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 Indochina:

(from Hong Kong to Bangkok)

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1a Semana

Depois de 2 noites sem dormir e 15 horas de viagem, Hong Kong.

1 dia em Hong Kong: calor, muito calor

 

(Hong Kong)

 

Problemas ao sair de Hong Kong por causa da foto do passaporte.

11 de autocarro com beliches ate Nanning, mas desta vez com um beliche so pra mim :-)

1 dia em Nanning (good to be back to 中国). Ontem alomocei por 45 centimos, hoje pago 10 centimos por 1 hora de net (no aeroporto de Lisboa paguei 2 euros e meio por meia hora!). A noite estive a beber uma cerveja e a "conversar" com uns chineses, Pu Tao Ya : Football very good, Figo, Figo

 

(Nanning)

 

 

(jantar)                                         (pequeno almoco)

 

 De Nanning para Beihai. Ja quase que nao me lembrava da sobrelotacao tipica dos comboios chineses. Mas foram so 3 horas. Um casal de jovens chineses que conheci no comboio levaram-me de taxi, eles pagaram (esqueci-me que os chineses so depois de insistir 3 vezes e' que aceitam), ate ao hotel. Grande hotel, um quarto do caracas, por 21 euros ... o que nem todos os chineses podem pagar.  

 

 (Beihai, Silver beach)

 

1 noite em Beihai, na costa, onde fica a famosa "Silver Beach" ... uma praiazita com uns 5 m de largura e montes de chineses. Entrei na agua ja  estava a anoitecer e ... acho que ja comi soma mais fria.

Autocarro ate Dongxing, junto a fronteira, bicileta ate a fronteira. Ao contrario do que estava a espera, nao houve problemas para passar, so esperar um bocado que os gajos fizessem as formalidades deles. O guarda Vietnamita disse que nao consegui introduzir o meu nome no computador (nao devia haver espaco para o meu nome todo). Mota desde a fronteira ate ao hotel. Tou em Mong Cai, no Vietnam, e parece que a confusao organizada da China deu lugar a confusao desorganizada do Vietnam.

(Vietnam, fronteira)

 

Levantei dinheiro, 1 milhao de Dongs ... e nao sei qual e o cambio. Um gajo que estava com os guardas, ou la o que eram, junto a ATM disse-me que 1 dolar americano eram 16 Dongs, mas nao e'. Se me lembro correctamente, 1 euro sao 45 mil dongs. Bem, na ATM as hipoteses eram 500 mil, 1, 1.5 e 2 milhoes.

  

(Mong Cai)

 

Tive a minha primeira experiencia de comer acompanhado de ratos. Nao foi assim tao mal, eram so 2. Estava a por os ossos do frango numa malga. A gaja do restaurante veio e deitou os ossos para o chao e indicou que a malga era para por o arroz ... passado um bocado vieram os ratos e levaram os ossos.

Tou aqui na net, mas so tenho acesso a alguns sites. Portugueses, nepias. Sera que os meus amigos camaradas vietnamitas so deixam aceder determinados sites???

Amanha, se encontrar a tempo o sitio onde se compram os bilhetes, vou de ferry para Halong city.

Altamente o ferry para Ha Long. O preco do bilhete para estrangeiros era em Yuan (moeda chinesa). E la fui eu acompanhado de Vietnamitas e turistas chineses. As 2 primeiras horas foram altamente, fui sempre junto a uma das duas portas (o barco era fechado), o barco ia passando entre ilhas. Ate que, chegando perto de Halong e, comecando a aparececer as fantasticas e famosas formacoes rochosas de Ha Long, os chineses comecaram a sair da gaiola e acabaram com a minha tranquilidade e espaco junto a saida.

(De Mong Cai para Ha Long)

 

Hoje fui fazer um tour de 4 horas pela Ha Long bay. Fantastico. Fiquei com pena de nao ter feito o tour de 2 dias, mas nao me estava a apetecer muito passar 2 dias de barco, neste tipo de roteiro turistico. Foi curto, mas fui so com Vietnamitas ... eles dentro do barco, com putos aos berros (como em qualquer parte do mundo), e eu na parte de cima do barco.

 

(Ha Long bay)

 

Desde sabado, em Hong Kong, falei hoje, sexta, na viagem para Hanoi, pela primeira vez com ocidentais.

