TCC - Trabalho de Conclusão de Curso

TCC – Trabalho de Conclusão de Curso

Mestrado em Teologia

- Apologética -

 
 
 
 

Aluno: Gleysson Fabrício Salles da Silva

 

Introdução

 

Apologética é uma ciência que compreende a defesa da fé enquanto apresenta idéias em contraposição aos ataques desferidos pelos grupos contrários ao que a fé representa. Defende estas idéias com provas, argumentos, debates. Sabemos que esta defesa é praticada desde os tempos antigos, os apóstolos de Cristo já alertavam para a importância de estarmos preparados através do conhecimento para defender os caminhos de Cristo com base fundamentada na verdade. Vale lembrar que os "Pais" da igreja também foram defensores ferrenhos dessa ideologia.

 

É importante saber que todo o conhecimento deve estar agregado à sabedoria, que é vital para que possamos discernir o certo do errado, filtrando o excesso de informações e trabalhando apenas com o que for relevante segundo a ótica da verdade.

 

Na era da informação, com a Internet e o acesso instantâneo ao conhecimento, devemos entender que este conhecimento nem sempre é fiel à verdade e aos fatos e, deve sempre ser analisado. Em nossos dias o volume de informação cresce mais do que se pode estudá-lo ou filtrá-lo, portanto o cuidado deve ser redobrado para não levantarmos a bandeira da falsidade, da mentira e da especulação que, por muitas vezes, se torna "verdade absoluta".

 

O Conhecimento pode ser adquirido pelo esforço humano, através de pesquisa, debates, levantamento de dados, estudo de fatos, entre outros. Porém, a sabedoria vem de Deus e somente Dele, conforme lemos em Tiago 1:05 que diz “Ora se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus que a todos dá liberalmente e não censura e ser-lhe-á dada.”  


ou ainda em Efésios 1:17 que diz “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, Vos dê o Espírito de Sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele”.


e, com a sabedoria, finalmente poderemos agregar o filtro da verdade em nossas mentes com vistas a estarmos preparados para defender as verdades da fé e não as do engano.

 

Vale lembrar que Salomão pediu a Deus sabedoria ao invés de riquezas para que pudesse julgar com equidade o povo de Deus. E, assim foi. Deus lhe deu sabedoria e ele foi o homem mais poderoso em conhecimento e riquezas que o mundo já conheceu.

 

Entendemos que a Apologética trata da defesa da fé, porém antes de adentrarmos nesta visão de defesa, é necessário conhecermos e entendermos o que vamos defender e de quem devemos nos defender. Não basta apenas entrar em debates teológicos muitas vezes sem fundamento, defendendo aquilo que algum escritor apresentou como “verdade absoluta” sem que possamos ter a experiência de conhecer o que a fé apresenta, antes mesmo que apresentemos defesa em favor dela. E, para isso, temos a Bíblia como nosso norte de verdade.

 

A Importância de Defender a Fé.

 

Entendemos que Cristo pagou o preço de dívida por nossas vidas e, no entanto, existem milhões de pessoas em todo o mundo que ainda pagam novamente esta dívida, pois desconhecem ou simplesmente não acreditarem que Cristo já tenha pago o "alto preço".

 

Infelizmente existem - proporcionalmente - inúmeros “pseudo-pregadores”, que também não são detentores do conhecimento verdadeiro. Estes se deixam levar por qualquer vento de doutrina que destoa da verdade absoluta que é a Palavra de Deus. Se a fé não for defendida enquanto ainda é tempo a nova geração dos crentes e pregadores, vai crescer com a ferida da ignorância, propagando as boas novas do homem e não as de Cristo.

 

Devemos abrir nossas mentes para a Palavra de Deus e entender que o aviso que Paulo dá pra Timóteo serve para cada um de nós:


2º Timóteo 03:01-04 “Sabe porém, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos, pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”.

 

As frustrações de nosso tempo atual, com catástrofes sociais, intempéries climatológicas e todo o tipo de mazela noticiada, tem gerado um número cada vez maior de incrédulos. Estes incrédulos da atualidade, são amplamente informados e "doutos" nas mais diversas ciências, inclusive a religião e, por este motivo, devemos nos posicionar de acordo com a orientação contida em 1ª Pedro 3:15 “.....sempre preparados para responder a todo aquele que nos pedir razão da esperança que há em nós.”, ou seja, sendo verdadeiros conhecedores da Palavra de Deus.

 

O índice de ateus no mundo moderno cresce em grandeza diretamente proporcional a informação e as circunstâncias de medo e pavor advindas destes últimos dias. Portanto, sem o conhecimento, nos será impossível sermos instrumentos eficazes nas mãos de Deus para oferecermos resistência e “....razão da esperança que há em nós.”, a este crescente movimento ateísta.

 

Alguns religiosos do mundo moderno acreditam que a utilização da apologética é uma demonstração clara da falta de fé, pois se a fé for genuína nenhuma explicação faz-se necessária. Porém, para quem vive fora dos mosteiros, para quem está cercado de incrédulos, ateus, conhecedores da ciência e fortes formadores de opinião baseado em fatos, argumentos e filosofia, a apologética se faz não só necessária como vital para que a verdade de Cristo chegue a todos. Sem a discussão, a inferência e o argumento bem fundamentado, nem sequer a atenção deles nos será possível.

 

Para aqueles que acreditam que a fé somente é o único item necessário para o convencimento da verdade, deve entender primeiro que, como diz em Romanos 10:17 “Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra de Cristo”, ou seja, a fé não subsiste separada da Palavra de Cristo, então entendemos que não pode existir fé sem que antes tenhamos ouvido, falado, debatido, discutido e que, cada uma destas coisas servirá para fortalecer nossa fé e fundamentá-la cada vez mais.

 

Como defender a fé?

 

Defender a fé não é simples, é necessário dispor de conhecimento e utilizá-lo com sabedoria. Temos algumas armas que devemos utilizar, entre elas a principal, a Bíblia.

 

Utilizando a Bíblia podemos comprovar profecias do antigo testamento que vieram a se cumprir no novo testamento da mesma forma como estavam escritas e, isto também envolve fatos históricos.

 

Alguns exemplos dessas provas são as predições do Antigo Testamento a respeito do Messias Judeu cumpridas na pessoa de Jesus Cristo como em Isaías 09:06 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o governo estará sob seus ombros, e o seu nome será Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz”.

 

Temos também o texto de Miquéias 05:01-03 “Agora, ajunta-te em tropas ó filha de tropas, por-se-á cerco contra nós, ferirão com a vara no queixo ao juiz de Israel. Mas tu Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz, então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel.”.

 

Temos ainda o texto contido no livro de Zacarias 09:09-10 “Alegra-te muito ó filha de Sião, exulta ó filha de Jerusalém, eis que vem a ti o teu rei, ele é justo e traz a salvação, ele é humilde e vem montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta. De Efraim exterminarei os carros e de Jerusalém os cavalos, e o arco de guerra será destruído e ele anunciará paz as nações, e o seu domínio se estenderá de mar a mar e desde o rio até as extremidades da terra.”

 

Não somente os citados acima, porém os milagres, os ensinos, as doutrinas contidas na Bíblia e, inúmeros fatores podem ser usados para defender a fé.

