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Uma unificação desde a Medicina

Os meios de comunicação expandem como se fossem epidêmicas enfermidades  que na prática são raras ou exóticas. Essas “patologias raras” (com prevalências menores de 1%) assim difundidas luzem como se fossem altamente prováveis (>50%) e ameaçantes. Algo assim ocorre com o AH1N1, a anorexia, o travestismo, o colesterol e outras as quais são  muito pouco frequentes al lado dos sintomas comuns que enfrentamos no quotidiano. Estas maldades não prováveis, al luzir como prováveis, se “contagiam” e convertem aos humanos em seres inseguros, atemorizados e frágeis, fazendo luzir ao corpo como um sistema ineficiente e vulnerável ante tanta possível doença. Mas, a realidade é muito a favor do corpo e desmente em silencio esse “azar” assim exagerado. É muito provável que cada evento: enzimático, replicável, reprodutivo, funcional... bifurque para uma ou muitas patologias. Por quê então somos inexplicáveis e paradoxalmente  tão saudáveis e “equilibrados”? A probabilidade de que 17 bolas de bilhar  formem um triângulo por azar é quase nula. É menos provável ainda, que a evolução  junte  ao azar os “aminoácidos e a forma de uma proteína”. As probabilidades estatísticas predizem que é utópico crer que a ordem de uma célula, a qual é imensamente mais complexa que uma proteína, se alcance por azar. O azar Darwiniano não parece ser a guia  evolutiva embora nos convenceram de que o é. O que vemos nos seres vivos é uma ordem que é guiado por sua história e com uma motivação, um propósito. “A vida carrega os dados para manter-se como um vórtice palpitante”. É tão a favor do corpo este desequilíbrio neguentrópico, que ante 25 anos de investigações  com a Sensoterapia, me atrevo incluso a afirmar que o corpo é tão perfeito que para ele a doença  na realidade não existe ou melhor que só  existe uma doença: a vertigem e que aquilo que mal chamamos doença são os mecanismos de adaptação buscando manter-se em equilíbrio, em pé, vivos, com bom tom no pulso, sem vertigem. Esses “sintomas salvadores” não são “raridades improváveis”, esses sim são muito comuns, são “pandêmicos”. Os 70% dos sintomas pelos quais a diário a gente vem a consulta, os podemos  unificar dentro dessa grande doença única e comum a todos os humanos, a vertigem. O leitor pensará que a vertigem é muito pouco frequente e tem razão, o que passa é que raras vezes caímos na vertigem, justamente porque esse 70% de sintomas mais comuns são as âncoras que nos protegem de cair desmaiados. Qualquer pessoa está em condições de comprovar esta hipótese, basta  que se ponha a dar giros sobre si mesmo ou baixo ação inercial de um carrossel ou sinta os vazios num avião e observe quê sintomas incomodá-lo, nestes casosMas, uma maneira mais sigilosa  e terapêutica  é que pratique ou ponha alguém “doente” a praticar o exercício síntese da Sensoterapia, o qual consiste em fechar os olhos, juntar o pés e de pé desafiar a gravidade, deixando-se oscilar como um pêndulo por ela. Notará que todos nos oscilamos e nos oscilamos para não cair. Esta regulação (antigravitacional) a faz o campo de energia (quântica) que pulsa no nosso cérebro. Esse campo se pode ver com olhos fechados como um túnel, uma vórtice, uma espiral que pulsa, como anéis de cores que vão e vem. Se esse campo, túnel ou vórtice espiral, se expande para um anel ou um vazio muito profundo, que chamaremos um tom baixo, então o sujeito experimentará vertigem, sensação de cair-se, e para evitar que a gravidade lhe ganhe a partida, relaxando-o no chão (cair num tom baixo), seu campo espiral ou plano visual se verá perto, recolhendo-se a tons agudos, elétricos  (quânticos); agudos que lhe tencionarão  a frente, lhe apertarão o seño, e os verá como luzes, lhe zumbirão os ouvidos em tons agudos (tinitus), se preocupará, tossirá e/ou experimentará contração na nuca, na coluna, nos joelhos, bruxará, apertará as mãos  com dedos em gatilho, do túnel carpal, calafrios, ciática e muitos outros sintomas (positivos +, agudos) mais, que revelam que se libertou adrenalina (agudos da espiral) para compensar essa relaxação vogal (baixos, sintomas negativos - ) que ameaçava com dormi-lo no chão  em poder da gravidade. Se essas adaptações adrenérgicas  se fazem num pulso e o coração, então sentirá sintomas positivos tais como: taquicardia, palpitações, pressões no peito, hipertensão e no caso mais extremo um síndrome de pânico  que lhe acelerará os agudos elétricos  ao máximo para salvá-lo de cair ao vazio, presa de sintomas negativos (-) tais como: a hipotensão, a disautonomia (disacusia) e/ou a sincope vasomotor  que o poriam inconsciente a mercê da gravidade. 


