Gênero: Casearia

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Nomes popularesLaranjinha, pau-de-espeto, vidroNome científicoCasearia gossypiosperma Briq.Voucher294 Schwirkowski (MBM392106)SinônimosFamíliaSalicaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoCaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatAmazônia, Cerrado, Mata AtlânticaDistribuição geográficaNorte (Acre, Amazonas, Pará, Rondônia), Nordeste (Bahia), Centro-oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaMarquete, R.; Torres, R.B.; Medeiros, E.S. Salicaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14369>. Acesso em: 28 Set. 2014
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Nomes popularesGuaçatonga, Apia-açonoçú, baga-de-pomba, bugre-branco, café-bravo, café-de-fraile, café-do-diabo, café-do-mato, cafezeiro-bravo, cafezeiro-do-mato, cafezinho-do-mato, caimbim, cambroé, canela, canela-de-veado, caroba, carvalhinho, carvalinho, chá-de-bugre, chá-de-frade, chá-de-são-gonçalinho, erva-de-bugre, erva-de-lagarto, erva-de-pontada, erva-de-guaçatunga-falsa, erva-lagarto, estralador, fruta-de-saíra, gaimbim, guaçatonga, guaçatunga, guiaçatunga-branca, guaçatunga-falsa, guaçatunga-preta, guaçutonga, guassatonga, língua-de-lagarto, língua-de-tiú, marmelada-vermelha, marmelinho-do-campo, pão-de-lagarto, paratudo, pau-de-bugre, pau-de-lagarto, petumba, pioia, pióia, pitumba-de-folha-miúda, pombeiro, quacitunga, são-gonçalinho, sapucainha, saritã, taguririba, teu, teyú, tiú, uassatonga, vaçatunga, varre-forro, vassitonga, vassatungaNome científicoCasearia sylvestris Sw.BasionônioSinônimosCasearia sylvestris Sw. var. sylvestrisCasearia sylvestris var. lingua (Camp) EichlerFamíliaSalicaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvore ou arvoreta 3–9(–18) m alt.; tronco com casca lisa a levemente fissurada a fissurada, acinzentada a marrom, camada corticosa fina a grossa; ramos inermes, delgados e patentes, puberulentos a glabrescentes, acinzentados, mais ou menos lenticelados; estípulas 1 mm compr., subovadas, puberulentas, caducas. Folhas persistentes; pecíolo 3–5 mm compr., subcilíndrico, levemente puberulento, delgado; lâmina 6–11 ×2–3,5 cm, cartáceas, concolor a levemente discolor, verde, lanceoladoovada, oblongo-lanceolada a lanceolada, glabra, ocasionalmente curto pubescente na face abaxial, principalmente sobre as nervuras primária e secundárias; ápice acuminado a falcado; base freqüentemente assimétrica, cuneada; bordos mucronado-serreados a serreados; pontos e traços translúcidos densos por toda lâmina, 5–6 pares de nervuras secundárias ascendentes, reticulado das veias e vênulas denso, mais proeminentes abaxialmente. Inflorescênciasfasciculadas, multifloras, sésseis, variáveis no indumento; brácteas 0,5 mm compr., diminutas, ovadas, pubescentes, pedicelos 2–4 mm compr., cilíndricos, delgados, articulados próximo ao meio ou abaixo, pubescentes a glabrescentes. Botões obovados a globosos, esparsamente tomentosos, sépalas 1,5 × 1–1,5 mm, unidas na base, largamente ovadas, esverdeadas a alvacentas, glabras a tomentosas ou ciliadas na margem; estames 10, filetes 1–1,5 mm compr., livres, pilosos na base e subglabro no ápice, anteras globosas, glândula apical crassa, glabra; lobos do disco 1 mm compr., clavados, alvacentos, densamente pilosos, unidos na base e intercalados com os filetes; ovário ovóide, glabro; estilete inteiro, delgado, subglabro; estigma trilobado, globoso. Fruto 4 × 4 mm, globoso, anguloso, negro, glabro, sementes 5, 2,5 × 1,5 mm, oblongas, testa escrobiculada, alaranjada, arilo franjado, carnoso, envolvendo parcialmente a semente, alaranjada a vermelha, endosperma crasso; embrião ca. 1,5 mm compr., reto, alvo; cotilédones crassos, alvos, arredondados. (MARQUETE, 2007, p. 25).