Axl Rose é entrevistado por Del James para a revista Spin! Veja a tradução completa.

Axl Rose
W. Axl Rose concedeu uma entrevista para a revista Spin, conduzida pelo seu amigo de longa data, Del James. Veja a tradução completa feita pelo GunnersBrasil.

''Desde o lançamento do tão aguardado álbum ''Chinese Democracy'' em Novembro passado, Axl Rose falou muito pouco sobre isso, reservando a fóruns de discussão e e-mails os poucos comentários que fez. Mas se há uma pessoa que poderia fazê-lo quebrar o silêncio, essa pessoa é Del James, amigo de longa data de Rose, diretor de turnê e o homem cuja curta história, ''Without You'', inspirou o clipe épico para ''November Rain''.

James, um jornalista de música que cobriu o GN'R por anos, desde os seus primeiros dias na revista de metal RIP, como também em alguns artigos da Rolling Stone, conversou com Rose e está compartilhando os resultados desta exclusiva cara-a-cara com a Spinner. Sim, aqui está ele, W. Axl Rose, falando sobre Slash, respondendo se ele estava ou não tentando fazer o melhor álbum de todos os tempos, e dizendo filosóficamente quando a formação original do GN'R morreu de verdade.
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Del James: Como foi dito, você estava, tanto mentalmente ou em qualquer outra forma, tentando criar o ''melhor álbum já feito''?

Axl Rose: Não. Isso é estúpidamente rídiculo e mais mídia negativa sem sentido. Nós todos estávamos tentando fazer o melhor de nós para os fãs, e nós mesmos.

Em algum momento você sentiu ou disse que você ou a banda tinham que criar uma ''obra de arte''?


Claro que não - mais coisas sem sentido. Obviamente, a mídia, elementos do público, fãs ou detratores tiveram todos os tipos de altas esperanças, expectativas, pressões, negações, etc.  Eu não acho que ninguém se importaria em descobrir uma mina de diamantes, e eu não acho que ninguém em um campo competitivo chegaria longe se não tivesse sonhos, aspirações ou simplesmente esperança de fazer bem. Isso dito, esses tipos de comentários são mais dos nossos detratores, tirados de suas bundas ou de ares rarefeitos.

Você sente que o seu dito senso de perfeccionismo atrasou o lançamento do álbum?

Não. O Guns em nenhuma outra formação iria lançar algo bom assim tão cedo. E não importa o quanto qualquer um de nós tentasse, não acontecia, mesmo que às vezes um número de nós estivesse tentando fazer isso, com tudo o que estava acontecendo na época. Quanto ao chamado perfeccionismo, eu creio que isso tem muito a ver com os seus objetivos, os seus requerimentos, com o que qualquer um esteja fazendo ou criando. Níveis diferentes podem ser requeridos para diferentes objetivos. Se você está fazendo freios para um veículo, o que é requerido? É tudo relativo, certo? Você tenta fazer as melhores ligações que você pode em determinados momentos, e parte daí. Geralmente, quando este termo é usado por outros em relação a mim ou em como eu trabalho, é dito em uma maneira negativa, ou como uma desculpa para suas insuficiências - e novamente, pelos meus detratores. Eles estando abertos a isso ou não, algumas pessoas gostam de colocar as outras em uma luz negativa; isso os ajuda a se sentirem melhor sobre si mesmos. Muitos ouvidos e muitos comentários estúpidos provaram isso.

Você separou o Guns antigo?

Eu acredito que o compromisso de acabar com o Guns antigo veio bem antes do começo da banda, no coração e alma de um homem. Depois disso, ficou mais visível algum tempo antes/durante [os álbuns 'Use Your Illusion], quando os outros optaram, por razões pessoais, mudar a nossa aproximação, estilos e métodos de trabalhar juntos. Na época, eu inconscientemente escolhi me adaptar como significado do que eu sentia sobre mim mesmo e sobre a sobrevivência do Guns, e mergulhei em tudo o que eu podia para sair disso, para dar suporte e promover nossos esforços.

