Gênero: Piper

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Nomes popularesNome científicoPiper amplum KunthBasionônioSinônimosFamíliaPiperaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoCaracterísticaFloração / frutificaçãoEncontrada em frutificação em dezembro.DispersãoHábitatAmazônia, Caatinga, Cerrado e Mata AtlânticaDistribuição geográficaNordeste (Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (GUIMARÃES, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosMeus agradecimentos a Daniel Ruschel, pela correta identificação desta espécie.BibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.GUIMARÃES, E.F., Carvalho-Silva, M., Monteiro, D., Medeiros, E. 2010. Piperaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012745).
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Nomes popularesNome científicoPiper arboreum Aubl.Voucher623 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaPiperaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto 1−4 m alt.; ramos 4−8 mm diâm., cilíndrico-sulcados. Folhas com pecíolo 2−4 cm compr., estriado; bainha percorrendo toda extensão do pecíolo, canaliculado-alada; lâmina 16−27 × 6−10 cm, membranácea, papirácea, oblongo-elíptica, ovada, oblongo-lanceolada, ápice agudo-acuminado, base inequilátero-aguda, profundo-cordado-auriculada ou com um dos lados agudo, 1− 2,5 cm mais curto em relação ao pecíolo, glabra em ambas as faces; nervuras secundárias dispostas até o ápice. Espiga 7−12 × 0,3−0,5 cm, ereta; pedúnculo 0,5−2 cm compr.; bractéola triangular-peltado-franjada; estames 4; ovário com estilete curto ou séssil, estigmas 3, persistentes, filiformes. Fruto 0,8−1 mm compr., oblongo, glabro, lateralmente achatado, estigmas persistentes. (GUIMARÃES, 2006).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatAmazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica.Distribuição geográficaNorte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe), Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). (GUIMARÃES, 2014.EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaGuimarães, E.F.; Carvalho-Silva, M.; Monteiro, D.; Medeiros, E.S.; Queiroz, G.A. Piperaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB12748>. Acesso em: 16 Nov. 2014.GUIMARÃES, E. F.; MONTEIRO, D. Piperaceae na Reserva Biológica de Poço das Antas, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia 57 (3): 567-587. 2006. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig57_3/12Piperaceae.pdf>.
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Nomes popularesPaguarandy, jaborandiNome científicoPiper caldense C. DC.Voucher273 Schwirkowski (MBM392085)SinônimosFamíliaPiperaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto com até 3 m de altura, glabro, com ramos estriados. Lâmina foliar discolor, membranácea, castanho-glandulosa na face adaxial, translúcida, lanceolada, elíptica. Espiga floral esverdeado-alvacenta, ereta, sutilmente curva, reflexa na maturidade; bractéola triangular-peltada, franjada; estames 4; ovário com estilete longo, estigmas 3, filiformes. Fruto 2,5-3 mm de comprimento, estiloso, globoso, às vezes anguloso, glabro, agudo no ápice, estigmas persistentes.CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoZoocóricaHabitatCaatinga, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa.Distribuição geográficaNordeste (Pernambuco, Bahia, Alagoas), Centro-Oeste (Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosMeus agradecimentos a Daniel Ruschel, pela correta identificação desta espécie.BibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.GUYIMARÃES, E.F., Carvalho-Silva, M., Monteiro, D., Medeiros, E. 2010. Piperaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012756).GUIMARÃES, E. F.; MONTEIRO, D. Piperaceae na Reserva Biológica de Poço das Antas, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia 57 (3): 567-587. 2006. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig57_3/12Piperaceae.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.
