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Paradigmas de Investigação em Educação

METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO/FORMAÇÃO 2008/2009

 

PARADIGMAS DE INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO

 

Paradigma positivista (quantitativo)

Paradigma Interpretativo (qualitativo)

Perspectiva crítica

Pressupostos básicos

Pressupostos básicos

Pressupostos básicos

A epistemologia positivista, para a qual "Objectividade", "meios para ser objectivo" são as palavras fortes, está na base deste paradigma. Segundo esta epistemologia, o mundo é objectivo, existe independentemente do sujeito e o investigador deve ser o mais neutro possível para não interferir na realidade. O mundo social é igual ao mundo físico: importa conhecer as relações causa-efeito. O seu objectivo é prever, explicar e controlar fenómenos.

A epistemologia positivista levou ao paradigma positivista da investigação que enfatiza:

  •  o determinismo (há uma realidade a ser conhecida)
  • a racionalidade (não podem existir explicações contraditórias)
  • impessoalidade (procura a objectividade e evita a subjectividade o mais possível)
  • irreflexivilidade (faz depender a validade dos resulatdos de uma correcta alicação dos métodos esquecendo o processo de investigação em si).
  • Previsão ( capacidade de prever e controlar os fenómenos)

 

- Segundo Bogdan & Bilken (1994), teve origem no século XIX;

- Ideologicamente: positivismo (Augusto Comte) e empirismo (Locke e Stuart Mill);

- Ontologicamente, na opinião de Guba (1990), este paradigma adopta uma posição relativista (múltiplas realidades que existem sob a forma de construções mentais social e experiencialmente localizadas);

- Valoriza o papel do investigador/construtor do conhecimento (epistemologia subjectivista);

- Substitui as noções científicas de explicação, previsão e controlo (paradigma positivista) pelas de compreensão, significado e acção;

- Sujeito (investigador) e objecto (sujeito) da investigação têm a característica comum de serem, ao mesmo tempo, “intérpretes” e “construtores de sentidos” (Usher, 1996:19);

 

- Filosofia marxista

- Nível crítico:

         - Adorno e Habermas, Economia liberal

         - Marcuse, Alienação consumista das sociedades Capitalistas;

- Nível pedagógico:

          - Paulo Freire (pedagogia da libertação)

          - Anos 80-90, movimento pedagógico de Michael Apple e Henry Giroux nos Estados Unidos da América (Gitlin, Siegel & Boru, 1993; Marques, 1999).

- Ideologia como forma de construção do conhecimento científico

- Saber é poder, e não algo puramente técnico e instrumental;

- Cada actor social vê o mundo através da sua racionalidade 

 

Procedimentos Metodológicos

Procedimentos Metodológicos

Procedimentos Metodológicos

A metodologia é de cariz quantitativo e
baseia-se no método dedutivo.

Os métodos de investigação próprios das ciências físicas são ( procuram adaptar)adaptados às ciências sociais.

Em primeiro lugar, o investigador formula uma teoria. Dessa teoria surgem problemas e formulam-se hipóteses que resultam num conjunto de conceitos e variáveis a ela associado que não se alteram ao longo da investigação. Segue-se a recolha de dados que visa a confirmação da teoria. O papel da teoria é fundamental e muitas vezes, o objectivo central da investigação é simplesmente verificar a teoria.

No âmbito da investigação em educação, o estudo ocorre geralmente na sala de aula, simulando situações laboratoriais.

- “Teoria Fundamentada” – Construção de teorias que se adaptam a problemas/situações muito específicas;
- Segue um quadro conciliável com as propostas positivistas e pós-positivistas.

- “Dupla Hermenêutica” – Processo de dupla busca de sentido na qual investigador e investigado interagem e cada um por si molda e interpreta os comportamentos de acordo com os seus esquemas sócio-culturais;

- Busca dos significados;

- Construção indutiva da teoria; O investigador procura padrões, regularidades rumo à teoria

- Papel central assumido pelo investigador, admitindo várias vias metodológicas;
- Utilizam-se preferencialmente técnicas de observação.
 
- Desmascarar as ideologias que sustentam o status social e intervir de forma activa para modificar essas situações;

- Desmascarar as ideologias que sustentam o status social restringindo o acesso ao conhecimento aos grupos sociais mais oprimidos;

- Intervir de forma activa para modificar as situaçõos anteriores.

-Semelhanças metodológicas com o paradigma qualitativo;

- Inclusão da componente ideológica confere-lhe cariz interventivo;

- Desintegração Como nenhuma forma de conhecimento pode ser separada da linguagem, dos textos e discurso de uma dada cultura, o método tem por objectivo proceder a uma análise em que o texto é decomposto em busca de oposições (antitexto).
 

Limitações

Limitações

Limitações

Este paradigma perde força quando aplicado às ciências sociais, pois esbarra na impossibilidade de obter um conhecimento totalmente objectivo, uma vez que existe uma interacção entre investigador e objecto. 
Não está, portanto, garantida a neutralidade da investigação.
Segundo Firestone (1990:112) a realidade social não é única e é modelada por valores pessoais. A investigação num dado paradigma constitui mais uma visão do problema.

 

 

 

“...mudou as regras mas não a natureza do jogo” (Mertens, 1997:15).
 
Conservador.
 
O conhecimento resultante é parcial e perspectivado (…) e depende da Tradição.
 

Não inclui nos seus objectivos explícitos a intenção de modificar o mundo rumo à liberdade, justiça e democracia.  

Leitura dos fenómenos condicionada pela racionalidade individual.

Visão anti-essencialista (todo o conhecimento é contingente e perspectivado dentro de uma dada prática da investigação)

 
A linguagem utilizada na investigação influi na produção do conhecimento, porque é o reflexo de uma dada cultura e condiciona a forma como os investigadores agem dentro dessa cultura (Stronach & MacLure,1997).

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