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Lantana camara - Cambará

Nomes populares

Cambará, bem-me-quer, camará, camará-de-duas-cores, chumbinho

Nome científico

Lantana camara L.

Voucher

219 Schwirkowski (MBM392031)

Sinônimos

Lantana aculeata L.

Lantana armata Schauer

Lantana camara var.  aculeata (L.) Moldenke

Lantana camara var. rosea (Mosty ex Mattoon) Moldenke

Lantana lindmanii Briq.

Lantana morii Moldenke

Lantana moritziana Otto & A. Dietr.

Lantana tiliaefolia Cham.

Família

Verbenaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Planta arbustiva com 1,5-3 m de altura, muito ramificada, inerme ou aculeada. Folhas opostas; Lâminas ovadas ou ovado-oblongas, com 2-15 cm de comprimento e 1,5-8 cm de largura, áspero-escabrosa na face ventral e densamente pubescente na face dorsal, principalmente sobre as nervuras. Inflorescência densa, hemisférica, com 3 cm de diâmetro, com numerosas flores amarelo-alaranjadas, tornando-se vermelhas no final da floração, com cerca de 1 cm de comprimento. Fruto tipo drupa esférica, com 3-4 mm de diâmetro.

Característica

Floração / frutificação

É encontrada com flores de agosto a dezembro, frutificando no mesmo período.

Dispersão

Habitat

Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista.

Distribuição geográfica

Norte (Roraima, Amapá, Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia), Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SALIMENA, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

planta medicinal e suas aplicações são indicadas no combate à asma, resfriados, tosses e moléstias catarrais. As folhas e flores também são indicadas para combater febres e perturbações digestivas. As folhas, em banhos, são utilizadas como anti-reumáticas.

Fitoeconomia

Possui valor ornamental, sendo muito utilizada nos jardins pela vistosa floração, a qual é muito atrativa para os lepidópteros (borboletas).

Injúria

Para o gado, é reputada como tóxica, causando fotossensibilização lenta. É considerada planta daninha infestante de pastagens e terrenos baldios.

Comentários

Bibliografia

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CERVI, A. C. et al. Espécies Vegetais de Um Remanescente de Floresta de Araucária (Curitiba, Brasil): Estudo preliminar I. Acta Biol. Par., Curitiba, 18(1, 2, 3, 4): 73-114. 1989. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/acta/article/view/789/631>.

CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil. Florianópolis. Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed.  2008. 672p. il.

MENTZ, L. A.; LUTZEMBERGER, L. C.; SCHENKEL, E. P. Da Flora Medicinal do Rio Grande do Sul: Notas Sobre a Obra de D’ÁVILA (1910). Caderno de Farmácia, v. 13, n. 1, p.25-48, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/farmacia/cadfar/v13n1/pdf/CdF_v13_n1_p25_48_1997.pdf>.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

SALIMENA, F.R.G., Thode, V., Mulgura, M., O'Leary, N. 2010. Verbenaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB015164).

SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.

 

 







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