 

Muitas pessoas se utilizam de argumentos vãos e sem fundamento para defender a fé, colocam um jugo pesado sobre as costas das ovelhas. Devemos entender que o fardo de Jesus é leve, suave, pois Ele mesmo é “humilde de coração” e Ele oferece “descanso para nossas almas”, não pesadelos. Isto não dá desculpa para o pecado, porque quem ama é amado por Ele, tem prazer pouco a pouco na mudança de vida e isso inclui os pastores de ovelhas.

 

Devemos ser exortados a “seguir o amor”; A sermos semelhantes ao “Pastor que dá a vida pelas ovelhas”, a “amarmos o próximo como Cristo nos amou”; ter no “Pai que recebe de volta o filho pródigo” um grande exemplo; e, como quem sofre, gerando novidade de vida “com gemidos inexprimíveis”, fazendo pelo “poder do que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos” aquilo que é impossível ao ser humano.

 

Tudo isso sabemos através do conhecimento da perfeita vontade de Deus descrita na Bíblia. Porém, existem muitos líderes de fachada e de rótulo, espalhados pelo mundo que não se preocupam com a vontade de Deus, que não fazem a menor idéia do que significa cuidar do rebanho em nome de Jesus e para Jesus. Isso não é novo, a Palavra já falava sobre este tipo de liderança há milênios “Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscaram ao Senhor, por isso não prosperaram e todos os seus rebanhos se acham dispersos”, conforme diz Jeremias 10:21.

 

Para que a dispersão do rebanho seja evitada a fé deve ser defendida entre os líderes, ainda que sejam resistentes à Palavra da verdade, ainda assim devemos lutar, defendendo-a com conhecimento e sabedoria que vem do alto.

 

Campos de batalha

 

Não basta somente defender a fé no meio da igreja, haja vista que nosso inimigo está na frente disseminando o engano tanto no meio dos pastores como no meio das ovelhas, tanto no mundo quanto na igreja, portanto a Palavra deve ser defendida entre as preleções, entre os debates, no meio das polêmicas, entre as pregações nos cultos, entre a roda de amigos e nas ruas. Porém façamos sempre com sabedoria.

 

Sabemos da existência de inúmeras filosofias, dogmas e sofismas que levam o homem a aviltar as regras que Deus deixou para a humanidade, abrindo espaço para o humanismo egocêntrico, a apostasia, a idolatria e tantas outras mazelas do conhecimento que a sociedade atual apresenta e portanto, a importância da defesa da fé nunca foi tão grande como nestes últimos tempos. Estas filosofias, dogmas e sofismas se utilizam (na maioria das vezes em que conflitam com a verdade da Palavra de Deus), de fatos históricos e narrativas de renome para comprovarem suas “verdades” em contraposição a narrativa bíblica. Portanto o estudo aprofundado da Palavra de Deus, da história, da arqueologia (entre outros recursos do conhecimento), torna-se vital para a defesa e o contra-ataque pautado em argumentos - de igual forma - fortes.

 

Todo o soldado deve saber atacar e defender para quando for preciso e, em nossa batalha, certamente necessitaremos das duas habilidades, o ataque e a defesa. Sendo assim devemos saber qual o campo de ataque de nosso inimigo para que possamos adentrar o campo e defender nosso reino.

 

O Novo Testamento mostra que o mundo está alienado de Deus e controlado por satanás. Em 2 Co 4:4 Diz que Satanás é o deus deste século e que cegou o entendimento dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho. Vemos aqui um dos campos de ataque de nosso inimigo, ele cega o entendimento com sofismas, fraudes (provas forjadas), argumentações confusas e todo o tipo de engodo evitando assim que as pessoas recebam a Verdade do Evangelho de Cristo.

 

A Bíblia nos ensina um meio de atacarmos essa cegueira e é através da Verdade como diz em João 8:32 “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” e sabemos em João 14:6 que a verdade é Jesus. Então devemos defender a fé usando a Palavra, a qual vai libertar os que estão na cegueira imposta por satanás e seus demônios.

 

Para usar a Palavra com sabedoria devemos conhecê-la como diz no salmo primeiro, versículo 2, meditando na Palavra de dia e de noite, ou seja, estudando, analisando, inferindo e buscando a sabedoria do Senhor, sabendo que nossa mente também é um dos campos de batalha, conquanto sofremos ataques diretos neste campo. O grande problema hoje é que são poucos (minoria) os que realmente buscam, meditam na Palavra de dia e de noite. A sociedade da informação de nossos tempos não exercita o costume de ler livros e de buscar o conhecimento, para estes, pouco interessa se a fonte é verdadeira, apenas aceitam a informação e mergulham ainda mais na ignorância.

 

A ignorância que paira sobre a sociedade da informação de nossos tempos é subsidiada por um alimento fraco, isto é, informação sem conteúdo ou provas contundentes, sendo bastante preocupante, pois temos suprimido esta alimentação deficitária com mais teorias e falsa argumentação aonde deixamos a substância da informação de lado para que nossos “bebês espirituais” não estranhem seu alimento.

 

Ainda outras pessoas, no ímpeto de mudar radicalmente esta situação (ignorância), têm dado alimento pesado aos iniciantes da fé, o que tem resultado em verdadeiros desarranjos na alma de nossas ovelhas. Não podemos ministrar um conhecimento aprofundado a quem não tem estrutura ou preparo para tanto, nem mesmo poderemos ministrar questões básicas aos detentores da informação substancial sob o aspecto de minar o interesse do espectador ou aluno.

 

A atitude que devemos tomar, enquanto ainda é tempo, é procedermos com uma reforma do conhecimento aonde deixaremos as sopinhas e passaremos a alimentos um pouco mais sólidos gradativamente, aonde prepararemos nossos “bebês” a enfrentarem o desenvolvimento, pois se não mudarmos nossa abordagem a propagação da ignorância tomará proporções que não terão mais possibilidade de retrocesso.

 

Os espíritos malignos estarão grandemente ativos nos últimos dias desta era na difusão do ocultismo, imoralidade, violência e crueldade, atacarão a Palavra de Deus e a sã doutrina conforme vemos em Mateus 24:24 aonde diz: “Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”, isto significa que com astúcia e poder estes “falsos cristos” vão agir com engano o que podemos ver claramente acontecendo em nossos dias com falsas religiões surgindo no mundo todo aos montes e milhares de pessoas sendo guiadas por elas, as quais tem envolvido até mesmo cristãos detentores de grande conhecimento acerca da verdade de Cristo.

 

Sabemos que a bíblia é o livro mais vendido em todo o mundo, mas infelizmente isso não significa que é também o mais lido. Nem mesmo em meio aos crentes a bíblia é considerada um objeto de estudo. Mesmo porque criou-se a tradição de apenas receber e aceitar aquilo que se é pregado nos cultos e preleções. Isto tudo resulta em não incentivar o desenvolvimento e a curiosidade ou, hábito de estudo para a simples conferência do que foi dito ou ensinado.

 

Levando em consideração que o povo de Deus não tem o costume de ler a Bíblia o inimigo facilmente consegue corromper, deturpar a Palavra de Deus, aonde a inserção de novas doutrinas baseadas na vontade do homem, são normalmente aceitas e implementadas sem maiores problemas. O erro maior é colhido com o tempo e dificilmente é possível reparar todos os danos causados pela ignorância do povo que aceita estes “novos preceitos” que, em muitas situações vão contra a vontade do Pai. Não podemos nos esquecer o que diz em Oséias 04:06 “O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”. Sabemos que sem o conhecimento da Palavra de Deus seremos alvos fáceis para o inimigo.

