Gênero: Solanum

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Nomes popularesArrebenta-cavalo, arrebenta-boi, joá, joá-bravo, joá-de-espinho, joá-melancia, mata-cavaloNome científicoSolanum aculeatissimum Jacq.BasionônioSinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto muito ramificado, de 0,3 a 1,2 m de altura, caule com até 3,5 cm de diâmetro na base, ramos estendidos lateralmente. Caule, ramos, pecíolos e pedicelos cobertos de tricomas simples, de diferentes comprimentos e com 2-6 células, e tricomas glandulares de dois tipos. AScúleos numerosos, de diferentes tamanhos e de duas formas, os aciculares com até 1 cm de comprimento, e os lanceolados, esses alargados e achatados na base, com até 2 cm de comprimento, e 0,5 cm de base, amarelo-esverdeados ou vinosos, perpendiculares aos ramos ou levemente reflexos, cobertos com tricomas simples e glandulares até 1/3 de seu comprimento, às vezes glabros. Folhas solitárias ou geminadas, e então a maior com o dobro da menor. Pecíolo com 3-10 cm de comprimento; acúleos iguais aos dos ramos, os achatados em regra maiores (até 2,9 cm), cobertos de tricomas si8mples e glandulares até 2/3 de seu comprimento. Lâminas ovaladas, pinatilobadas até 2/3, em regra com 7 lobos, esses agudos e de Margem levemente lobada, mais compridas do que largas, de 5-25 cm de comprimento, esverdeados ou vinosos. Face adaxial da lâmina foliar com aspecto viloso, coberta de tricomas hialinos, simples, de 2-4 células, e glandulares, de tamanho desigual e com acúleos iguais aos dos ramos. Face abaxial com as nervuras cobertas de tricomas simples, de 2-4 células e glandulares, aréolas densamente cobertas de tricomas porrecto-estrelados, de 3-5(6) raios laterais, raio central pouco mais longo que os laterais, além de tricomas simples de 2-3 células e glandulares, curtos e longos; acúleos ligeiramente menores que os da face adaxial, igualmente com tricomas simples e glandulares até 2/3. Inflorescência extra-axilar, cimosa, séssil ou sub-séssil, com até 7 flores, apenas 1-2(3) férteis; pedicelo de até 2 cm de comprimento, com tricomas iguais aos dos ramos, e acúleos, quando presentes, aciculares. Cálice com lacínias triangular-lanceoladas, de até 0,6 cm de comprimento, desiguais entre si, uma delas 0,1-0,2 cm mais longa que as demais, cobertas com tricomas hialinos, simples e glandulares, iguais aos dos ramos. Corola esverdeada, rotada, reflexa quando aberta, profundamente lobada, lacínias lanceoladas, de até 1,2 cm de comprimento e 0,3 cm de largura, face abaxial com tricomas iguais aos do cálice. Anteras esverdeadas, muito atenuadas, de 0,7-0,8 cm de comprimento. Ovário subgloboso, coberto de tricomas glandulares curto-pedicelados; estilete das flores basais mais longo que os estames. Fruto subgloboso, com até 3 cm de diâmetro, esverdeado e com manchas esbranquiçadas irregulares quando imaturo, amarelo quando maduro, geralmente 1 por inflorescência, raro 2(3); sépalas persistentes, tornando-se mais largas e longas, de até 1 cm de comprimento, desiguais. Sementes lenticulares, não aladas, com contorno não perfeitamente circular, amarelas a amarelo-amarronzadas, de até 0,3 cm de tamanho. (MENTZ, 2004, p. 26).Característica Floração / frutificaçãoComeça a florescer em setembro, permanecendo com frutos até maio.DispersãoZoocóricaHábitatPampa e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista e Densa e Floresta Estacional Decidual.Distribuição geográficaSudeste (São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)EtimologiaO específico aculeatissimum refere-se ao elevado número de acúleos existentes em toda a planta.Arrebenta-cavalo refere-se ao fato das sementes serem tóxicas aos eqüinos, podendo causar-lhes a morte.PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaPlanta daninha encontrada facilmente em pastagens e beira de estradas.ComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014718).
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Nomes popularesNome científicoSolanum affine Sendtn.Voucher322 Schwirkowski (MBM392133)SinônimosSolanum jatrophifolium DunalSolanum micans WitasekSolanum spectabile Steud. var. subhastatum Sendtn.FamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto de até 2(2,5) m de altura, com caule ereto, pouco ramificado, ramos cobertos de tricomas glandulares pequenos e com tricomas simples de 1-2 células, esparsos, acúleos de vários tamanhos em ângulo reto ou pouco inclinados para baixo, aciculares ou raro alargados e achatados na base. Folhas solitárias ou geminadas, então desiguais no tamanho. Pecíolo canaliculado, canal com tricomas simples de 1-2 células, restante do pecíolo coberto de tricomas simples de 1-4 células e tricomas glandulares. Lâminas profundamente lobadas, com 2-3 pares de lobos de margem irregular, discolores ao secar, com 7,5-18 cm de comprimento e 5-11 cm de largura. Face adaxial da lâmina foliar com tricomas simples de 1-2 células, raro até 4 e tricomas glandulares. Nervura principal apenas com tricomas simples de 1-2 células. Acúleos com a base coberta de tricomas glandulares, raro tricomas simples. Bordo da lâmina ciliado, com tricomas simples de 2-3 células. Face abaxial freqüentemente vinosa, com tricomas porrecto-estrelados, sésseis, de 4 (3-5) raios laterais, raio central tão longo quanto os laterais, sempre sobre nervuras de 2ª, 3ª ou mais ordens, e tricomas glandulares; acúleos com raros tricomas simples, base com tricomas glandulares. Inflorescência extra-axilar, cimosa, escorpioidal, secundiflora, com 5-20 flores. Cálice profundamente lobado, lobos estreitos, lanceolados, quase lineares, de margem escariosa pouco visível e ciliada, lacínias cobertas de tricomas glandulares e simples, longos, com poucos acúleos próximos à base. Corola branca, creme, amarelo-esverdeada a amarela, profundamente lobada, lobos lanceolados e planos, face abaxial coberta de tricomas simples e glandulares. Anteras amarelas, às vezes esbranquiçadas. Ovário globoso, coberto de tricomas glandulares; estilete mais longo que os estames. Frutos globosos, verde-escuros com estrias esbranquiçadas quando imaturos, amarelo quando maduros, de até 2 cm de diâmetro. Sementes lenticulares, com até 0,3 cm de diâmetro, com asa estreita, de até 0,1 cm. (MENTZ, 2004, p. 30).CaracterísticaFloração / frutificaçãoInicia a floração em outubro, frutificando de outubro a abril.DispersãoZoocóricaHabitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa. É encontrada em Áreas de Formações Pioneiras, em restingas litorâneas e em clareiras da Floresta Ombrófila Densa, além de ambientes alterados, como beira de estradas, pastagens, vassourais e roças abandonadas.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)(STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014721).
