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25/09/2007
Conheça os projetos vencedores do Concurso EducaRede

 


Alair Coletta com o presidente da Fundação Telefônica Sérgio Mindlin
Fotos: Carlos Della Rocca 
Cachoeiras, estação ferroviária, Folia de Reis, Festa do Peão... a professora Alair Coletta colocou os alunos da Escola Estadual Lázaro Franco de Moraes, em Torrinha, para pesquisarem e divulgarem as riquezas da região na Web. Eles desenvolveram o projeto Torrinha – Pérola da Serra, em 2005, dentro de um projeto maior, o Coisas Boas da Minha Terra, realizado na Comunidade Virtual do Portal EducaRede. Nela participaram de fóruns, videoconferências, e publicaram fotos, textos e slides na Galeria, conhecendo também os projetos publicados por outras escolas paulistas no ambiente. Toda a produção aparece, junto com a de outros professores e alunos, na exposição virtual interativa. Ao longo do ano, os alunos tiveram bastante trabalho também fora do ambiente virtual:

  • Muitas cachoeiras foram visitadas e fotografadas;
  • Os alunos buscaram fotos de Paraglider com o dono do site Interagitos e conversaram com integrante do Clube Torrinha de Vôo Livre;
  • Pesquisaram a Lenda do Candimba em livros que relatam a história do município;
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    Imagem da Estação Ferroviária de Torrinha publicada na Galeria
    Conversaram com  pessoas da comunidade, em busca de histórias de personagens lendários, percebendo semelhanças entre essas narrativas e os contos do livro “Alexandre e Outros Heróis”, de Graciliano Ramos; 
  • Conseguiram fotos antigas e atuais junto à comunidade e com a Secretaria de Turismo do Município para conhecer a História do Carnaval de rua e dos bonecões;
  • Pesquisaram junto à Secretaria de Turismo sobre a Folia de Reis, de Caixas e a Festa do Peão;
  • Buscaram no site www.estacoesferroviarias.com.br a história da Estação Ferroviária de Torrinha e, junto à população, sobre seu uso e conservação; 
  • Visitaram, desenharam e fotografaram igrejas, casarões antigos, fachadas, portões, janelas, pisos hidráulicos para desenvolverem o pensamento artístico e o olhar sensível sobre a arquitetura histórica.

Esse projeto levou os alunos e grande parte da comunidade a conhecer mais a fundo as belezas naturais e a cultura de nossa cidade, além de estudar os impactos ambientais que poderão vir a ocorrer com o desenvolvimento do turismo. Quanto ao letramento digital, participaram de videoconferência, fóruns, diário de bordo, inserção de fotos, textos na Comunidade Virtual. Foi de grande importância para a comunidade escolar”, resume a professora Alair, vencedora na categoria Uso do EducaRede – Ensino Médio.

Palavra Aberta - Intercâmbio de Idéias no Ciberespaço


Gládis dos Santos (de crachá) e a coordenadora Geral do Cenpec, Maria do Carmo Brant de Carvalho
O que se pode fazer com um blog na Educação? A professora Gládis Leal dos Santos mostra com o Palavra Aberta - Intercâmbio de Idéias no Ciberespaço, projeto vencedor na categoria Uso da Internet – Ensino Fundamental 2. “Criei o blog para publicar alguns programas da série de vídeos Conexão XXI, que serviram como ponto de partida para a reflexão e debate sobre os temas, produção e divulgação de textos e troca de idéias entre alunos dos mais diversos espaços geográficos.” Por isso, o projeto não envolveu apenas os alunos da Escola Municipal CAIC Prof. Mariano Costa, de Joinville (SC), mas também recebeu contribuições de estudantes de Minas Gerais, do Distrito Federal, Espírito Santo, Ceará e Rio Grande do Sul. “Iniciei a divulgação em listas de discussão, blogs e em sites de relacionamento e convidei os professores a visitarem o blog para conhecer a proposta e participar do projeto”, que, por sinal, continua. O slide abaixo foi recentemente publicado no blog Palavra Aberta e explica a proposta, seduzindo novos colaboradores:

A publicação dos textos e a interação através do sistema de comentários do blog permitiram aos participantes perceber o potencial da Internet como rede de aprendizagem, ampliando-lhes a visão de mundo para além dos muros das escolas. Além disso, foi especialmente motivador para os alunos ter um retorno dos internautas a respeito de seus textos”, explica Gládis. O blog teve sucesso de audiência: de janeiro a dezembro de 2006 recebeu 14 mil visitas e totalizou 803 comentários. No período, foram publicados 96 textos produzidos por alunos de escolas de diferentes estados.