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Nomes popularesNome científicoPiper cernuum Vell.BasionônioSinônimosFamíliaPiperaceaeTipoNativaDescriçãoCaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHábitatDistribuição geográficaEtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografia
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Nomes popularesPariparoba, jaguarandi, jaguarandyNome científicoPiper crassinervium KunthBasionônioSinônimosPiper ovantherum C.DC.FamíliaPiperaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto 2-5 m alt. Ramos glabros. Folha com profilo em forma de capuz, caduco; lâmina 10,5-18,5 × 3-9 cm, ovada, ovado elíptica a lanceolada, ápice longamente acuminado, base subassimétrica, obtusa, ocasionalmente cuneada, margem inteira, não escabrosa; face adaxial glabra ou pubescente, abaxial glabra a pubescente, mais na base das nervuras maiores; nervação camptódroma, 4 nervuras secundárias de cada lado da nervura principal, saindo em ângulo agudo na metade inferior da lâmina, proeminentes em ambas as faces, mais na abaxial, nervuras menores com anastomoses nas proximidades da margem; pecíolo 0,5-2,5 cm, glabro a glabrescente, canaliculado, levemente alado até cerca da metade de seu comprimento, evidente nas folhas jovens. Espigas isoladas, levemente curva, 4-7,5 cm, apiculada, retilínea na frutificação; pedúnculo 0,2-0,5 cm, pubescente; bráctea triangular, arredondada, subpeltada, franjada no bordo; estames 4, filete ca. 1 mm, ovário 8 mm, ovado, estilete ca. 6 mm , estigmas quase do mesmo comprimento do estilete. Drupa ovóide, glabra. (BARDELLI, 2008, p. 3).CaracterísticaPossui folhas de base simétrica ou quase, nervuras secundárias conspícuas que partem em ângulo agudo na metade inferior da nervura mediana, espiga apiculada, e pelo ovário, com estilete.Floração / frutificaçãoOutono e inverno, mas pode ser encontrada florescendo e frutificando em outras estações do ano.DispersãoZoocóricaHábitatAmazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Formações Campestres.Distribuição geográficaColômbia, Equador, Peru e Brasil.Norte (Pará, Amazonas, Acre), Nordeste (Ceará, Bahia), Centro-Oeste (Goiás), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina) (GUIMARÃES, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaPossui óleo essencial.FitoterapiaFitoeconomiaOs frutos são uma importante fonte de alimento para os morcegos. Como é um arbusto com até 6 m de altura, folhas verde-escuras e brilhantes, pode ser utilizado como planta ornamental.InjúriaComentáriosBibliografiaALBIERO, A. L. M. et al. Morfoanatomia dos Órgãos Vegetativos de Piper crassinervium H.B. & K. (Piperaceae). Acta Bot. Bras. 19(2): 305-312. 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abb/v19n2/26225.pdf>.BARDELLI, K. C.; KIRIAZWA, M.; SOUZA, A. V. G. O Gênero Piper L. (Piperaceae) da Mata Atlântica da Microbacia do Sítio Cabuçu-Proguaru, Guarulhos, SP, Brasil. Hoehnea 35(4): 553-561,22 fig. 2008. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/HOEHNEA/Hoehnea35(4)artigo07.pdf>.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.CHAVES, E. Composição Florística e Descrição Morfológica das Espécies Herbáceo-arbustivas de Uma Mata de Galeria em Alto Paraíso, Goiás, Brasil. Universidade de Brasília, Departamento de Botânica. Brasília, DF, 2006. 126p. il. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=119541>.GUIMARÃES, E.F., Carvalho-Silva, M., Monteiro, D., Medeiros, E. 2010. Piperaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012765).GUIMARÃES, E. F.; MONTEIRO, D. Piperaceae na Reserva Biológica de Poço das Antas, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia 57 (3): 567-587. 2006. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig57_3/12Piperaceae.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.
