Oxalis articulata

Nomes popularesAzedinhaNome científicoOxalis articulata SavignySinônimosOxalis rubra A. St.-Hil.FamíliaOxalidaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva com até 36 cm de altura, cespitosa, finamente pubescente. Cormo 0,7-9,6 x 0,6-5,5 cm. Folha palmaticomposta, concentrada no ápice do caule; folíolo 0,5-3,8 x 0,6-4,7 cm, mais largo que comprido, obovado, ápice obcordado, incisão até 2/5 do folíolo, lóbulos não divergentes, presença de glândulas punctiformes na face abaxial que não formam manchas polimorfas, concolor, pubescente; pecíolo 1,5-31,2 cm compr., piloso; estípula não observada. Inflorescência 2-14-flora, umbela ou cimeira; pedicelo 0,7-4,7 cm compr., piloso ou pubescente; sépala 0,3-0,6 cm compr., base não cordada, presença de duas glândulas, pubescente; pétala 0,8-1,9 cm compr., cor rosa a lilás, pubescente. Fruto 0,7-0,9 x 0,2-0,3 cm, lanceolado, glabro ou pubescente; 4-6 sementes (GRIGOLETTO, 2013).CaracterísticaOxalis articulata se caracteriza pelas flores de cor rosa a lilás, sépalas com duas glândulas, folhas finamente pubescentes e com glândulas na face abaxial. É espécie semelhante a O. floribunda, a qual diferencia-se pelo indumento densamente pubescente e pela presença de 3-5 glândulas na sépala (GRIGOLETTO, 2013).Floração / frutificaçãoJunho a março (GRIGOLETTO, 2013).DispersãoHabitatÁreas abertas e ensolaradas como campos, cultivados ou não; áreas alagadas temporariamente; áreas alteradas como calçadas, beira de caminhos, estradas e rios (GRIGOLETTO, 2013).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata Atlântica, PampaTipo de Vegetação Campo de Altitude, Campo Limpo, Floresta Ombrófila Mista (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaGRIGOLETTO, D. O gênero Oxalis L. (Oxalidaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/4870/GRIGOLETTO%2c%20DANIELE.pdf?sequence=1&isAllowed=y>.OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis barrelieri

Nomes popularesAzedinhaNome científicoOxalis barrelieri L.SinônimosFamíliaOxalidaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva, 15-80 cm alt., pouco ramificada, sem xilopódio. Ramos pubescentes; braquiblastos ausentes; internós 2,5-11 cm. Folhas alternas ou opostas, trifolioladas; pecíolo 1,2-3,5 cm, canaliculado, pubescente; peciólulo 1 mm, cilíndrico, tomentoso; raque 2-7 mm, pubescente; folíolo terminal 1,5-4,5 x 1,1-2,6 cm, elíptico a oval, base aguda, margem inteira, ápice obtuso, glabro na face adaxial e pubescente na abaxial, com maior concentração de tricomas na nervura central; folíolos laterais 1,2-3,8 x 0,6-2 cm, semelhantes ao terminal. Inflorescência com pedúnculo 2,5-5 cm, canaliculado, pubescente; ramos dicasiais 0,5-4 cm, com 9-25 flores; brácteas dicasiais 2, 0,5-1 mm compr., lineares, glabras a ligeiramente pubescentes, ápice agudo. Pedicelo 1,5-2,5 mm, glabro; sépalas 2-4 x 1-2 mm, ovais, verdes ou róseas, esparsamente tomentosas, ápice agudo; pétalas 6-10 mm compr., fauce amarela e lobos róseos; estames maiores 2,5-3,5 mm, pubescentes, lígula presente, estames menores 1,5-2 mm, glabros; ginóforo ca. 0,5 mm; ovário 2-3 mm, globoso, glabro, 3-4 óvulos por lóculo, estiletes 0,5-1,5 mm, pubescentes, estigmas subcapitados. Cápsula 7-9 x 3-4 mm, ovóide ou oblonga, 2-3 sementes por lóculo; sementes 1,5-2 mm compr., elipsóides, estriadas, marrons (OXALIS, 2019).CaracterísticaOxalis barrelieri assemelha-se muito a O. cytisoides Zucc., no entanto Lourteig (1994) reconhece as duas espécies com base em pequenas diferenças no formato dos folíolos e indumento, conceito adotado neste trabalho, embora sua distinção, em alguns casos, nos tenha parecido um pouco confusa (FIASCHI, 2005).Floração / frutificaçãoColetada com flores e frutos em maio (FIASCHI, 2005).DispersãoHabitatOcorre em lugares relativamente úmidos (FIASCHI, 2005).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Norte (Acre, Amazonas, Pará, Roraima)Nordeste (Bahia)Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Amazônia, Cerrado, Mata AtlânticaTipo de Vegetação Área Antrópica, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial) (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaFIASCHI, P. & Conceição, A.A. 2005. Oxalidaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Melhem, T.S., Martins, S.E., Kirizawa, M., Giulietti, A.M. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 4, pp: 301-316OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis bipartita