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Nomes popularesNome científicoSolanum alatirameum BitterVoucher809 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto de até 3 m de altura; ramos apicais robustos, angulados e alados. Folhas solitárias, escuras ao secar, alado-pecioladas, alas decurrentes nos ramos. Lâmina oblongo-obovalada, largura maior no terço superior, ápice agudo, base atenuada e decurrente, margem pouco ondulada, de 18-40 cm de comprimento, e 8-11 cm de largura, membranosa, aparentemente glabra, mas com alguns tricomas glandulares próximos às nervuras ou espalhados na face abaxial, apenas observáveis com lente de mais de 20 aumentos. Inflorescência cimosa, ramificada, pseudo-terminal a lateral, multiflora, de aspecto racemoso-corimbiforme, pêndula, mais curta do que as folhas; pedúnculo de 4-7 cm de comprimento, anguloso; pedicelos de 1-2 cm de comprimento, articulados na base. Cálice com 0,3-0,4 cm de comprimento, lacínias partidas até a porção mediana, truncadas, agudas, cobertas de tricomas iguais aos da lâmina. Corola amarela a branco-amarelada, lacínias profundamente partidas, lanceoladas, de 0,6-0,8 cm de comprimento, com alguns tricomas simples na face abaxial. Anteras oblongas, amarelas, de 0,4 cm de comprimento. Ovário subgloboso, glabro, estilete pouco mais comprido do que os estames, estigma pouco alargado. Fruto globoso, esverdeado-esbranquiçado, escuro quando maduro, de 0,6-0,8 cm de diâmetro; pedicelos de até 2,5 cm de comprimento, lenhosos, engrossados no ápice. (MENTZ, 2004).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatMata AtlânticaDistribuição geográficaSul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaMENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L.; Rodrigues, I.M.C. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14723>. Acesso em: 09 Mar. 2015
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Nomes popularesErva-moura, aguaraguá, caraxixú, erva-de-bicho, erva-moura-açú, maria-preta, maria-pretinha, pimenta-de-galinhaNome científicoSolanum americanum Mill.Voucher143 Schwirkowski (MBM391953)SinônimosSolanum nigrum L.Solanum nigrum var. americanum (Mill.) O. E. SchulzSolanum nodiflorum Jacq.Solanum tenellum BitterFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva ou arbusto de até 1,2 m de altura, de caule delgado, cilíndrico ou anguloso, glabro ou coberto de tricomas simples. Folhas basais solitárias, apicais geminadas. Pecíolo de 0,5-4,6 cm de comprimento. Lâminas inteiras ovaladas a ovalado-lanceoladas ou deltóides, membranosas, de (1,6)4,5-12 cm de comprimento e (0,4-0,9)2-7 cm de largura, ápice agudo, base atenuada, margem inteira até sinuado-dentada. Faces adaxial e abaxial glabras ou cobertas de tricomas simples, de 1-3(5) células ou tricomas com uma base pluricelular, plurisseriada e ápice unisseriado, de 4-6 células. Inflorescência cimosa, extra-axilar, de 3-6(8) flores, umbeliforme, pedunculada; pedúnculo de 1-3 cm de comprimento e pedicelos de 0,3-0,6 cm de comprimento. Cálice de 0,1-0,3 cm de comprimento, com 5 lobos ovalado-arredondados. Corola rotada, com tubo curto, branca, às vezes lilás, às vezes com porção central interna com uma mancha amarelada, com 0,5 cm de comprimento, lacínias oblongo-lanceoladas, partidas até 2/3 do comprimento, coniventes, flexas na antese. Anteras amarelas, de 0,1-0,2 cm de comprimento, coniventes, filetes glabros ou com tricomas simples na porção abaxial. Estilete muito mais comprido que os estames, coberto de tricomas simples na base, às vezes glabro. Fruto globoso, preto e brilhante na maturação, de 0,5-0,9 cm de diâmetro. (MENTZ, 2004, p. 35).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce quase todo o ano; frutos de março a janeiro com predominância em novembro.DispersãoZoocóricaHabitatÉ uma erva ruderal originária das Américas, de ampla distribuição, ocorrendo indiferentemente tanto em roças de solos férteis como de solos pobres. Desenvolve-se nos mais variados ambientes, desde os solos úmidos até os mais secos e pedregosos. Ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pampa, Pantanal e Mata Atlântica,Distribuição geográficaNorte (Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia), Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaOs frutos verdes são tóxicos, possuem um princípio ativo chamado alcalóide indólico.FitoterapiaComo medicinal, é usada externamente em forma de infusão como emoliente, sedativa, expectorante, diurética, aperiente, antiinflamatória, febrífuga, mineralizante, antiespasmódica, reconstituinte, afrodisíaca, amigdalite, anemia, cirrose, excitação nervosa, terror noturno e calmante. Em pequenas doses, internamente, tem as mesmas propriedades. A decocção das folhas é também utilizada externamente em banhos no tratamento de úlceras, para lavar partes inflamadas, pano branco, feridas, úlceras, inflamações, áreas intumescidas, irritadas e dolorosas, dartros, furúnculos, queimaduras, psoríase, eczemas, abscessos, reumatismo, acne e dermatite.FitoeconomiaOs frutos maduros são comestíveis, sendo excepcionalmente saborosos, podendo servir de matéria prima para geléias, musses, sorvetes ou como recheio e ou coberturas para bolos e tortas. As folhas são utilizadas na alimentação humana como hortaliça, e é uma boa fonte de proteína, manganês (Mn), fósforo (P), ferro (Fe) e boro (Na culinária, as folhas são preparadas cozidas ou fritas com ovos, alimento este, aliás, muito utilizado pelos índios Kaingang e em muitas outras partes do mundo.InjúriaOs frutos verdes são tóxicos, possuem um princípio ativo chamado alcalóide indólico. É também uma planta daninha, infestando lavouras, pomares, cafezais, jardins e terrenos baldios.ComentáriosBibliografiaAGRA, M. de F.; NURIT-SILVA, K.; BERGER, L. R. Flora da Paraíba, Brasil: Solanum L. (Solanaceae). Acta Bot. Bras. 23(3): 826-842. 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-33062009000200005 >.BARG, D. G. Plantas Tóxicas. Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos. São Paulo. 2004. 24p. il. Disponível em: <http://www.esalq.usp.br/siesalq/pm/plantas_toxicas.pdf>.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.CERVI, A. C. et al. Espécies Vegetais de Um Remanescente de Floresta de Araucária (Curitiba, Brasil): Estudo preliminar I. Acta Biol. Par., Curitiba, 18(1, 2, 3, 4): 73-114. 1989. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/acta/article/view/789/631>.CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil. Florianópolis. Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.FONSECA, E. T. Indicador de Madeiras e Plantas Úteis do Brasil. Officinas Graphicas VILLAS-BOAS e C. Rio de Janeiro, 1922. 368 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/indicadordemadei00teix/indicadordemadei00teix.pdf>.KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.KINUPP, V. F.; BARROS, I. B. I. Teores de Proteína e Minerais de Espécies Nativas, Potenciais Hortaliças e Frutas. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 28(4): 846-857, out.-dez. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cta/v28n4/a13v28n4.pdf>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MENTZ, L. A.; LUTZEMBERGER, L. C.; SCHENKEL, E. P. Da Flora Medicinal do Rio Grande do Sul: Notas Sobre a Obra de D’ÁVILA (1910). Caderno de Farmácia, v. 13, n. 1, p.25-48, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/farmacia/cadfar/v13n1/pdf/CdF_v13_n1_p25_48_1997.pdf>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014725).
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Nomes popularesCanema-mirimNome científicoSolanum cassioides L.B.Sm. & DownsVoucher77 Schwirkowski (MBM391887)SinônimosSolanum canoasense L.B. Sm. & DownsSolanum cataractae L.B. Sm. & DownsFamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do BrasilDescriçãoArbusto de até 3 m de altura, com ramos estriados, escuros ao secar, os jovens pouco lenhosos, glabros ou esparsamente cobertos de tricomas dendrítico-equinados. Folhas solitárias ou geminadas, em geral mais concentradas nas terminações dos ramos. Pecíolo de 0,3 a 1,1 cm de comprimento. Lâminas inteiras, delgado-coriáceas, concolores, obovalado-lanceoladas a lanceoladas, agudas no ápice e atenuadas na base, levemente decurrentes, bordos revolutos, com 1,7-12 cm de comprimento e 0,5-4(5) cm de largura. Faces adaxial e abaxial glabras a esparsamente cobertas por tricomas dendrítico-equinados. Inflorescência cimosa, fasciculado-corimbiforme, extra-axilar, a falsamente terminal, então quase oposta às folhas, pêndulas, com 2-11 flores, pedúnculo de 0,5-1,1 cm (até 5 cm) de comprimento, pedicelos de 0,9-1,3 cm (até 2,8 cm) de comprimento, cobertos de ticomas, dendrítico-equinados. Cálice glabro ou com tricomas dendrítico-equinados, lacínias profundamente partidas, largo-ovaladas, com bordos laterais escariosos e glabros, ápice estreito-acuminado, às vezes com um tufo de tricomas. Corola rotada, branca, com 1,7-2,5 cm de diâmetro, lacínias partidas até quase a base, ovalado-lanceoladas, com os bordos involutos, cobertas abaxialmente de papilas. Estames iguais, anteras oblongas, amarelas, com 0,4-0,5 cm de comprimento, estreitadas na base, dorso das anteras com papilas pouco visíveis. Ovário globoso, glabro, estilete glabro ou com tricomas dendrítico-equinados, estigma bilobado, com uma marca em cunha, esbranquiçada. Fruto globoso, com 1 cm de diâmetro, levemente apiculado. Frutos pêndulos.( MENTZ, 2004).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatMata AtlânticaDistribuição geográficaSudeste (Minas Gerais), Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaMENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L.; Rodrigues, I.M.C. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14744>. Acesso em: 24 Set. 2014
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Nomes popularesCanema-mirim, coeranaNome científicoSolanum compressum L. B. Sm. & DownsBasionônioSinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArvoreta a árvore de até 8 m de altura; ramos escuros, os jovens comprimidos, glabros ou com tricomas dendríticos. Folhas solitárias. Pecíolo com 1-1,8 cm de comprimento. Lâminas lanceoladas, com ápice agudo e atenuado, base aguda, margem inteira, com 6-17,5 cm de comprimento e 2,1-4,5 cm de largura, membranoso-coriáceas, concolores. Face adaxial com domácias, formadas por tricomas dendríticos restritos às axilas da nervura principal ou, mais raramente, esparsos ou cobrindo toda a lâmina. Inflorescência cimosa, dicasial, ramificada, pseudo-terminal, multiflora, de aspecto corimboso, cada ramo cimoso; pedúnculos com 2-3,2 cm; pedicelos com 1,2-2,5 cm, espessados no ápice, articulados pouco acima da base. Cálice campanulado, com 0,3 cm de comprimento, lacínias partidas até 1/3 do seu comprimento, arredondadas, agudas, glabras ou geralmente cobertas com tricomas dendríticos. Corola rotada, branca, raro branco-azulada, de 0,8-1 cm de comprimento, lacínias profundamente partidas, lanceoladas, agudas, patentes na antese, às vezes levemente cuculadas. Anteras oblongas, amarelas, com papilas grandes na face abaxial, dispostas em duas fileiras por teca. Ovário globoso, glabro, estilete mais comprido do que os estames, branco; estigma alargado, bilobado, verde. Fruto globoso, glabro, com ca. 1 cm de diâmetro, pedicelos engrossados em direção ao ápice, lenhosos, escuros quando secos. (MENTZ, 2004, p. 67).CaracterísticaQuando em estado vegetativo, esta espécie é semelhante à Solanum pseudoquina e à Solanum pabstii. Difere da primeira por apresentar nervuras mais proeminentes na face abaxial das folhas, que não ficam amarelas ao secar, e pela presença de tricomas dendríticos restritos às axilas da nervura principal ou sobre toda a face abaxial. Difere de Solanum pabstii pela consistência mais coriácea das folhas e também pela presença de tricomas dendríticos nas axilas da nervura principal. (MENTZ, 2004, p. 68).Floração / frutificaçãoFloresce e frutifica entre os meses de agosto e fevereiro.DispersãoZoocóricaHábitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional Decidual.Distribuição geográficaSul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014751).