Agora tou em Hanoi. Ainda nao me mexi muito. Nao arranjei lugar no backpackers hostel (encontrei la 2 portugas), vou ficar num hotel, pelo que ja vi, mais ou menos backpacker, mas num dormitorio com Vietnamitas. Pelo que ja vi de Hanoi, o transito e' caotico mas mais ou menos organizado ... pelo menos parece que param nalguns vermelhos, obviamente so 30 segundos depois de ter ficado vermelho.

(Rio Vermelho)              

(Hanoi)    

 

Agora vou passar o fim-de-semana em Hanoi e, no domingo a noite ou segunda de manha, bazar para Sapa. Isto, se arranjar bilhete de comboio. 

 

                 (cerveja)

(Hanoi)

 

Bem, Hanoi e' uma cidade altamente, nota-se uma certa influencia de arquitectura europeia do inicio do seculo 20, e ha alguns cafes que dao logo ar de colonionalismo tropical frances. O transito que eu dizia que era mais ou menos organizado ... e', afinal, organizadamente caotico. Tive uma das experiencias mais radicais da minha vida: atravessar uma rua do centro de Hanoi ao principio da noite. Fiquei a espera que o transito de motas (vi mais motas nos 3 dias que estive em Hanoi que no resto da minha vida, e nao estou a exagerar) diminuisse, mas nada. Entao pensei que era impossivel atravessar a rua (pensei mesmo), ate que vi duas gajas ocidentais que atravessaram como se estivessem a passera ma praia. Decidi atravessar e consegui chegar inteiro ao outro lado. A segunda e terceira vez ja custaram mesmo, e a partir dai ate comecei a achar piada. Mas e' este tipo de ritmo que faz de Hanoi uma cidade fixe. Conheci no sabado a noite um grupo de francese que vivem em Hanoi, e no domingo fui jantar com eles frango com mel.

   (palacio presidencial)                        (rio Vermelho)

                                                                                         (mausuleu de Ho Chi Minh)                                     

(Hanoi)          

 

2a Semana

 Agora estou em Sapa. Fiz um trekking de 2 dias ... altas paisagens de terracos de arroz ... uma cor de verde que mesmo so visto, uma das paisagens mais bonitas que alguma vez ja vi. Mas muitos turistas, muitos espanhois, e sempre gente local a tentar vender artesanato. Perto de Sapa ha algumas aldeias onde vivem minorias etnicas, passamos por aldeias Hmong e Dao (emigradas do sul da China nao sei quando e obrigadas a viver nas montanhas), com pessoas vestidas com trajes tipicos da sua etnia ... fica sempre aquela impressao que o fazem para os turistas, acho que em parte sim, mas nao na totalidade. E acho que vi as criancas mais bonitas que ja vi na vida.

        

   (Sapa)

 

Agora de Sapa, de volta para Hanoi. Sexta e sabado em Hanoi.

 

3a Semana

 Domingo as 04h da matina tinha o autocarro para Dien Bien Phu. Depois de no sabado ter tentado encontrar a estacao de autocarros de ondem partem para Dien Bien Phu, no domingo de madrugada la' consegui chegar la' de taxi, mas so' descobri onde devia apanhar o aitocarro gracas a um outro taxista que me acompanhou ao autocarro.

Depois de 14h por estrada, ora de alcatrao, ora de terra, com 30 pessoas num daqueles autocarros pequenos, uma mudanca de pneu e muitos vomitos no final, mas paisagens magnificas, estou em Dien Bien Phu, onde os Franceses perderam a batalha que levou 'a sua retirada final da Indochina. Daqui 'a fronteira com o Laos sao 30 Km. Se tudo correr bem (bus 'as 05h30 e fronteira) amanha de manha estou no pais do milhao de elefantes.

(De Hanoi a Dien Bien Phu)

 

Consegui apanhar o autocarro as 05h30 (so ha 3 por semana). Vou com 2 Holandeses, 1 Belga e 1 Espanhola. Passados 10 Km, parou ... so segue as 07h00. Para que arrancar as 05h30 para parar 10 Km depois e so seguir as 07h00??? Perguntamo-nos! Levou mais de uma hora a passar a fronteira. Os guardas do Laos, apesar de toda a simpatia, levaram um eternidade por causa da papelada dos vistos, mas nao houve nenhum problema. Quando basamos vieram desejar-nos boa viagem.

