Solanum granulosoleprosum - Cuvitinga

Nomes populares

Cuvitinga, fumeiro, fumo-brabo, fumo-bravo

Nome científico

Solanum granulosoleprosum Dunal

Voucher

38B Schwirkowski & Bianconcini (MBM391818)

Sinônimos

Solanum donianum Walp.

Solanum erianthum D. Don

Solanum verbascifolium L.

Família

Solanaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Arvoreta ou árvore de até 10 m de altura, com caule de até 18 cm de diâmetro, muito ramificado. Casca do caule lisa, verde a marrom, glabra. Ramos jovens cobertos de tricomas sésseis, porrecto-estrelados e outros curto-pedicelados, estrelado-equinados, com raios laterais curtos e desiguais no comprimento, congestos, parecendo pequenos grânulos amarronzados a amarelo-dourados quando secos. Folhas dos ramos apicais acompanhadas de pequenas folhas axilares, auriculadas ou ovalado-lanceoladas. Pecíolo de 0,8-1,9 cm de comprimento, coberto de tricomas iguais aos dos ramos. Lâminas elípticas a oblongo-lanceoladas, de 9-20 cm de comprimento e 2,8-6,7 cm de largura, de ápice agudo e base obtusa ou aguda e margem inteira. Face adaxial verde ou verde-azinzentada, coberta de tricomas sésseis, porrecto-estrelados, curto-pedicelados, multiangulados e estrelado-equinados. Face abaxial verde-clara a acinzentada, densamente coberta de tricomas iguais aos da face adaxial, alguns longo-pedicelados; nervação proeminente. Inflorescência cimosa, de aspecto corimbiforme, com pedúnculo pronunciado, de até 14 cm de comprimento, então ramificado, as ramificações escorpioidais, cobertas de tricomas iguais aos dos ramos, curtos e longo-pedicelados. Cálice com lacínias triangulares e desiguais, tão compridas quanto largas, partidas até cerca da metade de seu comprimento, face adaxial glabra e abaxial coberta de tricomas sésseis, porrecto-estrelados e pedicelados, multiangulados e estrelado-equinados. Corola rotada, azul, lilás ou branca, com 1-1,7 cm de diâmetro, duas vezes mais longa do que o cálice. Anteras amarelas a amarelo-douradas, oblongas, de 0,3-0,4 cm de comprimento. Ovário globoso, coberto de tricomas curtos, multialgulados e estrelado-equinados, estilete mais comprido do que os estames, a porção basal com tricomas iguais aos do ovário. Fruto globoso, verde, de cerca de 1 cm de diâmetro, coberto de tricomas; quando maduro, amarelado. (MENTZ, 2004, p.81).

Característica

Espécie muito semelhante à Solanum mauritianum, da qual é possível distinguir pelos tricomas estrelados curtos, de raios muito congestos, e pela ausência de tricomas porrecto-estrelados na face adaxial do cálice. Existem exemplares intermediários entre ambas as espécies, sugerindo uma hibridização ou a possibilidade de ambas serem uma única espécie, com variabilidade ampla, principalmente nos tipos de tricomas. (MENTZ, 2004, p. 82).

Floração / frutificação

Floresce e frutifica todos os meses do ano.

Dispersão

Zoocórica

Habitat

Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista, e na Floresta Estacional Decidual e Semidecidual.

Distribuição geográfica

Ocorre na América Central e América do Sul.

Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Possui algumas aplicações na medicina popular.

Fitoeconomia

Por ser uma espécie pioneira, é indicada para recuperação de áreas degradadas.

Injúria

Comentários

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.

MARQUES, T. P. Subsídios à Recuperação de Formações Florestais Ripárias da Floresta Ombrófila Mista do Estado do Paraná, a Partir do Uso Espécies Fontes de Produtos Florestais Não-madeiráveis. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2007. 244p. Disponível em: <http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/14027/1/disserta%C3%A7%C3%A3o%20Themis%20Piazzetta%20Marques%20PDF.pdf>.

MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014775).

Solanum granulosoleprosum http://sites.google.com/site/florasbs/home  São Bento do Sul - Santa Catarina
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