Bruno                                                                                                     

BRUNO


Bruno                                                                                                     

MAKING OFF 


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ON BRUNO  

BRUNO is a group, wich was formed during, and for, the realization a short film in 16mm wich was shot in early january 2007.


SYNOPSIS:

Movie in black and white, four people, a dog and two separate rooms.
The main idea explored in the film is the coincidence. The coincidence exist in different levels of speech, both in dialogues, as similarities at the formal level, in the demonstrations in the order of gesture, or proximity to a sound level…
Operation that leads to the development of a set of very specific conflicts. Conflicts between the characters, in a relationship of proximity and antagonism expressed by the sharing, or not, of opinion from the characters. The conflict becomes greater, its relationship with the viewer that holds a collection of fragments of speech and action, that seeks to meet the quest for understanding the narrative. The conflict is forced by us, with the creation of a duplication of images. When spectators are given parallel images, sometimes almost juxtaposed, a confusion in the space / time of the narrative is created, thus creating a third image of the fictitious explanatory narrative. During the operation, elements of different nature will coincide, emphasizing the composition and narrative and contributing to the creation of a third image.
In the movie there are two rooms, in which take place separate, very specific, actions. One of the rooms, is based on the adaptation of a text from Ana Hatherly. The conflict sugested by the text will be explored by the positioning and movement of the camera, which will misguide the spectator about the relation to local / physical positioning of the actors in dialogue. Simultaneously, there co-exist a huge conceptual conflict between the characters. No character controls the situation because the roles reverse themselfs as they try to explain each case. In addition to these elements of conflict, all the scenery and lighting, create a spacious unreal effect. The characters are in a empty space, naked, far from external elements that could provide information to the understanding of the problem of speech.
In the second room, conflicts occur at many levels. All the confusion of elements constituting the room make the viewer lost in an attempt to read them. The room hold postcards, luggage, furniture, a game, a television, a dog, a radio ... Here the conflict arises when demanding for a dialogue between the two characters, emerging external elements that interfere, removing or increasing the clarity of speech delivered. The speech relates to the demand of something passionate, as something that has to match a story to tell.




SOBRE BRUNO :

BRUNO é um grupo formado para -  e durante - a realização de uma curta metragem em 16mm rodada em Janeiro de 2007.


SINOPSE:

Filme a preto e branco, quatro pessoas, um cão e duas salas distintas.
A problemática abordada no desenvolver deste filme atravessa a coincidência. A coincidência existirá em diferentes níveis de discurso , tanto nos diálogos, como nas semelhanças a nível formal, nas manifestações da ordem do gesto, numa proximidade a nível sonoro…
A exploração do que coincide leva ao desenvolvimento de um conjunto de conflitos muito específicos.
Conflitos entre as personagens, que numa relação de proximidade e antagonismo-manifestado pela partilha ou pela distância a nível de opiniões-da parte das personagens procuram ao longo da narrativa compreender e ser compreendidas. O conflito torna-se maior na sua relação com o espectador que detém um conjunto de fragmentos de discurso e de acção que procura reunir numa busca de compreensão da narrativa, do seu papel como interveniente nesta, visto que este é o único que detém a globalidade dos pontos de vista do filme.
O conflito é forçado por nós, com a criação de uma duplicidade de imagens. Ao espectador são dadas imagens paralelas, por vezes quase justapostas que, criando uma confusão espacio/temporal, permitem por parte deste (numa procura de unificação)a criação de uma terceira imagem fictícia explicativa da narrativa. No decorrer da acção, elementos de diferente natureza vão coincidindo, enfatizando a composição narrativa e contribuindo para a criação de uma terceira imagem.
No filme existirão duas salas, nas quais decorrerão acções distintas e muito específicas na sua natureza. Numa das salas na qual decorre um diálogo baseado na adaptação de uma tisana da Ana Hatherly, o conflito cria-se muito a nível espacial, com a passagem dos discursos reais entre as personagens para os discursos pensados (as ideias que lhes ocorrem durante a acção). Este conflito será explorado a nível de posicionamento e movimentos de câmara, que iludirá o espectador em relação ao local/posicionamento físico dos intervenientes do diálogo. Simultaneamente, existe entre as personagens um enorme conflito a nível conceptual, na medida em que estas ao expressarem as suas ideias, tentando a compreensão por parte do outro, não o conseguem. Não há uma personagem que controle a situação, pois os papéis invertem-se entre a que tenta explicar e se vê na impossibilidade de o fazer devido à incompreensão da outra para outra fase narrativa em que a que não compreendia inicialmente passa a deter controlo sobre o processo, impedindo agora a primeira de o compreender (se é que esta quer compreender). Além destes elementos de conflito, toda a cenografia e iluminação, criam um efeito de espaço irreal. As personagens encontram-se num espaço vazio, despido, longe de elementos exteriores que poderiam facultar informações para a compreensão da problemática do discurso.
Na segunda sala, os conflitos ocorrem a muitos níveis. Toda a confusão de elementos que constitui a sala fazem com que o espectador se perca numa tentativa de leitura. A sala deterá postais, malas, móveis, um jogo, uma televisão, um cão, um rádio...Aqui o conflito surge quando numa procura de diálogo entre as duas personagens, surgem elementos externos que interferem, retirando ou aumentando a legibilidade do discurso proferido. O discurso relaciona-se com a procura apaixonada de algo, pois esse algo detém á partida uma história para contar. Rodrigo procura determinados objectos que colecciona , analisando quem o deteve anteriormente, quem o moldou, adaptações a que fora sujeito por via do uso ou da ausência de uso. Carmén, que adquire objectos sem saber o que procura, cria depois histórias para eles. Rodrigo procura adquirir objectos através da sua história.Carmén procura criar uma história através dos objectos. Durante este diálogo, que se relaciona com a forma como adquirimos algo...elementos exteriores intervêm dialogando com as personagens.