Typha dominguensis - Tabôa

Nomes populares

Tabôa, bucha, capim-de-esteira, espadana, landim, paina-de-flexa, pau-de-lagoa

Nome científico

Typha dominguensis Pers.

Voucher

864 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Typha aequalis Schnizl.

Typha aethiopica Kronf.

Typha abyssinica Rchb.f. ex Rohrb.

Typha americana Rich. ex Rohrb.

Typha angustifolia subsp. domingensis (Pers.) Rohrb.

Typha angustifolia subsp. javanica (Schnizl. ex Rohrb.) Graebn.

Typha angustifolia var. brownii (Kunth) Kronf.

Typha angustifolia var. domingensis (Pers.) Griseb.

Typha angustifolia var. virginica Tidestr.

Typha angustata var. abyssinica (Rchb.f. ex Rohrb.) Graebn.

Typha angustata var. aethiopica Rohrb.

Typha angustata var. gracilis Nyman

Typha angustata var. leptocarpa Rohrb.

Typha angustata subsp. aethiopica (Rohrb.) Kronf.

Typha angustifolia subsp. angustata (Bory & Chaub.) Briq.

Typha angustifolia subsp. australis (Schumach.) Kronf.

Typha angustifolia var. australis (Schumach.) Rohrb.

Typha domingensis var. javanica (Schnizl. ex Rohrb.) Gèze

Typha domingensis var. sachetiae Fosberg

Typha australis Schumach.

Typha basedowii Graebn.

Typha bracteata Greene

Typha brownii Kunth

Typha damiattica Ehrenb. ex Rohrb.

Typha domingensis var. australis (Schumach.) Gèze

Typha domingensis var. eudomingensis Gèze

Typha ehrenbergii Schur ex Rohrb.

Typha essequeboensis G.Mey. ex Rohrb.

Typha foveolata Pobed.

Typha gigantea Schur ex Kunth

Typha gracilis Schur

Typha javanica Schnizl. ex Rohrb.

Typha macranthelia Webb & Berthel.

Typha maxima Schur ex Rohrb.

Typha media Bory & Chaub.

Typha pontica Klok. f. & A. Krasnova

Typha salgirica Krasnova

Typha tenuifolia Kunth

Typha truxillensis Kunth

Família

Typhaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil

Descrição

Planta herbácea paludosa, perene, de rizoma rasteiro, branco, esponjoso e macio. Haste floral ereta, cilíndrica, glabra, verde, com até 3 m de altura. Folhas invaginantes na base da planta, acuminadas, glabras, lisas, grossas e esponjosas internamente. Flores dispostas em densos e condensados racimos espiciformes cilíndricos, apicais, de cor castanho-avermelhado. Espiga masculina mais fina e disposta separadamente e acima da feminina. A inflorescência feminina, de formato cilíndrico, lembra um grande charuto de cor castanho-avermelhada, medindo até 20 cm de comprimento. Uma inflorescência feminina pode reunir até 200.000 flores. O fruto é filamentoso.

Característica

Floração / frutificação

Dispersão

Anemocórica

Habitat

É característica da Floresta Pluvial da Encosta Atlântica, mas ocorre também na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Distribuição geográfica

Norte (Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia), Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (BOVE, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Os rizomas contêm manganês (Mn), fósforo (P), sódio (Na), potássio (K), zinco (Zn) e enxofre (S).

Fitoterapia

O rizoma e o pólen são utilizados na medicina popular como adstringente, diurético, antidiarréico, antidisentérico, antiinflamatório, antianêmico, emoliente e tônico. Também é indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas(uso externo), dismenorréia, dores abdominais, dores estomacais, contusões e luxações, hemoptises, sangramento nasal, hematúria, afecções das vias urinárias e debilidade geral.

Fitoeconomia

Os rizomas cozidos são comestíveis e saborosos, assemelhando-se ao palmito, e encerram proteínas (teor semelhante aos grãos de milho), e cerca de 45% de amido, que, previamente processado, pode ser transformado em polvilho. Os brotos novos também são comestíveis, e podem ser ingeridos crus ou cozidos, sendo conhecidos como aspargo dos cossacos. A parte aérea da planta pode ser queimada para obtenção de sal vegetal. Até mesmo o pólen desta planta possui diversas utilidades como: mistura em pães, sopas, panquecas, bolos e similares, colorir o arroz de amarelo, ou consumidos com mel, sendo que é rico em antioxidantes. As inflorescências jovens podem ser tostadas ao fogo e consumidas do mesmo modo que o milho. A planta é também é depuradora de águas poluídas, absorvendo metais pesados, inclusive o cobre. O s brotos novos também são utilizáveis na alimentação de peixes, principalmente a tilápia. As fibras da planta dão origem a um papel muito resistente, embora muito difícil de branquear. As folhas, também podem ser utilizadas em artesanato, para a confecção de esteiras e trançados diversos. As fibras dão origem a um tipo de paina muito leve e impermeável, chamado Kapok, que é utilizado como isolante térmico ou para enchimentos em geral, como para os utilizados nos coletes salva-vidas. O pólen das flores é inflamável, e é um sucedâneo do licopódio em pirotecnia.

Injúria

Crescem espontaneamente em várzeas alagadas, brejos, represas, canais de drenagem e áreas uliginosas em geral.

Comentários

Bibliografia

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