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Nomes popularesNome científicoPiper dilatatum Rich.Voucher135 Schwirkowski (MBM391945)SinônimosFamíliaPiperaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto ca. 2,5 m alt., umbrófilo; ramos esparsamente escabros a glabrescentes, tricomas 0,3–-1 mm compr. Folhas com pecíolo 1–1,3 cm compr., canaliculado e com bainha basal, densamente escabro; prófilo não visto; lâmina 13–19,5 × 8,5–12 cm, rômbico-elíptica, base assimétrica, arredondado-cordada, um lado ca. 3 mm mais curto em relação ao outro, ápice acuminado, discolor, membranácea, translúcida, castanho-glandulosa na face abaxial, moderadamente escabra na face adaxial, adpresso-vilosa ao longo das nervuras da face abaxial, áspera ao toque, não revoluta na margem, camptódroma, com 6 ou 7 nervuras secundárias de cada lado, dispostas até a porção mediana, não atingindo o ápice. Espigas ca. 9 × 0,2 cm, opostas às folhas, solitárias, eretas ou curvas, apiculadas; pedúnculo 1–2 cm, moderadamente escabro a glabrescente; raque glabra; bractéola arredondada a triangular-peltada, fimbriada; estames 4; ovário com estilete curto, ca. 0,3 mm compr., ou ausente. Fruto ca. 0,7 mm, oblongo a obpiramidal-trigonal, papiloso, depresso no ápice; estigmas 3, filiformes. (MONTEIRO, 2009).CaracterísticaFloração / frutificaçãoEncontrada em frutificação em novembro.DispersãoHabitatAmazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.Distribuição geográficaNorte (Amapá, Pará, Amazonas, Acre), Nordeste (Maranhão, Ceará, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina) (GUIMARÃES, 2010)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosMeus agradecimentos a Daniel Ruschel, pela correta identificação desta espécie.BibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.GUIMARÃES, E.F., Carvalho-Silva, M., Monteiro, D., Medeiros, E. 2010. Piperaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012770).MONTEIRO, D.; GUIMARÃES, E. F. Flora do Parque Nacional do Itatiana - Brasil: Manekia e Piper (Piperaceae). Rodriguésia 60 (4): 999-1024. 2009.
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Nomes popularesPariparova, jaborandi, murta, paripaioba, pariparoba, pimenteira-do-matoNome científicoPiper gaudichaudianum Kunth.Voucher381 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaPiperaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto, 2,5–3 m de altura. Caule com ramos pilosos, tricomas adpressos, estrigosos; profilos 2-8 mm compr., hirtos, lanceolados, margem coriácea, lanceolado, ápice agudo, caducos. Folhas com pecíolo 4-8 mm compr., tricomas curtos, adpressos; bainha basal 1-1,2 mm compr., glandulosa internamente; lâmina 10,5-16 x 3,1–5,1 cm, obovado-lanceolada, lanceolada, raro ovado-elíptica, membranácea, hirto-escabra em ambas as faces, discolor com glândulas translúcidas, base assimétrica, não profundo lobada, aguda, um lado diferindo do outro 4–6 mm, ápice agudo, acuminado, margem plana; padrão de nervação camptódromo-acródromo, com tendência camptódromo na base e acródromo no ápice, nervura primária castanha, proeminente na face abaxial, tricomas adpressos, canaliculada na face abaxial, nervuras secundárias 4-6 pares, alternas, ascendentes em relação a primária, dispostas até a porção mediana da lâmina, proeminentes, tricomas adpressos na face adaxial; presença de nervuras intersecundárias, nervuras terciárias axiais e laterais. Espiga 5,3–7 x 0,3–0,35 cm, alvo-esverdeada, curvada; com flores aglomeradas; pedúnculo 0,8–1 cm compr., pubescente; raque glabra, estriada; bractéola 2–3 mm compr., peltada, suborbicular, fimbriada com tricomas mais longos na margem inferior e curtos na superior; pedicelo esparso piloso, estames 4; ovário 0,5 x 0,4 