Gênero: Mitracarpus

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Nomes popularesPoaiaNome científicoMitracarpus brasiliensis M. L. Porto & WaechterVoucher876 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaRubiaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoErva ereta ou ascendente, 30–45 cm alt. Caules tetrágonos, alados, pubescentes nas margens. Bainha estipular ca. 2 mm compr., glabra ou com pubescência esparsa, com 7–9 setas, 1,5–2 mm. Folhas opostas, sem braquiblastos nas axilas, sésseis; lâminas 20–38 × 5–12 mm, estreito-elípticas, agudas no ápice, cuneadas ou atenuadas na base, herbáceas, pubérulas ou glabras na face superior, esparsamente pubérulas sobre a face inferior, ou com ambas superfícies glabras, pubérulas apenas ao longo das nervuras, margens ciliadas; nervuras secundárias 3–5 pares, com vascularização conspícua na face inferior. Ramos florais com 2–4 glomérulos axilares e terminais; glomérulos 7–13 mm diâm., densifloros, mais largos que compridos, os axilares subtendidos por 2 brácteas foliáceas, os terminais subtendidos por 4 brácteas em pares desiguais. Flores subsésseis, pedicelos ca. 0,6–1 mm compr. Hipanto obcônico, glabro. Cálice com pares de lobos fortemente desiguais, os maiores 2–2,5 mm compr., triangulares, carenados, pubescentes nas margens, os menores 0,5–1 mm compr., reduzidos a filamentos sub-hialinos, glabros. Corola 1,2–1,8 mm compr., hipocrateriforme; tubo 0,8–1,2 mm compr., glabro externamente, com ralo anel de tricomas na metade inferior interna; lobos 0,5–0,8 mm compr., ovado-triangulares, finamente papilosos externamente. Estames sésseis, inseridos na fauce da corola; anteras 0,4–0,6 × ca. 0,2 mm, subelípticas, subinclusas. Estilete 1,2–2 mm compr., filiforme. Cápsulas 1,6–2 × 1–1,6 mm, globosas, glabras; pedúnculo 1–1,2 mm compr. Sementes 0,6–1 × 0,6–0,8 mm, oblongóides, castanhas a castanho-claras; face dorsal sem depressões, exotesta fovéoloreticulada; face ventral com encaixe em forma de “X” (SOUZA, Revisão..., 2010, p. 7).CaracterísticaMitracarpus brasiliensis assemelha-se a M. hirtus, da qual se distingue pelo caule alado, pelos lobos menores do cálice filiformes, muito reduzidos, inconspícuos, pelo hipanto glabro e por ser uma planta menos pubescente nas folhas e nas flores. Os caules geralmente alados na base, a forma das folhas e a ausência de braquiblastos nas axilas foliares relacionam esta espécie a M. robustus. A análise dos caracteres da exotesta das sementes também ajuda a suportar esta afinidade, pois ambas as espécies compartilham o mesmo tipo de escultura. Entretanto, M. brasiliensis se diferencia de M. robustus por apresentar porte herbáceo de 30–45 cm altura (vs. subarbustivo com 70–200 cm altura em M. robustus), glomérulo terminal subtendido por 4 brácteas (vs. Glomérulo terminal subtendido por 2 brácteas), lobos menores do cálice filiformes (vs. lobos menores do cálice estreitamente triangulares) e tubo da corola menor do que os maiores lobos do cálice (vs. tubo da corola superando os maiores lobos do cálice) (SOUZA, Revisão..., 2010, p. 8).Floração / frutificaçãoVerão e outonoDispersãoAnemocóricaHabitatOcorre em campos degradados e beira de caminhos na Mata Atlântica e Pampa.Distribuição geográficaSudeste (Minas Gerais), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SOUZA, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.SOUZA, E. B.; CABRAL, E. L.; ZAPPI, D. C. Revisão de Mitracarpus (Rubiaceae – Spermacoceae) Para o Brasil. Rodriguésia 61(2): 319-352. 2010. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig61_2/13-093.pdf>.SOUZA, E.B. 2010. Mitracarpus in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB038965).