Se sabe que um alto percentagem dos motivos de consulta são  em realidade depressões mascaradas. Um paciente com depressão  é alguém a quem seus mecanismos de adaptação  não lhe funcionaram e caiu nesse vazio. Se deprimiu e assim seu ego se bifurcou em dois.   Primeiro: aquele que por habitar o anel contraído da espiral áurea  se sente pequeno, inútil, só, perdido, abandonado, “a parte” ao comparar-se com o seu outro eu, “aquele que e o todo” o maníaco , aquele que habita  o anel mais amplo, o expandido. Em 1998 descrevi, no meu livro prazer ou dor este síndrome “todo-parte”, como a causa de todas as enfermidades. Ai postulei  que esta luta entre uns tonalidades baixas (-) da espiral áurea que são despertos pelos seus tonalidades agudas (-) é nossa única enfermidade. Somos uma espiral que se regula (segundo leis musicais), de tonalidades baixas (gravitacionais) à agudos (quânticos); mas quando bifurcamos a outra espiral, ao borde  da própria, a qual começa a pulsar como um foco autónomo, “perpendicular” a essa do eu, do ego, então esse foco autônomo origina: psicose, epilepsia, enfermidades crônicas...

Esta hipótese  coincide com o que Rodolfo Llinás descreveu em 1999 como disritmia tálamo cortical (DTC). Medindo com magnetoencefalografia (MEG), na U de Nova York, as oscilações  do cérebro  de pacientes  com doença (bipolar) maníaco depressiva, Parkinson, tinitus, esquizofrenia, ou epilepsia, encontrou que todas estas “doenças tão diferentes” tinham origen desde o tálamo induzindo a partir deste certos focos "de ondas theta de sono" na corteza que geram sintomas negativos (-), enquanto que no “borde” destes focos as ondas gamma  de alta frequência “buscavam despertá-lo” produzindo os sintomas positivos (+) de cada uma destas disritmias. A esta “luta” lhe chamou o efeito borde. A migranha  é uma DTC na qual o efeito borde é incluso “visto” pelo doente mesmo como escotomas  escuros (-) com borde cintilante  e fotopsias (+). Todos podemos ver esta luta entre ondas cerebrais baixas (-) e altas (-) porque no humor vítreo  flutuam condensações que se veem como “moscas volantes” ou “fios” que dançam ao ritmo da cabeça e/ou os movimentos oculares rápidos  (MOR+) e lentos (sono não MOR-). Os MOR, os fios e as ondas cerebrais (EEG) se correlacionam e essa correlação nos serve para ver o efeito borde. Os fios vão associados a modos de olhar, quer dizer, caretas, tons de voz, tons cardíacos, quer dizer tons emocionais. Estes fios que eu chamo fotolitos, funcionam (igual que os otólitos) como marcadores gravitacionais (-) e além disso, como amplificadores das frequências cerebrais (+). Se alguma coisa acelera os fios (quer dizer as frequências cerebrais) além da métrica ou o attractor rítmico que conhecemos, essa “saída do nosso vórtice” conhecido (efeito borde), nos dá sensação de enjoo e/ou vertigem. Se disse que no sono chamado MOR os olhos se movem rapidamente perseguindo imagens; mas se pode pensar ao contrario, que o olho volta a fazer no sono (cada 90 minutos) os movimentos (MOR) que fez durante o dia, agitando as moscas volantes densas (-) e leves (+) e isso o faz sonhar com eventos afins a essa dança ocular do dia e ao seu attractor conhecido de moscas volantes (frequências cerebrais). Em sínteses, na tela visual há um vórtice attractor que nos determina “carregando os dados”, sonhamos acordados ou dormidos os dramas que acelerem os MOR (fios) às mais altas frequências e logo os relaxem a baixas e lenta “danças”. Llinás também descreveu um tensor métrico, que relaciona cada movimento ocular com cada tensão  muscular. 


