Solanum compressum - Canema-mirim

Nomes populares

Canema-mirim, coerana

Nome científico

Solanum compressum L. B. Sm. & Downs

Basionônio

Sinônimos

Família

Solanaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Arvoreta a árvore de até 8 m de altura; ramos escuros, os jovens comprimidos, glabros ou com tricomas dendríticos. Folhas solitárias. Pecíolo com 1-1,8 cm de comprimento. Lâminas lanceoladas, com ápice agudo e atenuado, base aguda, margem inteira, com 6-17,5 cm de comprimento e 2,1-4,5 cm de largura, membranoso-coriáceas, concolores. Face adaxial com domácias, formadas por tricomas dendríticos restritos às axilas da nervura principal ou, mais raramente, esparsos ou cobrindo toda a lâmina. Inflorescência cimosa, dicasial, ramificada, pseudo-terminal, multiflora, de aspecto corimboso, cada ramo cimoso; pedúnculos com 2-3,2 cm; pedicelos com 1,2-2,5 cm, espessados no ápice, articulados pouco acima da base. Cálice campanulado, com 0,3 cm de comprimento, lacínias partidas até 1/3 do seu comprimento, arredondadas, agudas, glabras ou geralmente cobertas com tricomas dendríticos. Corola rotada, branca, raro branco-azulada, de 0,8-1 cm de comprimento, lacínias profundamente partidas, lanceoladas, agudas, patentes na antese, às vezes levemente cuculadas. Anteras oblongas, amarelas, com papilas grandes na face abaxial, dispostas em duas fileiras por teca. Ovário globoso, glabro, estilete mais comprido do que os estames, branco; estigma alargado, bilobado, verde. Fruto globoso, glabro, com ca. 1 cm de diâmetro, pedicelos engrossados em direção ao ápice, lenhosos, escuros quando secos. (MENTZ, 2004, p. 67).

Característica

Quando em estado vegetativo, esta espécie é semelhante à Solanum pseudoquina e à Solanum pabstii. Difere da primeira por apresentar nervuras mais proeminentes na face abaxial das folhas, que não ficam amarelas ao secar, e pela presença de tricomas dendríticos restritos às axilas da nervura principal ou sobre toda a face abaxial. Difere de Solanum pabstii pela consistência mais coriácea das folhas e também pela presença de tricomas dendríticos nas axilas da nervura principal. (MENTZ, 2004, p. 68).

Floração / frutificação

Floresce e frutifica entre os meses de agosto e fevereiro.

Dispersão

Zoocórica

Hábitat

Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional Decidual.

Distribuição geográfica

Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Fitoeconomia

Injúria

Comentários

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.

MENTZ, L. A.; OLIVEIRA, P. L. Solanum (Solanaceae) na Região Sul do Brasil. Pesquisas, Botânica, n. 54. Instituto Anchietano de Pesquisas. 2004. 327p. Il.

STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014751).