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce em janeiro e de março a novembro, frutificando nestes períodos.DispersãoZoocóricaHábitatEspécie secundária inicial, heliófita, seletiva higrófita e esciófita, ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pampa, Pantanal e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Formações Campestres.Distribuição geográficaMéxico, América Central e América do Sul.No Brasil ocorre no Norte (Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia), Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (MARQUETE, 2010).EtimologiaO nome popular “erva-de-lagarto” deve-se ao fato de que os lagartos Teiú, quando picados por cobras, procuram esta planta, onde encontram o antídoto do veneno ofídico.PropriedadesFitoquímicaAs folhas contém diterpenos (casearia clerodeno I a VI e casearina A a R), óleo essencial (2,5%), que apresenta aroma agradável e com alto teor de terpenos e ácido capróico, além de saponinas, alcalóides, flavonóides, tanino, resina, antocianosídeo, b e D-elemeno, a-copaeno, b-cariofileno, a-humuleno, germacreno-D, biciclo-germacreno, D e d-cadineno e espatulenol. O óleo essencial apresenta coloração amarelo citrino, odor semelhante ao cedro e é amargo. Sua densidade é de 0,925. (PLANTAS MEDICINAIS, 2001).FitoterapiaNa medicina popular é recomendada como anti-inflamatória, amarga, vulnerária, cardiotônica, diurética, antiartrítica, hemostática, anestésica tópica, afrodisíaca, antipirética, eupéptica, antidiarréica, hipoglicemiante, hipotensora, antimicrobiana, calmante, diaforética, antiespasmódica, tônica, desintoxicante, cicatrizante, anti-reumática, depurativa, anti-séptica, anti-úlcera e anti-viral na herpes labial, e também no tratamento da sífilis, colesterol, alergias, úlceras estomacais, febre, inflamações, diarréias, dores no peito e no corpo, reumatismo, paralisia, inchaço das pernas, aftas, sapinho, dores de dentes, pneumonia, flores brancas, picada de insetos, prurido, verminoses, má circulação, gripes, afecções do fígado, da bexiga e dos rins, coceiras, hidropisia, sífilis e moléstias da pele como úlceras dérmicas, eczema e sarna. Há comprovações de que tanto o chá como o suco das folhas têm ação antiofídica. Popularmente as folhas são postas em garrafas com álcool ou aguardente, como remédio caseiro antiofídico. É comum também os criadores de gado utilizarem as folhas desta planta para a expulsão da placenta pós-parto nos animais. Utiliza-se também para dar banhos em cães com sarna. É uma das 71 plantas medicinais selecionadas pelo Ministério da Saúde como sendo de interesse ao SUS.FitoeconomiaComo os frutos servem de alimento para a avifauna, é importante para recomposição de matas nativas, e também na recuperação de matas ciliares. Possui propriedades ornamentais, sendo recomendada para plantio em passeios estreitos. A madeira é útil na marcenaria e carpintaria, podendo servir para construção civil, tornos, tacos, tábuas para assoalho, lenha e carvão.InjúriaComentáriosEspécie incluída na primeira Farmacopéia Brasileira, editada em 1926. Na língua Guarani é chamada de Yvira ‘i, avati, tymbavi e guaimi reye pe’a. 1 kg de sementes possui aproximadamente 84.000 unidades, de curta viabilidade.BibliografiaBOTREL, R. T. et al. Uso da Vegetação Nativa Pela População Local no Município de Ingaí, MG, Brasil. Acta bot. Bras. 20(1): 143-156. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abb/v20n1/14.pdf>.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.CERVI, A. C. et al. Espécies Vegetais de Um Remanescente de Floresta de Araucária (Curitiba, Brasil): Estudo preliminar I. Acta Biol. Par., Curitiba, 18(1, 2, 3, 4): 73-114. 1989. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/acta/article/view/789/631>.CREPALDI, M. O. S. 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