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Nomes popularesBaga-de-veadoNome científicoSolanum corymbiflorum (Sendtn.) BohsVoucher726 Schwirkowski (MBM)SinônimosCyphomandra corymbiflora Sendtn.FamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbustos ou arvoretas de 0,8-1,5 m de altura, inermes. Lâmina foliar inteira, de consistência membranácea, com 2,4-24,8 cm de comprimento e 1,6- 17,9 cm de largura, ovalada, de ápice acuminado e base cordada; superfície adaxial com tricomas simples distribuídos de forma uniforme na lâmina ou mais abundantes sobre as nervuras e tricomas glandulares geralmente mais abundantes nas regiões internervais; superfície abaxial, revestida apenas por tricomas simples, ou por tricomas simples e glandulares ou mais raramente por tricomas simples, dendríticos e glandulares; pecíolo de 1,4-14,3 cm de comprimento, com tricomas simples e glandulares ou mais raramente, tricomas simples, dendríticos e glandulares. Inflorescências ramificadas, flores pediceladas; pedúnculos de 2,1-10,0 cm de comprimento, ráquis em número de 2 a 5, com 1-16 cm de comprimento; pedicelos de 0,3-3,1 cm de comprimento. Pedúnculo, ráquis e pedicelos com tricomas simples e glandulares. Cálice rotado, com diâmetro de 1,0-1,5 cm, revestido por tricomas simples e glandulares nas faces adaxial e abaxial ou apenas na abaxial; lacínias com 0,2- 1,1 cm de comprimento e 0,15-0,40 cm de largura. Corola rotada, de coloração branca ou em diferentes tonalidades de lilás; glabra na face adaxial e com tricomas simples e glandulares na face abaxial; lobos com 0,8-2,0 cm de comprimento e 0,20-1,05 cm de largura. Filetes com 0,10-0,15 cm de comprimento; anteras atenuadas, de 0,4-0,8 cm de altura, diâmetro basal de 0,15-0,30 cm e diâmetro apical de 0,1-0,2 cm, com deiscência voltada para cima ou para a face adaxial. Ovário ovóide, de 0,2-0,4 cm de altura e 0,15-0,3 cm de diâmetro, revestido de tricomas simples e glandulares; estilete cilíndrico com 0,5-0,8 cm de comprimento, dotado de tricomas simples apenas na porção basal; estigma clavado ou truncado. Fruto elipsóide à globoso, agudo, obtusoou arredondado no ápice, com até 6,5 cm de altura e até 3 cm de diâmetro. (SOARES, 2006).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatMata Atlântica.Distribuição geográficaSul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). (STEHMANN, 2015).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaSOARES, E. L. C.; MENTZ, L. A. As Espécies de Solanum Subgênero Bassovia Seção Pachyphylla (= Cyphomandra Mart. ex Sendtn. – Solanaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Pesquisas, Botânica nº 57: 231-254. São Leopoldo, Instituto Anchietano de Pesquisas, 2006. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica57/artigo11.pdf>.Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L.; Rodrigues, I.M.C. Solanaceae inLista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14756>. Acesso em: 13 Out. 2015
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Nomes popularesJoá-mansoNome científicoSolanum delicatulum L.B.Sm. & DownsVoucher764 Schwirkowski (MBM)SinônimosSolanum pavimenti L.B.Sm. & DownsFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoSubarbustos ou arbustos de até 2 m de altura, com ramos delgados, verdes, formando um ziguezague pouco pronunciado, glabros ou, em regra, com tricomas simples e dendríticos. Folhas sub—geminadas, às vezes a menor até 1 cm abaixo da maior. Pecíolo com 0,2-09 cm de comprimento. Lâminas inteiras, membranosas, concolores, as maiores ovaladas a ovalado-agudas ou elípticas, ápice agudo, base atenuada e assimétrica, decurrente, bordo liso ou levemente sinuado, sub-orbiculares, de até 1,5 cm de comprimento e 1 cm de largura. Face adaxial raro glabra, em geral com tricomas simples, bifurcados ou dendríticos. Face abaxial igual à adaxial, com nervuras proeminentes, amareladas na folha seca. Inflorescência cimosa, fasciculada, extra axilar, com 1-4 flores, apenas uma fértil, séssil ou com pedúnculo de até 0,2 cm, pedicelos de até 0,6 cm, cobertos de tricomas simples ou dendríticos. Cálice com lacínias profundamente partidas, linear-lanceoladas, com 0,4-0,5 cm de comprimento, coberto abaxialmente por tricomas simples ou dendríticos. Corola rotada, branca, lacínias profundamente partidas, estreito-lanceoladas, de comprimento igual ou pouco maior do que o cálice, cobertas abaxialmente por tricomas simples ou dendríticos. Anteras oblongas, amarelas, de 0,3 cm de comprimento. Ovário ovóide-globoso, glabro, estilete mais comprido do que os estames. Fruto globoso, apiculado, com 0,5-1 cm de diâmetro. (MENTZ, 2004).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatMata AtlânticaDistribuição geográficaSudeste (São Paulo), Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). (STEHMANN, 2015).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaMENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L.; Rodrigues, I.M.C. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14760>. Acesso em: 14 Jan. 2015
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Nomes popularesBaga-de-bugre, baga-de-veadoNome científicoSolanum diploconos (Mart.) BohsVoucher162 Schwirkowski (MBM391972)SinônimosWitheringia diploconos Mart.FamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbustos ou arvoretas de até 4 m de altura, inermes. Folhas membranáceas à coriáceas, lâminas foliares inteiras, ovaladas, com 3,8-11,2 cm de comprimento e 1,9-5,0 cm de largura, ápice acuminado e base levemente cordada; lâminas foliares lobadas ou partidas, de contorno ovalado, com 12,0-27,4 cm de comprimento e 9,0-21,0 cm de largura, base levemente cordada; superfícies adaxial e abaxial com tricomas glandulares curtos, esparsamente distribuídos sobre as nervuras; pecíolo de 0,8-3,3 cm de comprimento, provido de tricomas glandulares. Inflorescências não-ramificadas, flores pediceladas; pedúnculos de 4,1-4,5 cm, ráquis única, com 2,5-4,3 cm de comprimento; pedicelos de 0,8-2,0 cm de comprimento. Pedúnculo, ráquis e pedicelos glabros ou glabrescentes, neste caso, com tricomas simples e glandulares, irregularmente distribuídos. Cálice rotado, com 1 cm de diâmetro, glabro na face adaxial e glabro ou revestido de tricomas simples e glandulares esparsos na face abaxial; lacínias com 0,25-0,4 cm de comprimento e 0,3 cm de largura. Corola campanulada, com coloração em diferentes tonalidades de roxo, passando a amarelo-esverdeado, glabra na face adaxial e com raros tricomas simples e glandulares na face abaxial; lobos com 1,0-1,1 cm de comprimento e 0,4 cm de largura. Filetes com 0,15 cm de comprimento; anteras oblongas com 0,5 cm de altura, diâmetro basal de 0,2 cm e diâmetro apical de 0,2 cm, com deiscência voltada para a face abaxial. Ovário cônico, com 0,3 cm de altura e 0,20 cm de diâmetro, glabro; estilete obcônico, com 0,5 cm de comprimento, glabro; estigma côncavo, com um par de glândulas apicais. Fruto elipsóide, obtuso no ápice, com até 3 cm de diâmetro (SOARES, 2006, p. 13).CaracterísticaApresenta folhas inteiras distribuídas regularmente em todo o indivíduo e folhas lobadas ou partidas, maiores que as demais folhas, situadas próximas à base do caule (SOARES, 2006, p. 14).Floração / frutificaçãoOutubro a janeiro, frutificando de janeiro a julho.DispersãoZoocóricaHabitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional Semidecidual.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaOs frutos, quando bem maduros, são comestíveis e saborosos. Possui grande potencial ornamental.InjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SOARES, E. L. C.; MENTZ, L. A. As Espécies de Solanum Subgênero Bassovia Seção Pachyphylla (= Cyphomandra Mart. ex Sendtn. – Solanaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Pesquisas, Botânica nº 57: 231-254. São Leopoldo, Instituto Anchietano de Pesquisas, 2006. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica57/artigo11.pdf>STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014762).
