Artista Visual


Instalações
Clique nas imagens para ampliá-las

Leito
 
           
 
Instalação com vidro, água e desenhos digitais. 2008, Exposição "Wasser", Ponte Cultura, Nuremberg, Alemanha.
A instalação reunia aquários dispostos como um rio geométrico e imagens de desenhos digitais que se espelhavam através da água.
As imagens são construções de paisagens e arquiteturas artificiais que remetem a linguagem computacional, dando origem a mapas ilusórios.
O trabalho interagia com as linhas pré-existentes no local expositivos, uma antiga fábrica em Nuremberg, Alemanha.
 

Molhar Moliére
  
        

Instalação: Livros, água, vidro, cortina, alpiste e argila. 2005. Galeria Artcore, Paris, França.
A instalação foi concebida como um site-specific para um prédio  em Paris onde viveu e morreu o dramaturgo Molière.
Em uma das janelas foi colocada uma longa cortina, que mergulhava em um aquário com água e argila.
Na outra janela, foram colocados aquários do lado de fora do prédio, que continham livros antigos mergulhados em água e comida para pássaros.
A relação com o espaço externo do prédio dava-se de diversas maneiras: através dos pássaros que vinha se alimentar no trabalho, através da projeção
de arco-íris produzidos no interior da sala através dos reflexos solares nos aquários da janela e através da transparência e processos de evaporação e condensação da água.
No interior da sala havia também outros aquários com livros, ou livros com alpiste que pareciam  flutuar na parede. 
O trabalho procurou discutir as relações conflituosas entre cultura e natureza, tornando os livros matéria fugaz e perecível.
 

Libélulas
 
                
 
Instalação: fios de cobre, chumbo, caninhos de zinco, àgua e pigmento. 2004. Galeria Schiller Pallais, Berlim, Alemanha.
Nesta instalação, pesos de chumbo foram presos através de fios de cobre às paredes da sala, traçando desenhos no espaço que se assemelham a asas de libélulas.
As “libélulas” sobrevoam os aquários, às vezes quase a tocar a água, às vezes mergulhando, oxidando-se e refletindo-se.
A instalação procurou remeter à leveza delicada do voo das libélulas e à fragilidade da vida.

Série "Rios"
Onde (2006, Centro Cultural São Paulo)
          
Pirapora (2003, Memorial da América Latina)
       
Ribeirão (2003. MARP Museu de Arte de Ribeirão Preto)
       

Instalações com água, vidro, caixas, parafina, argila, imagens e palavras.

A série de rios vem sendo realizada desde 2003, como obras site specific em dferentes locais.
Nas instalações de grandes dimensões Onde, Pirapora e Ribeirão, Hugo Fortes uma grande quantidade de aquários com água, argila
e outros materiais para construir um rio dentro do espaço expositivo.
Os rios no espaço contemporâneo, são representados como arquitetura, sua água e dividida em caixas e não flui mais.
A urbanidade engole os rios e estes são apresentados apenas como memória e reflexo.

Os Olhos de Tia Maria
 
      
 
Instalação: vidro soprado, parafina, água, pigmento e texto.  2003, Centro Cultural São Paulo e SESC Araraquara.
Esta instalação foi concebida como uma homenagem a minha primeira professora de arte, falecida aos 96 anos.
O trabalho pretende seduzir visualmente o espectador, mostrando-lhe o aspecto cristalino e úmido dos olhos,
por onde passa a luz para construir as imagens e também por onde fluem as lágrimas.
O trabalho fala sobre a possibilidade de ver e a beleza da visão e dos olhos.
Afinal, não seriam os olhos os receptores e transmissores por excelência do pensamento visual e da beleza da arte?
 

Inventário de Horizontes
           
 

Instalação: vidro, água, imagens, parafina, pigmento. 2002, Centro Universitário Mariantônia. São Paulo.

Neste trabalho foram colocadas caixas de vidro com água em diferentes formatos e com diversas alturas de nível de água, criando horizontes artificiais.
A impossibilidade de se ver o horizonte em uma metrópole é tematizada pelo trabalho, que se relaciona diretamente com a arquitetura do espaço expositivo.
Além dos aquários no interior da sala, foi também colocado um aquário prismático na parte externa da janela, criando uma abertura para se olhar
a paisagem do exterior através da reflexão e transparência da água. Este aquário também captava a luz externa, refletindo como arco-íris no interior da sala.
 

Série "Aquários"
 
                                       
         
                   
 
Instalações com água, parafina, pigmento, argila e imagens. 2001 a 2005. 
Expostos no Ludwig Museum, na Alemanha, Centro Cultural São Paulo, Galeria Valu Oria, ARCO Feira de Madrid, UNICID e Sesc. 
Nesta série de aquários, Hugo Fortes cria paisagens, nas quais a flutuação e a passagem do tempo são as principais características.
As formas orgânicas, feitas de parafina, flutuam e nos dão a impressão de leveza e elevação.

Buracos
 
  
 
Trabalho realizado em conjunto com a artista Christianne Alvarenga. 1999, Capela do Morumbi, São Paulo.
Instalação com terra, vidros e imagens digitais.
Pensado como site-specific, o trabalho dialoga com a arquitetura em taipa de pilão da Capela do Morumbi. Os buracos da construção
são repetidos pelos buracos feitos na terra despejada no espaço, onde se podem visualizar fotografias dos buracos do corpo. Os vidros,
colocados em vários planos horizontais, criam um contraste com a desorganização amorfa da terra. Matéria e espiritualidade,
corpo e transcendência formam os núcleos temáticos do trabalho. 

Poço
 
Trabalho vencedor do Prêmio Nascente 1998.
Instalação com tela de nylon, corda, argila e resina.
Criado originalmente para a Casa de Cultura de Santo Amaro, onde antigamente havia um poço, o trabalho reúne esculturas que lembram
baldes que buscam resgatar as memórias imateriais do fundo do poço. 
Subpáginas (1): Texto do Artista
Comments