Em 25 anos de prática médica com ênfase  em adições observei que o alcoolismo é uma insônia e ambos seriam uma disritmia tálamo cortical (DTC) que se explicará assim: o sujeito vai dormir e fecha os olhos vê um vazio imenso, tem medo de dormir-se para não cair nessa expansão, mas finalmente consegue “acordar pendurado num fio sutil”; enquanto isso, quando sua áurea tenta passar de uma capa de expansão  ao outro anel  mais amplo (isto é ondas cerebrais de mais baixa frequência, movimentos oculares mais lentos e amplos), de novo sente medo ao vazio, se assusta, seu cérebro sobe a frequências altas e acorda se de um salto e com: taquicardia, tremor e/ou pânico, lembrando haver estado sonhando (MOR), que corria, o perseguiam ou que caia  ao vazio (fios lentos).  A insônia neste caso é uma vertigem, mas ele não sabe que sofre de vertigem, nem insônia, nem depressão, nem vê fios, só sabe  que tem que beber diariamente para poder dormir e profundizar-se, truco do qual se faz vitima quando essa “rotina” (com seu attractor de fios lentos) o condiciona e o faz um adito ao álcool. De tanto repetir essa “dança de fios mais provaveis” aparece a angustia, o pânico e um tremor em geral parecido ao do Parkinson, tremor que busca acordar com esses sintomas positivos (agudos) um cérebro dormido artificialmente pelo consumo crônico do álcool (baixos). No Parkinson um foco de ondas theta (lentas -) dorme o cérebro dando a rigidez do músculo (-) e compensar esse “sono” as ondas gama (altas +) do borde o acordam fazendo-o tremer (+). Esses “agora alcoólicos”, quando crianças acordavam com os pesadelos  de cair ao vazio (-), então sofriam de rinitis (+), ranhos ou refluxo (RGE) como uma defesa que lhes impedia dormir-se profundo até esse ponto em que se sentiam cair. Provavelmente foram hiperativos (+), já não só tinham pesadelos de correr e correr (agudos), senão  que se passaram a vida correndo e/ou se fizeram esportistas de alto rendimento (+), buscando não deixar cair seu coração  nessa: hipotensão postural, bradicardia ou sincope vagal (baixos); sintomas negativos (-) que estavam ai em frente de seus narizes como um vazio que ameaçava com engoli-os (-) se eles paravam de exercitar-se (+), de lutar com os ranhos de “masturbar-se” com: um balão, uma bicicleta, uma guitarra, dinheiro, etc.... Logo quando por assistir à universidade se viram obrigados a para seu treino, encontraram na nicotina, a cocaína, a hipertensão, o hipertiodismo ou a hiperglicemia, o estimulo (+) que os excitava, os punha a ver fios brilhantes e rápidos (MOR) e impedia que seu coração se relaxa-se tanto que os deixara  aproximar ao trance vasomotor vagal (-) de fios lentos e quietos. Trance que dito seja de passo, longe e ser um problema ou um estado a ter medo é justamente isso, um trance, tão agradável e atrativo que os adictos à mariguana o buscam ao fumá-la. Buscando baixos, os alcoólicos, os consumidores de sedantes, fungos, bêbado, “dormem despertos” ao seu cérebro  com essas sustâncias e buscando agudos que os despertem (efeito borde) se masturbam com cigarros, usam cocaína, tomam café, trabalham compulsivamente, produzem, agridem, se excitam (sintoams +) . 