  

(paregem de 1h30 apos 10Km de viagem)       (ja estou no Laos)                           (paragem para almoco)

 

 Ao entrar no Laos a estrada muda de alcatrao para terra, mas o condutor mantem a mesma velocidade, uns estonteantes 20 Km/h. Paisagens maravilhosas, aldeias com casas de madeira e palha. Fazemos a terceira paragem do dia. A quarta paragem e' para almoco, saimos de Dien Bien Phu as 05h30 da matina e devemos ter feito uns 70 Km. O motorista deu-me a provar um bocado da sopa de peixe dele ... divinal. Comemos todos sopa de peixe e bebemos BeerLao (provavelmente o produto mais famoso do Laos). Logo a seguir ao almoco cruzamos um rio, como nao ha pontes os rios sao mesmo atravessados.

 

         (paregem para almoco)   (paragem para reparacao da direccao)     (travessia para Muang Khuoa)

 

Por volta das 15h30 chegamos a Muang Khuoa, na margem do rio Nam Ou. Nao ha ponte, mas este nao da para atravessar. O autocarro fica e nos passamos de barco para a margem onde a "cidade" fica. Nada de especial nesta cidade, ruas nao pavimentadas, algumas guest-houses, 2 restaurantes. Encontramos um alemao que vive la e que trabalha para uma ONG na area da agricultura. De manha troquei no banco dolares por kips, e la vou eu de carteira recheada.

Apanhamos um barco para Nong Khiaw, 4 ou 5h. Ao principio estava a ser engracado, ir pelo rio, levar com a brisa, ver de vez em quanto putos a brincar nas margens, mas passadas umas 2 ou 3h, comecaram a aparecer montanhas espectaculares com floresta ainda mais espectacular, mais bonito do que se pode imaginar ... o paraíso cá na Terra

 

 

(viagem de barco para Nong Khiaw)

 

  

(Bungalow em Nong Khiaw)                                      (Vistas de Muang Noi)                                      

  

Depois de 2 dias em Louang Prabang, uma pequena desilusao, cheio de tursitas, e 10h de autocarro, estou na capital Vientiane, onde ha algumas decadas atras era mais facil encontar opio que cerveja. Como os "bons tempos" nao duram para sempre, agora ha cerveja com fartura :) Amanha vou de autocarro para Savannakhet no centro/sul do Laos , mais 8h de bus

 

(Louang Prabang)

 

 

 

   (Vientiene, Vienciana em Português)

 

4a Semana

 Ja estou em Savannakhet, na margem do Mekong. Ve-se a Tailandia do outro lado do rio. Fui dar uma volta de bicicleta fora da cidade, uns 15 Km por uma estrada de terra ... fixe, campos de arroz, coqueiros, putos a gritar "Sa ba di" (ola'). Ontem estive a beber uma cerveja com uns gajos daqui do Laos, pagaram-me a cerveja, e fui 'a discoteca ca da terra.

  

                  (a "minha" bicla)                        (bombo em mosteiro)                (barcos para corridas)

 

(Mekong, Tailandia do outro lado)                                                       

        (Perto de Savannakhet)

 

Estava a pensar em apanhar o autocarro esta noite para Hue no Vietnam, mas parece que ha uma outra fronteira mais a sul onde estrangeiros podem atravessar do Laos para o Vitenam. Parece, porque a unica informacao que arranjei foi num site na net. Mas nao me apetece estar a apanhar um autocarro 'a noite, e' fixe para dormir, mas nao se ve nada por onde se passa. O pior que pode acontecer e' a fronteira estar fechada e ter de voltar para tras, ou mais provavelmente nao ir ao sul do Vietnam e passar directamente do Laos para o Cambodja.

Apanhei o autocarro de Savannakhet para Attapeu, 11h de bus, com paragem para almoco e paragem em Pakxe. Para Attapeu tambem vai um gajo Australiano, mas algo estranho. Para Attapeu quase nao vao turistas, e ele confirmou-me, disse que ja tinha ido algumas vezes a Attapeu e era sempre o unico turista. Attapeu e' uma cidadezita sem nenhum interesse, para alem de ficar junto a uma reserva, ou parque, natural, mas nao creio que haja muitos, se e' que ha algum, tours para visitar esta reserva a partir de Attapeu. Mas este gajo nao tem pinta nenhuma de quem se mete a caminhar no meio da floresta, nem num tour organizado, mas muito menos por conta propria. O gajo e' branco como a cal, tem ate um aspecto doentio, viaja com uma mochila pequena, um saco de viagem e um guarda chuva. Fiquei sem saber o que traz a Attapeu.