mm, glabro, estigmas 3, filiformes, agudos, sésseis. Drupa 1-4 x 1-3 mm, oblongo-ovóide, achatada lateralmente, verde quando jovem, negro quando maduro, glandulosa, ápice côncavo-arredondado glabro a papiloso, estigmas persistentes (MEDEIROS, 2006, p. 96).CaracterísticaCaracterizada pelo pedúnculo relativamente longo, delgado, inflorescência curvada, lâmina geralmente com pilosidade adpressa nas nervuras da face abaxial.Floração / frutificaçãoFloresce o ano todo, frutificando em janeiro, março, agosto e de outubro a dezembro.DispersãoZoocóricaHabitatEncontrada em clareiras e bordas de florestas, sendo uma das pioneiras mais comuns na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Freqüente na floresta pluvial atlântica montana em locais sombrios, bordas de mata, suportando locais ensolarados e solos pobres. Sua ocorrência esta ainda associada às clareiras das florestas, bordas de mata, tornando-se uma pioneira antrópica muito comum em Santa Catarina. A rusticidade desta espécie permite que se desenvolva em frestas de rochas, rachaduras de paredes e sobre ruínas desde que o local apresente relativa umidade.Distribuição geográficaNordeste (Bahia, Alagoas), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (GUIMARÃES, 2010).EtimologiaNome dado em homenagem a Charles Gaudichaud-Beaupré (1789-1854) naturalista francês e circunavegador do mundo, como “pharmacien em chef de la Marine”.PropriedadesFitoquímicaSitosterol e estigmasterol, produtos com atividades antiinflamatórias e analgésica.FitoterapiaÉ utilizada na medicina popular contra tumores e para aliviar dores de dentes. As raízes frescas também são mastigadas como antiinflamatório e contra distúrbios hepáticos.FitoeconomiaOs frutos servem de alimento a várias espécies de morcegos, e por ser típica de áreas em regeneração dentro da floresta, é indicada para recuperação de ambientes degradados, pois além de alimento para a fauna, proporciona cobertura arbustiva em solos pobres.InjúriaComentáriosBibliografiaBARDELLI, K. C.; KIRIAZWA, M.; SOUZA, A. V. G. O Gênero Piper L. (Piperaceae) da Mata Atlântica da Microbacia do Sítio Cabuçu-Proguaru, Guarulhos, SP, Brasil; Hoehnea 35(4): 553-561,22 fig. 2008. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/HOEHNEA/Hoehnea35(4)artigo07.pdf>.BOEGER, M. R. T. et al. Estrutura Foliar de Seis Espécies do Subbosque de um Remanescente de Floresta Ombrófila Mista; Hoehnea 33(4): 521-531, 3 tab., 11 fig., 2006. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/hoehnea/volume33/Hoehnea33n4a07.pdf>.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.DI STASI, L. C.; HIRUMA-LIMA, C. A. Plantas Medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. Editora UNESP. 2. ed. São Paulo, 2002. 592P. il. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/up000036.pdf>.GUIMARÃES, E.F., Carvalho-Silva, M., Monteiro, D., Medeiros, E. 2010. Piperaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012780).KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.MEDEIROS, E. S. S. Flora do Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil – Família Piperaceae. Dissertação de Mestrado. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Escola Nacional de Botânica Tropical. Rio de Janeiro. 2006. 143p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/enbt/posgraduacao/resumos/2006/Erika_Von_Sohsten.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.ZUCHIWSCHI, E.; FANTINI, A. C.; ALVES, A. C.; PERONI, N. Limitações ao Uso de Espécies Florestais Nativas Pode Contribuir Com a Erosão do Conhecimento Ecológico Tradicional e Local de Agricultores Familiares. Acta bot. Bras. 24(1): 270-282. 2010. Disponível em: <http://www.botanica.org.br/acta/ojs/index.php/acta/article/view/971/298>.