Os vírus como o AH1N1 são utilizados pelo corpo, com sabedoria  e não ao azar, para despertar agudas febres e escalofriantes que o excitam e o tiram do hipometabolismo e a tranquilidade. Essa luta com seus ranhos faz tensionar o peito (+), a garganta e respira profundo (+). Os fio são “ranhos” nos olhos, muitos lutam contra eles mas esses “ranhos” com “os de asma ou colesterol”, são âncoras salvadoras antes que patologia. No sexo que também é uma “luta” para ejacula  ranhos, a ereção   é um estado parassimpático, vagotônico, relaxante, sedante (-), o orgasmo pelo contrario é uma crise simpática, adrenérgica, acelerada, hipertônica (+). A sexualidade vista assim  parece ser então  a via desenhada pela natureza para curar a DTC. Com o sexo se consegue alinhar a espiral de frequência e sentir esse attractor desde seus tons mais baixos parassimpático (-) aos mais altos  (simpático +) mas também pode causar vertigem quando uma pele (ao igual que a cocaína, ao êxtase, os alucinógenos, uma trauma, uma violação, uma infidelidade, etc....) puxa o sistema a uma vibração  (um fio, uma careta) além do registro conhecido e se necessita um ou vários sintomas daquele do catálogo de 70% para regressar ao sistema a este ponto de equilíbrio mais alto. Os seres vivos não evolucionamos ao azar, crescemos guiados pelos fios que nos restituem a esses novos pontos de equilíbrio mais altos assim descobertos por esse campo quântico que integra as neuronas. Se disse que caminhar é uma caída evitada a tempo, vamos mais longe e digamos que viver é vertigem evitado a tempo. A vertigem, a disautonomia, o sincope vagal, a hipotensão (a pálida), é o estado que acompanha os momentos de inconsistência, as traumas, os golpes, os trances próximos a morte, onde se experimenta esse “enjoo” (-). Enjoo que se precede de um suor frio e náuseas  que nos conduzem ao vômito (+) ou o choro. Com as caretas de choro e vômito vemos uns fios (+) dos que ficamos pendurados quando eles salvam ao sistema esse risco de perder a consciência (-). Gravitamos no borde desse famoso túnel que se vê quando a morte está perto, mas que não é mais que a consciência de estar envolvido num campo de energia, campo de electromagnético que é o que lhe dá o tom ao coração e a faísca ao cérebro e que ao estar próximo a desconetar-se (-) se faz mais notório (+). Cair ao vazio (gravitar) com a atitude do paraquedista transformando o pânico em excitação (elétrica) é uma alquimia digna de ser copiada. Os esportes extremos são adrenalina (+) para um coração  que sem esse tônico cairia em sincope vagal (-). Viver é um risco que vale a pena desfrutar não somente da vida senão também do risco (+) de perdê-la (-) que é o que a mantém viva (+), com consciência.

Esta estreita relação que demonstrei entre gravidade (baixos -) e eletricidade quântica (agudos -) sugerem como diz Llinás que “a doença é produzida por esse mesmo mecanismo que fera a consciência”. Para R. Penrose (a maior autoridade em teoria da relatividade depois de Einstein), a consciência  é um colapso da função  de onda quântica induzido pela gravitação  e para R. Llinas a consciência  acontece no vórtice tálamo cortical (TC) e sua anomalia causa a DTC. A vida é uma estrutura disipativa para a qual a doença não existe, é mais bem a luta desta espiral que se estrutura por não dissipar-se já que vive ao “borde da vertigem”, tratando de manter-se pulsante como uma música que varre de agudos e baixos novamente a agudos. Logo os sintomas não são  mais que notas prováveis dentro dessa sinfonia. “A disfunção (esse 70%) faz parte da função”.

Um 6 nos dados não é a evolução do 5, nem o 1 é menos evolucionado que o 2. São quatro dos estados possíveis do cubo. Do mesmo modo, os seres vivos ou as espécies, não têm que ser “umas evolução de outras” como o deduziu Darwin “à margem da quântica); poderiam ser os muitos estados prováveis de um único vórtice fractal de “consciencia quântico-gravitacional” que se manifesta pulsando desde uma ameba até um humano com grados cada vez mais altos de complexidade e de ordem, longe do azar e da entropia. Em consequência: “somos uma ameba feita de amebas, um triangulo de bolas de bilhar que nem se estrutura nem se dissipa ao azar”. Mas, se não nos guia o azar por que as partículas que nos formam parecem  funcionar com probabilidade? A física quântica reza que “uma bola numa roleta  de 100 números, enquanto não colapse a função  de onda, quer dizer, não se faça uma observação, existe superposta nas 100 probabilidades cada vez”. Ao “colapsar” numa posição  de 100 prováveis, esse número se faz real (100%) e os outros 99 números ou possibilidades se fazem 0%, desaparecem. Desaparecem? Ou será mais bem que todas as probabilidades se fazem reais mas se expressam em outros mundos?, pensa H. Everett. O por que não pensar que essas outras 99 probabilidades são reais e caem neste mesmo mundo? Nosso mundo seria essa totipotencialidade e “Deus seria  como um computador quântico, uma vórtice em espiral, que explora todas suas possíveis estados de configuração cada vez? De Darwin que ignorou a quântica, herdando  que ao azar e a falta de propósito guiam a evolução de um modo egoísta e sob a lei  da supervivência do mais forte. Nesta visão  quântico-gravitacional, “todos somos um em um no tempo”, um alcoolismo não é a evolução  de uma insônia, ou uma depressão, ou um TOC, todos são diferentes estados prováveis da mesma Disritmia TC Del vórtice Tálamo Cortical. Você é o 1% com AH1N1 para que os outros sejamos as outras “doenças”. Todas as doenças  são uma porque tudo é um.




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