Gênero: Buddleja

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Nomes popularesVerbasco, barbasco, calção-de-velha, calção-de-velho, carro-santo, cezarina, fuminho, tingui-da-praia, vassoura, verbasco-brasileiro, verbasco-do-brasilNome científicoBuddleja stachyoides Cham. Schltdl.BasionônioSinônimosBuddleja alata LarrãnagaBuddleja albotomentosa R. E. Fr.Buddleja australis Vell.Buddleja brasiliensis Jacq. Ex Spreng.Buddleja connata Mart.Buddleja neemda Link.Buddleja otophylla Hassk.Buddleja thapsoides Desf.FamíliaScrophulariaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbustos com 1-4 m de altura, ramos quadrangulares, levemente alados, densamente revestidos com pêlos alvos ou rufo-tomentosos. Folhas sésseis ou subsésseis; estípulas reduzidas a uma linha; lâminas ovadas ou lanceoladas, 7-25 cm de compr., 2-8,5 cm de larg., agudas até acuminadas no ápice, margens irregularmente serreadas até crenadas, auriculadas ou perfoliadas até atenuadas na base, pubescente na face inferior. Inflorescência 10-30 cm de compr., formada por glomérulos interruptos dispostos em espigas, glomérulos multiflores, com flores sésseis ou subsésseis em cimas curtas e congestas; pedúnculos 0,5-2 cm de compr.; brácteas linear-lanceoladas, tomentosas. Cálice cilíndrico, tomentoso externamente, tubo 2-4 mm de comprimento, lobos 1,5-3 mm de compr., acuminados; corola cilíndrica, tomentosa externamente, pêlos simples na metade superior internamente, tubo 6,5-7 mm de compr., lobos 1,5-2,5 mm de compr., suborbiculares; anteras cerca de 1 mm de compr.; ovário tomentoso, 2,5-4 mm de compr.; estilete glabro, 5-5,5 mm de compr.; estigma capitado, cerca de 0,5 mm de compr. Cápsula oblonga, tomentosa até glabrescente, 4-6,5 mm de compr. Sementes cerca de 1 mm de compr., com testa esponjosa na base (FERREIRA, 1988, p. 59).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHábitatOcorre com mais freqüência em matas ciliares, campos sujos, cultivados, orlas de matas, beira de córregos, de estradas, de brejos, lugares abertos, terrenos baldios, terrenos arenosos, campo seco, pastos, restinga e lugares rochosos. É encontrada no Cerrado, Pampa e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista e Densa, Floresta Estacional Semidecidual e em Formações Campestres.Distribuição geográficaOcorre das Guianas até a Argentina.No Brasil, é encontrada no Nordeste (Bahia, Alagoas), Centro-Oeste (Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SOUZA, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaTanto as folhas como as flores possuem propriedades emolientes, calmantes, anti-reumáticas, anti-hemorroidárias, hemostáticas, antiartríticas, antiofídicas, diaforética, depurativa, adstringente, diurética, expectorante, anti-histérica e sudorífera; sendo também empregadas contra afecções do peito e contusões. A planta tem princípios amargos e mucilaginosos. A planta é ictiocida, podendo também ser tóxica. Em animais é usada para a lavagem dos olhos e tratamento de pisaduras em eqüinos.FitoeconomiaInjúriaÉ uma planta daninha comum em terrenos férteis de quase todo o Brasil, infesta pastagens, beira de estradas e terrenos baldios.ComentáriosPlanta incluída na Farmacopéia Brasileira, primeira edição, (1926).BibliografiaCatálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.FERREIRA, H. D. Revisão Taxonômica das Espécies de Buddleja L. (Buddlejaceae) Que Ocorrem no Brasil. Tese de Mestrado. Universidade Federal de Goiás. 1988. 121p. il. Disponível em: <http://cutter.unicamp.br/document/?code=vtls000047767>.FONSECA, E. T. Indicador de Madeiras e Plantas Úteis do Brasil. Officinas Graphicas VILLAS-BOAS e C. Rio de Janeiro, 1922. 368 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/indicadordemadei00teix/indicadordemadei00teix.pdf>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.MENTZ, L. A.; LUTZEMBERGER, L. C.; SCHENKEL, E. P. Da Flora Medicinal do Rio Grande do Sul: Notas Sobre a Obra de D’ÁVILA (1910). Caderno de Farmácia, v. 13, n. 1, p.25-48, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/farmacia/cadfar/v13n1/pdf/CdF_v13_n1_p25_48_1997.pdf>.NOELLI, F. S. Múltiplos Usos de Espécies Vegetais Pela Farmacologia Guarani Através de Informações Históricas; Universidade Estadual de Feira de Santana; Diálogos, DHI/UEM, 02: 177-199, Bahia, 1998. Disponível em: <http://www.dhi.uem.br/publicacoesdhi/dialogos/volume01/Revista%20Dialogos/DI%C1LOGOS10.doc>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.PLANTAS MEDICINAIS; CD-ROM, versão 1.0; PROMED – Projeto de Plantas Medicinais; EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A.; Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior; Itajaí, Santa Catarina. 2001.SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.SOUZA, V.C. 2010. Scrophulariaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB014541).