Nomes popularesAzedinhaNome científicoOxalis bipartita A.St.-Hil.SinônimosOxalis bialata Fredr. ex Norlind.Oxalis biloba Fredr.Oxalis biloba G. Don.FamíliaOxalidaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva com até 38 cm de altura, cespitosa, sem tricomas glandulares. Bulbo escamoso 0,5-1,7 x 0,1-0,2 cm, arredondado, entrenós muito próximos; bráctea externa com 3 nervuras, a qual se desintegra completamente com o tempo, inclusive as nervuras. Folha palmaticomposta, concentrada no ápice do caule; folíolo 0,2-3,0 x 0,3-5,7 cm, mais largo que comprido, obovado, ápice obcordado, incisão de 3/5-4/5 do folíolo, lóbulos divergentes, presença de glândulas punctiformes na face abaxial que não formam manchas polimorfas, concolor, glabro ou piloso; pecíolo 6,0-24,4 cm compr., glabro ou piloso; estípula não observada. Inflorescência 2-18-flora, cimeira; pedicelo 0,7-3,0 cm compr., glabro; sépala 0,2-0,6 cm compr., base não cordada, presença de duas glândulas, glabra; pétala 0,9-2,3 cm compr., cor rosa a lilás, glabra. Fruto 0,5-1,7 x 0,1-0,2 cm, lanceolado, glabro; 7-9 sementes. (GRIGOLETTO, 2015).CaracterísticaOxalis bipartita se caracteriza pelas flores de cor rosa a lilás, bulbo escamoso, 0,1-0,2 cm larg., protegido por brácteas externas 3-nervadas, folíolo com incisão 3/5-4/5 com glândulas na face abaxial. Assemelha-se a Oxalis debilis, o qual diferencia-se, principalmente, pelo bulbo mais largo, 0,4-2,1 cm larg., e folíolo com incisão 1/5-2/5. (GRIGOLETTO, 2015).Floração / frutificaçãoJunho a dezembro (GRIGOLETTO, 2013).DispersãoHabitatÁreas abertas e ensolaradas como campos, cultivados ou não; áreas sombreadas como beira de mato; áreas alteradas como beira de caminhos e estradas (GRIGOLETTO, 2013).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (Minas Gerais)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata Atlântica, PampaTipo de Vegetação Área Antrópica, Campo de Altitude, Campo Limpo, Floresta Ombrófila Mista (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaGRIGOLETTO, D. O gênero Oxalis L. (Oxalidaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/4870/GRIGOLETTO%2c%20DANIELE.pdf?sequence=1&isAllowed=y>.OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis confertissima

Nomes popularesTrevo-amareloNome científicoOxalis confertissima A.St.-Hil.SinônimosFamíliaOxalidaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoErvas procumbentes, até 30cm, ramificadas desde a base; ramos jovens densamente dourados a ferrugíneo-pubescentes. Folhas espiraladas, 3-folioladas digitadas, densamente agrupadas ou em fascículos; internós até 8mm; pecíolos até 1cm, pubescentes, articulados próximo à base, base dos pecíolo lignificada e persistente nos ramos velhos; peciólulos pubescentes; folíolos pubescentes principalmente ao longo da margem e nervura principal; lâmina terminal 5-7,5×4-6,5mm, obovada a elíptica ou suborbicular, ápice emarginado a arredondado, sinus raso, base cuneada; lâminas laterais semelhantes à terminal. Cimeiras unifloras, maiores que a folhagem; pedúnculo 1-2cm, esparsamente arqueado-pubescente a viloso; brácteas florais lineares, até 2,5mm; pedicelo avermelhado, 5-6mm. Sépalas ca. 2,5×1mm, estreitamente ovadas a elípticas, ápice agudo, margem ciliada; corola 6-11mm, amarela; filetes maiores pilosos, menores glabros; estiletes densamente pilosos. Cápsulas globosas, ca. 2,5×2,5mm, menores que as sépalas, esparsamente pubescentes; carpelos glabros internamente, lóculos uniseminados (FIASCHI, 2005).CaracterísticaFloração / frutificaçãoColetada com flores e frutos de fevereiro a julho (FIASCHI, 2005).DispersãoHabitatOcorre em vegetação arbustiva sobre rochas em locais de altitude elevada (até 2.500m) (FIASCHI, 2005).Distribuição geográficaDistribuição GeográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Campo de Altitude (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaFIASCHI, P. & Conceição, A.A. 2005. Oxalidaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Melhem, T.S., Martins, S.E., Kirizawa, M., Giulietti, A.M. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 4, pp: 301-316OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis corniculata

