Daphnopsis fasciculata - Embira-branca

Nomes populares

Embira-branca, beta, embira-de-sapo, embira-miúda, embira-pimenta, embiruçu, ibiratinga, imbira-vermelha

Nome científico

Daphnopsis fasciculata (Meisn.) Nevling

Voucher

400 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Funifera fasciculata Meisn.

Daphnopsis beta Taub.

Daphnopsis longifolia Taub.

Daphnopsis martii var. congregata Domke

Família

Thymelaeaceae

Tipo

Nativa e endêmica do Brasil.

Descrição

Altura de 5-8 m, muito variável, de copa globosa e densa, com ramos esparsos até densamente tomentosos, de tronco cilíndrico de 15-25 cm de diâmetro, revestido por casca pardo-acinzentada e geralmente manchada por liquens, com fissuras superficiais. Folhas com pecíolo glabrescente de 0,3-2,0 cm; Lâmina elíptica a oblanceolada, de ápice obtuso a agudo até acuminado e base cuneada, coriácea, glabra ou esparsa até denso-tomentosa, 5-30 x 1,0-5,5 cm. Inflorescências sub-racemosas, axilares ou nas axilas das folhas já caídas, esparsas a denso-tomentosas, as femininas com 5-15 flores, e as masculinas com 8-20 flores. Fruto pseudodrupa ovóide, lisa, tomentosa a glabrescente, vermelho-alaranjada, com polpa suculenta (LORENZI, 2009, p. 359).

Característica

Floração / frutificação

Julho a setembro, frutificando de outubro a dezembro.

Dispersão

Zoocórica

Habitat

Planta perenifólia, heliófita ou esciófita e seletiva higrófila, característica da floresta pluvial atlântica, sendo muito abundante nas planícies e várzeas quaternárias brejosas ao longo de rios e córregos. Ocorre no Cerrado e Mata Atlântica, ocorre na Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Floresta Estacional Semidecidual.

Distribuição geográfica

Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Fitoeconomia

A madeira, com pouca durabilidade, é empregada apenas para lenha. A casca fornece uma fibra fortíssima, sendo normalmente utilizada para amarrações. Os frutos são uma importante fonte de alimento para a avifauna. Pode ser utilizada para arborização urbana ou para a composição de reflorestamentos mistos.

Injúria

Comentários

Um Kg de sementes possui ca. De 20.800 unidades, e a taxa de germinação é considerada baixa.

Bibliografia

BOTREL, R. T. et al. Uso da Vegetação Nativa Pela População Local no Município de Ingaí, MG, Brasil. Acta bot. Bras. 20(1): 143-156. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abb/v20n1/14.pdf>.

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.

LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 2009. 384p. il. v. 3.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

ROSSI, L. 2010. Thymelaeaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014944).