Peperomia nitida

Nomes populares

Peperomia

Nome científico

Peperomia nítida Dahlst.

Voucher

669 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Família

Piperaceae

Tipo

Nativa, endêmica do Brasil.

Descrição

Ervas epífitas ou rupícolas, estoloníferas ramificadas; ramos pêndulos ou prostrados, carnosos, verdes a vináceos; nós levemente proeminentes, verdes; entrenós 2-5 cm compr., gemas triangulares, tricomas apicais. Folhas alternas, não peltadas; pecíolo 1,3-2 cm compr., sulcado, ciliado principalmente nas folhas jovens, tricomas 0,5 mm; lâminas (2,5-)4-6x(1,5)2-3,8 cm, ovais, glabras em ambas as faces, concolores, nítidas, patentes aos ramos; base obtusa, raro levemente cordada, ápice agudo; margem plana a levemente revoluta, ciliada principalmente em direção ao ápice; broquidódromas; nervura central adaxial conspícua, com tricomas próximo a base, nervura central abaxial proeminente, 3 pares de nervuras de cada lado, conspícuas, 2 pares próximos a base, 1 par próximo a 1/3 da folha. Inflorescências em mônades de espigas ou raro em díades pedunculadas de espigas, terminais ou opostas as folhas, eretas ou curvas, na floração cremes a verde-claras, na frutificação 5-12 cm compr., verdes a castanhas; pedúnculo comum 1-2 cm compr., pedúnculo da espiga 1-2,5 cm compr., glabro, vináceo, 1-bracteado, bráctea 0,7-1,4 cm compr., triangular, foliácea, cartácea, margem ciliada; raque 4-10cm, glabra, verde, foveolada, fóveas inconspícuas, bractéola ca.1 mm diam., orbicular a elíptica, glabra. Bagas 1-2x0,5 mm, cilíndricas a oval-oblongas, glabras, patentes, cremes, com glândulas cremes, densamente dispostas na raque, base sem estípite, ápice com escutelo oblíquo, com leve prolongamento lateral, inconspícuo, ca. 0,1 mm, estigma basal, estames persistentes na frutificação (CARVALHO-SILVA, 2008, p. 95).

Característica

Peperomia nitida possui folhas ovais, geralmente glabras, mas podendo conter as margens próximas ao ápice ou a base ciliadas. É próxima a P. armondii Yunck., mas são facilmente diferenciadas pelas folhas e ramos vilosos em P.armondii, enquanto em P. nitida esta pilosidade quando ocorre é sutil. Pode, às vezes, também ser confundida com P. macrostachya, mas esta possui as bractéolas fimbriadas, enquanto, que em P. nitida estas são glabras, além dos frutos que na primeira são maiores e estão laxamente dispostos na espiga. Outra espécie que também pode ser confundida é P. elongata, que se diferencia por apresentar duas fileiras de cílios nas margens do sulco do pecíolo, enquanto P. nitida, quando surgem tricomas, estes ocorrem apenas nas folhas jovens.

Floração / frutificação

Floresce frutifica o ano todo.

Dispersão

Zoocórica

Habitat

Como epífita no interior da floresta ou também em afloramentos rochosos ou calcários na Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, ocorre na Floresta Ombrófila Densa e Formações Campestres.

Distribuição geográfica

Nordeste (Bahia), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina) (GUIMARÃES, 2010).

Etimologia

Provém do latim “nitidus, a um” - brilhantes. O epíteto específico refere-se às folhas nítidas, isto é, bastante brilhantes da espécie.

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Fitoeconomia

Injúria

Comentários

Bibliografia

CARVALHO-SILVA, M. Peperomia Ruiz & Pav. No Brasil: Morfologia e Taxonomia do Subgênero Rhynchophorum (Miq.) Dahlst. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – Escola Nacional de Botânica Tropical. Rio de Janeiro. 2008. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/enbt/posgraduacao/resumos/2008/Micheline_Silva.pdf>.

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

GUIMARÃES, E.F., Carvalho-Silva, M., Monteiro, D., Medeiros, E. 2010. Piperaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB012680).

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.