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Pecluma pectinatiformis - Samambaia-doce

Nomes populares

Samambaia-doce

Nome científico

Pecluma pectinatiformis (Lindm.) M. G. Price.

Voucher

176 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Polypodium pectinatifome Lindm.

Família

Polypodiaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Plantas epífitas ou rupícolas. Rizoma 4-9 mm diâm., curto reptante, com escamas lineares a lanceoladas, atrocastanhas, inconspicuamente comosas, sem ápice filiforme. Frondes 22-55 cm compr. Pecíolo 4-22 cm compr., 1-2 mm diâm., atrocastanho, na base com escamas iguais às do rizoma, distalmente piloso, com longos tricomas catenados e aciculares. Lâmina 18-38cm x 3-6 cm, cartácea, estreito-ovada a linear, ápice gradualmente reduzido, confluente e pinatífido, base gradualmente reduzida a segmentos menores e fortemente reflexos. Raque com tricomas aciculares e catenados. Segmentos 1,5-3 cm x 0,2-0,3 cm, perpendiculares à raque, lineares, ápice agudo a obtuso, base com o lado acroscópico mais expandido na raque, margem inteira, os proximais fortemente reflexos. Costa decurrente na raque, pilosa, com tricomas aciculares e catenados. Superfície laminar abaxial com tricomas aciculares e catenados densos e uniformemente distribuídos, tricomas aciculares (> 0,5 mm compr.) e na margem dos segmentos somente tricomas catenados. Nervuras livres, 1-furcadas, pilosas, com tricomas semelhantes aos da superfície laminar. Soros medianos a supramedianos; paráfises iguais ou maiores que os esporângios; esporângios não ciliados (ROLIM, 2008, p. 95).

Característica

Espécie semelhante à Pecluma robusta (Fée) M. Kessler, mas difere pelos tricomas aciculares da superfície laminar abaxial maiores que 0,5 mm compr., pelas escamas do rizoma inconspicuamente comosas e pela costa decurrente na raque. Distingue-se de Pecluma paradiseae (Langsd. & Fisch.) M. G. Price por esta ser consideravelmente maior (frondes em torno de 70 cm compr.), com segmentos basais gradualmente reduzidos, pelos segmentos falcados fortemente crenados e pelos soros marginais (Evans 1969). P. pectinatiformis apresenta frondes com menos de 65 cm compr., segmentos basais reflexos, reduzidos ou auriculiformes, segmentos com margem inteira a crenulada e soros supramedianos.

Floração / frutificação

Dispersão

Habitat

Planta epífita ou rupícola de ambientes sombreados e úmidos na Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa, Mista e Floresta Estacional Semidecidual.

Distribuição geográfica

Ocorre na Argentina, Paraguai e Brasil.

Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (LABIACK, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

A análise cromatográfica dos extratos etanólicos desta espécie indicam a presença de substâncias como flavonóides e saponinas, sendo que os extratos também possuem forte ação bactericida e contém um tipo de sacarose, o que não justifica o seu uso no combate à diabetes.

Fitoterapia

Na medicina popular era utilizada no tratamento da diabetes, estudos, no entanto, demonstram que os extratos desta espécie possuem um tipo de sacarose, o que não justifica o seu uso no combate à diabetes.

Fitoeconomia

As partes aéreas desta espécie eram e ainda são utilizadas em algumas regiões como adoçante e como remédio caseiro para tratar diabetes. Os folíolos também são mascados ou misturados à erva-mate, no preparo do Chimarrão. Tanto os rizomas quanto as folhas ou frondes (pinas) possuem sabor fortemente adocicado, levemente amargo. KINUPP (2007) relata que este sabor é similar ao dos adoçantes comerciais e perdura até mesmo no material desidratado da espécie.

Injúria

Comentários

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.

KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.

LABIACK, P.H., Hirai, R.Y. 2010. Polypodiaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB091707).

MYNSSEN, C. M.; WINDISCH, P. G. Pteridófitas da Reserva Rio das Pedras, Mangaratiba, RJ, Brasil. Rodriguésia 55 (85): 125-156. 2004. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/Rodrig55_85/MYNSSEN.PDF>.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

ROLIM, L. B.; SALINO, A. Polypodiaceae Bercht & J. Presl (Polypodiopsida) no Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil. Lundiana 9(2): 83-106, 2008. Disponível em: <http://www.icb.ufmg.br/bot/pteridofitas/Publicacoes/ROLIMPteriItacolomi.pdf>.

SAKAGAMI, C. R. Pteridófitas do Parque Ecológico da Klabin, Telêmaco Borba, Paraná, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2006. 212p. il. Disponível em: <http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/15461/1/Dissertacao_Cinthia.pdf>.

SCHWARTSBURD, P. B. Pteridófitas do Parque Estadual de Vila Velha, Paraná, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2006. 170p. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/hoehnea/volume34/Hoehnea34(2)artigo05.pdf>.

 

 













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