 

Existem pessoas que acreditam que, por não serem teólogos ou especialistas não devem conseguir interpretar a mensagem da bíblia e acabam deixando de ler por medo de não conseguirem interpretar. Este argumento é quebrado na própria bíblia no livro de Tiago 01:05 “Ora se algum de vós tem falta de entendimento, peça-a a Deus que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.” Neste sentido entendemos que podemos e devemos ler a bíblia pedindo entendimento e sabedoria a Deus e teremos a interpretação correta das escrituras que vem do alto.

 

Por tudo o que foi exposto neste tópico, vemos que o campo de batalha requer soldados bem treinados na área do conhecimento, da mente, pois uma mente corretamente treinada para manifestar a vontade de Deus com sua sabedoria e com o devido conhecimento, não será facilmente dissuadida de seus ideais e propósitos.

 

As Feridas do Corpo de Cristo

 

São infindáveis as feridas do corpo de Cristo, a igreja vive certamente um de seus piores momentos aonde o inimigo ataca de fora para dentro e vice versa.

 

Vemos centenas de cristãos sendo nomeados ou indicados a cargos e funções dentro das igrejas, sem ao menos saber o que estão fazendo. Indicações puramente carnais e movidas por interesses escusos fazem com que estas pessoas sejam os “guias cegos” de uma geração ainda cega.

 

Olhando de dentro para fora, isto é, olhando como parte integrante do “Corpo de Cristo” e vislumbrando o mundo de hoje vemos que as trevas tomaram conta da sociedade e que o cenário apocalíptico já está montado a muito tempo. Vemos pais lutando contra filhos, filhos contra pais, os valores morais da sociedade simplesmente viraram caretice e saíram de moda, a traição é algo saudável e até recomendado por alguns médicos. A busca incessante por algo que não se precisa é maior do que os valores éticos, a marca vale mais do que a qualidade, o amor pelo próximo já não existe mais e até mesmo o valor próprio vem dando lugar a realização pessoal.

 

Com esta visão a igreja está erroneamente se escondendo atrás das trincheiras da ignorância e evitando manter contato ou relacionamento com o mundo, esquecendo que a direção divina é para que tomemos a dianteira e levemos os valores morais e a vontade de Deus. A Sociedade depende da nossa luta e empenho para mudarmos este quadro mergulhado em trevas e que, sem a verdade que é a Palavra, não existirá libertação.

 

De outro lado, olhando de fora para dentro, isto é, na visão de um incrédulo, temos fatos e informações suficientes para dizer que a fé precisa desesperadamente ser defendida, é preciso mostrar que as “loucuras” e devaneios de alguns líderes religiosos não fazem parte da vontade de Deus e que são apenas fundamentadas em seus egos, fazendo da multidão uma massa de manobra e direcionando-os para onde agradariam seus propósitos pessoais.

 

Vemos quase que diariamente notícias de corrupção no meio evangélico, pastores e líderes tomando parte em falcatruas, desvio de dinheiro, ações criminosas que fazem com que seus patrimônios pessoais atinjam a marca dos milhões aonde outrora não havia nada. Assistimos os números e metas sendo colocados num patamar de maior valor do que as almas. Vemos notícias de estupros, violência sexual no meio da igreja como algo comum e que não é nem sequer tratado ou discutido e, enquanto os casos são abafados dentro da igreja, os “de fora” se afastam cada vez mais.

 

Fica quase impossível defender a fé com os escândalos atualmente noticiados, pois as pessoas que olham pra igreja de fora, vêem e entendem que a vontade de Deus está atrelada a estes preceitos obscuros e, muitas vezes para defender a fé para um incrédulo faz-se necessário antes defendê-la para os crentes que praticam o engano dentro dos templos. Sabemos que o homem é fraco e pode cair, portanto não podemos apresentar super-crentes ou religiosos que não erram. A verdade é que todos nós erramos, porém a vontade de Deus não está ligada aos erros que se noticiam, devemos apresentar uma igreja com problemas sim, porém o objetivo maior não é focar nos problemas e sim entregar a vida a Cristo que é o único perfeito e nunca nos deixará frustrados. Cristo deve ser o foco sempre.

 

Mesmo sabendo que o único perfeito é Cristo, nossos olhos nos mostram a noiva de Cristo sendo atacada de todos os lados, por dentro e por fora e, infelizmente esta é a mensagem que o mundo enxerga.

 

Agora, uma vez feito o estrago, como poderemos mudar o quadro derrotista e desesperançoso que se apresenta tanto no mundo como na igreja? Devemos estudar os motivos que levaram ao quadro de trevas que temos hoje. A falta da informação correta, ou seja, a falta de direção sobre o que é a vontade de Deus e qual a diferença da vontade do homem, a falta de cerne nas questões que realmente devem ser abordadas em nossos templos tem feito muitos deles serem como sepulcros caiados, isto é, mega-templos, verdadeiros palácios por fora e, muitas vezes piores do que o mundo por dentro, verdadeiramente podres de corrupção, violência e mentiras.

 

A única forma que a igreja tem de modificar este momento obscuro em suas entranhas é com o verdadeiro remédio, uma injeção de conhecimento da verdade. Devemos nos empenhar em pregar a bíblia e defendê-la corretamente, deixar de lado os achismos e a vontade do homem, excluir nosso ego e incluir a direção do Espírito Santo de Deus, meditarmos dia e noite na Palavra e pedir sabedoria ao Pai para guiar as ovelhas que Ele confiou a nós.

 

 

Todo o processo contrário à destruição já implantada deve ser feito com cautela e sabedoria, pois toda estrutura que mantém um alicerce durante muito tempo, quando vai passar por uma reestruturação pode ruir se a reestruturação não for feita em fases e, é isso que a bíblia nos ensina, que primeiramente devemos ser exemplo, nossas vidas devem mudar primeiro para que possamos ser exemplos e poder dizer como Paulo diz em Iª Corintios 11:01 “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo”. E então nosso exemplo modificará aos poucos aqueles que nos cercam.

 

Os Ataques

 

Aqueles que fazem oposição ao cristianismo estão constantemente atacando as bases cristãs. Infelizmente os inimigos não são somente os espirituais, existem muitos desafetos no meio físico que devem ser combatidos com as armas corretas.

 

Não basta somente o estado de jejum e oração e cruzar os braços ante aos ataques do inimigo, faz-se necessário fazer frente aos ataques lançados a altura, ou seja, se o ataque for lançado no campo dos argumentos devemos estar preparados para oferecer contra-argumentos que quebrem a estratégia do ataque e minem o objetivo destrutivo deste.

 

Os ateus apresentam que não existe verdade absoluta e que não existe um Deus criador de todas as coisas, atacam o fato de que os crentes acreditam em coisas que não podem ver, testar e que não questionam o que lhes é dito ou ensinado, possuem uma base científica fortemente alicerçada em argumentos e algumas teorias (nem sempre bem provadas) para desferir ataques contra o cristianismo.

 

Os mesmos argumentos científicos apontados pelos ateus como contraposição ao que é ensinado nos templos cristãos, hoje, são renegados pela própria comunidade científica que está em constante evolução de pensamentos, aonde muitas teorias caem por terra todos os dias e novas entram em seu lugar. Temos o exemplo da teoria da evolução darwiniana que não se discute mais na maioria das universidades, pois o evolucionismo não tem base sólida científica e, a genética desmente na sua totalidade a possibilidade de haver evolução das espécies como Darwin defende.

