Physalis pubescens - Camapú

Nomes populares

Camapú, balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, camapum, camaru, fisális, joá-de-capote, juá-de-capote, pimenta-camapú, tomate-de-capote

Nome científico

Physalis pubescens L.

Voucher

1039 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Physalis hirsuta Dunal

Physalis hygrophila Mart.

Physalis neesiana Sendtn.

Physalis obscura Michx.

Physalis pubescens var. hygrophilla (Mart.) Dunal

Physalis turbinata Medik.

Physalis villosa Mill.

Família

Solanaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Ervas anuais de até 1 m de altura. Caule anguloso, coberto de tricomas simples e/ou tricomas glandulares; tricomas patentes nos ramos jovens, pecíolos e nervuras. Folhas pubescentes, cobertas de tricomas simples e glandulares. Pecíolo com 1,0 a 10 cm de comprimento. Lâmina foliar deltóide, assimétrica, base cordada, obtusa ou truncada, ápice agudo a acuminado e margem dentada, ondulada ou inteira, com 1,5 a 11 cm de comprimento e 1,0 a 9,0 cm de largura. Flores com pedicelo cilíndrico, pubescente, com 0,3 a 1,2 cm de comprimento. Cálice florífero com 0,3 a 0,6 cm de comprimento; sépalas deltóides a lanceoladas, soldadas até a porção mediana. Corola amarela a amarelada, com cinco máculas vinosas ou marrons, raramente esverdeadas. Estames com filetes de até 0,5 cm de comprimento; anteras azuis, com 0,1 a 0,3 cm de comprimento. Ovário com 0,12 cm de diâmetro; estilete filiforme, com até 0,6 cm de comprimento; estigma capitado. Fruto amarelo quando maduro, de 1,0 a 1,5 cm de diâmetro. Cálice frutífero penta-costado em secção transversal, com 1,7 a 4,0 cm de comprimento e 1,2 a 2,5 cm de largura. Sementes com até 0,1 cm de comprimento. (SOARES, 2009, p. 326).

Característica

Physalis pubescens assemelha-se a P. peruviana, do qual difere quanto ao hábito, indumento e morfologia do cálice frutífero. Physalis pubescens é uma planta herbácea enquanto P. peruviana é arbustiva. O indumento de tricomas de P. peruviana é muito mais denso do que em P. pubescens e suas folhas permanecem grossas ao secar. O cálice frutífero em seção transversal é pentacostado em P. pubescens e circular em P. peruviana. (SOARES, 2009, p. 327).

Floração / frutificação

Floresce e frutifica de novembro a julho.

Dispersão

Zoocórica

Habitat

Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, espécie ruderal, ocorrendo também na Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional Decidual e Semidecidual. Geralmente é encontrada em locais úmidos, como clareiras e bordas de mata.

Distribuição geográfica

Ocorre no leste dos Estados Unidos, América Central e do Sul. Foi introduzida também no Velho Mundo.

Norte (Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia), Nordeste (Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste(Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (STEHMANN, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

É utilizada na medicina popular.

Fitoeconomia

Os frutos são comestíveis, possuindo um sabor um pouco mais forte que o tomate, porém são saborosos. É cultivada em várias partes do mundo devido à ótima qualidade de seus frutos, que são utilizados principalmente em molhos picantes, mas podem ser transformados em sucos ou geléias, além do consumo in natura.

Injúria

Planta daninha ocorrente em beira de estradas e terrenos baldios, não é tão comum quanto a Physalis peruviana.

Comentários

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

SOARES, E. L. C. et al. O Gênero Physalis L. (Solanaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Pesquisas, Botânica nº 60: 323-340. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2009. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica60/artigo5.pdf>.

STEHMANN, J.R., Mentz, L.A., Agra, M.F., Vignoli-Silva, M., Giacomin, L. 2010. Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014700).