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Rubus brasiliensis - Amorinha

Nomes populares

Amorinha, amora-branca, amora-do-mato, amora-brava, amoreira-do-mato, sarça, silva-branca

Nomes populares

Amorinha, amora-branca, amora-do-mato, amora-brava, amora-verde, amora-da-silva, amora-do-brasil, amora-do-mato, amoreira-do-mato, sarça, silva-branca.

Nome científico

Rubus brasiliensis Mart.

Voucher

324 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Família

Rosaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Primocane observado no campo, constitui-se de 1-5 ramos primários, lenhosos, retos com 10mm de diâmetro, de seção transversal pentagonal, com pelos escabros e que atingem uma altura de 2-3mm. Depois de adultos esses ramos primários emitem ramificações de segunda ordem a partir das axilas das folhas dos ramos primários. Esses ramos secundários se apresentam arqueados e flexíveis e se apoiam em outras plantas circunvizinhas e são densamente velutino-tomentosos com pelos glandulares e armados de acúleos pungentes retos, ligeiramente curvos ou retrorsos com mais ou menos 2mm de comprimento e com pelos seríceos ou tomentosos. A distância, que varia de 2-5m, surgem, na mesma direção, novos grupos de ramos intercalados no mesmo rizoma. estípulas, duas, medindo 8-9mm de comprimento e 1-2mm de largura, herbácea, linear, densamente velutina com pelos glandulares. pecíolo e peciólulo com, respectivamente, 60-75mm e 25-40mm de comprimento e 1-2mm de espessura, velutino-tomentosos, com pelos glandulares e acúleos pungentes, ligeiramente curvos, com pelos seríceos na base. Folíolo central, com 65-100mm de comprimento e 45-80mm de largura, de subcoriáceo a coriáceo, cordato-ovado ou oval-oblongo com base cordiforme, ápice agudo, bordo mucronado-denteado, apresentando a face superior tomentosa e a face superior tomentosa e a face inferior tomentoso-velutina com nervuras salientes, providas de acúleos pungentes curvos e pelos glandulares. Folíolo lateral com 65-100mm de comprimento e 45-85mm de largura, subcoriáceo a coriáceo, cordato-ovado, oval-oblongo ou ovado, com base cordada, ápice agudo, bordo mucronado-denteado, com a face superior tomentosa e a inferior tomentoso-velutina. Bráctea foliar com 45-85mm de comprimento, pauciflora, com ramificações reduzidas. Bractéolas, em número de três, de 2-5mm de comprimento e 2-3mm de largura, alterno-espiraladas, lanceoladas com a face interna glabrescente e a face externa velutino-tomentosa. Pedicelo com 1-2mm de comprimento e 0,5-1mm de largura, velutino-tomentoso com pelos glandulares e acúleos retos. Lacínia do cálice oblonga ou ovado-oblonga, ápice agudo, internamente seríceo e externamente velutino-tomentoso, com pelos glandulares, persistentes e reflexa no fruto. Receptáculo floral carnoso com 0,2mm de comprimento e 0,1mm de largura. Pétala com 3-4mm de comprimento e 2-3mm de largura, arredondada, mais ou menos unguiculada, fimbriada ou crenada no bordo. Filete com 0,2-0,3mm de comprimento e 0,01mm de largura, antera com 0,1-0,2mm de comprimento e 0,1mm de largura. Ovário com 0,05mm de comprimento e 0,1mm de largura. Estilete com 0,1mm de comprimento e papilas estigmáticas lobadas, persistente no fruto. Fruto sucoso, globoso, com 4-5mm de comprimento e 0,2-0,4mm de largura, com endocarpo de superfície foveolada. Embrião plano-convexo com 0,2mm de comprimento e 0,1mm de largura. (FUKS, 1984).

Característica

Floração / frutificação

Dispersão

Zoocórica

Habitat

Forma maciços densos e intrincados nos lugares de culturas abandonadas e em campos sujos. Ocorre na Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista.

Distribuição geográfica

Nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (BIANCHINI, 2010).

Etimologia

O epíteto brasiliensis refere-se à sua ocorrência predominantemente no Brasil. (FUKS, 1984).

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Na medicina indígena é utilizada como diurética (folha, raiz) e como laxante.

Fitoeconomia

Os frutos são comestíveis, tendo pouca acidez se comparados com outras espécies de amoras.

Injúria

Comentários

Bibliografia

BIANCHINI, R.S. 2010. Rosaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB020679).

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

FUKS, R. Rubus L. (Rosaceae) do Estado do Rio de Janeiro. Rodriguésia, Rio de Janeiro, 36(61):3-32, out./dez. 1984. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/Rodrig36-n61-1984/Rodrig36_61n.html>.

KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.

MAGGIONI, C.; LAROCCA, J. Levantamento Florístico de um Fragmento de Floresta Ombrófila Mista em Farroupilha/RS. X Salão de Iniciação Científica. PUCRS. 2009. 13p. Disponível em: <http://www.pucrs.br/edipucrs/XSalaoIC/Ciencias_Biologicas/Botanica/70149-CLAUDIA_MAGGIONI.pdf>.

NOELLI, F. S. Múltiplos Usos de Espécies Vegetais Pela Farmacologia Guarani Através de Informações Históricas; Universidade Estadual de Feira de Santana; Diálogos, DHI/UEM, 02: 177-199, Bahia, 1998. Disponível em: <http://www.dhi.uem.br/publicacoesdhi/dialogos/volume01/Revista%20Dialogos/DI%C1LOGOS10.doc>.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.

 

 













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