 

                            (Pakxe)                                 (Esmola para os monges emAttapeu)

 

Attapeu era onde o trilho de Ho Chi Minh, que ligava o norte ao sul do Vietnam, grande parte atraves do Laos, se dividia em dois: uma parte para o sul do Vietnam, outra para o Cambodja. Obviamente, apesar de estar no Laos, foi uma das zonas mais bombardeadas pelos americanos durante a guerra e onde usaram o famoso Agent Orange ... a fire that doesn't burn. Alias, durante a guerra do Vietnam (os Vietnaminas chamam-lhe a guerra americana) os americanos deixaram cair no Laos 75 vezes o poder explosivo que deixaram cair em Hiroshima! O Laos é, de toda a história, o país mais bombardeado per capita! ... 2 milhões de toneladas de bombardeamento (mais do que caiu na Alemanha e Japão juntos na 2ª guerra mundial) ... meia tonelada per capita!

No dia seguinte la apanhei o autocarro (a carrinha) para o Vietnam, a fronteira esta aberta a estranjas, e nao houve qualquer problema. Como ja nao fazia a barba ha mais de uma semana nao me perguntaram se eu era o mesmo gajo do passaporte. Mas os guardas do Laos, o posto fronteirico esta instaladao num barraco de madeira, acho que ficaram um bocado surpreendidos com o meu passaporte. Chegamos a Kom Tum, no Vietnam, por volta das 14h30. As 16h30 apanhei outro autocarro para Ho Chi Minh city que deveria chegar as 05h00, mas avariou pelo caminho e tivemos de passar para outro autocarro e, para alem de passar as ultimas 4 ou 5 horas de viagem sentado no chao, so chegamos as 08h da matina.

Tou agora em Ho Chi Minh city, Saigao. Diz-se, ou dizia-se, que Hanoi e' uma senhora (lady) e Saigao uma cabra (bitch).

   (Correios)                                     (Hotel de Ville)                                     (Rio Saigão)

(Ciadade de Ho Chi Minh, antiga Saigão)

 

5a Semana

Dois dias em Ho Chi Minh city, nao achei nada de especial, muitos estranjas no centro. Muitos americanos que acho que nao fazem mais nada do que passar o dia em bares para americanos. A parte mais interessante foi a parte chinesa da cidade, ruelas com lojinhas e mercados, durante essa tarde so vi um ocidental.

Vim hoje de autocarro de Ho Chi Minh para Phnom Penh. No autocarro tentaram levar-me 24USD para o vista para o Cambodja, quando o preco do visto e' 20USD. Disseram-me que se fosse eu a tratar da cena ia demorar 2h a passar a fronteira ... pois ... despachei-me mais depressa que os gajos do autocarro.

No Cambodja a paisagem foi espectacular: campos de arroz e coqueiros. Parecia aquelas imagens de jardins na Florida, mas jardins dezenas de vezes maiores, e o verde do arroz e' mais bonito que o verde da relva. Mas ve-se logo que o Cambodja e' muito mais pobre que o Vietnam.

(Banam, na margem do Mekong, Cambodja)

 

Ao chegar a Phnom Penh fui "atacado" por quase uma dezena de gajos para me levarem de mota 'a guest-house onde tem comissoes. Acabei por vir a pe para uma zona junto ao lago, onde ha guest-houses com varandas com esplanadas sobre o lago ... um paraiso comparado com a confusao que vi no centro da cidade. Jantei um caril de peixe, com uma apresentacao de custar umas dezenas de euros em Portugal, por 1.5 euros, e divinal, nao sei se era por estar com fome mas acho que foi uma das melhores refeicoes que comi na vida, tava mesmo bom.

Achei Phnom Penh uma cidade interessante. Afinal a confusao era so junto a estacao de autocarros. Ontem aluguei uma bicla e passei o dia a pedalar pela cidade. Mas, principalmente a noite, e' a cidade de "sex, drugs e motorbike" ... nao faltam bares de meninas, gajos a tentarem vender coisas que nunca ouvi falar e gajos a oferecerem servico de taxi nas suas motorbikes ... mas, apesar de as vezes insistirem demais, sempre com simpatia e delicadeza.

  

  

(Phnom Penh)

 

Agora estou em Siem Reap, a 8 km do maior edificio religioso de mundo: Angkor Wat, e pucos mais quilometros de centenas de templos de Angkor, a antiga capital do imperio Khmer. No seu apogeu, Angkor chegou a ter uma populacao de 1 milhao de pessoas, quando Londres tinha 50 mil.

