Objectivos do Milénio

A Declaração do Milénio, adoptada em 2000, por todos os 189 Estados Membros da Assembleia-Geral das Nações Unidas, veio lançar um processo decisivo da cooperação global no século XXI. Nela foi dado um enorme impulso às questões do Desenvolvimento, com a identificação dos desafios centrais enfrentados pela Humanidade no limiar do novo milénio, e com a aprovação de 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (MDGs) pela comunidade internacional, a serem atingidos em 2015:
  1. Erradicar a pobreza extrema e a fome
  2. Alcançar a educação primária universal
  3. Promover a igualdade do género e capacitar as mulheres
  4. Reduzir a mortalidade infantil
  5. Melhorar a saúde materna
  6. Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças
  7. Assegurar a sustentabilidade ambiental
  8. Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento

 Foram ainda aí estabelecidas metas quantitativas para a maioria dos objectivos, com vista a possibilitar a medição e acompanhamento dos progressos efectuados na sua concretização, ao nível global e nacional.

 

O último relatório de avaliação elaborado em 2008 dá contudo conta de insuficiente progresso de alguns desses objectivos de modo a atingir a meta de 2015, nomeadamente os que dizem respeito à igualdade de género, como por exemplo a reduzida participação das mulheres nas tomadas de decisão e a elevada carga de trabalho nas tarefas domésticas quer em zonas rurais ou em áreas urbanas e à sustentabilidade ambiental, como por exemplo o acesso a água potável e ao saneamento.

 

De acordo com o mesmo relatório de progresso, os usos da água têm aumentado duas vezes mais que o aumento da população. Mais de 1,2 biliões de pessoas vivem em áreas de escassos recursos hídricos onde os conflitos de acesso a água potável têm aumentado ao mesmo tempo que tem aumentado a degradação da qualidade da água. Estas situações têm vindo a agravar-se em zonas como a África subsariana.

Cerca de 742 milhões de pessoas vivem em áreas rurais sem acesso a água potável. Por outro lado a população sem saneamento básico ascende aos 2,5 biliões em que 500 milhões se localizam na África subsariana.