o atual CIARQ.
Também em seu artigo, o historiador relata que Amaral Lapa, Héctor e Ademir Gebara continuaram a captação de documentos de origem pública, como: MICROFILMES DE REGISTROS DE CASAMENTO, NASCIMENTOS E ÓBITOS ( 1880-1920), DE FAMÍLIAS E CONJUNTOS DOCUMENTAIS DE ANTIGAS EMPRESAS PRIVADAS SEDIADAS EM CAMPINAS como da Cia MacHary. Também o CMU possui o acervo de ARQUIVOS PESSOAIS doados e somados ao Fórum, dos REGISTROS CIVIS, DA COLETORIA DE RENDAS, DO CORPO DE BOMBEIROS E DA IRMANDADE DE MISERICÓRDIA.
Todos esses documentos deram origem, em julho de 1987, ao CMU, órgão dirigido por Amaral Lapa até meados dos anos de 1990, quando passou o cargo a Professora Olga R. de Moraes.
O historiador Fernando Antonio Abrahão, em nossa ligação, se colocou à disposição dos alunos de História do Centro Universitário Claretiano, para eventuais dúvidas e espera nossa visita ao CMU.
Sites visitados:http://www.centrodememoria.unicamp.br/arqhist/
http://www.centrodememoria.unicamp.br/arqhist/content/uploads/arquivos/pdf/Coop_PPublico_Universid.pdf
http://www.cmu.unicamp.br/arq_historicos
HISTÓRIA DA ÁFRICA
IMPORTÂNCIA DOS AFRICANOS NA FORMAÇÃO CULTURAL BRASILEIRA

É imensurável a quantidade de influência que o continente africano tem na formação da cultura brasileira. Sabe-se que existe uma história da África que antecede o tráfico de escravos para o nosso país e nosso país por sua vez tem uma cultura anterior a este mesmo fato. Daí então após a ocorrência da vinda desses escravos iniciou-se a construção do que hoje é chamado identidade cultural afro-brasileira. Contudo acredito eu, que não somente e apenas nasceu a cultura afro-brasileira como também o princípio da cultura brasileira.
As principais manifestações culturais brasileiras que possuem sua origem na cultura africana são:
A linguagem, a culinária e o folclore.
Na minha opinião, o brasileiro de modo geral não costuma valorizar muito as coisas de seu próprio país, daí segue-se assim sem saber até mesmo que sua cultura provém de outra localidade como o caso do continente africano. É verdade as pessoas nem reconhecem que existe esta influência... Aos que sabem entendem estes povos como "seres inferiores" pois entendem como os "antigos escravos" os rejeitados da sociedade. Sim, no nosso país existe claramente o preconceito, mas fingindo não ter, criando condições ridículas para inserir de alguma forma os afro descendentes em empregos, faculdades, etc de forma que não aparente que estão sendo injustos. Em relação a encarar a cultura africana como subdesenvolvida é uma questão de aceitação da mesma. Acredito que a partir do momento que encararmos como nossa própria cultura estaremos nos permitindo aprimorar nesta questão e abrir novos horizontes e enfrentamentos no qual nos valorizamos mais.
PATRIMÔNIO CULTURAL
Principais diferenças e semelhanças entre Ciência e Memória.

Já ouvi dizer que “memória é a matéria prima da ciência”. A memória resgata a construção de uma identidade consistente de um determinado povo e não pode ser vista como um processo parcial e limitado de lembrar fatos do passado, ela é a construção de referenciais sobre o passado e presente. Os lugares de memória existem onde o registro acaba, é preciso criar arquivos para lembrança, quando não há memória espontânea. Promover o esquecimento das coisas passadas é perder a história que vai identificar ou perder uma identidade que vai contar a história.

Esta Ciência inexata causa dúvidas em relação às fontes, pois uma vez que uma fotografia, apenas retrata o momento, não podemos saber o que de fato ocorreu naquele dia em relação a tudo que foi visto, falado, usado etc. Os instrumentos utilizados no suporte da memória faz reviver e reconstruir a história, porém nunca se têm a História em sua totalidade, é sempre parcial.

Isto, ao meu modo de entender, não significa que não tenha valor histórico, pura e simplesmente por que não se têm a totalidade do fato através de suas fontes.

É preciso mudar o conceito de que tudo que é histórico faz parte de um contexto de “velho”. É necessária a preservação da memória da história para dar identidade a um determinado povo com a prática da educação patrimonial, modificando as consciências.

Contudo a Memória é necessária, pois sem ela vamos perdendo nossa identidade ao longo do tempo.

Um povo sem Memória é um povo sem identidade, não tem História.

Devemos considerar a Memória para a construção de uma interpretação histórica retomando o desenvolvimento do estudo da História e como foi sendo considerada a utilização de fontes.

Se o esquecimento é humano e inevitável, não podemos apagar da memória ou deixar a Memória das coisas passadas por que iremos perder a história e identificação de um povo, historicamente isto é inconcebível.

Por mais que os instrumentos utilizados no suporte da memória para reviver a História, não contenha dados precisos ou em sua totalidade, não acredito que, sendo bem estudadas, compreendidas, interpretadas e consideradas fontes que realmente nos traga veracidade do fato, não se possa identificar uma história através de seus lugares de memória.

A História é contribuinte em todas as áreas, pois através de suas descobertas podemos entender o presente e dar continuidade no que já foi começado e precisa ser aprimorado. A história é o tempo a memória é o espaço. Em um menor espaço de tempo através da História podemos solucionar problemas atuais, identificando o porquê do fato ocorrido. Se não se estuda, não tem resposta para o que ocorreu e ficamos sem entendimento para prosseguir com nossas vidas.

Ao pesquisar sobre a problemática, li que há um consenso de que a História não tem mais a pretensão de estabelecer os fatos como realmente aconteceram. No entanto, não há uma resposta definitiva, o jeito é mesmo continuar o estudo da História e as considerações de suas fontes.

O meu entendimento sem pesquisar, sem fazer as leituras dos textos indicados e assistir a vídeo aulas é de que um povo que não tem história, não tem identidade. O que e como vai passar aos seus descendentes, se não existe nada que comprove sua existência um dia aqui nesta terra. Nada, nenhuma foto, nem um pertence, nem uma carta, nem um relato, enfim. Não há como negar que sem memória, não temos identidade. O conflito que existe com a ciência da História vem de que é inexata e por isso se torna incompleta. Sendo assim gera várias formas de pensar e interpretar o fato, causando dúvidas e incredibilidade em vários assuntos. Por isso, acredito ser essencial praticar a educação patrimonial para que se modifique a consciência das pessoas em relação a preservar historicamente.