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Ártemis

Hino Órfico 36 - A Ártemis, com fumigação de maná:
Ouça-me filha de Zeus, rainha celebrada, Bromia e Titanis, de conduta nobre; a que em dardos se rejubila e em tudo brilha, a Deusa portadora da tocha, a divina Diktynna. Sobre os nascimentos presides e és uma donzela a cujas dores do parto concedes pronto auxílio; aliviadora da cinta, e de cuidado dobrado, feroz caçadora, gloriosa na guerra silvícola; veloz em seu curso, habilidosa com flechas temíveis, a que perambula pela noite, se rejubilando nos campos; a de forma valorosa, ereta, de mente generosa, ilustre Daimon, enfermeira da humanidade; imortal, terrena, ruína dos monstros caídos, esta tua abençoada donzela, nas montanhas arborizadas habita; adversária do veado, que se delicia em florestas e cães, na juventude infinda tu floresces bela, clara e brilhante. Ó rainha universal, augusta, divina , de formas variadas, o poder Cydoniano é teu. Deusa guardiã da veneração e respeito, com mente benigna, auspiciosa vens, aos ritos místicos inclinada; dê a terra um estoque de bonitos frutos a colher, envie paz gentil e saúde, com um cabelo adorável, e para as montanhas dirija a doença e o cuidado.
~ Bromia = a ruidosa, a primeira tempestade // Diktynna = senhora das redes de caça, deusa do monte Dikte, onde Zeus nasceu ~

Hino Homérico IX - A Ártemis
Musa, eu canto a Ártemis, irmã daquele que atira longe, a virgem que se delicia em flechas, a que foi criada com Apolo. Ela abastece seus cavalos do profundo mel da cana, e rapidamente conduz sua dourada biga através do Smyrna até o vinícola Claros onde Apolo, deus do arco prateado, fica sentado esperando pela deusa que atira longe e que se delicia em flechas. E então saúdo a ti, Ártemis, em meu canto, e a todas as deusas também. A ti primeiro eu canto e contigo eu começo; e, agora que comecei contigo, cantarei outra canção.

Hino Homérico XXVII - A Ártemis
Canto a Artemis Khryselakatos (de setas douradas), Keladeine (de voz forte), Parthenon Aidoine (a virgem venerada), Elaphebolos (que caça cervos), Iokheaira (que se encanta em flechas), irmã de Apolo Khrysaor (da espada dourada). Sobre as colinas sombrias e picos com muito vento ela toma seu arco dourado, rejubilando-se na perseguição, e envia setas atrozes. Os topos das altas montanhas tremulam e a entrançada floresta ecoa temerosamente com o grito das feras: a terra treme e o mar também, onde os peixes formam cardumes. Mas a deusa com um coração corajoso se volta por todo o caminho, destruindo a raça das feras selvagens: e quando ela está satisfeita e tem o coração animado, então a Theroskopos Iokheaira (caçadora que se delicia em flechas) afrouxa seu arco flexível e vai até a grande casa de seu querido irmão Febo Apolo, à rica terra de Delfos, ali para ordenar a adorável dança das Musas e das Cárites (Graças). Lá ela pendura seu arco curvado e suas flechas, e comanda e conduz as danças, graciosamente enfeitada, enquanto todos pronunciam suas vozes celestiais, cantando como a Leto de hábeis tornozelos pariu as crianças supremas entre os imortais, tanto em pensamento quanto em ação. Saudo a ti, filha de Zeus e da Leto de ricos cabelos! E agora me lembrarei de ti e de outra canção também.
(traduções da Alexandra)

Hino Homérico IX - A Ártemis
Ártemis celebra, Musa, a irmã do longiflecheiro,
virgem dardejante, criada com Apolo
ela que seus corcéis banha nos profundos remoinhos de Meleto
e ligeira por Esmirna o carro todo de ouro dirige
até Claro rica em vinhedos onde Arcoargênteo Apolo
senta-se à espera da longiflecheira dardejante.
E a ti, assim, salve, e também a todas as deusas no canto:
Todavia a ti e de ti eu primeiro começo a cantar,
e por ti tendo começado, passarei a outro hino.
(tradução de Rafael Brunhara)

Hino Homérico 27, a Ártemis
Ártemis de hastes douradas, que clama a caçada, é quem canto,
Virgem augusta, que lança suas setas no gamo, flecheira,
Ela e não outra é a irmã para Apolo da espada dourada.
Sobre as montanhas umbrosas e os cumes cortados por ventos,
Saca o seu arco de ouro maciço, alegre ao caçar,
E suas flechas doridas atira. Estremecem-se os picos
De altas montanhas e as matas cerradas ecoam com gritos
Hórridos vindos das feras. A terra é tomada em tremor,
Bem como o mar rico em peixes. Mas com coração resoluto
Vira-se a todos os lados, matando a linhagem das feras.
Quando por fim se contenta a flecheira com sua caçada,
Tendo já o ânimo alegre, relaxa o seu arco flexível
E vai então para a grande morada do irmão estimado,
De Febo Apolo, que fica na terra fecunda de Delfos,
Para ordenar a belíssima dança das Graças e Musas.
Lá dependura por fim o seu arco recurvo e suas flechas
E então conduz, com a forma alinhada e repleta de graça,
Dando o início às danças, enquanto com voz ambrosíaca
Canta-se o fato de Leto dos pés graciosos ter tido
Filhos supremos em meio aos eternos em mente e em seus feitos.
Salve, crianças de Zeus e de Leto de belos cabelos!
Ora de vós eu irei me lembrar e de uma outra canção!
(tradução de C. Leonardo B. Antunes)

Hino Órfico 1 a Prothyraia, com incenso de estoraque.
Ouve-me, ó deusa multi-insigne, nume de muitos nomes,
auxiliadora dos trabalhos de parto, doce visão às puérperas;
salvadora das mulheres, só tu  que amas as crianças;  afável,
rápida parteira, presente ao lado das jovens mortais, Pórtica [Prothyraia],
detentora das chaves, acessível, que ama nutrir, gentil a todos,   (5)
tu, que reges os lares de todos e rejubila-te nas festividades,
invisível assistente das mulheres em parto, mas visível em todos os feitos;
Ilítia, libertadora de penas para as que estão em terríveis necessidades!
Só por ti chamam as puérperas, ó conforto das almas,
Pois em ti está o fim e o alívio das dores do parto,               (10)
Ártemis Ilítia † e  † insigne, Pórtica [Prothyraia]!,
Ouve-me, venturosa, dá-me a geração sendo tu auxiliadora,
e salva-me, pois és por natureza a salvadora de todas sem exceção.
(Tradução de Rafael Brunhara)
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