Gênero: Adiantum

Carousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel image
Nomes popularesAvenca, avenca-brasileira, avenca-de-folha-miúda, avenca-delta, avencão-capiláriaNome científicoAdiantum raddianum C. Presl.Voucher565 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaPteridaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoPlantas terrícolas ou rupícolas. Caule curto-reptante, compacto, com escamas linear-lanceoladas, basifixas, margem inteira, ápice acuminado, castanhas. Frondes monomorfas; pecíolo sulcado, glabro, com escamas iguais às do pecíolo na base, negro; lâmina deltóide ou oval, 3-4-pinada, raque sulcada; pinas ovais, pecioluladas, alternas; pínulas ovais a elípticas, ápice não pinatífido, pecioluladas, alternas; últimos segmentos cuneiformes, base simétrica, cuneada, margens inteiras, ápice com lobos arredondados de margem serreada; superfícies adaxial e abaxial glabras; nervuras livres, bifurcadas, ápice delgado geralmente terminando no sinus. Soros arredondados, marginais, no ápice dos segmentos, pseudo-indúsio reniforme (SAKAGAMI, 2006, p. 31).CaracterísticaAdiantum raddianum assemelha-se a Adiantum pseudotinctum pelas seguintes características: caule não estolonífero, segmentos peciolados, com nervação flabeliforme, assimetricamente incisos e com lobos arredondados; pecíolos lustrosos avermelhados; lâminas 3-4-pinadas; e indúsio cordiforme. Porém, A. raddianum apresenta o curto a longo-reptante, sempre com os pecíolos próximos (menos de 0,5 cm distantes entre si) e restos peciolares persistentes. Em oposição, A. pseudotinctum apresenta o caule longo-reptante, com os pecíolos esparsos (mais de 2 cm distantes entre si) e ausência de restos de peciolares. Outras espécies próximas de A. raddianum são Adiantum poiretii Wikstr., da qual difere pelos segmentos comumente com a base arredondada e caule estolonífero, e Adiantum lorentzii Hieron., a qual difere pelos últimos segmentos profundamente incisos, formando lobos lineares.Floração / frutificaçãoDispersãoHabitatÉ encontrada como terrícola e rupícola no interior da floresta, borda e interior das matas alteradas, ambientes ruderais e até mesmo nos Campos. Geralmente habita micro habitats bem úmidos, como barrancos ou rochas próximas a riachos na Mata Atlântica.Distribuição geográficaOcorre nas Antilhas, Trinidad, Sul do México, Mesoamérica, Colômbia, Venezuela, Argentina, Uruguai, Equador, Peru e Bolívia. No Brasil, ocorre no Nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (PRADO, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaA parte aérea é muito utilizada na medicina popular, sendo recomendada nos casos de câncer, catarro, asma, problemas do coração, gripe, rouquidão, bronquite, pontada e tosse, e também como sudorífera, antitussígena emenagoga, emoliente, tônica e contra aumento da temperatura corporal devida a menopausa. É normalmente confundida com Adiantum capillus veneris, herdando desta as propriedades medicinais na medicina popular.FitoeconomiaÉ também utilizada como ornamental em vasos, canteiros e jardineiras.InjúriaComentáriosPode ser propagada através dos esporos ou divisão de touceiras no final do inverno.BibliografiaPRADO, J. 2010. Pteridaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB091850).SAKAGAMI, C. R. Pteridófitas do Parque Ecológico da Klabin, Telêmaco Borba, Paraná, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2006. 212p. il. Disponível em: < http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/15461/1/Dissertacao_Cinthia.pdf>.SANTOS, M. G. Aspectos Florísticos e Econômicos das Pteridófitas de um Afloramento Rochoso do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Acta Bot. Bras. 20(1): 115-124. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abb/v20n1/11.pdf>.SCHWARTSBURD, P. B. Pteridófitas do Parque Estadual de Vila Velha, Paraná, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2006. 170p. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/hoehnea/volume34/Hoehnea34(2)artigo05.pdf>.VENDRUSCOLO, G. S.; SIMÕES, C. M. O.; MENTZ, L. A. Etnobotânica no Rio Grande do Sul: Análise Comparativa Entre o Conhecimento Original e Atual Sobre as Plantas Medicinais Nativas. Pesquisas, Botânica nº 56: 285-322, São Leopoldo: In: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2005. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica56/botanica56.htm>.
Carousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel image
Nomes popularesAvencãoNome científicoAdiantum subcordatum Sw.BasionônioSinônimosFamíliaPteridaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoCaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHábitatMata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional Semidecidual.Distribuição geográficaNordeste (Bahia), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) (PRADO, 2010).Sul (Santa Catarina)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaEspécie eventualmente utilizada como ornamental.InjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.PRADO, J. 2010. Pteridaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB091857).