A foto da banda na frente da obra ''Dead'' não foi uma coincidência, mas também não foi algo que eu pudesse falar abertamente, e algo que eu esperava que pudesse mudar. Eu não conseguia alcançar o Izzy [Stradlin] e não conseguia gerenciar ou enduzir Slash e seus objetivos pessoais a levar o Guns mais a sério do que eu, e eu tenho sorte de ter sobrevivido, lançado o que nós fizemos, e aproveitado um pouco os resultados. Mas para todas as tentativas e propósitos, a formação do 'Appetite [For Destruction]' já estava morta, e com a adição de Matt [Sorrum], o fim da então-formação e o que realmente era o Guns, era uma questão de tempo. Apenas decisões vindas dos corações de outros poderiam ter mudado isso. Infelizmente, nada aconteceu.

Eu geralmente sou culpado pelo tempo que demorou para os ''Illusions'' serem lançados, mas de novo, a realidade da minha culpa seria a de não ter encontrado um caminho para fazer Slash terminar com seus vícios e trazer ambos, ele e Izzy, juntos em uma forma similar a do ''Appetite'', ou em outra progressão mais contribuinte ao Guns do que como aconteceu nos ''Illusions''. Infelizmente, isso nunca aconteceu de verdade, e ambos, Guns e público, sofreram com isso. Eu fico com a responsabilidade no sentido de que se eu soubesse como atingir estes objetivos, nós teríamos feito o que eu sinto que seria um álbum mais efetivo e poderoso na época.

Viu? Tem uma sacada, certo? Durante todo esse tempo, a maioria pensou que eu mudei a direção com os ''Illusions''. Muitas teorias sem sentido, especulações e irrealidades completas inventadas por outros, baseadas nas merdas ditas por Slash e outros, e de uma entrevista fora do contexto que eu fiz com Kurt Loder, na qual eu disse que odiei ''Appetite.'' Essa sentença foi usada e distorcida em todas as formas concebíveis para me vilanizar e tentar provar minha culpa e responsabilidade, quando eu não estava falando propriamente da música, mas da opressão e da época que parecia estar afogando o sucesso do nosso disco.

Minha declaração foi em resposta específica aos sentimentos que eu tinha ao ouvir DJs de L.A. na rádio de hard rock KNAC, na época reclamando sobre ter que tocar o disco inteiro pela enésima vez para os fãs. Eu simplesmente queria fazer outro disco, ou no mesmo nível, ou melhor. Se você não acha que eu gostaria de ter cinco ''Appetites'' e ter vivido como os Stones na época, você está chapado. Com isso, qualquer outra avenida que eu tive esperança de seguir musicalmente, seria mais que provável de que estivesse disponível também. Isso foi algo que eu nunca consegui passar para os outros. Necessidade pessoal de dominar no Guns era muito importante para eles. Izzy tem que estar no comando, ou ele não está confortável, o mesmo acontece com Slash. Duff [McKagan] tenta se convencer de que ele é com igualdades um parceiro de Slash. Mas cada um na sua.

Porque você mesmo não escreveu músicas no estilo do ''Appetite'' então?

Parte do que destruiu o Guns foi a batalha dessas guitarras que funcionou tão bem em ''Appetite''. Eu não tenho conceitos em como duplicar isso tanto com os antigos caras ou qualquer outro. Eu gostava, mas não posso dizer que realmente entendia a natureza delas como eu sinto que entendo agora. Não se engane: Era uma batalha e os esforços de um homem para remover ''com sucesso'' um outro em seu caminho entre ele e eu. Nenhum dos instrumentistas quer lidar com o outro nesses formatos novamente. Essas batalhas já foram lutadas, ambos os lados foram para os seus respectivos lados. Mesmo que eles tivessem que ter trabalhados juntos ou não, a verdadeira dinâmica de antes não é algo que Izzy tenha interesse, ou se deixaria estar no meio a tal grau, a não ser em aparições ao vivo, se isso. Também, tudo o que eu escrevi, e senti que estava em direções similares, durante e depois da turnê dos ''Illusions'', foi mais do que rejeitado tanto por Slash quanto por Duff, o que ajudou bastante a destruir a confiança que eu tinha neles na época.

Por que tantas guitarras em ''Chinese Democracy''?

Por que não?

Sério, os discos antigos do Guns tem apenas duas. Por que você sentiu que necessitava de mais?