A paisagem entre Phnom Penh e Siem Reap foi, mais uma vez, espectacular, por entre jardins de arroz e coqueiros. A chegada a Siem Reap foi ainda pior que a Phnom Penh ... montes de gajos para levarem o pessoal de motorbike para a guest-house onde tem comissao, mas sempre correctos e simpaticos, mas insistentes ate dizer chega.  Acho que e' facil desesperar e manda-los 'a merda, mas e' o ganha pao deles e ha que entender isso.

 

(Entre Phnom Penh e Siem Reap)                        (Aranhas fritas)                

 

2 dias em Siem Reap, a visitar os templos de Angkor ... em bicicleta. No segundo dia devo ter feito uns 50Km de bicicleta numa bicicleta de merda, e ainda uns quilometros a pe'. Mas sao espectaculares, os templos ... imagino o que os primeiros europeus sentiram ao descobri-los no  meio da selva. E nao, nao foram os franceses os primeiros europeus a  descobri-los ... foram os nossos tetra-tetra-tetra-avos portugueses. Mas Seam Reap esta cheio de turistas ... e agora e' a epoca baixa. Poderia ser quase comparado a qualquer cidade no Algarve.

  

 

(Angkor Wat)

 

  

  

  

(Angkor)

 

11 ou 12 horas de viagem de bus, 6 horas de Seam Reap ate 'a fronteira por uma estrada de terra em obras ... e, pelo que me disseram, ha 2 ou 3 anos atras era pior. Consta-se que ha uma companhia aerea a pagar a alguem no governo do Cambodja para que a estrada seja a ultima a ser melhorada, quando e' muito provavelmete a mais importante estrada do Cambodja, quer em termos de turismo quer em termos de comercio. Mas corrupacao no Cambodja e', pelos vistos, o pao nosso de cada minuto ...  ve-se muita gente muito pobre, muitas pessoas com membros amputados por causa das minas, mas veem-se muitos carros de luxo, os templos de Angkor sao geridos por uma companhia petrolifera, 75% dos 20USD do bilhete diario para visitar os templos vao para o governo (pois, donde viria o dinheiro para os jipes Lexus???).

 

(Estrada entre Siem Reap e a fronteira)           (Fronteira com a Tailândia)        

 

Passar do Cambodja para a Tailandia foi passar de uma estrada de terra para uma autoestrada de 2 faixas da cada lado, literalmente e figurativamente.

Hoje,  8 horas de barco, 20 horas de comboio e 125 horas de autocarro após ter saído de Hong Kong, cheguei a Bangkok, Krung Thep Maha Nakhon, a cidade dos anjos, em Tailandês (nome oficial: Krung Thep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Yuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Piman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit). Bangkok foi um nome dado pelos ocidentais.

(Bangkok)

 

Saí à noite em Bangkok, no centro, onde param todos, ou quase todos os muitos ocidentais. Veem-se mais ocidentais que Tailandeses. Mas fui a um bar onde só estavam 4 ou 5 ocidentais ... mas era compreensivel: havia lá um concertozito rock, mas parecia que estava na parte da frente de um concerto de Metallica, nunca tinha visto um bar com tamanha concentração de pessoas, e tudo alegre e a curtir ... bem, a Tailandia é conhecida como a terra dos mil sorrisos.

No dia seguinte apanhei o avião para Macau e, como cheguei já tarde, decidir passar a noite em Macau. Depois de alguns copos, na casa de banho de um casino (como em Macau há um casino em cada esquina, é sempre melhor ir dar a mijita ao casino que no meio da rua), um chinoca perguntou-me "Where are you from?", respondi "from Portugal", e disse ele para o amigo "Foda-se é Português" ... "Nós somos Macaenses", e isto com um sotaque totalmente Lisboeta. Não percebo muito bem porquê mas há 'Macaenses' e há 'Chineses de Macau' que estão em grande maioria.

No dia seguinte apanhei o barco para Hong Kong. 36 dias depois de ter aterrado volto para o aeroporto de Hong Kong. Tenho comigo 9 diferentes moedas: Dolares de Hong Kong, Yuans chineses, Dongs do Vietnam, Kips do Laos, Riels do Cambodja, Bahts da Tailandia, Patacas de Macau, para além de Euros e Dolares Americanos.

... e a parte que mais custa: voltar. 13 horas de avião para Paris (ao menos consegui dormir no avião), 6 horas de seca e de frio em Paris, e avião para Lisboa.

 

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