Picrasma crenata - Pau-amargo

Nomes populares

Pau-amargo, erva-de-raposa, quassiá, quassiá-do-sul, quina, quineira, pau-josé, pau-tenente, tenente-josé

Nome científico

Picrasma crenata (Vell.) Engl.

Basionônio

Aeschrion crenata Vell.

Sinônimos

Picraena palo-amargo (Speg.) Speg.

Picraena vellozii (Planch.) Engl.

Picramnia crenata (Vell.) Hassl.

Picrasma palo-amargo Speg.

Picrasma vellozii (Planch.)

Família

Simaroubaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Árvore com altura de 6-12 m, com gemas ocráceo-tomentosas e râmulos vináceos, lustrosos, esparso-pubérulos e lenticelados, de tronco tortuoso, DE 25-35 cm de diâmetro, com casca acastanhada fina e fendilhada longitudinalmente Folhas imparipinadas com raque de 10-30 cm e 9-11 folíolos opostos, com pecíolo pubérulo, de 2-11 cm; lâmina dos folíolos elíptico-lanceolada, os basais mais ovalados e menores, de ápice atenuado e base cuneada, cartácea, glabra ou escasso-pubescente sobre a nervura central, de 4-13 cm de comprimento, com 8-12 pares de nervuras secundárias. Flores unissexuadas, reunidas em cimeiras compostas axilares de 7-12 cm de comprimento. Fruto com 1-5 carpídios drupáceos, de polpa suculenta e semente única (LORENZI, 2009, p. 348).

Característica

Floração / frutificação

Setembro a dezembro, frutificando de janeiro a março.

Dispersão

Zoocórica

Hábitat

Planta caducifólia, heliófita ou esciófita e indiferente quando à umidade do solo, é característica da floresta pluvial Atlântica, ocorrendo também no sub-bosque da Floresta Ombrófila Densa, e na Floresta Estacional Decidual e Semidecidual e Restinga.

Distribuição geográfica

Nordeste (Bahia), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (PIRANI, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

É utilizada na medicina popular para tratamento de afecções intestinais.

Fitoeconomia

A madeira é leve e macia ao corte, sendo, porém suscetível ao ataque de organismos xilófagos, sendo usada apenas para a confecção de utensílios domésticos. Os frutos servem de alimento para a avifauna, isto justifica sua utilização para a arborização urbana ou para reflorestamentos mistos. Os ramos contêm um princípio amargo, de efeito duradouro quando mastigado.

Injúria

Comentários

Um kg de sementes contém aprox. 5.000 unidades, que em geral possuem taxa de germinação inferior a 40%.

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.

LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 2009. 384p. il. v. 3.

PIRANI, J.R., Wayt Thomas 2010. Simaroubaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB001301).

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

ZUCHIWSCHI, E.; FANTINI, A. C.; ALVES, A. C.; PERONI, N. Limitações ao Uso de Espécies Florestais Nativas Pode Contribuir Com a Erosão do Conhecimento Ecológico Tradicional e Local de Agricultores Familiares. Acta bot. Bras. 24(1): 270-282. 2010. Disponível em: <http://www.botanica.org.br/acta/ojs/index.php/acta/article/view/971/298>.