 

Temos a teoria das cordas ou teoria do multiverso para contrapor a teoria do big bang como o início de tudo e, ainda assim, a comunidade científica ainda não tem meios para provar o que houve antes destes momentos do início da criação espontânea, calculam que houve um agente causador de tudo isso que foi anterior a isto, porém não se possui meios científicos para defender esta teoria.

 

Temos no estado outro forte inimigo que tem por intento histórico ser o detentor e monopolizador do poder e, quando entra a igreja os interesses se chocam e por isso o estado tem pontos de atrito com a igreja e procura, através de leis bem definidas, cercear alguns dos direitos que a igreja pode exercer.

 

Devemos saber que todas as leis devem obedecer a princípios básicos e que não podem agredir as leis primárias, podendo cair no contexto de inconstitucionalidade, ou seja, todas as leis que forem criadas contra a igreja e que porventura possam minar a liberdade de culto livre ou livre expressão de pensamento ou demonstração de fé, caem imediatamente no princípio da inconstitucionalidade e devem sofrer um contra-ataque imediato das autoridades responsáveis pela igreja. Vemos que muitas vezes isso não acontece porque os líderes religiosos desconhecem estes princípios.

 

Ainda em relação ao estado, não é possível deixar de mostrar o papel vital da igreja, onde a omissão do estado faz-se extremamente nociva a sociedade. Quando faltam iniciativas do estado para promover campanhas contra as drogas, contra a prostituição, contra a violência, entre outros, sobra iniciativa das igrejas:

 

·         Quando o viciado, que é tratado na igreja larga o vício, deixa de alimentar financeiramente o tráfico e os índices de criminalidade diminuem drasticamente;

 

·         Quando a meretriz se converte ela adota uma nova vida, procura um emprego digno, começa a pagar seus impostos e colabora assim para uma maior arrecadação de renda pelo estado, renda esta que pode ser voltada para obras sociais e de infra-estrutura para a população;

 

·         Quando o criminoso se integra no convívio cristão ele deixa a violência e passa a agir com amor a seu próximo, virando um exemplo de quem já esteve no meio da violência e agora conseguiu sair, vira até mesmo um modelo a ser seguido por aqueles que permaneceram na obscuridade.

 

Levando em consideração os fatos acima narrados, podemos afirmar que o estado deve muito a igreja e não o contrário, portanto os ataques do estado, quando defendidos com este conhecimento não possuem nenhum efeito significativo, muito ao contrário, farão levantar uma série de fatos que denotam que a igreja deveria receber auxílio do estado em suas obras sociais.

 

Outro forte inimigo da fé é a filosofia que pode e deve ser usada em favor da apologética da mesma forma que Agostinho, que defendia que “a filosofia deve ser uma criada útil a favor da fé”. Porém, se conduzida com falta de sabedoria, a filosofia entra para o rol de inimigos da fé. Façamos então como Tertuliano que atacou a filosofia com argumentos filosóficos, isto é, atacar no mesmo campo de seu atacante adquirindo o respeito do mesmo.

 

Vemos que, independente do inimigo, o conhecimento sempre dará a base correta para a defesa da fé, porém este conhecimento deve ser bem utilizado com sabedoria entendendo que tanto a fé quanto a filosofia devem estar sujeitas a pesquisa da razão, afim de que o falso seja separado do verdadeiro e que o verdadeiro seja então compreendido.

 

Teologia da Prosperidade

 

Porque a teologia da prosperidade “invadiu” o mundo intra-evangélico e se propaga poderosamente por todo o globo? A resposta para esta pergunta se encontra na falta do conhecimento da verdade.

 

A Teologia da Prosperidade invalida a Palavra de Deus em diversos aspectos, apresentando uma vida cristã de maravilhas e realizações, tratando os percalços e adversidades como algo sem consideração ou até mesmo inexistente para o verdadeiro cristão, ou seja, defende-se que, se você seguir os preceitos cristãos verdadeiros não terá problemas ou dificuldades e somente prosperidade, que alcançará sem maiores dificuldades o patamar que deseja como num passe de mágica.

 

Vamos que no evangelho de João no capítulo 16 e versículo 33 “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Nisso cremos e entendemos que Jesus deixa claro que passaremos sim por adversidades e problemas e não é dito que seremos prósperos em tudo, é dito apenas para termos bom ânimo, pois Cristo venceu o mundo.

 

Engodos como a Teologia da Prosperidade tem assolado o meio cristão unicamente pelo fato da ignorância reinar no meio da massa, ou seja, a esmagadora maioria das pessoas nem sequer se sujeita ao estudo das escrituras, pois se o fizesse, talvez nem mesmo fosse necessário defender a fé, pois o conhecimento da verdade já estaria entronizado na mente de todos.

 

Vemos verdadeiros comerciantes do evangelho nos templos, nas praças e nos veículos de mídia, aonde em alguns países isto é patente e definitivo. Mega-televangelistas que são milionários e que conquistaram suas riquezas à custa da venda de sonhos de prosperidade, o que na maioria das vezes não ocorre a todos.

 

Vale frisar de que não sou contra a teologia da prosperidade, me oponho apenas ao que destoa da direção de Deus e da Sua Palavra.

 

Defensores da Fé:

 

Escolhi e destaquei abaixo duas importantes opiniões de dois Importantes defensores da fé Cristã:

 

Pascal:

 

Pascal recomenda a religião bíblica por possuir um conceito profundo da natureza do homem, quando na maioria das religiões ou filosofias, ratifica-se o orgulho do homem ou condena-se ao desespero. Segundo Pascal, “somente o cristianismo estabelece a verdadeira grandeza do homem através da doutrina da imagem de Deus, ao passo que, ao mesmo tempo, explica suas presentes tendências malignas através da doutrina da queda”. Neste sentido depreende-se que as explicações para os grandes pontos de conflito da humanidade estão expostas no cristianismo.

 

Martinho Lutero:

 

Uma das afirmações de Lutero é que “Antes da fé e do conhecimento de Deus, a razão é trevas, mas nos crentes é um instrumento excelente. Assim como todos os dons e os instrumentos da natureza são maus nos ímpios, assim também são bons nos crentes.” Lutero quer dizer que a razão sem a fé é algo ruim e por isso, quando aliada a fé, e neste ponto entram os crentes, se torna em algo bom. Reafirmamos que a sabedoria (que vem de Deus e somente Dele) agrega potência à razão e ao conhecimento e, portanto, aliadas serão invencíveis.

 

Dentro e Fora da Bíblia:

 

·        Cânon:

 

O Cânon Bíblico é a lista de escritos ou livros, considerados pelas religiões cristãs como sendo divinamente inspirados. Cânon é uma palavra grega que significa regra, vara de medir.

 

Não podemos esquecer que a divina inspiração é reafirmada pelas próprias escrituras conforme os trechos abaixo:

 

·         Mateus 5.18: “Porque em Verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei até que tudo se cumpra”;

 

·         João 10.35: “... e a Escritura não pode falhar”;

 

·         2 Timóteo 3.16: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino”.