 


Oficina de Criação do Livro Eletrônico – “Estrada da Fé”


A professora Antonia Mariano com José Manuel Moran, da ECA/USP
A Estrada da Fé é um outro projeto desenvolvido no Portal, vencedor na categoria Uso do EducaRede - Ensino Fundamental 2. A professora Antonia Lucélia Mariano resolveu conduzir uma Oficina de Criação para seus alunos da Escola de Ensino Fundamental Amália Xavier de Oliveira, em Juazeiro do Norte, na Comunidade Virtual História do Ceará em Rede. Na oficina de cordel, eles conheceram a história, a linguagem e a forma métrica deste tipo de literatura. Também participaram de roda de leitura de cordéis.

Essa oficina pretende levar a juventude de Juazeiro do Norte/CE a refletir sobre os romeiros que caminham até a terra de Padre Cícero, viajantes que vêm de vários lugares do Nordeste e do Brasil, com a intenção de vivenciarem e propagarem a fé. Essa caminhada será escrita através da literatura de cordel, que é uma cultura dos poetas populares desta cidade”, anuncia a professora na página da oficina. A “Estrada da Fé” é o nome do livro virtual produzido ao final do projeto. Os alunos também confeccionaram, coletivamente, um folheto de cordel impresso com trechos dos poemas escritos pelos alunos, distribuídos à comunidade. “Poetizando em versos e rimas, os protagonistas descreveram as questões sociais, culturais e ambientais que envolvem os turistas religiosos que adentram a nossa cidade, tendo a iniciação de seu letramento digital, de forma consciente e planejada”, explica Antonia.


Drama Club Webwriters


A
professora Ingrid Broch já coordenava um projeto chamado “Drama Club”, em que as crianças praticavam a Língua Inglesa interpretando uma peça teatral para a comunidade. Mas não era o bastante. Ingrid articulou uma parceria com o projeto de aprendizagem de Língua Estrangeira a Distância do Instituto de Letras/UFRGS (http://www6.ufrgs.br/aled/), que deu origem ao projeto Drama Club Webwriters, vencedor na categoria Uso da Internet – Ensino Médio. Neste ambiente foram usadas diversas ferramentas, tais como: writing (composição do perfil do aluno), blog (interação privativa entre aluno e professor), acervo (biblioteca), agenda, fórum (espaço destinado às interações de alunos/alunos e alunos/professor) e o Equitext – editor de texto coletivo que também pode ser acessado fora do ambiente, no site http://equitext.pgie.ufrgs.br


A professora Ingrid Broch segura o troféu ao lado da Coordenadora de Projetos/GTE  da Fundação Vanzolini, Beatriz Scavazza

Todos esses recursos foram usados para o desenvolvimento do projeto no Colégio da Aplicação da UFRGS, em Porto Alegre, no qual os alunos criaram e adaptaram 12 roteiros de teatro. “No momento em que o aluno analisa e reflete sobre a sua produção, ele passa a ser um investigador. Esta investigação é feita sob a orientação do professor, levando-o a refletir e investigar seus próprios erros, melhorando o seu texto e tornando o aprendizado mais significativo.Toda esta escrita é coletiva, isto é, os alunos negociam e interagem entre si no mesmo texto”, explica Ingrid.

Segundo a professora, no projeto "Drama Club Webwriters" não havia uma lista de conteúdos prévios. Todo o conteúdo trabalhado emergia da produção do aluno. Por se tratar de estudantes do Ensino Médio, partiu-se do princípio que eles conheciam noções básicas da Língua Inglesa. Desta forma, o projeto trabalhou com conteúdos emergentes da língua que já haviam sido estudados pelos participantes, mas que na hora da produção escrita ainda não haviam sido assimilados. Durante o processo, os professores envolvidos no projeto reuniam-se semanalmente para planejar os conteúdos da semana seguinte. “O projeto atendeu à diversidade lingüística, social e cultural e estimulou a cooperação entre os alunos. Resultados parciais apontam para um aprendiz mais autônomo, reflexivo e ativo no processo de construção de conhecimento”, diz Ingrid.

 

fonte: http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=275