Andropogon bicornis - Capim-rabo-de-burro

Nomes populares

Capim-rabo-de-burro, capim-andaime, capim-de-bezerro, capim-peba, capim-rabo-de-boi, capim-rabo-de-cavalo, capim-rabo-de-raposa, capim-vassoura, cola-de-sorro-grande, rabo-de-burro, rabo-de-raposa

Nome científico

Andropogon bicornis L.

Basionônio

Sinônimos

Anatherum bicorne (L.) P Beauv.

Saccharum bicorne (L.) Griseb.

Sorghum bicorne (L.) Kuntze

Família

Poaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Planta ereta, cespitosa e rizomatosa, com 1-2 m de altura. Colmos numerosos, junto com os pedúnculos das inflorescências formam um aglomerado muito denso. Folhas endurecidas e glabras; lâminas eretas, pilosas na base e escabrosas nos bordos, com 2-5 mm de largura. Inflorescências corimbosas. Espigueta séssil, com 3 mm de comprimento, glabra, sem arista. Espigueta pedicelada rudimentar, em torno de 2 mm de comprimento (CITADINI-ZANETTE, 1992, p.24).

Característica

Muitas vezes é confundida com Schizachyrium microstachyum (Desv. ex Ham.) Roseng., pela panícula ramosa, corimbiforme. No entanto, diferencia-se desta principalmente por apresentar dois ramos floríferos por espatéola e espiguetas múticas, enquanto S. microstachyum apresenta apenas um ramo por espatéola e espiguetas sésseis conspicuamente aristadas. Além disso, Andropogon bicornis geralmente apresenta maior porte.

Floração / frutificação

Floresce de dezembro até abril, permanecendo com frutos até julho.

Dispersão

Anemocórica.

Hábitat

Espécie heliófita, ruderal, e indiferente quando às condições físicas do solo. Representa uma das espécies herbáceas mais importantes no início do desenvolvimento da vegetação secundária, desaparecendo nos estágios da capoeira e capoeirão (CITADINI-ZANETTE, 1992, p.25).

Ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal (ZANIN, 2010). Ocorre nas Formações Campestres e Afloramentos Rochosos.

Distribuição geográfica

Nativa das Américas, ocorre do México até a Argentina.

No Brasil, ocorre no Norte (Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia), Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe), Centro-Oeste(Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (ZANIN, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Na medicina caseira, toda a planta é utilizada como diurética, colagoga, emoliente, enérgica, dissolvente e sudorífica. Também é empregada nas febres biliosas no beribéri e como desobstruente nas afecções hepáticas.

Fitoeconomia

Pode servir como fonte de celulose para o fabrico de papel. Esta espécie contribui significativamente para elevar a quantidade de fitomassa na área onde é encontrada.

Injúria

É considerada planta daninha, infestando principalmente pastagens, beira de estradas e terrenos baldios.

Comentários

Propaga-se através de sementes e através de rizomas.

Bibliografia

Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil; Florianópolis; Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.

FONSECA, E. T. Indicador de Madeiras e Plantas Úteis do Brasil. Officinas Graphicas VILLAS-BOAS e C. Rio de Janeiro, 1922. 368 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/indicadordemadei00teix/indicadordemadei00teix.pdf>.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.

NETO, R. M. R.; GAMA, J. R. V. Biomassa Acima do Solo de Espécies Herbáceas e Subarbustivas com Potencial Medicinal em um Vegetação Secundária. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 13, n. 1, p. 1-24. 2002. Disponível em: <http://www.ufsm.br/cienciaflorestal/artigos/v13n1/A3V13N1.pdf>.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

ZANIN, A. 2010. Andropogon in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012957).

ZANIN, A.; LONGHI-WAGNER, H. M. Sinopse do Gênero Andropogon L. (Poaceae – Andropogoneae) no Brasil. Revista Brasil. Bot., v.29, n.2, p. 289-299, abr.-jun. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-84042006000200010&script=sci_arttext>.