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O embaraçoso e constrangedor ruído “pum” vaginal: mito ou realidade?

postado em 25 de set de 2011 16:20 por Ja Machado   [ 25 de set de 2011 16:57 atualizado‎(s)‎ ]

Chamados de flatos vaginais, o ar que sai da vagina da mulher durante uma relação sexual pode ser confundido com um barulho similar ao de um "pum". O som é resultado do ar que entra em excesso na vagina da mulher durante a penetração.

 
Sintomas miccionais (incontinência), intestinais (incontinência fecal) e sexuais tem sido freqüentemente descritos na disfunção do assoalho pélvico vaginal. Em nossa experiência, não é incomum o relato de pacientes que apresentam como queixa o “ruído vaginal”, especialmente durante as relações sexuais e suas mudanças de postura. O ruído vaginal é geralmente descrito como um som muito fraco e marcante, muito semelhante ao flato intestinal.

O mecanismo do ruído vaginal ainda é desconhecido. É possível que o ar fique preso no fundo de saco posterior e que, por movimentos bruscos durante o coito, seja liberado e produza o ruído típico.

O termo “garrulitas vulvae” (do grego garrulitas: gorjeio – som que os pássaros emitem) ou Flatos Vaginais é o termo usado quando, o ar expulso da vagina, geralmente, durante o ato sexual, faz os pequenos e grandes lábios vibrarem e como conseqüência surge o som característico.

 

De acordo com a posição sexual do casal, há uma entrada maior de ar quando ocorre a penetração, comprimindo o ar na cavidade vaginal. Dependendo da velocidade e da pressão da penetração, o barulho produzido pode variar de intensidade. "Quanto mais intenso, maior a força e maior o barulho".

Algumas posições durante a relação sexual favorecem a maior entrada de ar na vagina, facilitando os flatos vaginais. Quanto mais "aberta" a vagina, mais ar entra no local, assim, as chances de fazer barulho são maiores.

Isso significa que alguns "malabarismos" podem facilitar a entrada de ar em excesso na vagina. "Algumas posições do Kama Sutra" em que apenas a região da pélvis do casal ficam juntas favorecem a entrada do ar. Entretanto, é a disfunção do assoaflo pélvico com frouxidão da musculatura perineal, determinante no aumento da abertura vaginal, facilitando a entrada de ar em excesso durante o ato sexual.
 
artigos disponíveis na sessão [artigos e documentos]
 
 Vaginal noise: prevalence, bother and risk factors in a general female population aged 45–85 years
     International Urogynecology Journal, 2009, Volume 20, Number 8, Pages 905-911
 
 Vaginal wind – a new pelvic symptom

      International Urogynecology Journal, 2003, Volume 14, Number 6, Pages 399-402

 

 Vaginal wind—a treatment option

      International Urogynecology Journal, 2007, Volume 18, Number 6, Page 703

 
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