 

A ordem de disposição dos livros só foi possível e clara à medida que um cânon estabelecido substituiu os rolos isoladamente estudados. O cânon hebraico é composto de 24 livros, dividido em três grupos: a lei (Torah), os profetas (Nebhim) e os escritos (Kethubim). Esta foi a ordem de aceitação dos livros como canônicos

 

·         Torah: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômios.

 

·         Nebhim: Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Os doze (profetas menores).

 

·         Kethubim: Salmos, Provérbios, Jó, Cantares, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Éster, Daniel, Esdras, Neemias, Crônicas.

 

O cânon católico é o mesmo da Septuaginta. Divide os livros do Velho Testamento em quatro grupos: Lei, História, Poesia, Profecia. Acrescenta ao conteúdo canônico hebraico, os livros apócrifos, sendo ao todo 46 livros:

 

O cânon protestante possui o mesmo conteúdo do cânon hebraico, porém distribuídos em 39 livros diferentes, seguindo, no entanto classificação idêntica ao cânon católico. Assim:

 

·         Lei: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.

 

·         Históricos: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Éster.

 

·         Poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares.

 

·         Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

 

·        Apócrifo:

 

Os livros apócrifos são assim nomeados por não serem considerados como livros divinamente inspirados.

 

Calcula-se que existam mais de 500 livros apócrifos que se intitulam de inspiração divina, porém não o são. Registro apenas alguns dos que são tidos como os mais importantes apócrifos pelos judeus e pelos protestantes:

 

I e II Macabeus, Judite, Baruc, Eclesiástico, Tobias, Sabedoria e algumas adições em Ester (Cânon) e Daniel (Cânon), sendo todos considerados pertencentes ao Antigo Testamento.

 

Estes livros apócrifos foram escritos num período compreendido entre o ano 400 ao ano 50 antes de Cristo e, neste período Israel não teve profetas inspirados declarando a Palavra do Senhor como alguns destes próprios livros relatam. Os apócrifos contem idéias doutrinais, tais como a oração para os mortos que contradizem os livros divinamente inspirados da Bíblia Sagrada e, a tais contradições, não se pode agregar base em qualquer outro lugar nos escritos sagrados. Vemos ainda que nenhum destes livros são citados como Escritura no Novo Testamento, ou reconhecidos por Jesus ou por algum de seus discípulos.

 

Alguns Pais da Igreja como Jerônimo, por exemplo, não consideraram estes livros como sendo divinamente inspirados e também, os judeus nunca os reconheceram como livros sagrados.

 

Questões de Debate:

 

Existem inúmeras divergências sobre a Criação e sobre a verdadeira idade do mundo como conhecemos.

 

De um lado os cientistas com suas teses e suposições acerca do cosmos e da criação espontânea, (sem poder provar o que não se pode observar ou experimentar) e, de outro lado os criacionistas que defendem que a bíblia apresenta a verdade absoluta sobre a criação e origem de tudo o que existe.

 

A Criação foi completada em 6 dias (de 24 horas?) conforme relata a bíblia ou em bilhões de anos como os cientistas afirmam afinal?

 

·        Criação:

 

Baseado no conhecimento de física nuclear, é possível evidenciar a idade das amostras de alguns minerais contidos em nosso planeta com extrema precisão. Para exemplificar o fato acima, sabemos por exemplo, que o Urânio 238 passa, no período de 4 bilhões e meio de anos, por 18 estágios de decomposição até chegar ao chumbo 206, sendo um mineral estável e não mais passível de decomposição através da radioatividade.

 

Entretanto, a idade medida através do método de radiação, que os cientistas têm aceitado há tanto tempo, jamais foi uma prática científica, pois informações científicas derivam de experiências em laboratório. O estabelecimento da idade através da medição radiométrica não passa de um cálculo aritmético, sendo a quantidade de chumbo dividida pela quantidade de urânio, onde ambas as quantidades são obtidas no laboratório e, a outra variável utilizada no cálculo é supostamente uma constante, ou seja, ela assume um índice “constante de decomposição”. A idade é então calculada como sendo o produto de tal “constante” vezes a razão entre o chumbo e o urânio. O problema com isso é que esta razão é medida em laboratório, logo, se a constante apresentada não for realmente uma constante e sim uma variável, então a idade não tem significado, ou seja, não existirá precisão alguma. Sendo assim, este método de radio medição não é uma evidência e sim uma ficção pois o índice de decomposição, utilizado na medida nunca é uniforme, ao contrário este índice é uma variável, pois em pressões e temperaturas diferentes o índice varia, logo a datação radiométrica não condiz com a realidade.

 

Um exemplo, é que o evolucionismo assume que os granitos são formados através do resfriamento lento através de bilhões de anos. Neste caso o tempo de resfriamento ou a idade presumível é obtida através da medição da decomposição radioativa atual dos produtos na amostra coletada. Assumem que eles tenham se acumulado através de uma lenta decomposição radioativa constante. Pelo simples fato de a teoria evolutiva equacionar a idade radioativa com o tempo de resfriamento, qualquer evidência demonstrando que os granitos se formaram rapidamente, basicamente demonstra a sua criação simultânea, por conseqüência, a premissa de decomposição radioativa constante e a inferência de idade avançada são completamente invalidadas. E, de fato, há evidências científicas de sua criação simultânea e rápida.

 

Gravado no interior dos granitos existem micro esferas coloridas produzidas pela decomposição de um elemento radioativo. Utilizando uma analogia simples as bolhas de alcacelcer na água só podem ser detidas através de um congelamento rápido. De modo similar, o registro microscópico de elementos em veloz decomposição radioativa em granitos existe somente porque tais rochas foram instantaneamente criadas em forma sólida. Se elas fossem criadas por resfriamento lento, os vestígios radioativos teriam desaparecido do processo sem deixar qualquer registro visual. Este registro da criação espontânea é encontrado em granitos por todo o mundo. Além disso, sua existência em granitos de várias idades radiométricas diferentes demonstra que foram todos criados ao mesmo tempo. Isto faz desmoronar todo o fundamento das eras geológicas.

 

As centenas de milhões de anos que os geólogos achavam que eram necessários para o resfriamento e conseqüente formação do gigantesco monólito “el capitan” (Califórnia – Estados Unidos) são reduzidos para menos de alguns minutos, ou seja, o resfriamento se deu numa velocidade extremamente mais alta do que se pensava, devido a agentes como pressão e temperatura que antes, não eram levados em consideração.

 

Tais evidências causam um enorme impacto sobre a idade da terra. O índice de decomposição radioativa constante, não deve ser usado como evidência para estabelecimento da idade de nenhum material, sabendo-se que este índice é variável e não constante, tendo variação de acordo com a profundidade e/ou pressão na qual o material foi formado, isto é, numa maior profundidade e em maior pressão o índice de decomposição é absurdamente maior do que em condições contrárias.