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Nomes popularesJoá-cipóNome científicoSolanum flaccidum Vell.Voucher817 Schwirkowski (MBM)SinônimosSolanum convolvulus Sendtn.Solanum convolvulus var. heterophyllum WitasekSolanum convolvulus var. pilosum Sendtn. ex DunalSolanum flaccidum var. heterophyllum WitasekSolanum fultum Schrank ex Sendtn.Solanum triphyllum Vell.Solanum uncinellum var. atrosanguineum DunalSolanum uvariifolium DunalFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoTrepadeira volúvel de até 4 m de comprimento, às vezes arbusto sarmentoso de até 2,5 m de altura, apoiante sobre outras plantas; ramos terminais em ziguezague, pendentes, glabros ou com tricomas simples, cilíndricos a angulosos. Folhas solitárias ou geminadas, então uma muito menor. Pecíolo ás vezes volúvel, de até 3,2 cm de comprimento. Lâminas em regra inteiras, mais raramente pinatilobadas, ovaladas, glabras ou com tricomas simples na face abaxial, ao menos sobre as nervuras, ápice agudo a obtuso, base obtusa a arredondada ou levemente cordiforme, frequentemente assimétrica, de 1,8-7 cm de comprimento e 1,2-3,7 cm de largura; nervuras evidentes em ambas as faces, a mediana mais saliente na face abaxial. Inflorescência cimosa, de aspecto paniculado-corimbiforme, terminal, pedúnculos furcados, com 20-65 flores; pedicelos delgados, de 1,5-2,4 cm de comprimento, articulados próximo à base. Cálice campanulado, de 0,3-0,5 cm de comprimento, com lacínias desiguais, glabras ou com a face abaxial raramente coberta por tricomas simples; tricomas presentes no interior do ápice mucronado. Corola rotada, azulada a violácea ou roxa, branca alguns dias após a antese, 1,3-2,5 cm de comprimento, lacínias deltoides, pouco mais compridas do que largas, com ápice agudo; face adaxial glabra, face abaxial com tricomas simples. Estames desiguais, com um filete muito mais comprido que os demais; anteras oblongas, amarelas, de 0,4-0,6 cm de comprimento, mais comprido do que os estames; estigma clavado a fendido. Fruto globoso, roxo-escuro quando maduro, com ca. De 1 cm diâmetro; pedicelo engrossado na porção apical. (MENTZ, 2004).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatMata Atlântica.Distribuição geográficaNordeste (Bahia), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). (STEHMANN, 2004).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaMENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L.; Rodrigues, I.M.C. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14766>. Acesso em: 09 Mar. 2015
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Nomes popularesCuvitinga, fumeiro, fumo-brabo, fumo-bravoNome científicoSolanum granulosoleprosum DunalVoucher38B Schwirkowski & Bianconcini (MBM391818)SinônimosSolanum donianum Walp.Solanum erianthum D. DonSolanum verbascifolium L.FamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArvoreta ou árvore de até 10 m de altura, com caule de até 18 cm de diâmetro, muito ramificado. Casca do caule lisa, verde a marrom, glabra. Ramos jovens cobertos de tricomas sésseis, porrecto-estrelados e outros curto-pedicelados, estrelado-equinados, com raios laterais curtos e desiguais no comprimento, congestos, parecendo pequenos grânulos amarronzados a amarelo-dourados quando secos. Folhas dos ramos apicais acompanhadas de pequenas folhas axilares, auriculadas ou ovalado-lanceoladas. Pecíolo de 0,8-1,9 cm de comprimento, coberto de tricomas iguais aos dos ramos. Lâminas elípticas a oblongo-lanceoladas, de 9-20 cm de comprimento e 2,8-6,7 cm de largura, de ápice agudo e base obtusa ou aguda e margem inteira. Face adaxial verde ou verde-azinzentada, coberta de tricomas sésseis, porrecto-estrelados, curto-pedicelados, multiangulados e estrelado-equinados. Face abaxial verde-clara a acinzentada, densamente coberta de tricomas iguais aos da face adaxial, alguns longo-pedicelados; nervação proeminente. Inflorescência cimosa, de aspecto corimbiforme, com pedúnculo pronunciado, de até 14 cm de comprimento, então ramificado, as ramificações escorpioidais, cobertas de tricomas iguais aos dos ramos, curtos e longo-pedicelados. Cálice com lacínias triangulares e desiguais, tão compridas quanto largas, partidas até cerca da metade de seu comprimento, face adaxial glabra e abaxial coberta de tricomas sésseis, porrecto-estrelados e pedicelados, multiangulados e estrelado-equinados. Corola rotada, azul, lilás ou branca, com 1-1,7 cm de diâmetro, duas vezes mais longa do que o cálice. Anteras amarelas a amarelo-douradas, oblongas, de 0,3-0,4 cm de comprimento. Ovário globoso, coberto de tricomas curtos, multialgulados e estrelado-equinados, estilete mais comprido do que os estames, a porção basal com tricomas iguais aos do ovário. Fruto globoso, verde, de cerca de 1 cm de diâmetro, coberto de tricomas; quando maduro, amarelado. (MENTZ, 2004, p.81).CaracterísticaEspécie muito semelhante à Solanum mauritianum, da qual é possível distinguir pelos tricomas estrelados curtos, de raios muito congestos, e pela ausência de tricomas porrecto-estrelados na face adaxial do cálice. Existem exemplares intermediários entre ambas as espécies, sugerindo uma hibridização ou a possibilidade de ambas serem uma única espécie, com variabilidade ampla, principalmente nos tipos de tricomas. (MENTZ, 2004, p. 82).Floração / frutificaçãoFloresce e frutifica todos os meses do ano.DispersãoZoocóricaHabitatCerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista, e na Floresta Estacional Decidual e Semidecidual.Distribuição geográficaOcorre na América Central e América do Sul.Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaPossui algumas aplicações na medicina popular.FitoeconomiaPor ser uma espécie pioneira, é indicada para recuperação de áreas degradadas.InjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.MARQUES, T. P. Subsídios à Recuperação de Formações Florestais Ripárias da Floresta Ombrófila Mista do Estado do Paraná, a Partir do Uso Espécies Fontes de Produtos Florestais Não-madeiráveis. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2007. 244p. Disponível em: <http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/14027/1/disserta%C3%A7%C3%A3o%20Themis%20Piazzetta%20Marques%20PDF.pdf>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014775).
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Nomes popularesCipó-branco, joá-cipó-brancoNome científicoSolanum inodorum Vell.Voucher1176 Schwirkowski (MBM)SinônimosSolanum decorticans Sendtn.FamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoTrepadeira herbácea, volúvel, aromática. Ramos glabros. Folhas simples, alternas; lâmina 6-11 × 2,5‑4 cm, elíptica, glabra, cartácea; ápice acuminado; base obtusa ou arredondada; pecíolo retorcido, ca. 3 cm compr.; venação actinódroma. Inflorescências em panículas terminais, paucifloras; corola alva ou arroxeada, rotácea, profundamente estrelada; anteras poricidas. Bagas globosas, vermelhas quando maduras. (VILLAGRA, 2011).CaracterísticaFloração / frutificaçãoEncontrada florescendo em setembro.DispersãoZoocóricaHábitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)EtimologiaO específico inodorum deve-se ao fato da planta não possuir o odor característico das outras espécies de Solanum.PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014783).VILLAGRA, B. L. P.; NETO, S. R. Plantas trepadeiras do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (São Paulo, Brasil). Hoehnea 38(3): 325-384, 46 fig., 2011.
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Nomes popularesUva-do-matoNome científicoSolanum lacerdae DusénVoucher741 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto ou arvoreta de até 3 m de altura; ramos jovens cobertos de tricomas ferruginosos, grossos, patentes, estrelado-pedicelados, pedicelo pluricelular, plurisseriado. Folhas solitárias. Pecíolo de 1-2,5 cm de comprimento, coberto de tricomas iguais aos dos ramos. Lâminas oblongas, elípticas ou largo ovaladas, de ápice agudo, base arredondada ou subcordada, em regra simétrica, de 8-19 cm de comprimento e 6-10 cm de largura. Face adaxial verde, bulado-areolada, com as nervuras depressas entre as aréolas, com um tricomas estrelado-pedicelado no ápice de cada aréola, de 4(5-6) raios laterais, raio central mais longo, igual ou mais curto do que os laterais, com pedicelo pluricelular, plurisseriado; nervura mediana com tricomas estrelado-pedicelados iguais aos das regiões intercostais. Face abaxial esbranquiçada ou verde acinzentada, com tricomas estrelados, sésseis, multiangulados, de 7-11 raios laterais, raio central mais longo, igual ou mais curto que os laterais, formando tapete denso, além de pedicelados, multiangulados, de 7-8 raios laterais, raio central mais curto que os laterais, formando um segundo tapete não contínuo; nervura mediana com tricomas ferruginosos, iguais aos das regiões intercostais. Inflorescência cimosa, terminal, tanto no ramo principal quanto nos ramos laterais, de aspecto corimboso, com 5-15 cm de diâmetro; pedúnculo e pedicelos cobertos de tricomas iguais aos dos ramos. Cálice campanulado, com 1 cm de comprimento, partido até a porção mediana, lacínias ovaladas, delgadas, glabras na face adaxial, cobertas abaxialmente de tricomas estrelado-pedicelados, ferruginosos, iguais aos da face abaxial da lâmina foliar. Corola rotada, branca, com 1,5-2 cm de comprimento, partida até 2/3 de seu comprimento, lacínias largo-triangulares cobertas abaxialmente de tricomas estrelados, ferruginosos. Estames iguais; anteras oblongas, amarelas. Ovário globoso, glabro, estilete mais comprido do que os estames. Fruto globoso, glabro, com 0,8-1 cm de diâmetro, completamente incluso no cálice acrescente. (MENTZ, 2004).CaracterísticaEsta espécie se distingue de Solanum sellowianum e Solanum conciccum principalmente devido às lâminas bulado-areoladas, com um único tricoma no ápice da porção mediana de cada aréola. (MENTZ, 2004, p. 102).Floração / frutificaçãoFloresce entre os meses de outubro e dezembro e de fevereiro a abril, com frutificação entre novembro e março, além de junho e julho.DispersãoZoocóricaHabitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista. Espécie heliófita, e indiferente quanto ao habitat, encontrando-se desde solos úmidos até os mais enxutos, desde as associações pioneiras até as mais evoluídas submatas dos pinhais. Ocorre também na orla dos capões, pinhais e matas de galeria, em capoeiras, beira de banhados e campos limpos sujos.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina)(STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil; Florianópolis; Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.STEHMANNn, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014796).