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Nomes popularesPariparoba, caapeba, catajé, lençol-de-santa-bárbara, malvavisco, manjeriobaNome científicoPiper umbellatum L.Voucher334 Schwirkowski (MBM)SinônimosPothomorphe umbellata L. Miq.Heckeria umbellata (L.) KunthLepianthes umbellata (L.) Raf. ex RamamoorthyPeperomia umbellata (L.) KunthPiper peltatum Ruiz & Pav.Piper umbellatum var. majus C. DC.Piper sidaefolium Link & OttoFamíliaPiperaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbusto 1-3 m alt.; caule 0,6-2,2 cm diâm., piloso. Folhas com pecíolo 8-20 cm compr.; bainha subalada; lâmina 18-20 × 20-25 cm, membranácea, translúcido-glandulosa, arredondado-ovada, reniforme, ápice abruptamente acuminado, base cordada, híspida em ambas as faces, 12-16 pares de nervuras palmatiformes, pilosas em ambas as faces. Espiga 5,5-9,5 × 0,2-0,4 cm, dispostas em umbelas; pedúnculo comum 0,3-3 cm compr., glanduloso-pubescente; pedúnculo secundário 3-5 mm compr., glanduloso-pubescente; bractéola triangular-subpeltada, fimbriada na margem. Flores congestas; ovário com estilete curto ou séssil, estigmas 3. Fruto 0,2-0,7 mm compr., não estiloso, obpiramidal, anguloso, glabro, glanduloso, estigmas persistentes. (GUIMARÃES, 2006).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoZoocóricaHabitatAmazônia, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa.Distribuição geográficaEsta espécie ocorre na América Central, Antilhas e América do Sul.No Brasil, no Norte (Roraima, Amazonas, Acre), Nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia, Alagoas), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina) (GUIMARÃES, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaPlanta muito utilizada na medicina popular de vários países, principalmente as folhas, em forma de chá. No Brasil, além do chá das folhas, são utilizados o suco ou emplastros como antiblenorrágicos, vermífugo, contra queimaduras, dores musculares, machucaduras, abcessos, furúnculos e no combate à inflamações internas e externas. As raízes e folhas também são utilizadas, em forma de chás, contra inchaços e inflamações das pernas, como diurética, antiescorbútica e em insuficiências hepáticas ou esplênicas, e ainda como estimulante da secreção biliar, cicatrizante, diurética, tônica, febrífuga, carminativa, emoliente, sudorífica, estomáquica, aperiente, e problemas na bexiga, do baço e dos rins. Antigamente o cozimento das folhas misturado ao óleo de amêndoas era utilizado em loções externas para o fígado. Estudos farmacológicos confirmaram sua atividade antimalárica e antioxidante. O uso interno na forma de chás, porém não deve ultrapassar 10 gramas de folhas para cada litro de água, pois doses mais fortes podem provocar vômitos e cólicas. FONSECA (1922) diz que as folhas e as raízes são emolientes, sudoríficas, estomáquicas, diuréticas e febrífugas. O macerado das folhas em água gelada também é utilizado para má digestão e dores hepáticas.FitoeconomiaAs folhas mais jovens são utilizadas em culinárias regionais, em forma de refogados e em preparados cozidos.InjúriaÉ também considerada daninha e infesta pastagens, beira de estradas, bananais, áreas florestais.ComentáriosA propagação da planta pode ser feita por sementes, rebentos da raiz ou estacas.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ReceitaCharutinhos5 folhas de tamanho médio, 1 copo de arroz, ½ kg de carne moída ou cenoura, 1 pires de queijo raladoalho, sal, cebola e pimenta-do-reino, molho de tomateModo de fazerRefogue a carne ou a cenoura picada com alho, cebola, sal e pimenta a gosto. Junte o arroz e deixe cozinhar até amolecer. Coloque a mistura sobre as folhas de pariparoba e enrole-as, formando charutinhos. Prenda com palitos para que não se abram. Coloque-as numa fôrma, cubra com molho de tomate, polvilhe com queijo e leve ao forno para gratinar. Bom apetite.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------BibliografiaALIMENTOS REGIONAIS BRASILEIROS. Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Brasília, DF, 2002. 