Eu entendo que por alguma razão é um desafio para algumas pessoas se sentir confortável em suas mentes com uma banda tendo mais do que dois guitarristas, mas técnicamente, por mais longe que possam ir as nossas gravações, elas são um pouco mais parecidas com as gravações antigas do que você possa imaginar. Nas gravações antigas, aliás, é bem nítido que existem geralmente duas partes de guitarras - na verdade, cada parte é gravada duas vezes, dando um som mais completo, e em efeito, você tem quatro guitarras. Guitarras principais e de preenchimento são outro passo, e algumas vezes músicas que foram originalmente escritas, nas demos são tocadas com outros guitarristas também.

No ''Chinese'', ao invés de ter o mesmo guitarrista dobrando a sua parte, nós escolhemos adicionar outra voz e cada take do próprio instrumentista em uma parte, ou o take de outro, então há guitarras principais e de preenchimento, que variam de uma pessoa ou mais em uma faixa. Também nesse disco, você pode ter um instrumentista tocando mais de uma parte em uma seção; elas geralmente tendem a ser duas partes distintas, e não overdubs ou harmonizando suas próprias linhas principais ou de preenchimento. Nenhuma forma é melhor que a outra; é só uma questão de o que você está tentando fazer, o que você procura pessoalmente, ou por qual razão você sente que precisa, escolhe ou gosta.

Para esse disco, eu quis uma mistura de estilos diferentes de sons e abordagens; algumas ao menos um pouco únicas individualmente para os instrumentistas e seus takes nas músicas. Eu sinto que diferentes personalidades e técnicas dão ao material o seu próprio senso de originalidade. Ao vivo, eu prefiro uma abordagem mais sólida das três guitarras, especialmente porque com as performances com o rítmo ficam mais energéticas, consistentes e reais. Foi divertido ter Izzy conosco adicionando mais uma voz na mistura, e pareceu ter funcionado melhor para as músicas dessa forma, do que se ele estivesse lá sozinho.

Você consideraria uma reunião com as formações do ''Appetite'' ou ''Illusions''?

Não.

Por que não?

Muito mais razões do que abordaremos aqui nesse momento. Diferente razões para cada versão e cada indivíduo. A parada com o Izzy foi divertida - também porque não precisávamos depender dele em nenhuma forma, que é o jeito que ele prefere, e é melhor para todo mundo. Dito isso, você nunca sabia se o Izzy estaria lá ou não, se ele lembraria a música ou decidiria sair mais cedo. Isso não causou nenhum problema, porque nos estávamos fazendo o nosso show e não tivemos que depender de ninguém em nada, mas abriu um pouco mais os olhos de todo mundo e os levou a loucura.

Ele ligou, pediu para vir e negociou um acordo com os empresários, que seria mais legal se nenhum de nós soubessemos sobre isso ou a diversão poderia parecer um pouco mais que isso, como usar ou tirar vantagem do momento. Do jeito que foi, nos divertimos muito.

Seria extremamente duvidoso se tivessemos mais do que um dos alumni conosco em qualquer momento. Eu acho que o Duff poderia tocar guitarra em algo em algum lugar, mas a possibilidade de eu fazer qualquer coisa com Slash que não seja por alguma emboscada, é zero, e isso não seria bonito. Ele escreveu tudo aquilo sobre não estar com a sua guitarra em Vegas, eu acho, que para livrar sua cara. Eu fui informado tanto pelo pessoal do Hard Rock e outras pessoas da indústria do Guns que vieram para dar suporte à nova band, estavam um pouco surpresos de ver Slash por lá, especialmente com uma guitarra em mãos, mas pensaram que isso era uma surpresa para o show e que estávamos nos acertando.

Steven [Adler] traz variadas ações advocatícias de perseguições a ambulâncias e o pesadelo de sua mãe. Um show, ou talvez algumas músicas, poderiam significar anos de brigas na justiça por-trás-das-cenas.

Você não faria mais dinheiro?

Se a música estivesse lá, significando nova música, eu posso dizer com segurança agora - houve algumas pesquisas de mercado, e vários promotores que juntaram diferentes projeções e análises em áreas onde poderiam haver mais, não é suficiente vender a sua alma e viver no inferno pelo resto da sua vida, isso é certo. Mas essa é a sacada, certo, a música? Se eu acreditasse nisso como uma realidade, sem querer ofender qualquer um, eu não vi nada que me pudesse me convencer durante todos esses anos, ou estaríamos fazendo essa entrevista baixo a diferentes circunstâncias, para dizer o mínimo.