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Nomes popularesJoá-cipó, flor-de-viúvaNome científicoSolanum laxum Spreng.BasionônioSinônimosSolanum boerhaviifolium Sendtn.Solanum boerhaviifolium Sendtn. var. calvum C.V.MortonSolanum jasminoides PaxtonSolanum jasminoides Paxt. var. boerhaviifolium (Sendtn.) O. KuntzeFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoTrepadeira volúvel, lenhosa na base, de até 3 m de comprimento; ramos cilíndricos a angulosos, com estrias longitudinais, glabros ou com tricomas simples. Folhas solitárias ou geminadas, então com uma muito menor. Pecíolo muitas vezes volúvel, de até 2,5 cm de comprimento. Lâminas geralmente inteiras ou com 3-7 lobos, ovaladas, de ápice agudo e base arredondada a truncada ou cordiforme, de 1,5-7 cm de comprimento e 0,8-4,2 cm de largura, membranosas, variando de inteiramente glabras até densamente cobertas por tricomas simples, com nervuras evidentes em ambas as faces. Inflorescência cimosa, corimbiforme, terminal ou lateral, então oposta às folhas, ou mais raramente extra-axilar, com 4-16 flores; pedúnculos simples ou bifurcados, de até 3 cm de comprimento; pedicelos delgados de até 2 cm de comprimento, articulados próximo à base, verdes a arroxeados. Cálice campanulado, de 0,15-0,3 cm de altura, glabro ou coberto de tricomas simples, estes às vezes somente no ápice mucronado; lacínias largo-triangulares. Corola rotada, branca a azulada ou lilás, de 0,9-2 cm de comprimento, lacínias profundamente partidas, oblongo-ovaladas, ápice agudo; face adaxial glabra, face abaxial coberta de tricomas simples, mais concentrados nos bordos das lacínias e nervura mediana. Estames iguais, anteras oblongas, amarelas, de 0,35-0,5 cm de comprimento, com poros apicais introrsos; filetes às vezes brancos. Ovário globoso a ovalado, glabro; estilete de 0,6-1 cm de comprimento, coberto por tricomas simples até 2/3 de seu comprimento, mais comprido do que os estames; estigma alargado a levemente bífido, verde. Fruto azul-escuro ou metálico a roxo quando maduro, globoso, de 0,5-0,8 cm de diâmetro, pedicelo engrossado para o ápice (MENTZ, 2004, p.103).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce e frutifica o ano todo.DispersãoZoocóricaHábitatBorda de mata, ocorre no Cerrado e na Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista e Densa e Floresta Estacional Decidual e Semidecidual.Distribuição geográficaOcorre na Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaO nome da espécie se deve ao aspecto laxo de algumas inflorescências, provavelmente aquelas vistas por Kurt P.J.Sprengel (MENTZ, 2004, p. 104).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SOARES, E. L. C. et al. A Família Solanaceae no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 6, n.3, p. 177-188, jul./set. 2008. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/969/820>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014800).
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Nomes popularesFumo-bravo, couvetinga, cuvitinga, fona-de-porco, fruta-de-lobo, joá-de-árvoreNome científicoSolanum mauritianum Scop.Voucher772 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto ou arvoreta de até 7 m de altura; casca do caule, lisa, esverdeada, glabra; ramos jovens cobertos de tricomas esbranquiçados, sésseis, porrecto-estrelados ou, em regra, longo-pedicelados, multiangulados ou estrelado-equinados, esses com pedicelo pluricelular e plurisseriado, com alguns raios laterais esparsos ao longo do mesmo e porção apical com muitos raios congestos, de diferentes tamanhos e dispostos em diferentes alturas. Folhas dos ramos apicais acompanhadas de pequenas folhas axilares, ovaladas a elípticas., Pecíolo de 1,5-4,5 cm de comprimento, coberto de tricomas iguais aos dos ramos. Lâminas elípticas a oblongas, de 10-25 cm de comprimento e 4,1-9 cm de largura, de ápice atenuado, base aguda e margem inteira, ondulada. Face adaxial verde-clara a verde, coberta de tricomas sésseis porrecto-estrelados e curto-pedicelados, multiangulados. Face abaxial esbranquiçada, densamente coberta de tricomas iguais aos da face adaxial. Inflorescência cimosa, de aspecto corimbiforme, com pedúnculo pronunciado, de até 16 cm de comprimento, então ramificado, as ramificações escorpioidais, densamente cobertas de tricomas iguais aos dos ramos, a maioria longo-pedicelados. Cálice com lacínias lanceoladas, mais compridas do que largas, partidas até cerca da metade de seu comprimento, face adaxial com tricomas porrecto-estrelados e multiangulados na porção superior e abaxial coberta de tricomas sésseis, porrecto-estrelados, a maioria longo-pedicelados, multiangulados e estrelado-equinados. Corola rotada, azul, lilás ou branca, glabra adaxialmente, com 1-1,5 cm de diâmetro, com o dobro do tamanho do cálice; no interior da corola existe um anel mais claro. Anteras amarelas, oblongas, de 0,3-0,4 cm de comprimento. Ovário globoso, coberto de tricomas curtos, multiangulados e estrelado-equinados, estilete mais comprido do que os estames, a porção basal glabra ou com tricomas iguais aos do ovário. Fruto globoso, verde, de cerca de 1 cm de diâmetro, coberto de tricomas; quando maduro, amarelado (MENTZ, 2004, p.111).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce preferencialmente na primavera e verão, mas pode ser encontrada florescendo em outras épocas do ano.DispersãoZoocóricaHabitatOcorre na Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista e Densa e na Floresta Estacional Decidual e Semidecidual.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaO epíteto específico é devido à origem da planta que deu origem à estampa, coletada na Ilha Maurício, no Oceano índico, próximo à ilha de Madagascar (MENTZ, 2004, p. 112).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaNa medicina popular, é utilizada como calmante e diurética. Na cultura dos índios guaranis, é utilizada em infusão das folhas e raízes no combate à dor de dente. É também utilizada para combater o amarelão nos animais.FitoeconomiaÉ uma importante fonte de alimento para a avifauna.InjúriaPlanta invasora de terrenos baldios.ComentáriosÉ chamada de fumo-bravo por sua aparência similar à Nicotiniana tabaco, planta que fornece o fumoBibliografiaLINDENMAIER, D. S. Etnobotânica em Comunidades Indígenas Guaranis no Rio Grande do Sul. Universidade de Santa Cruz do Sul. Rio Grande do Sul, 2008. 44p. Disponível em: <http://www.scribd.com/doc/19857491/MONOGRAFIADiogo-Lindenmaier>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.MENTZ, L. A.; LUTZEMBERGER, L. C.; SCHENKEL, E. P. Da Flora Medicinal do Rio Grande do Sul: Notas Sobre a Obra de D’ÁVILA (1910). Caderno de Farmácia, v. 13, n. 1, p.25-48, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/farmacia/cadfar/v13n1/pdf/CdF_v13_n1_p25_48_1997.pdf>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014809).ZUCHIWSCHI, E. Florestas Nativas na Agricultura Familiar de Anchieta, Oeste de Santa Catarina: Conhecimentos, Usos e Importância; UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2008. 193p. il. Disponível em: <http://www.tede.ufsc.br/tedesimplificado/tde_arquivos/44/TDE-2008-06-17T142512Z-287/Publico/dissertacao_Elaine.pdf>.ZUCHIWSCHI, E.; FANTINI, A. C.; ALVES, A. C.; PERONI, N. Limitações ao Uso de Espécies Florestais Nativas Pode Contribuir Com a Erosão do Conhecimento Ecológico Tradicional e Local de Agricultores Familiares. Acta bot. Bras. 24(1): 270-282. 2010. Disponível em: <http://www.botanica.org.br/acta/ojs/index.php/acta/article/view/971/298>.
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Nomes popularesJoá-velameNome científicoSolanum paranense DusénVoucher424 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto ou arvoreta de até 5 m de altura, muito ramificado; ramos jovens cobertos de tricomas estrelados, sésseis, misturados a tricomas longo-pedicelados, com 7 a 20 raios laterais, raio central com tamanhos variáveis, mas frequentemente igual aos laterais; tricomas pedicelados com maior número de raios do que os sésseis. Folhas solitárias ou geminadas, então diferentes no tamanho. Pecíolo coberto de tricomas sésseis, multirradiados, iguais aos da face abaxial. Lâminas maiores ovalado-oblongas ou ovalado-elípticas, de ápice agudo ou acuminado e base arredondada, fortemente bicolores, com 3-7,5 cm de comprimento e 2-3,5 cm de largura. Face adaxial em regra glabra, verde-escura, com exceção das folhas muito jovens. Nervuras visivelmente reticuladas e depressas, com tricomas porrecto-estrelados ou multiangulados, com 4-8 raios laterais, raio central mais curto ou igual aos laterais; nervuras mais profundas com tricomas pedicelados de raio central igual ou mais longo do que os laterais. Face abaxial esbranquiçada, coberto de tricomas estrelados, sésseis e pedicelados, multiangulados, de até 17 raios laterais, raio central muito curto, às vezes o pedicelo apresenta células laterais radiadas na base ou em todo seu comprimento; nervura mediana com tricomas iguais aos das regiões intercostais. Inflorescência cimosa, terminal ou s vezes lateral, oposta às folhas, corimbosa, pouco ramificada; pedúnculo com 2 cm de comprimento; pedicelos com 1cm de comprimento, pouco espessados no ápice; pedúnculo e pedicelos com tricomas iguais aos dos ramos. Cálice partido até a porção mediana, com 0,4-0,5 cm de comprimento, lacínias ovalado-triangulares, obtusas. Corola rotada, branca, com 0,7-0,9 cm de comprimento, profundamente partida, lacínias oblongo-alaranjadas, glabras ou raramente com alguns tricomas simples ou estrelados. Ovário globoso, glabro, estilete mais comprido que os estames, coberto de tricomas estrelados, sésseis, raramente simples. Fruto globoso, glabro, preto quando maduro. (MENTZ, 2004).CaracterísticaFloração / frutificaçãoAgosto a março, frutificando de dezembro a março.DispersãoZoocóricaHabitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista e na Floresta Estacional Semidecidual.Distribuição geográficaSul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014824).
