Grupo Veritas de Pesquisa em História e Antropologia 


 

O Grupo Veritas de Pesquisa em História e Antropologia têm por finalidade o estudo e o desenvolvimento do conhecimento histórico e antropológico. Suas atividades principais consistem em pesquisa e desenvolvimento em linhas de estudo história e antropologia; estabelecimento de vínculos entre pesquisa e educação através da divulgação das mesmas por meio de atividades educacionais como cursos, palestras ou grupos de estudos e outros tipos de atividades que colaborem para o desenvolvimento do conhecimento histórico e antropológico, como reuniões científicas, seminários ou publicações.


Acreditando na importância do desenvolvimento do conhecimento histórico para a compreensão das sociedades, do homem e de seu legado cultural, o estudo histórico torna-se um importante exercício de auto-conhecimento e uma forma de investigação e preservação de nosso legado cultural. Sendo assim, é evidente a grande importância do conhecimento histórico-antropológico para a contemporaneidade: há uma relação íntima e indissociável entre o mundo contemporâneo e o passado da humanidade. O presente é uma construção do passado. Para compreender o presente, o homem em si e sua cultura é necessário compreender os elementos do passado que os construíram, e evidentemente ainda estão presentes em sua constituição. O que nos leva a crer que o passado não está tão distante, esta vivo dentro de nós.

Para isso, o Grupo Veritas de Pesquisa acredita numa história crítica, reflexiva, interdisciplinar (em especial sua aproximação com a antropologia) e totalizante, que abranja os homens, as sociedades e suas produções histórico-culturais em sua complexidade e diversidade.

VERITAS - A virtude da verdade

A palavra Veritas, em latim, significa “verdade”. O termo também pode servir para designar, não a verdade em si, mas a virtude da verdade. A verdade para o historiador Marc Bloch é “um dos princípios fundamentais da história, algo que o historiador deve sempre procurar identificar. [...] Caberia, assim, ao historiador a tarefa de julgar os fatos, tentando alcançar a verdade”. (1)

Mas Bloch, o fundador do movimento dos Annales, não se refere a uma verdade absoluta, imutável e indiscutível, no sentido positivista da palavra, já que a história é, em essência, interpretativa. A crença na existência de uma verdade absoluta e indiscutível nas ciências humanas é, no mínimo, insensata.

Cada historiador debruça-se sobre fragmentos do passado, escolhidos por ele, à fim de responder uma questão também formulada por ele, e através de seus métodos e princípios, interpreta esse passado. Mas o historiador não pode acreditar que o que “encontrou” é uma verdade objetiva e absoluta, nem que os métodos que usou são de validade universal.

Assim, a verdade deve estar sempre na mente do historiador, como um principio, ou uma virtude fundamental de seu trabalho, desde que não acredite ser possuidor de uma verdade absoluta, imutável e indiscutível. A história está sempre em mutação, a cada momento um pesquisador encontra outros fragmentos do passado ou chega à outra conclusão acerca do mesmo, ou ainda, esses novos fragmentos fornecem uma nova compreensão acerca de um todo maior.

Equipe

Daniel Cândido de Jesus

Élvio Godinho

Julio Cesar Frey Pereira

Mariza Vicente Godinho

Paulo Roberto Fernandes Júnior

Rossano Carvalho Nunes