 

·         Os vestígios radioativos encontrados em madeiras carbonizadas contestam a escala de eras geológicas a respeito da vida na terra que decresce de centenas de milhões de anos para apenas milhares;

 

·         A ocorrência do grande dilúvio universal explica o veloz acúmulo de vegetação responsável pelas vastas reservas de carvão e de petróleo da terra, bem como fósseis desta época;

 

·         A idade jovem do carvão e sua formação rápida em laboratório, assim como o petróleo que se forma agora na bacia de Guaiamus na costa californiana (EUA) se encaixam apenas numa idade jovem e não antiga para a terra;

 

·         Os dinossauros são fósseis enterrados em massa em cemitérios comuns e, suas pegadas achadas conservadas em carvão (mina de carvão - Cyprus Plateau Mine – Price/Utah - EUA) são uma lembrança muda das inúteis tentativas de tais criaturas para escapar das águas emergentes de um dilúvio Global;

 

·         O excesso do gás hélio em granitos localizados a alta profundidade na terra, fornece evidências concretas de que as rochas da crosta terrestre são jovens;

 

·         E finalmente as “impressões digitais da criação” também encontradas nos granitos, as mesmas rochas que a bíblia menciona como sendo as rochas das fundações da terra, confirmam que todas estas rochas são produtos da mesma criação e que surgiram de forma simultânea no globo.

 

Os fatos narrados invalidam a premissa básica do evolucionismo a respeito da decomposição radioativa uniforme e faz desmoronar toda a estrutura de eras evolutivas. Levando em consideração as provas apresentadas, a idade de 4 bilhões e 500 milhões de anos apresentada para a terra, atribuída pelos evolucionistas não passa de ficção científica.

 

As afirmativas acima são baseadas nos estudos do cientista Dr. Robert Gentry e foram publicados nas revistas mais importantes de ciências do mundo, tais como:

 

·         Science;

·         Nature;

·         Geophisical Reserch Letters;

·         Earth and Planetary Science Letters;

·         Phisical Review Letters e,

·         Annual Review of Nuclear Science.

 

Tais estudos apresentam evidências consistentes que indicam que a terra tenha aproximadamente 6 mil anos de idade, o que concorda com os relatos bíblicos. Estes estudos também viraram um documentário reconhecido em todo o mundo chamado “A Verdadeira Idade da Terra” e “Impressões Digitais da Criação”.

 

Lembro que nenhum dos dados apresentados pelo cientista Dr. Robert Gentry, foram refutados até o momento.

 

Infelizmente temos a infeliz tendência de deixar de lado o que não se pode ser evidenciado pela ciência e simplesmente dar credibilidade a teorias, afastando a proposta da fé na explicação da criação, porém, agora, com as evidências científicas defendendo os relatos bíblicos este cenário muda.

 

Geólogos modernos concordam que a terra começou sua história num cenário caótico que foi cedendo seu lugar a um estado de ordem e completude, onde surgiram as condições ideais para a manutenção da vida, a separação entre terra e mar precedendo a aparição da vida sob a terra, sendo que as espécies mais simples apareceram primeiro e, por fim, o homem, coroando a criação de Deus conforme a Palavra de Deus assim o relata.

 

Vemos outro ponto de concordância em relação aos astros (Sol e Lua), pois na bíblia não afirma que eles foram criados após a criação da terra e sim que sua influência sobre a terra iniciou-se no decorrer da criação como um limite (separação) entre noite e dia, quando a rotação e translação iniciam a determinação dos dias e os ciclos de tempo.

 

E quanto a Seleção Natural o que há de verdadeiro? Quem foi o agente de origem e desenvolvimento das espécies como conhecemos? Deus ou a Seleção Natural?

 

·        Evolução:

 

Segundo Darwin, cada geração da mesma espécie demonstra ligeiras modificações da geração anterior e tais modificações, ao longo de milhares de gerações passam a ser projetadas para as próximas gerações por hereditariedade e formam-se novas subespécies no decorrer deste ciclo evolutivo. Essas novas características dariam a estas espécies maiores chances de competição contra o meio e, por conseqüência, maior nível de sucesso na seleção natural, aonde somente as espécies detentoras de maior resistência sobreviveriam.

 

De acordo com a genética, os princípios básicos da seleção natural contrariam as evidências, ou seja, as características adquiridas ou variações de cada espécie não se propagam hereditariamente, as novas gerações não podem herdar tais diferenças, portanto, neste caso, não existe evolução. Estas provas batem não somente a teoria de Darwin, mas também a teoria de Lamarck que determina a propagação das características adquiridas. Vale lembrar que as características adquiridas pelo indivíduo no decorrer de sua existência não tem efeito sobre seus genes e portanto não pode ser hereditária.

 

Vejamos então outro tema polêmico onde o estudo dos fósseis é utilizado para defender a evolução de Darwin. Devemos observar pela ótica da verdade para que não entremos nos engodos impostos pela ciência que, por sua vez, se contradiz em muitos casos.

 

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a contraposição ao evolucionismo não se trata de um embate especificamente religioso ou proveniente de um radicalismo teológico irracional, haja vista que a própria ciência desmente a evolução em diversos momentos.

 

Antes mesmo de entrar na questão das “provas” fósseis, apresento duas considerações interessantes sobre uma afirmação criacionista e uma afirmação evolucionista:

 

Criacionistas: Cada um segundo a sua espécie.

 

·         Se tentar cruzar espécies diferentes o híbrido, (produto deste resultado) não tem capacidade de auto-reprodução. (abordagem científica).

 

Evolucionistas: Uma espécie origina várias outras diferentes.

 

·         A partir da matéria inorgânica, por uma questão de seleção natural, mutações, transmutação de espécies, se chegaram as formas de vidas mais complexas e que os registros fósseis afirmam realmente ter havido uma evolução das espécies e que o homem e o macaco são originários de um mesmo ancestral.

 

·         Fósseis:

 

Fósseis são plantas e animais soterrados que depois de muitos anos são sedimentados e transformados em rocha.

 

Se houvesse evolução o registro fóssil teria de se apresentar com formas de vidas menos complexas, mais antigas do que formas de vidas mais complexas, neste sentido, havendo uma evolução. Só que o registro fóssil mostra formas de vida mais complexas mais antigas do que formas de vidas menos complexas atuais.

 

No registro evolucionista, vidas complexas aparecem repentinamente dentro do registro fóssil, quando teria, obrigatoriamente, de haver formas menos complexas próximas das complexas para que se comprovasse alguma evolução, porém estas novas formas aparecem de repente, ou seja, se há evolução, tem de haver as formas transicionais, isto é, as espécies de transição, o que também não existe no registro fóssil.

 

1.      Não existem registros de formas de transição entre protozoários e metazoários invertebrados;

 

2.      Não existem registros de formas de transição entre invertebrados e vertebrados;

 

3.      Não existem registros de formas de transição entre peixes e anfíbios;

 

4.      Não existem registros de formas de transição entre anfíbios e répteis;

 

5.      Não existem registros de formas de transição entre répteis e mamíferos;

 

As mesmas lacunas do registro fóssil são as mesmas encontradas na vida hoje. Você não tem hoje no mundo nenhuma forma de transição registrada, nem viva nem morta, ou sequer um registro fóssil delas.

 

Apresento algumas das “evidências fósseis” que são tidas como provas de espécies de transição. Os fósseis mais completos achados são:

 

·         Homem de Neanderthal – Achado em 1856 no vale do rio Neander na Alemanha. Durante muito tempo se pensava que ele era o primeiro primata da escala evolutiva, mais tarde provou-se que ele era tão humano quanto qualquer um de nós e que a única diferença é que ele sofria de raquitismo. (Descartado por Prova Científica);

 

·         Homem de Cro-Magnon – Encontrados registros fósseis na França, Espanha e em partes da Europa. Mais bem dotado e mais forte do que o homem moderno e com uma capacidade cerebral maior do que o homem moderno. Se houvesse evolução neste caso, o homem moderno teria de ser mais forte. E este não tinha nenhuma característica de símio ou primata. Era, portanto, humano comum. (Descartado por Prova Científica);

 

Após isso vieram alguns desencontros e fraudes:

 

·         Ramapithecus – Foram achados fragmentos da mandíbula inferior e alguns dentes deste Ramapithecus. Em 1961 o Ramapitecus foi destronado como suposto primeiro homem e em 1982 passou a ser considerado um mero parente extinto do Orangotango (Roger Lewin, Bones of Contention, pg.86). Foi constatado que atualmente na Etiópia um gênero de Babuíno com dentição e maxilares com as mesmas características.