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Nomes popularesNome científicoSolanum piluliferum DunalVoucher474 Schwirkowski (MBM)SinônimosSolanum densiflorum Sendtn.FamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto; ramos cilíndricos, armados, tomentosos com tricomas equinóides; acúleos aciculares. Folhas geminadas; pecioladas; lâmina cartácea, as maiores 12–13,8 × 4,5–6 cm, elípticas a oblongas, ápice acuminado, base assimétrica, margem inteira a levemente sinuada, as menores 2,7–4 × 2–2,7 cm, ovadas, ápice arredondado, base obtusa, raro truncada, margem inteira, faces adaxial e abaxial ferrugíneas, tomentosas com tricomas equinóides e estrelados sésseis, acúleos ausentes. Inflorescência umbeliforme, axilar. Flores pediceladas; bractéolas ausentes; cálice cupuliforme, lacínias triangulares; corola rotáceo–pentagonal, alva, glabra e membranácea na região entre as lacínias, ca. 1,3 cm compr.; ca. 2,2 cm diâm., lacínias lanceoladas, face abaxial pilosa, face adaxial glabra. Estames 5, isodínamos; filetes ca. 1 mm compr.; anteras amarelas, ca. 8 mm compr., lanceoladas, deiscência poricida, às vezes prolongada por fendas longitudinais. Ovário ca. 1,8 cm compr., ca. 2 mm diâm., globoso, glabro; estilete ca. 1,1 cm compr., reto, piloso na metade basal; estigma capitado. Fruto baga, verde-amarelado, 1,3–1,6 cm diâm., globoso, glabro; cálice acrescente, cobrindo até a metade do fruto. (FELICIANO, 2008, p. 68).CaracterísticaA cor avermelhada ou ferruginosa, os ramos em ziguezague, as folhas geminadas, o raio central dos tricomas estrelados mais curto do que os raios laterais, a inflorescência oposta às folhas e o cálice acrescente no fruto, são bons caracteres para identificação desta espécie. (MENTZ, 2004, p. 130).Floração / frutificaçãoDispersãoZoocóricaHabitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina)(STEHMANN, 2010).EtimologiaDo latim “pilulifer” (que possui pílulas), segundo menção de Dunal (1852) “calyx post anthesis globosus, ovarium tegens, piluliformis”: cálice globoso, após a antese, cobrindo o ovário, piluliforme. (MENTZ, 2004).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.FELICIANO, E. A. Solanaceae A. Juss. da Serra Negra, Rio Preto, Minas Gerais: Tratamento Taxonômico e Similaridade Florística. Instituto de Ciências Biológicas – UFJF. Minas Gerais, 2008. 154p. il. Disponível em: <http://www.bdtd.ufjf.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=274>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014829).
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Nomes popularesPeloteira, cereja-de-natal, cereja-de-jerusalém, tomatinho, laranjinha-de-jardimNome científicoSolanum pseudocapsicum L.BasionônioSinônimosSolanum diflorum Vell.Solanum capsicastrum Link ex SchauerSolanum eremanthum DunalSolanum pseudocapsicum subsp. diflorum (Vell.) Hassl.FamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do BrasilDescriçãoSubarbustos ou arbustos, de 0,3-1 m de altura, em regra com caule inferior definido, ramificado acima de 0,1-0,2 m. Ramos apicais glabros ou cobertos de tricomas simples, bifurcados ou dendríticos, então com pedicelo bem desenvolvido. Folhas geminadas, raramente solitárias. Pecíolo de 0,3-0,8 cm de comprimento, com tricomas iguais aos dos ramos. Lâminas das folhas maiores elípticas a lanceoladas, ápice agudo, base aguda e em regra assimétrica, margem inteira ou ondulada, membranosas, com 2,4-10 cm de comprimento e 0,9-3,5 cm de largura. Lâminas das folhas menores ovaladas a suborbiculares. Face adaxial glabra ou com tricomas simples, bifurcados ou dendríticos esparsos, em regra restritos às nervuras, às vezes densamente cobertas de tricomas dendríticos, misturados a simples ou bifurcados. Face abaxial raramente glabra, em regra com tricomas iguais aos da face adaxial, às vezes densamente coberta de tricomas dendríticos. Inflorescência cimosa, fasciculada, oposta às folhas ou pouco extra-axilar, com 2-4 flores, apenas 1-2 férteis, subséssil, pedicelos de até 0,6 cm de comprimento. Cálice com lacínias profundamente partidas, estreito-lanceoladas, de até 0,5 cm de comprimento, glabro ou coberto adaxial e abaxialmente de tricomas simples ou dendríticos. Corola branca ou levemente amarelada, com até 0,9 cm de diâmetro, lacínias profundamente partidas, lanceoladas, reflexas na antese, cobertas abaxialmente por papilas ou tricomas simples ou bifurcados. Anteras oblongas, amarelas a amarelo-alaranjadas, de 0,3-0,3 cm de comprimento. Ovário globoso-ovóide, glabro, estilete mais longo do que os estames. Fruto globoso, glabro, alaranjado, amarelo-avermelhado ou vermelho quando maduro, com 0,8-1,3 cm de diâmetro (MENTZ, 2004, p. 132).CaracterísticaProvavelmente devido à cor alaranjado-avermelhada dos frutos, lembrando os de espécies de Capsicum (MENTZ, 2004, p. 134).Floração / frutificaçãoFloresce e frutifica principalmente na primavera e verão, mas é possível encontrá-la com flores em outras estações do ano.DispersãoZoocóricaHábitatÉ uma espécie subcosmopolita, ocorrendo em locais alterados, bordas de mata e campos secos. Ocorre no Cerrado e Mata Atlântica.Distribuição geográficaCentro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaApesar da toxicidade dos frutos, é utilizada como ornamental.InjúriaPlanta daninha infestante de beira de estradas e terrenos baldios. Os frutos, apesar de atrativos, são tóxicos, e ocasionalmente tem provocado problemas em crianças que os consomem.ComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SOARES, E. L. C. et al. A Família Solanaceae no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 6, n.3, p. 177-188, jul./set. 2008. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/969/820>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014834).