Não é um lugar em que eu quero estar ou tenha interesse em estar. Se eu acreditasse nisso em relação à música, não tanto em direção, mas em como isso iria ser sentido e em qual grau, então isso poderia ser uma outra história. Não estou tentando ser ofensivo a ninguém de nenhuma forma aqui, e só eu posso ter meus próprios sentimentos em relação ao que me inspira, não outras pessoas. Tirando uma ou outra coisa, eu não faço músicas porque alguma outra pessoa gosta delas.

Há a nítida possibilidade das intenções dele quanto a mim tão profundamente impregnadas, e seu escondido desgosto pessoal em relação a maioria do ''Appetite'' quanto às execuções dele ou de Duff, que Slash não deveria ter estado no Guns no começo, ou deveria ter saído depois de ''Lies''. Resumidamente, eu o considero um câncer, que é melhor removido, evitado - e quanto menos qualquer um ouça sobre ele ou seus apoiadores, melhor.

Você não disse que amava ele em, o que -- '06?


Não. Eu disse ''amava'', em tempo passado. Foi um desentendimento de quem escreveu, que eu deixei passar como um fã.

Você acha que ele sabe tocar guitarra?

Eu prefiro escutar outros no geral, especialmente aqueles que impulsionam seus talentos e os administram com um nível de energia que eu raramente ouvi em seus esforços durante anos. Eu não estou tirando nada do que é dele por mérito de seus esforços passados; é simplesmente que por alguma razão para mim, seja qual for a abordagem, estilo, técnicas-básicas com as mãos, a paixão e verdadeira dedicação para a arte da guitarra em sua área escolhida, mais do que ser, em minha opinião, uma vadia para a publicidade, geralmente pareceu ausente ou em falta, com a maioria dos esforços por um longo tempo. Para mim, isso é triste. Eu não entendo. Aonde isso vai? Isso é uma escolha? As vezes está lá em versões; eu acho que Clive [Davis, lendário executivo de gravadoras] caiu por isso.

Isso não estava comigo em ''Sympathy [for the Devil]' ou ['The] Spaghetti [Incident?'] e levou anos para que eu chegasse lá outra vez, na minha opinião, e nas formas que eu queria que fosse. Eu vou manter? Quem sabe? Eu gostaria, mas quem pode dizer?

Quem é o seu baterista preferido com quem você tenha trabalhado?

Eu gostei dos elementos que cada um trouxe. Josh [Freese], [Brian] "Brain" [Mantia] e Frank [Ferrer] foram os mais fáceis de se trabalhar junto, além de ser divertido de passar um tempo com qualquer um deles. Eu sinto que eles três foram os bateristas certos para fazer esse álbum. Os ensaios com [Dave] Abruzzesse e Pod como uma dupla foram bem legais; é uma pena que não deu certo, mas logo achamos o Josh. Em relação ao antigo Guns, eu não ouço muito e por diferentes razões - mais por causa da bateria do que qualquer outra coisa.

Com ''Appetite'', para mim as partes, o tocar, etc, falhas no tempo, o que seja, estão perfeitas, e como no momento certo para mim, o disco inteiro está. Isso dito, o som da bateria, que na época em nosso nicho de madeiras era um pouco como um vigoroso, com algum esforço exitoso para mudar as coisas do fluxo da época, foi necessário, mas para mim soa muito datado do que qualquer outra coisa sonoramente falando.

Com ''Ilussions'' alguns anos atrás, algo apareceu na rádio e eu me dei conta de como a energia na música, sólida e consistente, me trouxe para baixo de uma forma que eu senti que o material havia sido danificado durante o tempo. Talvez isso esteja aí com algum, alguns ou todos de nós em partes, mas eu notei isso mais com a bateria. E quando ouço com o senso de analizar como aquilo me faz sentir em respeito ao envolvimento ao inclusão da música, mesmo que alguém discorde, eu de alguma forma sou capaz de me remover dos eventos e da imagem.

Para mim, é mais sobre energias e sentimentos, e eu não gosto muito do que fizemos com os trabalhos de bateria. Na verade, para ter um baterista que pudesse tocar no tempo, foi um pouco opressivo demais. O público não tem idéia do que acontecia com as partes do Steven e a noção de passar pelas músicas nos ensaios, se passássemos, sem exageros, era infelizmente um pesadelo que nem eu nem Izzy podíamos aguentar, e eventualmente os outors também, apesar de eles terem aguentado mais tempo por outras razões.