 

·         Homem de Pitdown – Durante mais de 40 anos em livros científicos, aceito pela comunidade científica internacional de que este era uma das três mais importantes provas da evolução, até que em 1953 com técnicas mais avançadas se descobriu que colocaram ossos humanos e de macacos juntos e envelheceram quimicamente. Pegaram dentes da arcada inferior de chimpanzé e limaram para parecer com ossos humanos e juntaram a fragmentos de um crânio humano. FRAUDE COMPROVADA.

 

·         Homem de Nebrasca – Apenas um dente achado. O diretor do Instituto de História Natural dos Estados Unidos chega a conclusão “aqui está de fato a ligação que comprova que somos descendentes dos macacos”. Na época uma revista científica conseguiu desenhar o Pai, a mãe e os filhos deste Homem de Nebrasca, a partir de um dente. Mais tarde em 1927 se descobriu que aquele dente era de uma raça de porcos, já extinta. FRAUDE COMPROVADA.

 

·         Homem de Pequim – Fragmentos de esqueleto humano achados em escavações perto de Pequim em 1929. Após seu estudo em 1941 deu-se por perdidas todas as evidências deste achado e os estudos não foram conclusivos. Logo em seguida todos os estudiosos abandonaram o caso.

 

·         Homem de Java – Fósseis descobertos em 1891. Seu descobridor Cientista Francês Eugene Dubois. Ossos encontrados a 12 metros de distância dos fragmentos do Homem de Java são analisados por cientistas e chega-se a conclusão de que provém de um homem moderno. Eugene Dubois desmentiu logo em seguida dizendo que não se tratava de nenhum ancestral do homem.

 

Vários achados de fragmentos de fósseis tem dado margem a mentiras, enganos e fraudes no mundo todo.

 

·         Mutações / Genética:

 

Vamos abordar a questão das mutações, será que realmente podem produzir evolução?

 

A resposta é não. A mutação causa desordem e não ordem, porque diminui a complexidade dos organismos, faz o organismo decrescer e causa entropia, ou seja, desordem no sistema. É comprovado cientificamente que todos os exemplos estudados de mutação apresentam perda de informação genética e não o acréscimo dela.

 

Vejamos o que diz o código genético?

 

Em 1856 Mendell descobre o código genético. Características de uma espécie são transmitidas para gerações futuras da mesma espécie. Nisto entendemos que cada espécie foi programada para produzir a própria espécie e não o contrário. Cada um segundo a sua própria espécie. De acordo com o código genético não tem como haver evolução, pois cada espécie somente pode produzir a sua própria espécie.

 

Projeto Genoma Humano.

 

Antes mesmo do projeto pensavam que cada homem era originário de um primata de sua região, ou seja, o homem da África era originário de um primata comum da África, o homem da Ásia era originário de um primata comum da Ásia. O projeto Genoma chega a conclusão que todos os homens são provenientes de um ancestral comum localizado geograficamente na África oriental, mesma região geológica onde a Bíblia afirma ser a localização do Jardim do Éden aonde Adão e Eva viveram (segundo a Bíblia).

 

Criação: Deus fez Adão e a partir dele vieram todos os homens.

Nota Científica: Jornal o Globo de 25 de dezembro de 2002, Coluna: Ciência e Vida, “O verdadeiro Adão viveu na África, cientistas sustentam que toda a humanidade descende de um ancestral comum.”

 

Podemos crer que tudo isso que vivemos é obra do acaso ou podemos crer que tudo é obra de um Criador, verdadeiramente acreditaremos no que quisermos, porém devemos trabalhar para que todas as visões sejam estudadas sem radicalismos ou ataques infundados.

 

O Dr. Robert Clark, PHD em bioquímica pela Universidade de Cambridge, no seu Livro “Universo, plano ou acidente” afirma: “É impossível entender o universo como obra do acaso, mas sim entendê-lo como obra de engenhosidade e projeto deliberado”. No Antigo Testamento, no livro de Izaías 45:12 temos a seguinte afirmação: “Eu fiz a terra e criei nela o homem, eu o Senhor o fiz, as minhas mãos estenderam os céus e a todos os seus exércitos dei as Minhas ordens.”

 

O Grande Dilúvio:

 

Devemos entender primeiramente, o que a bíblia apresenta acerca do momento pré-diluviano. Sabemos através das escrituras que a humanidade estava completamente envolvida pela corrupção em todos os sentidos, o pecado reinava e isso aborrecia a Deus. Vemos isso claro no livro de Gênesis 06:05-07 “Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. E disse o Senhor: Destruirei da face da terra o homem que criei, tanto homem como o animal, os répteis e as aves do céu, porque me arrependo de os haver feito”.

 

Vemos ainda que Noé achou graça aos olhos do Senhor e que o Senhor o incumbiu de construir uma arca para salvar sua família e algumas espécies de animais da destruição que viria sobre a terra em forma de dilúvio.

 

Ainda de acordo com os escritos a construção da arca durou aproximadamente 100 anos, Noé tinha 600 anos de idade neste momento e, vieram chuvas fortes e continuas sobre toda a terra que, duraram 40 dias e 40 noites e assim apresentou-se o dilúvio sobre a face da terra.

 

Os que são contrários ao fato de o Grande Dilúvio ter realmente ocorrido não possuem contraposições bem fundamentadas, afirmam apenas não haver provas contundentes suficientes para evidenciar o Dilúvio conforme descrito na bíblia.

 

·         Vejamos alguns fatos:

 

A bíblia descreve a terra originalmente sendo coberta por vegetação viçosa e depois sendo devastada por um dilúvio universal cerca de 1.700 anos após sua criação. Esta escala de tempo certamente se encaixa com muitas das descobertas científicas que se tem hoje e, igualmente, de forma assertiva, a água cobriu um dia a nossa terra. Em 1927, Noel Odel descobriu fósseis marinhos de conchas localizados próximas ao topo do monte Everest. Possuímos indicadores (baseados em experiências laboratoriais) que o carvão e o petróleo podem ser o resultado da devastação rápida e o sepultamento da vegetação por um dilúvio global.

 

No livro de Gênesis Capítulo 07, Versículo 11 Relata o seguinte: “... romperam-se todas as fontes do grande abismo e as janelas dos céus se abriram.” Este relato remete a erupções vulcânicas e de bacias oceânicas pré-diluvianas. Isto é significativo porque recentemente pesquisadores encontraram uma área no assoalho do oceano pacífico com uma concentração de mais de mil vulcões.

