Performance


Performance
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A maioria dos trabalhos em Performance, foram criados e realizados em conjunto com Síssi Fonseca, com exceção do trabalho Carta Terrestre.

Tic Tac
         
Performance realizada com Síssi Fonseca.
Apresentada em 2008 na II Bienal Internacional de Performance Deformes, em Santiago, Chile.
A performance apresenta uma reflexão sobre o tempo, o cotidiano, a intimidade, as relações entre as pessoas e seus animais domésticos.
Os artistas iniciam a performance debaixo de lençois, que posteriormente são pendurados em um varal para servir de tela de projeção. Sobre os lençois são projetadas imagens de hábitos diários, como o café com leite, o arrumar a cama e a vida com os animais domésticos. Enquanto isso, os artistas se sentam sob um carretel que despeja barbantes incessantemente sobre suas cabeças, como em uma ampulheta. Ao final, os artistas recolhem os lençois, fazendo uma trouxa, que é suspensa como um pêndulo movimentado pelos artistas.
Vermelho na Vermelho
        
Performance realizada com Síssi Fonseca
Apresentada na mostra Verbo 2008 na Galeria Vermelho, São Paulo, Brasil.
Pensada como uma performance site-specific, Vermelho na Vermelho estabelece uma reflexão irônica sobre estética, arte e mercado, em todos os seus significados e ambigüidades. Hugo Fortes tinge o cabelo de Síssi Fonseca de vermelho. Enquanto isso, Síssi lê revistas de cabeleireiro, intercaladas com livros e revistas de estética e crítica de artes. Enquanto a tinta de cabelo faz efeito, o público assiste a uma projeção de textos e imagens relativos à cor vermelha e seus destaques na arte (Desvio para o Vermelho, de Cildo Meirelles/ Atelier Vermelho de Matisse/ Camponesa Vermelha de Malevitch, etc.) e aos dúbios significados das palavras estética, salão (de beleza e de arte), pintura (de todos os tipos), beleza, coloração, etc. Ao final, Síssi Fonseca lava os cabelos com uma mangueira, deixando escorrer a tinta vermelha sobre sua roupa e sobre o chão. 

Carta Terrestre
  
                          
        
Instalação performática com terra, envelopes, arquivos, caixas, videoprojeção e som.
Apresentada no Festival de La Tierra, Maracaibo, Venezuela, 2007.

O artista preenche envelopes, pastas de arquivos e fichários com terra e coloca-os sobre uma mesa onde são projetadas imagens aéreasde terrenos, limites e fronteiras. De tempos em tempos o artista lê em voz alta trechos de e-mails trocados com pessoas de diversas partes do mundo. O trabalho é uma reflexão sobre os limites políticos e geográficos, sobre as artificiais fronteiras da propriedade privada e sobre as distâncias que separam as pessoas.
O que fica
   
 
   
Performance realizada com Síssi Fonseca
Apresentada na mostra Verbo 2007, na Galeria Vermelho, São Paulo, Brasil.
A performance “O que fica”, de Síssi Fonseca e Hugo Fortes, propõe uma reflexão sobre a transitoriedade e a permanência, sobre a solidez que por vezes enrijece nossos corpos e sobre a fluidez efêmera dos atos cotidianos. Nesta perfomance, Síssi Fonseca lava com seu próprio corpo o caminho até chegar a uma caixa onde Hugo Fortes prepara uma massa de gesso e água. Ali ela se despe e deita nua sobre a “cama” de gesso líquido, onde permanece até que o gesso se solidifique. Ao se retirar, o gesso apresenta as marcas do vazio de seu corpo. Enquanto durante a lavagem a performer renova simbolicamente as energias do espaço expositivo, ao deixar sua marca sobre a solidez do gesso ela nos leva a perceber o vazio do espaço e a efemeridade dos corpos e da experiência.