O que você pensa sobre Steven estar no show de rehabilitação da VH1?

Eu desejo o melhor para Steven; infelizmente Steven nos deu o spoiler para isso. Eu espero que as pessoas possam encontrar as respostas e a ajuda que precisam; fora isso, eu não sou o maior fã do show.

Quem está na banda?


Eu acho que iremos com um combo de quem está por perto e quem está no álbum por enquanto e nos preocuparmos com isso quando estivermos prontos para a turnê.

O Robin [Finck] está na banda?

Da última vez que eu soube, ele estava interessado em fazer uma turnê, apesar de eu não poder saber o que isso quer dizer. Na nossa opinião, ele fez as coisas de um jeito meio desastrado publicamente, mas esse é o jeito dele.

O Brain está na banda?

Pelo menos que eu saiba. Brain trabalha com muitas coisas com o Guns ou de sua casa, ou no estúdio.

Então vocês tem dois bateristas? Eles dois vão fazer a turnê?

Sim, e quem sabe?

Quando é o próximo álbum?

Não tenho idéia e não me importo. Esperançosamente, estaremos trabalhando no ''Chinese'' por um bom tempo. É claro que sempre vão existir alguns idiotas que sempre estiveram por aí pedindo datas de lançamento.

Quanto material existe?


Não tanto quando Baz [Sebastain Bach] acha que ouviu! Realmente, não importa. Se as coisas forem bem o suficiente, nós gostariamos de lançar mais um em algum ponto de nossas vidas.

Alguma coisa está terminada?

Depende de como vê.

Você não está falando muito.


Você percebeu? O que eu posso dizer é que se você não gosta disso, então provavelmente não vai gostar daquilo. Algumas pessoas, muito mais abordagens, um pouco mais fraco em algumas partes, um pouco mais escuro em outras. Robin faz um solo no estilo Stevie Ray Vaughan realmente maravilhoso em uma faixa.

Slash disse que as seções que eles fizeram com o Izzy antes do Velvet Revolver foram o melhor álbum do Guns de todos os tempos. O que você acha disso?


Política.

Em que sentido?


Promoção do antigo guns.

O que aconteceu entre você e [o fotógrafo] Robert Jonh?

Hmmm... Eu não sei, ninguém sabe. Da última vez que eu soube, ele estava usando muita metanfetamina e dormindo no chão da casa de sua mãe. Muitos dos quais eu confio nas opiniões pensam que ele ficou louco, vive em um mundo de fantasia e sabe tudo.

Do que você está falando, se não se importa que eu pergunte?

Eu não faço idéia. Esse é um cara que eu trouxe para os negócios, arrumei empregos, paguei e tratei bem, promovi, etc. Ajudei a comprar uma casa, ajudei a manter a casa, comprei suas fotos, e quando Merck [Mercuriadis, ex-empresário do GN'R], por alguma razão, demorou para pagá-lo, Robert me processou... mas eu não sabia nada sobre isso. Depois, eu sou o Anticristo porque não gostei de algumas fotos. Foda-se.

Eu liguei para Robert para que saísse da depressão, porque senti que havia algo errado. Então ele disse que ele iria se matar. Eu paguei 60-e-poucos-mil de sua hipoteca, mas não foi aí que o problema começou. Foi quando o banco estava estava rejeitando o dinheiro, então ele se invocou com o nosso contador, que continuou tentando resolver o problema, enquanto Robert o evitava - e que também era o contador dos outros também. Eu apenas aprendi algo disso próximo do final. Ele e Robert se conheceram por anos. Ele é um dos caras que dizem ter visto Slash com sua guitarra em Vegas. E parece legítimo porque ele não sabia de nada que estava acontecendo. Ele estava tipo, ''Por que Slash estava aí com sua guitarra?'' E o pessoal do Hard Rock - porque eles mentiriam? Eles lidam com todas as bandas... amigas, inimigas, que seja, então é só negócio. Pelo que eu sei, estamos bem com isso.

Fonte: Spin
Tradução: GunnersBrasil.com
Créditos: GunnersBrasil.com
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