A Fundação é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, que acolhe fratrias (grupos de irmãos) de ambos os sexos, dos 3 aos 18 anos, provenientes de famílias desestruturadas e tem por objectivo prestar assistência, educação e formação.

A Fundação apoia as crianças e jovens no seu crescimento psico/social, visando a reintegração na família e sociedade, numa perspectiva de cidadania.

Apoia as famílias, envolvendo-as no decurso de todo o processo. 

                               AS PESSOAS QUE PASSAM NAS NOSSAS VIDAS

CHARLES CHAPLIN para além de ser um génio do cinema mudo, foi também muitas outras coisas, nomeadamente, também um grande pensador. 

E nesta sua qualidade de pensador, deixou escritos maravilhosos, que em determinados contextos nos apetece citar.

Dizia ele:-“Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha e não nos deixa sós, porque deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.”

Naturalmente que estes pensamentos que o autor dedicou ás  pessoas singulares, também com alguma propriedade se podem aplicar ás pessoas colectivas, ou seja, a grupos de pessoas acolhidas em Instituições de solidariedade e outras, que por razões várias ali foram acolhidas, nomeadamente crianças e jovens em risco, que os Tribunais de Família e Menores mandam institucionalizar.

É evidente que estas crianças e jovens têm todos os direitos e deveres de cidadania a saber; - tem direito á saúde, á educação, á igualdade, á protecção e outros, de acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança que foi adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de Novembro de 1989 e que Portugal ractificou em 21 de Setembro de 1990.

Logo, e no que se refere a direitos específicos para crianças com deficiência e o direito á saúde, são fundamentais para  a  melhoria  da sua qualidade de vida.

Dessa Convenção resultou que:

 Artº 23º - Criança deficiente - diz de forma resumida, o seguinte: - “A criança com deficiência física e, ou, mental tem o direito a uma vida plena e decente, em condições que garantam a sua dignidade, favoreçam a sua autonomia e facilitem a sua participação activa na vida da comunidade, bem como o direito a cuidados especiais, que lhe permitam uma integração social e um desenvolvimento pessoal plenos.

Artº 24º - “Saúde”- A criança tem o direito a gozar do melhor estado de saúde possível e a beneficiar de serviços médicos e, em especial, dos cuidados de saúde primários. O Estado deve tomar as medidas adequadas a abolir as práticas tradicionais prejudiciais á saúde das crianças.

Como se diz neste artigo, não podemos expor as crianças a  tratamentos  tradicionais  que possam pôr em risco a saúde e até a vida das crianças. Todos temos de ser responsáveis, em tudo e por tudo o que fazemos.

E dentro deste princípio devemos ter:- “menos hipocrisia e mais honestidade, menos exclusão e mais justiça, menos preconceito e mais aceitação, menos egoísmo e mais SOLIDARIEDADE.

Não podemos dançar todas as músicas que outros nos queiram dar, seja porque motivo for, porque em última instância a responsabilidade é sempre nossa. E saber assumi-la,  contra tudo e contra todos, é um acto de grande elevação e honra, que só dignifica quem  a pratica.

 

AGC/Março/2013