Plantago tomentosa - Tanchagem

Nomes populares

Tanchagem, tansagem, transagem

Nome científico

Plantago tomentosa Lam.

Basionônio

Sinônimos

Plantago hypoalasia Pilg.

Plantago paralias Decne.

Família

Plantaginaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Planta perene, herbácea, acaule, ereta, densamente pubescente, com inflorescências espiciformes eretas e marrons, de 20-40 cm de altura (LORENZI, 2008, p. 465).

Característica

Floração / frutificação

Normalmente é encontrada nas estações mais amenas do ano, como primavera e verão.

Dispersão

Zoocórica.

Hábitat

É nativa da América do Sul. No Brasil ocorre na Mata Atlântica, na Floresta Estacional Decidual e Floresta Ombrófila Mista.

Distribuição geográfica

Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SOUZA, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Na medicina Guarani é utilizada como diurética, adstringente e para gargarejos em afecções da garganta. Na medicina popular, é usada como adstringente, emoliente, antibiótico e antiinflamatório. Outros usos são como vulnerário nas oftalmias, enfermidades sifilíticas, no combate a corrimentos, ferimentos, machucaduras, para limpar o sangue, varizes, gengivite, estomatite, faringite, amigdalite, gripe, infecções urinárias, infecções em geral e afecções dos pulmões. As folhas amassadas são um excelente remédio contra a alergia causada na pele pelas picadas de mosquitos, pois alivia imediatamente a coceira e a dor, o sumo das folhas esmagadas também alivia a dor de dentes temporariamente e é um bom remédio contra queimaduras. As sementes em infusão também atuam como laxante suave. As folhas podem ser consumidas como hortaliça em saladas ,sopas, bolinhos, refogados e molhos.

Fitoeconomia

Injúria

Planta daninha ocorrente em terrenos baldios, gramados, cafezais, jardins, pomares e beira de estradas.

Comentários

Na língua Guarani é chamada de Ka’ajuky.

Bibliografia

Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

KOCH, V. Estudo Etnobotânico das Plantas Medicinais na Cultura Ítalo-brasileira no Rio Grande do Sul – Um Modelo Para o Cultivo Comercial na Agricultura Familiar. Tese de mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2000. 152p. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/1814>.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.

NOELLI, F. S. Múltiplos Usos de Espécies Vegetais Pela Farmacologia Guarani Através de Informações Históricas; Universidade Estadual de Feira de Santana; Diálogos, DHI/UEM, 02: 177-199, Bahia, 1998. Disponível em: <http://www.dhi.uem.br/publicacoesdhi/dialogos/volume01/Revista%20Dialogos/DI%C1LOGOS10.doc>.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

SOUZA, V.C. 2010. Plantaginaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012918).

VENDRUSCOLO, G. S.; SIMÕES, C. M. O.; MENTZ, L. A. Etnobotânica no Rio Grande do Sul: Análise Comparativa Entre o Conhecimento Original e Atual Sobre as Plantas Medicinais Nativas. Pesquisas, Botânica nº 56: 285-322, São Leopoldo: In: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2005. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica56/botanica56.htm>.