Libertária

GED0611


A pedagogia libertária procura a independência teórica-metodológica. Dá maior ênfase às experiências de autogestão (sem qualquer forma de poder), à prática da não-diretividade, (o professor não dirige, mas cria as condições de atuação do aluno) e à autonomia (excluída qualquer direção de fora do grupo). 

Espera-se, assim, que a escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos num sentido libertário e autogestionario. Constitui-se em mais um instrumento de luta, ao lado de outras práticas sociais, pois não tem como institucionalizar-se na sociedade capitalista.

Nessa concepção, a idéia de conhecimento não é a investigação cognitiva do real, mas, sim, a descoberta de respostas relacionadas às exigências da vida social. Essa tendência acredita na liberdade total; por isso dá mais importância ao processo de aprendizagem grupal do que aos conteúdos de ensino.  O conteúdo e o método têm objetivos pedagógicos e também político. As matérias não são exigidas, são um instrumento a mais dentro do processo de vivências, de atividades e a organização do trabalho no interior da escola, ressaltando que os alunos têm liberdade de trabalhar ou não. 

A ênfase na aprendizagem informal vivenciada em grupos de discussão, cooperativas, assembléias, e a negação de toda forma de repressão, visam favorecer o desenvolvimento de pessoas mais livres e motivadas na satisfação de suas aspirações e necessidades.

Entre os estudiosos e divulgadores da tendência libertária está Maurício Tragtenberg, que evidencia que o homem cria a cultura na medida em que, integrando-se nas condições de seu contexto de vida, reflete sobre ela e dá respostas aos desafios que encontra.

 

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