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Nomes popularesNome científicoSolanum pseudoquina A.St.-Hil.BasionônioSinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoCaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHábitatDistribuição geográficaEtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografia
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Nomes popularesCuvitinga-mansaNome científicoSolanum rufescens Sendtn.Voucher34B Schwirkowski & Bianconcini (MBM391810)SinônimosSolanum dumetorum DunalSolanum xiphocephalum L.B.Sm. & DownsFamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto ca. 1 m alt. Ramos castanho-tomentosos; gemas foliares frequentes. Folhas isoladas e aos pares, inteiras; lâminas até 25 × 6 cm, cartáceas, lanceoladas, ápice levemente acuminado, base obtusa a aguda, camptódromas, nervação secundária com espaçamento uniforme, face adaxial com tricomas estrelados sésseis e pedicelados ao longo da nervura principal, face abaxial acastanhado, tomentosa, tricomas hialinos; pecíolo ca. 2,4 cm compr. Flores 25–35 em cimeiras dicotômicas, opositifolia; pedicelo ca. 6 mm compr.; cálice campanulado, lacínias agudas; corola ca. 1,5 cm compr., alva, campanulado-estrelada, lacínias lanceoladas, face externa denso-tomentosa; anteras com poros apicais grandes, abrindo-se por fendas longitudinais, oblongas, introrsas, filetes menores que as anteras; estigma acima dos estames. Baga ca. 1 cm diâm., globosa, , cálice ampliado, ca. 25 sementes. (CARVALHO, 2006).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatMata AtlânticaDistribuição geográficaSudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina). (STEHMANN, 2014.EtimologiaO epíteto específico tem origem na palavra latina “rufus”, ruivo, devido á cor dos ramos, folhas e inflorescências. (MENTZ, 2004).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCARVALHO, L. D. F.; BOVINI, M. Solanaceae na Reserva Rio das Pedras, Mangaratiba, Rio de Janeiro – Brasil. Rodriguésia 57 (1): 75-98. 2006. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig57_1/06-Freire.pdf>MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il..Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L.; Rodrigues, I.M.C. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14846>. Acesso em: 30 Set. 2014
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Nomes popularesJoá-mansoNome científicoSolanum sanctae-catharinae DunalVoucher192 Schwirkowski (MBM392004)SinônimosSolanum citrifolium var. ochrandrum (Dunal) Hassl.Solanum ochrandrum DunalFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não é endêmica do BrasilDescriçãoArvoreta com cerca de 3 m de altura. Ramos glabros, com indumento apenas sobre os pecíolos. Folhas herbáceas, elípticas, base e ápice atenuados, lâmina foliar com até 12 cm de comprimento e 4,5 cm de largura; face adaxial glabra, nervuras principais sobressalentes; face abaxial argêntea, lepidoto-tomentoso com tricomas eretos pedicelados, um pouco mais abundante sobre as nervuras; pecíolo com até 2 cm de comprimento, também glabrescente. Flores não observadas. Baga globosa ou ovóide, de 0,4-0,8 cm de altura e 0,4 – 0,7 cm de diâmetro, envolta pelo cálice expandido, com lacínias com até 0,8 cm de comprimento. Cerca de 20 sementes. (SAKA, 2009).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatMata AtlânticaDistribuição geográficaSudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaSAKA, M. N. Solanaceae na Reserva Biológica Municipal da Serra do Japi, Jundiaí, SP.Trabalho de conclusão (Bacharelado - Ciências Biológicas) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro. Rio Claro, SP. 2009.Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L.; Rodrigues, I.M.C. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14851>. Acesso em: 11 Out. 2014
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Nomes popularesBaga-de-veadoNome científicoSolanum sciadostylis (Sendtn.) BohsVoucher95 Schwirkowski (MBM391906)SinônimosCyphomandra reitzii L. Bn. Sm. & Downs.Cyphomandra sciadostylis Sendtn.FamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbustos de até 2 m de altura, inermes. Folhas membranáceas, lâminas foliares inteiras, ovaladas, com 2,2-13,2 cm de comprimento e 1,6-7,1 cm de largura, ápice acuminado e base cordada; lâminas foliares irregularmente lobadas ou partidas, de contorno ovalado, com 9,0-13,2 cm de comprimento e 6,5-9,0 cm de largura, base levemente cordada; superfícies adaxial e abaxial com tricomas simples e glandulares; pecíolo de 0,5-5,0 cm de comprimento, provido de tricomas simples e glandulares. Inflorescências não ramificadas, flores pediceladas; pedúnculos de 1,8-6,0 cm, ráquis única, com 1,4-6,0 cm de comprimento; pedicelos de 0,4-2,5 cm de comprimento. Pedúnculo, ráquis e pedicelos com tricomas simples e glandulares. Cálice rotado, com 0,8-1,5 cm de diâmetro, glabro ou glabrescente na face adaxial e revestido de tricomas simples e glandulares na face abaxial; lacínias com 0,30-0,85 cm de comprimento e 0,2-0,3 cm de largura. Corola campanulada, com coloração em diferentes tonalidades de roxo, passando a lilás e finalmente branca, glabra na face adaxial e com tricomas simples e glandulares na face abaxial; lobos com 0,8-1,3 cm de comprimento e 0,4-0,55 cm de largura. Filetes com 0,1 cm de comprimento; anteras oblongas, com 0,5-0,6 cm de altura, diâmetro basal de 0,15-0,20 cm e diâmetro apical de 0,15-0,20 cm, com deiscência voltada para a face abaxial. Ovário ovóide, com 0,3-0,4 cm de altura e 0,20-0,25 cm de diâmetro, revestido de tricomas simples e glandulares; estilete obcônico, com 0,40-0,55 cm de comprimento, provido de tricomas simples ou tricomas simples e glandulares; estigma côncavo, com um par de glândulas apicais evidentes. Fruto elipsóide ou globoso, agudo no ápice, com 2,0-3,5 cm de altura e 0,7-2,0 cm de largura (SOARES, 2006, p. 15).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoZoocóricaHabitatComporta-se como ruderal, sendo muito freqüente em margens de estradas e plantações, tanto em locais abertos ou sombreados. Na Mata Atlântica ocorre na Floresta Ombrófila Mista e Densa e na Floresta Estacional Semidecidual.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaO mesocarpo é comestível, tanto in natura quanto em refogados.InjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SOARES, E. L. C.; MENTZ, L. A. As Espécies de Solanum Subgênero Bassovia Seção Pachyphylla (= Cyphomandra Mart. ex Sendtn. – Solanaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Pesquisas, Botânica nº 57: 231-254. São Leopoldo, Instituto Anchietano de Pesquisas, 2006. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica57/artigo11.pdf>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014856).
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Nomes popularesJoá, arrebenta-cavalo, mata-cavalo, joá-manso, joá-bravo.Nome científicoSolanum sisymbriifolium Lam.Voucher573 Schwirkowski (MBM)SinônimosSolanum balbisii DunalSolanum balbisii var. oligospermum Sendtn.Solanum balbisii var. purpureum Hook.Solanum decurrens Balb.Solanum edule Vell.Solanum subviscidum SchrankFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoSubarbusto ou arbusto ramificado, com ramos estendidos lateralmente, raras vezes ereto, então chegando a 2 m de altura; ramos cobertos de tricomas simples e glandulares e tricomas estrelados esparsos, alguns com raio central mais grosso e longo que os laterais e com acúleos amarelos, alaranjados ou vinosos, de até 2,1 cm de comprimento. Folhas solitárias, às vezes as superiores parecendo geminadas, então desiguais no tamanho. Pecíolo com até 6 cm de comprimento, coberto de tricomas iguais aos dos ramos. Lâmina de contorno ovalado ou oblongo, lobadas, pinatífidas até pinatissectas, com 4-6 pares de lobos, frequentemente os lobos novamente lobados, ou pelo menos sinuado-denteados; em regra lâmina decurrente, de 3-21 cm de comprimento e 2,2-14 cm de largura. Face adaxial com tricomas simples e porrecto-estrelados, sésseis, de 4-6 raios laterais, raio central com 2-3 células, mais longo que os laterais, alguns mais robustos com raio central muito mais longo; raro tricomas glandulares; nervura principal com tricomas estrelados multiangulados, raio central mais grosso que os laterais; acúleos iguais aos dos ramos, com a base coberta de tricomas simples e glandulares até a metade de seu comprimento, raro mais. Face abaxial coberta de tricomas porrecto-estrelados, sésseis de 4-6 raios laterais, raio central muito mais longo que os laterais; tricomas mais homogêneos no tamanho do que na face adaxial; tricomas simples e glandulares mais esparsos; nervura principal com tricomas iguais aos das zonas intercostais; acúleos iguais aos da face adaxial. Inflorescência cimosa, extra axilar, a jovem visivelmente escorpioidal, com aspecto racemiforme quando as flores abertas, com 4-15 flores; pedúnculo e pedicelos finos, cobertos de tricomas simples e glandulares e com raros acúleos, acidulares, de até 0,5 cm de comprimento. Cálice com lacínias profundamente partidas, ovalado-lanceoladas, de 0,5-0,7 cm de comprimento, cobertas abaxialmente de tricomas simples e glandulares e numerosos acúleos aciculares. Corola rotada, de 2-3,5 cm de diâmetro, branca, azulada, lilás, passando a violácea ou roxa, às vezes flores brancas e lilases na mesma inflorescência, lacínias totalmente soldadas ou quase; face abaxial das pétalas coberta de tricomas estrelados ao longo da nervura principal, glabra na região plicada. Anteras amarelas e amarelo-ouro, atenuadas a partir do primeiro terço, de 0,7-0,9 cm de comprimento. Ovário ovóide, glabro, estilete das flores basais mais longo que os estames, curvo. Fruto subgloboso a ovóide, de 1,5-2,3 m, vermelho, às vezes amarelo-alaranjado forte, envolvido pelo cálice acrescente, que na maturação se torna reflexo, expondo o fruto. (MENTZ, 2004).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatAmazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal.Distribuição geográficaNorte (Acre, Rondônia); Nordeste (Bahia); Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso); Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo); Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina) (STEHMANN, 2015).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaPossui aplicações medicinais. (MENTZ, 2004).FitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaMENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L.; Rodrigues, I.M.C. Solanaceae inLista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB24915>. Acesso em: 14 Out. 2015
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Nomes popularesJoá-velameNome científicoSolanum subsylvestre L.B.Sm. & DownsBasionônioSinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoCaracterísticaEsta espécie é bastante semelhante à Solanum gemellum e à Solanum megalochiton, diferindo de ambas pela inflorescência maior e muito laxa e pelos estames com filetes de iguais tamanhos. Difere de Solanum gemellum pelas nervuras proeminentes nas folhas e no cálice e de Solanum megalochiton pela forma ovalada das lacínias do cálice.(MENTZ, 2004, p. 170).Floração / frutificaçãoEncontrada florescendo em outubro.DispersãoZoocóricaHábitatMata AtlânticaDistribuição geográficaSudeste (São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)(STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaMENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014870).
