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Phyllanthus tenellus - Quebra-pedra

Nomes populares

Quebra-pedra, arrebenta-pedra, erva-pombinha

Nome científico

Phyllanthus tenellus Roxb.

Voucher

679 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Família

Phyllanthaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Planta herbácea anual, às vezes perene, com até 60 cm de altura. O caule é cilíndrico, resistente, avermelhado na base e verde nas bases jovens. As folhas caulinares são rudimentares. Os ramos que partem do caule apresentam fileiras de folhas, dispostas alternadamente, simétricas, curto-pecioladas, glabras, lisas, de cor verde. Frutos esquizocarpos, globosos e coriáceas. As sementes são cuneiformes, de coloração castanho-clara. As sementes, quando postas ao sol, estouram à guisa de pipoca.

Característica

Esta espécie distingue-se das demais plantas conhecidas como quebra-pedra pelas flores pistiladas com pedicelo longo (56,5 mm), filiforme, articulado, com base alargada, androceu com cinco estames livre e anteras com rimas sub-horizontais.

Floração / frutificação

Floresce e frutifica o ano todo.

Dispersão

Habitat

Planta ruderal encontrada na Amazônia e Mata Atlântica.

Distribuição geográfica

Norte (Pará), Nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia, Alagoas), Centro-Oeste (Mato Grosso), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina) (SECCO, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

É uma das 71 plantas recomendadas pelo Ministério da Saúde para serem utilizadas e distribuídas pelo SUS. Foi muito utilizada pelos índios, e ainda é útil na medicina popular no combate aos problemas hepáticos e renais. Dentre os possíveis usos medicinais desta planta, um deles foi patenteado por uma empresa norte-americana para a fabricação de medicamento para hepatite B. Entre as propriedades medicinais desta espécie, pode-se citar: Eliminação e combate a cálculos renais, cistite, corrimento, problemas da bexiga, diurética, analgésica, antiinflamatória, antiálgica, diurética, hipoglicemiante e no tratamento das infecções do fígado e na glicosúria.

Fitoeconomia

Injúria

É também uma planta daninha, muito comum em todo o país, ocorrendo em lavouras, hortas, jardins e viveiros de mudas.

Comentários

Bibliografia

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed.  2008. 672p. il.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.

SECCO, R., Cordeiro, I., Martins, E.R. 2010. Phyllanthaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB038571).

SILVA, C. S. P.; PROENÇA, C. E. B. Uso e Disponibilidade de Recursos Medicinais no Município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil; Acta Bot. Bras. 22(2): 481-492. 2008. Disponível em: <http://www.microbacias.sc.gov.br/abrirConsultaArquivo.do>.

VENDRUSCOLO, G. S.; SIMÕES, C. M. O.; MENTZ, L. A. Etnobotânica no Rio Grande do Sul: Análise Comparativa Entre o Conhecimento Original e Atual Sobre as Plantas Medicinais Nativas. Pesquisas, Botânica nº 56: 285-322, São Leopoldo: In: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2005. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica56/botanica56.htm>.

 

 

 




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