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Nomes popularesPoaia-da-praiaNome científicoMitracarpus hirtus (L.) DC.Voucher221 Schwirkowski (MBM392033)SinônimosBorreria remotifolia DC.Diodia villosa Moc. & Sessé ex DC.Mitracarpus diffusus (Willd. ex IRoem. & Schult.) Cham. & Schltdl.Mitracarpus hirtus var. remotiflorus K.Schum.Mitracarpus pilosus A.Rich.Mitracarpus scaber Zucc. ex Schult. & Schult.Mitracarpus senegalensis DC.Mitracarpus simplex RusbyMitracarpus torresianus Cham. & Schltdl.Mitracarpus verticillatus VatkeMitracarpus villosus (Sw.) DC.Mitracarpus villosus var. glabrior Oerst.Spermacoce cephalotes Willd. ex Roem. & Schult.Spermacoce declinata Pav. ex DC.Spermacoce gracilis Pohl ex DC.Spermacoce hirta Sw.Spermacoce villosa Sw.FamíliaRubiaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva 15–50(–70) cm. alt., ereta, ascendente ou decumbente. Caules cilíndricos, subtetrágonos a tetrágono-marginados, solitários ou com 1–7 ramificações laterais, às vezes apicalmente flexuosos, geralmente com manchas vináceo-púrpuras nos entrenós, híspido-vilosos nas margens, vilosos nas faces, ou densamente vilosos a glabrescentes. Bainha estipular 2–3 mm compr., glabra, com 5–9(–11) setas, 2–4 mm compr. Folhas opostas sem braquiblastos nas axilas, sésseis; lâminas (15–)20–30(–40) × (2)4–10(–12) mm, (estreito-)elípticas, agudo-mucronadas no ápice, atenuadas ou cuneadas na base, cartáceas, ciliadas na margem, denso-estrigosas, escabras a glabrescentes na face superior, denso-híspidas ao longo das nervuras, estrigosas a escabras até glabrescentes na face inferior; nervuras secundárias 3–4 pares. Ramos florais com (1–)2–3–(5) glomérulos terminais e axilares, 5–15 mm diâm., subtendidos por 2–4 brácteas foliáceas, patentes. Flores subsésseis, pedicelos ca. 0,5 mm compr. Hipanto obcônico, piloso na metade superior. Cálice com pares de lobos desiguais, os maiores 1,5–2 mm compr., lanceolados, ciliados nas margens e ao longo da nervura, os menores 1–1,2 mm compr., (estreito-) triangulares, ciliados. Corola (1,2–)2–3 mm compr., hipocrateriforme; tubo 1,4–2 mm compr., pubérulopapiloso ou esparsamente piloso na metade superior externa, com anel ralo de tricomas moniliformes na região mediana interna. Estames sésseis, inseridos na fauce da corola; anteras ca. 0,4–0,5 × 0,2–0,3 mm. subelípticas, subinclusas. Estilete 1,5–2,2 mm compr., filiforme; ramos estigmáticos ca. 0,3–0,5 mm compr. Cápsulas 2–2,3 × ca. 1 mm, turbinadas, pilosas na metade superior; pedúnculo 1−1,2 mm compr. Sementes 0,6–0,8 × 0,5–0,6 mm, oblongóides ou subelipsóides, face dorsal sem depressões, exotesta fovéolo-reticulada; face ventral com encaixe em forma de “X” (SOUZA, 2010, p.16).CaracterísticaMitracarpus hirtus é reconhecível por apresentar folhas opostas, elípticas ou estreito-elípticas, de margens ciliadas, corola com tubo menor do que os maiores lobos do cálice, cápsulas pilosas no ápice e sementes sem depressões dorsais. Apresenta muitas variações fenotípicas no porte, na forma e no tamanho das folhas e densidade e qualidade do indumento (SOUZA, 2010, p.16).Floração / frutificaçãoDispersãoHabitatPlanta heliófita até esciófita e não apresenta grandes preferências por condições físicas de solo. Habita margens de caminhos, capoeiras, orla de matas e áreas de cultivo e pastagens. Encontrada desde o nível do mar até 1500 m de altitude. Ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.Distribuição geográficaOcorre desde o sul dos Estados Unidos, América Central e Caribe até o norte da Argentina e Brasil.Norte (Pará, Tocantins), Nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia, Alagoas), Centro-Oeste (Mato Grosso, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SOUZA, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaPlanta daninha pouco freqüente. Ocorre no Brasil nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste. Infesta geralmente solos cultivados, pomares, pastagens e terrenos baldios.ComentáriosBibliografiaLORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.SOUZA, E.B. 2010. Mitracarpus in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB020777).SOUZA, E. B.; CABRAL, E. L.; ZAPPI, D. C. Revisão de Mitracarpus (Rubiaceae – Spermacoceae) Para o Brasil. Rodriguésia 61(2): 319-352. 2010. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig61_2/13-093.pdf>.