141 p. il. Disponível em: <http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/05_1109_M.pdf>.ALVES, E. O. et al. Levantamento Etnobotânico e Caracterização de Plantas Medicinais em Fragmentos Florestais de Dourados – MS. Ciênc. Agrotec. Lavras, v. 32, n. 2, p. 651-658, mar./abr., 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cagro/v32n2/48.pdf>.BARDELLI, K. C.; KIRIAZWA, M.; SOUZA, A. V. G. O Gênero Piper L. (Piperaceae) da Mata Atlântica da Microbacia do Sítio Cabuçu-Proguaru, Guarulhos, SP, Brasil; Hoehnea 35(4): 553-561,22 fig. 2008. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/HOEHNEA/Hoehnea35(4)artigo07.pdf>.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.COUTO, M. E. O. Coleção de Plantas Medicinais Aromáticas e Condimentares; Embrapa Clima Temperado; Pelotas, 2006. 91p. Disponível em: <http://www.cpact.embrapa.br/publicacoes/download/folder/plantas_medicinais.pdf>.CREPALDI, M. O. S. Etnobotânica na Comunidade Quilombola Cachoeira do Retiro, Santa Leopoldina, Espírito Santo, Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – Escola Nacional de Botânica Tropical. Rio de Janeiro, 2007. 81p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/enbt/posgraduacao/resumos/2006/Maria_Otavia.pdf>.DI STASI, L. C.; HIRUMA-LIMA, C. A. Plantas Medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. Editora UNESP. 2. ed. São Paulo, 2002. 592P. il. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/up000036.pdf>.FONSECA, E. T. Indicador de Madeiras e Plantas Úteis do Brasil. Officinas Graphicas VILLAS-BOAS e C. Rio de Janeiro, 1922. 368 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/indicadordemadei00teix/indicadordemadei00teix.pdf>.GUIMARÃES, E.F., Carvalho-Silva, M., Monteiro, D., Medeiros, E. 2010. Piperaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012863).GUIMARÃES, E. F.; MONTEIRO, D. Piperaceae na Reserva Biológica de Poço das Antas, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia 57 (3): 567-587. 2006. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig57_3/12Piperaceae.pdf>.KOCH, V. 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Nomes popularesAperta-ruãoNomes popularesAperta-ruão, aperta-mão, jaborandi.Nome científicoPiper xylosteoides (Kunth) Steud.Voucher51 Schwirkowski (MBM391843)SinônimosFamíliaPiperaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbustos ou subarbustos, 0,4-1,7 m de alt. Caules subdicotômicos com entrenós superiores glabros, sulcados, 1,3-2,9-5,0 cm de compr. Folhas com pecíolo glabro, 4-8-16 mm de compr., com bainha curta basal; profilos lanceolados, 2-5 mm de compr.; bractéola 4-10-14 mm, glabra; lâminas simétricas ou levemente assimétricas, ovadas a lanceoladas, 5,8-7,8-10,5 cm de compr., 1,5-3,1-5,1 cm de larg., relação compr./larg. 1,9-2,6-4,4 : 1; cartáceas, glabras em ambas as faces; face abaxial com placas de cera epicuticular; base geralmente simétrica, atenuada a subcordada; ápice agudo a acuminado; venação pinada, nervuras 5-8 em cada lado, subopostas, distribuídas uniformemente a partir da principal, com dois pares mais agudos surgindo próximos à base; salientes e glabras em ambas as faces, amareladas; margem revoluta ou plana. Inflorescências opositifólias ou terminais, em espigas, 0,8-2,4-3,7 cm de compr., eretas; pedúnculos glabros, 4-6-15 mm de compr. Flores com brácteas triangulares, glabras; estames 3; estigmas 3, sésseis. Drupas globosas, obpiramidais-trigonais, glabras. (RUSCHEL, 2004).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce de abril a novembro e frutifica de agosto a dezembro e de março a maio.DispersãoZoocórica.HabitatAmazônia, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa.Distribuição geográficaNorte (Pará), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.CHAVES, E. Composição Florística e Descrição Morfológica das Espécies Herbáceo-arbustivas de Uma Mata de Galeria em Alto Paraíso, Goiás, Brasil. Universidade de Brasília, Departamento de Botânica. Brasília, DF, 2006. 126p. il. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=119541>.GUIMARÃES, E.F., Carvalho-Silva, M., Monteiro, D., Medeiros, E. 2010. Piperaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012869).PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.RUSCHEL, D. O gênero Piper (Piperaceae) no Rio Grande do Sul. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, 2004.