Nomes popularesTrevo-amarelo, pé-de-pombo, azedinha, três-corações, trevo-azedoNome científicoOxalis corniculata L.SinônimosOxalis repens Thunb.Oxalis villosa M. Bieb.FamíliaOxalidaceaeTipoNaturalizadaDescriçãoErva 5‒7 cm alt.; caule aéreo, prostrado. Ramos pilosos; internós 0,4‒1,5 cm compr. Folhas pseudoverticiladas, digitadas, pubescentes, não concentradas no ápice dos ramos; estípulas ca. 0,5 mm compr., soldadas na base do pecíolo; pecíolo 1,5‒4 cm compr., cilíndrico, pubescente; peciólulo 0,5‒1,5 mm compr., cilíndrico, pubescente; raque foliar 0,1‒0,5 mm compr., glabra; folíolo terminal 0,3‒0,4 × 0,3‒0,7 cm, obcordiformes, ápice cordado, base obtusa, margem ciliada; folíolos laterais 0,5‒1,5 × 0,6‒2 cm, semelhantes ao terminal. Cimeiras dicasiais, 1‒2-floras, falsamente umbeliformes; pedúnculo 0,5‒4 cm compr., cilíndrico, pubescente; brácteas ca. 1 mm compr., 2 por flor, ovadas a lineares, densamente pubescentes. Flores tristílicas; pedicelo 0,6‒1 cm compr., pubescente. Sépalas ca. 2,5 × 1 mm, elípticas, levemente pubescentes na face externa, glabras na interna, verdes. Pétalas 7‒9 mm compr., espatuladas, amarelas; unha ca. 0,5 mm compr.; tubo 1,2‒1,5 mm compr. Estames curtos 3‒3,2 mm compr.; estames longos 4‒4,2 mm compr.; anteras ca. 0,3 mm compr., oblongo-elípticas. Androginóforo ausente. Ginóforo 0,4‒0,5 mm compr. Ovário 1,2‒1,3 mm compr.; oblongo, glabro; 4‒12 óvulos por lóculo; estilete 2‒2,2 mm compr., pubescente; estigma bilobado, papiloso. Cápsula ca. 1,5 × 0,3 cm, cilíndrico-elipsoide, tomentosa. Sementes 1‒2 × 0,5‒1 mm, 4‒12 por lóculo, ovoides, achatadas dorsiventralmente, transversalmente estriadas, sem fendas nas depressões entre as estrias (LOIOLA, 2018).CaracterísticaDistingue-se das demais espécies por ser uma erva com caule aéreo e prostrado, folíolos obcordiformes, estípulas com tamanho reduzido (ca. 0,5 mm compr.) e soldadas na base do pecíolo, pétalas amarelas e cápsula cilíndrico-elipsoide (LOIOLA, 2018).Oxalis corniculata se caracteriza pelas flores de cor amarela, pétalas 0,5-0,7 cm compr., planta pubescente. Assemelha-se a O. paludosa, a qual diferencia-se pelas pétalas maiores, 1-1,5cm compr., e por ser uma planta glabra (GRIGOLETTO, 2013).Floração / frutificaçãoRegistrada com flores e frutos nos meses de março e outubro (LOIOLA, 2018).Julho a abril (GRIGOLETTO, 2013).DispersãoHabitatÉ uma espécie ruderal, com distribuição em toda a América do Sul (LOIOLA, 2018).Áreas abertas, alteradas e ensolaradas como beira de caminhos, estradas, jardins, calçadas e terrenos baldios (GRIGOLETTO, 2013).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins)Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, PantanalTipo de Vegetação Área Antrópica (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaFIASCHI, P. & Conceição, A.A. 2005. Oxalidaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Melhem, T.S., Martins, S.E., Kirizawa, M., Giulietti, A.M. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 4, pp: 301-316GRIGOLETTO, D. O gênero Oxalis L. (Oxalidaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/4870/GRIGOLETTO%2c%20DANIELE.pdf?sequence=1&isAllowed=y>.LOIOLA, M.I.B. et al. Flora do Ceará, Brasil: Oxalidaceae. Rodriguésia 69(2): 863-880. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rod/v69n2/2175-7860-rod-69-02-0863.pdf>.OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis debilis