 

A probabilidade de uma maciça atividade vulcânica durante o dilúvio bíblico nos leva a pensar numa das mais famosas erupções vulcânicas dos tempos modernos. No dia 18 de maio de 1980 um gigantesco desabamento de terra na face norte do monte Santa helena no Estado de Washington – EUA, foi acompanhada de uma explosão equivalente a 20 mil toneladas de TNT. Esta explosão transversal de vapor superaquecido, de cinzas vulcânicas e de pó, demoliu mais de 240 kilômetros quadrados de florestas, quebrando árvores gigantescas como se fossem palitos. Os escombros do deslizamento de terra mergulharam no lago Spirit, criando um colossal canal que cobriu a parte lateral da montanha a mais de 260 metros acima de seu nível antes da erupção. Uma espessura de 100 metros de novos sedimentos foram jogados no lago, fazendo com que seu nível de superfície ficasse 80 metros mais alto do que antes da erupção. Um número maciço de árvores arrancadas pela explosão foram levadas para o lago Spirit através do gigantesco canal e pode se contemplar a força catastrófica da água acumulando-se e levando consigo enormes quantidades de vegetação. Se o monte Santa Helena tivesse entrado em erupção debaixo d’água logo após esse evento, enormes ondas, centenas de vezes maiores do que o canal do lago Spirit, teriam feito com que o material da erupção fosse levado por grande parte da terra antes de se acomodar. Se milhares destes vulcões estivessem ativos podemos imaginar o efeito destrutivo que um dilúvio universal poderia causar na topografia da terra.

 

Numa tentativa de se saber de onde vieram as águas do dilúvio e para aonde foram depois e que acontecimentos geológicos ocorreram durante este evento, o Dr. Walter Brown – Ex-Chefe de estudos científicos e tecnológicos da guerra aérea – EUA, estudioso da teoria da “hidro-placa”, afirma que podemos ver em nosso planeta 17 características estranhas que agora podem ser explicadas como o resultado de uma inundação global cataclísmica, cujas águas surgiram de câmaras subterrâneas, com uma liberação de energia que excederia a explosão de 10 bilhões de bombas de hidrogênio. Esta explicação nos demonstra com que velocidade as grandes montanhas são formadas, ela explica os depósitos de carvão e de petróleo, o rápido afastamento continental, porque os assoalhos marinhos possuem valas e centenas de desfiladeiros e de vulcões, ela explica a formação da camada estratificada, e os registros de fósseis ali contidos, as chamadas “eras glaciais” e os principais desfiladeiros internos, principalmente o Grand Cânion.

 

Entende-se que a era pré-diluviana era detentora de um supercontinente que continha uma vegetação viçosa, mares, rios e pequenas montanhas. De acordo com a teoria da “hidro-placa”, a era pré-diluviana possuía uma grande quantidade de água subterrânea, mais ou menos a metade, da que hoje em dia temos em nossos oceanos. Esta água ficava em câmaras interligadas formando uma fina casca respiradora com aproximadamente 800 metros de largura, localizada a 16 kilômetros abaixo da superfície da terra.

 

O aumento da pressão nas câmaras de água subterrâneas expandiu a crosta terrestre. A falha na crosta começou com uma pequena rachadura que se expandiu em ambas as direções numa velocidade de 5 kilômetros por segundo. A rachadura, seguindo o caminho da menor resistência, circulou o globo em aproximadamente 2 horas. Enquanto a rachadura corria pelo globo a crosta acima se abriu como um rasgão num tecido extremamente esticado. A água subterrânea sofria uma extraordinária pressão causado pelo peso de 16 kilômetros de rocha pressionando sobre ela. Então a água explodiu violentamente para fora da ruptura.

 

Os cálculos demonstram que ao longo dessa rachadura que circundava o globo, fontes de água saiam em jatos supersônicos a mais de 30 kilômetros para a atmosfera terrestre. O borrifo destas enormes fontes ocasionou chuvas torrenciais como a terra jamais havia sofrido. As fontes das profundezas e a expansão do vapor produziram ventos violentos. As fontes de alta pressão causaram erosão nas rochas em ambos os lados da saída de água e enormes volumes de sedimentos se espalharam através dessa água lamacenta por toda a terra.

 

Os sedimentos foram retidos enterrando plantas e animais, conservando-os formando os registros fósseis. A vegetação levada pela inundação, seguiu para regiões onde se acumulou e se decompôs em carvão e petróleo através de processos que podemos repetir hoje em laboratório.

 

Experiências demonstram que a medida que a erosão alargava a fenda na crosta terrestre, sua largura se tornou tão grande que as rochas, pressionadas embaixo das câmaras subterrâneas se ergueram dando origem a cordilheira oceânica que se estende ao longo da terra como a costura de uma bola de futebol. As placas continentais (as hidro-placas), ainda com água lubrificante abaixo delas, escorregaram para baixo afastando-se da cordilheira atlântica que surgia. Depois que as maciças placas continentais lentamente desaceleradas atingiam velocidade de cerca de 60 kilômetros por hora, chegaram até locais de resistência, se comprimiram e se inclinaram e se tornaram mais espessas e se curvaram. As partes das hidro-placas que se curvaram para cima formaram montes, as que se curvaram para baixo formaram valas oceânicas. E é por isso que estas características são paralelas as cordilheiras oceânicas de onde deslizaram. As hidro-placas ao deslizarem, afastando-se das cordilheiras oceânicas abriram profundas bacias oceânicas para aonde as águas inundadas se represaram e toda a bacia continental reteve a água acumulada formando vários lagos.  

 

Evidencias colhidas em todo o mundo de criaturas marinhas fossilizadas, localizadas em cumes de altas montanhas, são um indicativo de que estas altas montanhas já estiveram submersas em algum momento no passado.

 

Culturas de diversas partes do mundo, inclusive a Egípcia possuem relatos antigos de que a aproximadamente 11.500 anos atrás houve uma grande inundação de proporções globais. Testes de carbono 14 feitos em fósseis e demais materiais conservados em âmbar (água fossilizada) remontam a mesma data da relatada grande inundação.

 

Conclusão:

 

Por todos os fatos narrados neste trabalho e muitos outros que não foram elencados aqui, vemos que a ciência têm, nos últimos anos se aliado aos escritos sagrados na prova de diversos fatores evidenciados, os quais a humanidade não detém o pleno conhecimento ainda.

 

Através do correto uso da apologética e da pesquisa, podemos trazer a tona discussões anteriormente abafadas pelos religiosos radicais e cientistas conservadores, que têm revolucionado o conhecimento na atualidade.

 

Muito mais ainda está a ser descoberto, porém a grande questão é: Trabalharemos a informação da maneira correta ou permitiremos que os olhos da maioria permaneçam fechados por interesses escusos?

 

Uma coisa é certa, temos muito o que aprender, estudar, pesquisar, inferir, meditar e mais ainda, temos que divulgar o conhecimento da verdade, aplicando sempre o filtro do questionamento e crendo que a verdade sempre deve triunfar não obstante os obstáculos impostos pela sociedade que insiste e fechar os olhos para os fatos.

 

Cada um de nós que busca o conhecimento tem a obrigação ética de seguir os princípios básicos, não nos deixando corromper e, ao mesmo tempo, passando o conhecimento para outros, fazendo com que ele flua livremente pelas correntes da informação.

 

Que Deus nos ajude!

 

 

TCC – Trabalho de Conclusão de Curso

Mestrado em Teologia

Matéria - Apologética

 

Aluno: Gleysson Fabrício Salles da Silva

gleyssonsalles@gmail.com

 

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