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Nomes popularesCanema-mirimNome científicoSolanum trachytrichium BitterVoucher181 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoSubarbusto ou arbusto de até 1,7(2-3) m de altura, ramificado, com ramos em regra flexuosos e apoiantes, os jovens cobertos de tricomas curvos, ásperos, formados por uma coroa de células ao redor de um raio apical, uni ou bicelular. Folhas solitárias ou, em regra, geminadas, diferentes apenas no tamanho. Pecíolo com 0,4-1,3 cm, com tricomas iguais aos dos ramos. Lâminas das folhas maiores ovaladas a ovalado-lanceoladas, ápice agudo, base aguda e assimétrica, margem inteira, com 6-13,5 cm de comprimento e 2-5 cm de largura, escuras ao secar; lâminas das folhas menores iguais na forma, de 1-5 cm de comprimento e 0,5-2,8 cm de largura. Face adaxial mais clara ao secar, com tricomas iguais aos da face adaxial, esparsos e delicados. Inflorescência cimosa, simples, secundifloras, com 3-7 flores, pendentes, opostas às folhas, pedúnculo 0,1-1 cm de comprimento, pedicelos 0,5-1 cm de comprimento. Cálice com 0,2-0,3 cm de comprimento, simples no ápice. Corola rotada, branca a lilás, com 0,6-0,9 cm de comprimento, profundamente partida, lacínias ovalado-lanceoladas, lobos patentes na antese. Anteras oblongas, amarelas, de 0,4 cm de comprimento, fendendo após a antese. Ovário globoso, glabro, estilete mais longo do que os estames, estigma não alargado. Fruto globoso, pouco apiculado na porção apical devido ao estilete persistente, verde, escuro quando maduro, pendente, com 0,8 cm de diâmetro. (MENTZ, 2004, p. 174).CaracterísticaO principal caráter para identificação desta espécie são os tricomas escabrosos, percebidos ao se passar a mão na lâmina foliar, no sentido apical-basal. (MENTZ, 2004, p. 174).Floração / frutificaçãoFloresce e frutifica praticamente o ano todo.DispersãoZoocóricaHabitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista, Floresta Estacional Decidual e Semidecidual.Distribuição geográficaSudeste (São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L.; Rodrigues, I.M.C. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14878>. Acesso em: 24 Set. 2014
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Nomes popularesJurubeba-velameNome científicoSolanum variabile Mart.VoucherMBM391833SinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto ereto ou arvoreta de até 4 m de altura, ramos densamente cobertos de tricomas estrelado-pedicelados, escuro-ferrugíneos; plantas jovens aculeadas e adultas inermes ou com acúleos até a porção apical, esses com até 0,8 cm de comprimento, amarelos ou escuros, alargados e engrossados na base, levemente curvos. Folhas solitárias. Pecíolo de 1-6 cm de comprimento, coberto de tricomas iguais aos dos ramos .Lâminas inteiras ou lobadas, então com 2-3 pares de lobos pouco ou muito pronunciados, estreito-lanceoladas quando inteiras, ovaladas ou oblongo-ovaladas, quando lobadas, de ápice triangular-agudo, base em regra assimétrica, arredondada, aguda quando inteiras, de 6-19 cm de comprimento e 3-10(12) cm de largura, as folhas inferiores ou de plantas jovens muito maiores; folhas jovens excuro-ferrugíneas, folhas adultas ferrugíneas. Face adaxial coberta de tricomas estrelados de dois tamanhos, o maior com 4-5 raios laterais, ambos pedicelados, com pedicelo pluricelular, plurisseriado, além de tricomas simples, unicelulares; raros tricomas bifurcados; nervura com tricomas iguais aos das zonas intercostais; acúleos ausentes .Face abaxial com tricomas estrelados longo-pedicelados, semelhantes aos da face adaxial, com 6-10 raios laterais, raio central muito mais curto que os laterais; nervura com tricomas iguais aos dos ramos. Cálice partido até a porção mediana, de até 0,8 cm de comprimento, densamente coberto de tricomas iguais aos das folhas, ferruginosos, com lacínias ovaladas, agudas no ápice. Corola rotada, branca, com até 4 cm de diâmetro. Lacínias alto-soldadas, cobertas abaxialmente por tricomas estrelados apenas ao longo da nervura principal, glabras na região plicada; raro pétalas partidas. Anteras amarelas, atenuadas a partir da porção mediana, de 0,8-1,0 cm de comprimento. Ovário globoso, estilete mais longo que os estames, estigma engrossado, verde. Frutos alaranjados quando maduros, glabros, globosos, de ca. De 0,8 cm de diâmetro, pedicelos engrossados em direção ao ápice, eretos. (MENTZ, 2004, p. 178).CaracterísticaEspécie bastante polimorfa, apresentando desde folhas inteiras e mais estreitas, até folhas largas e lobadas. Em algumas plantas ocorrem muitos acúleos, enquanto que em outras eles são raros. (MENTZ, 2004, p. 179).Floração / frutificaçãoFloresce e frutifica de outubro até março.DispersãoZoocóricaHábitatEspécie heliófita, indiferente quanto às condições físicas do solo. Na Mata Atlântica ocorre na Floresta Ombrófila Densa e Mista e Floresta Estacional Semidecidual.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil. Florianópolis. Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014880).
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Nomes popularesArrebenta-cavalo, juá, mata-cavaloNome científicoSolanum viarum DunalBasionônioSinônimosFamíliaSolanaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto aculeado, baixo, com folhas ovaladas, levemente lobadas, cobertas de tricomas estrelados e acúleos esverdeados. A inflorescência é cimosa, com poucas flores, em regra uma fértil, com corola e anteras esverdeadas. O fruto é carnoso, globoso, esverdeado com manchas esbranquiçadas quando imaturo, amarelo quando maduro. Os frutos verdes são tóxicos. (SOARES, 2008, p.8).CaracterísticaDiferencia-se de Solanum aculeatissimum pela forma das folhas, menos lobadas e de base não acentuadamente cordiforme e acúleos do caule, mais curvos.Floração / frutificaçãoEncontrada em frutificação no mês de maio.DispersãoZoocóricaHábitatAmazônia, Cerrado, Pampa, Pantanal e Mata Atlântica,Distribuição geográficaNorte (Acre, Rondônia), Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaOs frutos verdes são tóxicos. O nome popular deve-se ao fato de que a ingestão dos frutos é letal para os eqüinos. É também planta daninha, frequente em pastagens e beira de estradas.ComentáriosBibliografiaLORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MENTZ, L. A.; LUTZEMBERGER, L. C.; SCHENKEL, E. P. Da Flora Medicinal do Rio Grande do Sul: Notas Sobre a Obra de D’ÁVILA (1910). Caderno de Farmácia, v. 13, n. 1, p.25-48, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/farmacia/cadfar/v13n1/pdf/CdF_v13_n1_p25_48_1997.pdf>.MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.SOARES, E. L. C. et al. A Família Solanaceae no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 6, n.3, p. 177-188, jul./set. 2008. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/969/820>.STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014883).
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Nomes popularesNome científicoSolanum wacketii WitasekVoucher1047 Schwirkowski (MBM)SinônimosSolanum brusquense L.B.Sm. & DownsFamíliaSolanaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto de até 2 m de altura, ereto, pouco ramificado, ramos ascendentes, escuros quando secos, coberto de acúleos escuros ou esverdeado-amarronzados e tricomas simples e glandulosos. Folhas em regra geminadas, desiguais no tamanho, membranosas. Pecíolo de 6-30 cm de comprimento, coberto de tricomas simples e glandulosos. Lâminas ovalado-orbiculares, com 3-5 pares de lobos pouco pronunciados, de base truncada ou cordiforme e ápice triangular-agudo, de 14-32(43) cm de comprimento e 14-23(35) cm de largura. Face adaxial da lâmina folias com dois tipos de tricomas, um mais frequente, menor, hialino, séssil, porrecto-estrelado com 4(3-5) raios laterais e raio central mais curto, outro esparso, com 6-8 raios laterais reflexos no material seco e raio central muito longo, com 1-2 células, além de tricomas glandulares; nervura principal coberta de tricomas simples de 1-2 células e tricomas glandulares; acúleos ausentes ou presentes, retos, de até 1,2 cm de comprimento e 0,2 cm de largura na base. Face abaxial com tricomas esparsos, hialinos, sésseis, porrecto-estrelados de 4(3-5) raios laterais, raio central mais curto, além de tricomas glandulares esparsos e, sobre as nervuras de várias ordens, tricomas estrelados, multiangulados, de 6-10 raios laterais e raio central mais longo; nervura principal com tricomas simples de 1-2 células e alguns glandulares; acúleos retos de até 1,2 cm de comprimento ou curvos, menores, com tricomas simples e alguns glandulares até pelo menos 1/3 de seu comprimento. Inflorescência extra axilar, cimoso-escorpioidal, bifurcada, com 6-30 flores, pedúnculo de até 4,5 cm de comprimento e pedicelos engrossados próximo ao cálice, com 2-5 acúleos, e cobertos de tricomas simples e glandulares apenas visíveis com lente de aumento de 20 vezes. Cálice petalóide, sem ou com até 4 acúleos sobre a nervura, com sépalas brancas ou esverdeado-esbranquiçadas, desiguais, elíptico-lanceoladas, uma maior que as demais, com (1,0)1,2-1,6(1,9) cm de comprimento e 0,2-0,5(0,6) cm de largura, raramente cobertas de tricomas simples e glandulares curtos, além de simples, longos. Corola branca ou amarelo-esbranquiçada, rotada, fendida até próximo á base, de comprimento igual ao do cálice, às vezes pétalas mais curtas ou mais longas; lacínias glabras, levemente cuculadas, à vezes com um tufo de tricomas simples e glandulares, inconspícuos. Anteras amarelas, atenuadas a partir da porção mediana, de 0,9-1,2 cm de comprimento. Ovário ovóide, coberto de pequenos tricomas glandulares, estilete das flores basais mais longo que os estames. Fruto ovoide-globoso, de até 1,6 cm de comprimento, coberto de tricomas glandulares quando jovem, glabro quando maduro, verde com manchas brancas quando imaturo, amarelo quando maduro. (MENTZ, 2004).CaracterísticaO epíteto é uma homenagem ao coletor, M. Wacket. (MENTZ, 2004).Floração / frutificaçãoDispersãoHabitatDistribuição geográficaSudeste (São Paulo); Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). (STEHMANN, 2013).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaMENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.Stehmann, J.R.; Mentz, L.A.; Agra, M.F.; Vignoli-Silva, M.; Giacomin, L. 2013. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14885)