Hovenia dulcis - Uva-do-japão

Nomes populares

Uva-do-japão, mata-fome, passa-japonesa, pau-doce, uva-japão, uva-japonesa

Nome científico

Hovenia dulcis Thunb.

Voucher

913 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Família

Rhamnaceae

Tipo

Subespontânea, não endêmica do Brasil.

Descrição

atingindo até 25 m de altura, com copa globosa e ampla. A casca é lisa a levemente fissurada, pardo-escura a cinza-escura. As folhas são simples, alternas, curto-pecioladas, ovadas, acuminadas, glabras na parte superior e ligeiramente pubescentes na parte inferior. As flores são hermafroditas, pequenas, branco-esverdeadas a creme e numerosas. Os frutos são pequenos, na forma de cápsula globosa seca com duas a quatro sementes, preso a um pedúnculo carnoso cor de canela com sabor doce e agradável. As sementes são alaranjadas ou avermelhadas quando recém colhidas, passando para marrom a preta com o tempo, sendo aproximadamente circulares.

Característica

Floração / frutificação

Agosto e fevereiro e frutifica de março a outubro.

Polinização

Melitofilia

Dispersão

Zoocórica

Habitat

Desenvolve-se tanto no interior como em bordas de florestas na Mata Atlântica

Distribuição geográfica

É originária do Himalaia, China e Japão.

Sudeste (São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (LIMA, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Possui propriedades medicinais, sendo utilizada na medicina caseira contra dores de dente.

Fitoeconomia

Os frutos extremamente doces são comestíveis. A madeira, ainda pouco explorada, é de excelente qualidade, podendo ser utilizada na construção civil, marcenaria, vigas, caibros, tábuas, assoalho, moirões, sendo usada na fabricação de móveis e laminados, além de servir como fonte de celulose para a indústria de papel, possui características físico-mecânicas similares às do louro-pardo (Cordia trichotoma (Vell.) Steud.).

Injúria

Espécie exótica e considerada invasora, pois possui dispersão e crescimento espontâneo e agressivo, devido à frutificação abundante e consumo dos frutos por pessoas e animais. Ocorre com grande intensidade na Floresta Ombrófila Mista.

Comentários

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

LIMA, R.B. 2010. Rhamnaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB121629).

LINDENMAIER, D. S. Etnobotânica em Comunidades Indígenas Guaranis no Rio Grande do Sul. Universidade de Santa Cruz do Sul. Rio Grande do Sul, 2008. 44p. Disponível em: <http://www.scribd.com/doc/19857491/MONOGRAFIADiogo-Lindenmaier>.

MAGGIONI, C.; LAROCCA, J. Levantamento Florístico de um Fragmento de Floresta Ombrófila Mista em Farroupilha/RS. X Salão de Iniciação Científica. PUCRS. 2009. 13p. Disponível em: <http://www.pucrs.br/edipucrs/XSalaoIC/Ciencias_Biologicas/Botanica/70149-CLAUDIA_MAGGIONI.pdf>.

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SCHUMACHER, M. V. et al. Biomassa e Nutrientes em um Povoamento de Hovenis dulcis Thunb., Plantado na FEPAGRO Florestas, Santa Maria, RS. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 18, n. 1, p. 27-37, jan.-mar., 2008. Disponível em: <http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/534/53418103.pdf>.

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