Solanum pseudocapsicum - Peloteira

Nomes populares

Peloteira, cereja-de-natal, cereja-de-jerusalém, tomatinho, laranjinha-de-jardim

Nome científico

Solanum pseudocapsicum L.

Basionônio

Sinônimos

Solanum diflorum Vell.

Solanum capsicastrum Link ex Schauer

Solanum eremanthum Dunal

Solanum pseudocapsicum subsp. diflorum (Vell.) Hassl.

Família

Solanaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil

Descrição

Subarbustos ou arbustos, de 0,3-1 m de altura, em regra com caule inferior definido, ramificado acima de 0,1-0,2 m. Ramos apicais glabros ou cobertos de tricomas simples, bifurcados ou dendríticos, então com pedicelo bem desenvolvido. Folhas geminadas, raramente solitárias. Pecíolo de 0,3-0,8 cm de comprimento, com tricomas iguais aos dos ramos. Lâminas das folhas maiores elípticas a lanceoladas, ápice agudo, base aguda e em regra assimétrica, margem inteira ou ondulada, membranosas, com 2,4-10 cm de comprimento e 0,9-3,5 cm de largura. Lâminas das folhas menores ovaladas a suborbiculares. Face adaxial glabra ou com tricomas simples, bifurcados ou dendríticos esparsos, em regra restritos às nervuras, às vezes densamente cobertas de tricomas dendríticos, misturados a simples ou bifurcados. Face abaxial raramente glabra, em regra com tricomas iguais aos da face adaxial, às vezes densamente coberta de tricomas dendríticos. Inflorescência cimosa, fasciculada, oposta às folhas ou pouco extra-axilar, com 2-4 flores, apenas 1-2 férteis, subséssil, pedicelos de até 0,6 cm de comprimento. Cálice com lacínias profundamente partidas, estreito-lanceoladas, de até 0,5 cm de comprimento, glabro ou coberto adaxial e abaxialmente de tricomas simples ou dendríticos. Corola branca ou levemente amarelada, com até 0,9 cm de diâmetro, lacínias profundamente partidas, lanceoladas, reflexas na antese, cobertas abaxialmente por papilas ou tricomas simples ou bifurcados. Anteras oblongas, amarelas a amarelo-alaranjadas, de 0,3-0,3 cm de comprimento. Ovário globoso-ovóide, glabro, estilete mais longo do que os estames. Fruto globoso, glabro, alaranjado, amarelo-avermelhado ou vermelho quando maduro, com 0,8-1,3 cm de diâmetro (MENTZ, 2004, p. 132).

Característica

Provavelmente devido à cor alaranjado-avermelhada dos frutos, lembrando os de espécies de Capsicum (MENTZ, 2004, p. 134).

Floração / frutificação

Floresce e frutifica principalmente na primavera e verão, mas é possível encontrá-la com flores em outras estações do ano.

Dispersão

Zoocórica

Hábitat

É uma espécie subcosmopolita, ocorrendo em locais alterados, bordas de mata e campos secos. Ocorre no Cerrado e Mata Atlântica.

Distribuição geográfica

Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Fitoeconomia

Apesar da toxicidade dos frutos, é utilizada como ornamental.

Injúria

Planta daninha infestante de beira de estradas e terrenos baldios. Os frutos, apesar de atrativos, são tóxicos, e ocasionalmente tem provocado problemas em crianças que os consomem.

Comentários

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.

MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

SOARES, E. L. C. et al. A Família Solanaceae no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 6, n.3, p. 177-188, jul./set. 2008. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/969/820>.

STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014834).