Piper umbellatum - Pariparoba

Nomes populares

Pariparoba, caapeba, catajé, lençol-de-santa-bárbara, malvavisco, manjerioba

Nome científico

Piper umbellatum L.

Voucher

334 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Pothomorphe umbellata L. Miq.

Heckeria umbellata (L.) Kunth

Lepianthes umbellata (L.) Raf. ex Ramamoorthy

Peperomia umbellata (L.) Kunth

Piper peltatum Ruiz & Pav.

Piper umbellatum var. majus C. DC.

Piper sidaefolium Link & Otto

Família

Piperaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Arbusto 1-3 m alt.; caule 0,6-2,2 cm diâm., piloso. Folhas com pecíolo 8-20 cm compr.; bainha subalada; lâmina 18-20 × 20-25 cm, membranácea, translúcido-glandulosa, arredondado-ovada, reniforme, ápice abruptamente acuminado, base cordada, híspida em ambas as faces, 12-16 pares de nervuras palmatiformes, pilosas em ambas as faces. Espiga 5,5-9,5 × 0,2-0,4 cm, dispostas em umbelas; pedúnculo comum 0,3-3 cm compr., glanduloso-pubescente; pedúnculo secundário 3-5 mm compr., glanduloso-pubescente; bractéola triangular-subpeltada, fimbriada na margem. Flores congestas; ovário com estilete curto ou séssil, estigmas 3. Fruto 0,2-0,7 mm compr., não estiloso, obpiramidal, anguloso, glabro, glanduloso, estigmas persistentes. (GUIMARÃES, 2006).

Característica

Floração / frutificação

Dispersão

Zoocórica

Habitat

Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa.

Distribuição geográfica

Esta espécie ocorre na América Central, Antilhas e América do Sul.

No Brasil, no Norte (Roraima, Amazonas, Acre), Nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia, Alagoas), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina) (GUIMARÃES, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Planta muito utilizada na medicina popular de vários países, principalmente as folhas, em forma de chá. No Brasil, além do chá das folhas, são utilizados o suco ou emplastros como antiblenorrágicos, vermífugo, contra queimaduras, dores musculares, machucaduras, abcessos, furúnculos e no combate à inflamações internas e externas. As raízes e folhas também são utilizadas, em forma de chás, contra inchaços e inflamações das pernas, como diurética, antiescorbútica e em insuficiências hepáticas ou esplênicas, e ainda como estimulante da secreção biliar, cicatrizante, diurética, tônica, febrífuga, carminativa, emoliente, sudorífica, estomáquica, aperiente, e problemas na bexiga, do baço e dos rins. Antigamente o cozimento das folhas misturado ao óleo de amêndoas era utilizado em loções externas para o fígado. Estudos farmacológicos confirmaram sua atividade antimalárica e antioxidante. O uso interno na forma de chás, porém não deve ultrapassar 10 gramas de folhas para cada litro de água, pois doses mais fortes podem provocar vômitos e cólicas. FONSECA (1922) diz que as folhas e as raízes são emolientes, sudoríficas, estomáquicas, diuréticas e febrífugas. O macerado das folhas em água gelada também é utilizado para má digestão e dores hepáticas.

Fitoeconomia

As folhas mais jovens são utilizadas em culinárias regionais, em forma de refogados e em preparados cozidos.

Injúria

É também considerada daninha e infesta pastagens, beira de estradas, bananais, áreas florestais.

Comentários

A propagação da planta pode ser feita por sementes, rebentos da raiz ou estacas.

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Receita

Charutinhos

5 folhas de tamanho médio, 1 copo de arroz, ½ kg de carne moída ou cenoura, 1 pires de queijo ralado

alho, sal, cebola e pimenta-do-reino, molho de tomate

Modo de fazer

Refogue a carne ou a cenoura picada com alho, cebola, sal e pimenta a gosto. Junte o arroz e deixe cozinhar até amolecer. Coloque a mistura sobre as folhas de pariparoba e enrole-as, formando charutinhos. Prenda com palitos para que não se abram. Coloque-as numa fôrma, cubra com molho de tomate, polvilhe com queijo e leve ao forno para gratinar. Bom apetite.

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