Glandularia guaranitica

Nomes populares

Nome científico

Glandularia guaranitica Tronc.

Voucher

509 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Família

Verbenaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Ervas ou subarbustos eretos, com 0,5-1,2 m alt. Caule hirto a híspido, com tricomas tectores e glandulares pedicelados retrorsos; entrenós 1,3-7 cm compr. Folhas inteiras, lâmina 1,4-5,7x0,6-2 cm, oval-lanceolada, ápice agudo, base brevemente atenuada a subtruncada, decurrente no pecíolo, margem serreada, face adaxial estrigosa, face abaxial estrigosa, com tricomas mais longos sobre as nervuras; pecíolo 1-6 mm compr. Inflorescências em monobótrios ou pleiobótrios heterotéticos com 1 a 5 pares de paracládios simples; florescências 1,7-2x3-4,3 cm, em espigas multifloras, umbeliformes na antese, com raque não alongada na frutificação; pedúnculo das florescências hirto a híspido, com tricomas tectores e glandulares pedicelados retrorsos. Brácteas 2,1-6 mm compr., oval-lanceoladas, com tricomas tectores e glandulares pedicelados, margem ciliada. Cálice 11-15 mm compr., hirto a híspido, com tricomas tectores e glandulares pedicelados bem distribuídos, retrorsos; lacínias 0,9-1,8 mm compr., triangular-lanceoladas, coniventes no fruto. Corola hipocrateriforme, lilás, com tricomas glandulares externamente, tubo 12-22 mm compr., limbo 10-12 mm diâm. Par superior de estames com apêndices conectivais que não superam as tecas, inclusos. Estilete 12-19 mm compr.; ovário ca. 1 mm compr. Clusas 5-6 mm compr., ápice brevemente agudo projetado para a frente, base alargada ou não, face ventral lisa ou papilosa, face dorsal reticulada na metade superior e estriada na inferior.(THODE, 2010, p. 534).

Característica

Esta espécie apresenta semelhanças com G. megapotamica e G. phlogiflora, como o hábito, presença de apêndices conectivais inclusos no par superior de estames, corola com tricomas glandulares externamente, florescências com tricomas retrorsos no pedúnculo e raque não alongada na frutificação. As três espécies diferem principalmente pelo indumento do cálice, já que G. guaranitica possui tricomas bem distribuídos e retrorsos, G. megapotamica também apresenta tricomas bem distribuídos, porém antrorsos e G. phlogiflora possui tricomas sobre as costelas, em várias direções, a maioria patentes. Esta última apresenta o limbo da corola maior (17-22 mm) que os das outras duas espécies (10-13 mm).( THODE, 2010, p. 534).

Floração / frutificação

Encontrada florescendo em janeiro.

Dispersão

Habitat

Mata Atlântica, em Formações Campestres.

Distribuição geográfica

Sul (Santa Catarina, Rio Grande do Sul)

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Fitoeconomia

Injúria

Comentários

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

SALIMENA, F.R.G., Thode, V., Mulgura, M., O'Leary, N. 2010. Verbenaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB015146).

Glandularia guaranitica http://sites.google.com/site/florasbs/home  São Bento do Sul - Santa Catarina
Glandularia guaranitica http://sites.google.com/site/florasbs/home  São Bento do Sul - Santa Catarina
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