Nomes popularesAzedinha, trevoNome científicoOxalis debilis KunthSinônimosOxalis corymbosa DC.Oxalis martiana Zucc.FamíliaOxalidaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva com até 28 cm de altura, cespitosa, sem tricomas glandulares. Bulbo escamoso 0,4-2,2 x 0,4-2,1 cm, arredondado, entrenós muito próximos; bráctea externa com 3 nervuras, a qual se desintegra completamente com o tempo, inclusive as nervuras. Folha palmaticomposta, concentrada no ápice do caule, folíolo 0,5-3,2 x 0,3-3,8 cm, mais largo que comprido, obovado, ápice obcordado, incisão até 2/5 do folíolo, lóbulos não divergentes, presença de glândulas punctiformes na face abaxial que não formam manchas polimorfas, concolor, piloso; pecíolo 10,7-25,7 cm compr., densamente hirsuto, estípula não observada. Inflorescência 4-9-flora, cimeira; pedicelo 1,4-3,1 cm compr., hirsuto; sépala 0,4-0,6 cm compr., base não cordada, presença de duas glândulas, pilosa; pétala 1,2-1,5 cm compr., cor rosa, glabra. Fruto 0,9 x 0,2 cm, lanceolado, glabro ou piloso; 8 sementes. (GRIGOLETTO, 2013).CaracterísticaOxalis debilis se caracteriza pelas flores de cor rosa a lilás, bulbo escamoso, 0,4-2,1 cm larg., protegido por brácteas externas 3-nervadas, folíolo com incisão 1/5-2/5 com glândulas na face abaxial. Assemelha-se a Oxalis bipartita, a qual diferencia-se, principalmente, pelo bulbo mais estreito, 0,1-0,2 cm larg., e folíolo com incisão 3/5-4/5. (GRIGOLETTO, 2013).Pode ser reconhecida pelo hábito herbáceo bulboso, folhas obcordadas com pontoações amarronzadas a enegrecidas em ambas as faces, e pétalas espatuladas, róseas a lilases (LOIOLA, 2018).Floração / frutificaçãoColetada com flores em março e setembro (LOIOLA, 2018).Junho a fevereiro (GRIGOLETTO, 2013).DispersãoHabitatAmbientes alterados como áreas cultivadas, jardins, beira de caminhos e estradas (GRIGOLETO, 2013).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Norte (Pará)Nordeste (Bahia, Ceará, Pernambuco)Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, PampaTipo de Vegetação Área Antrópica, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial) (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaGRIGOLETTO, D. O gênero Oxalis L. (Oxalidaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/4870/GRIGOLETTO%2c%20DANIELE.pdf?sequence=1&isAllowed=y>.LOIOLA, M.I.B. et al. Flora do Ceará, Brasil: Oxalidaceae. Rodriguésia 69(2): 863-880. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rod/v69n2/2175-7860-rod-69-02-0863.pdf>.OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis geralensis

Nomes popularesAzedinhaNome científicoOxalis geralensis KnuthSinônimosFamíliaOxalidaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva com até 34 cm de altura, cespitosa, sem tricomas glandulares. Bulbo escamoso 0,2-0,5 x 0,2 cm, arredondado, entrenós muito próximos; bráctea externa com 3 nervuras, a qual se desintegra completamente com o tempo, inclusive as nervuras. Folha palmaticomposta, concentrada no ápice do caule; folíolo 2,0-4,8 x 0,5-2,7 cm, mais comprido que largo, obovado, ápice obcordado, incisão até 1/5 do folíolo, lóbulos não divergentes, ausência ou presença de glândulas punctiformes na face abaxial que não formam manchas polimorfas, concolor, glabro; pecíolo 7,2-19,2 cm compr., glabro; estípula não observada. Inflorescência 3-7-flora, cimeira; pedicelo 1,4-3,8 cm compr., glabro; sépala 0,3-0,4 x 0,1-0,15 cm, base não cordada, presença de duas glândulas, glabra; pétala 1,4 cm compr., cor rosa a branca, glabra. Fruto não observado (GRIGOLETTO, 2013).CaracterísticaOxalis geralensis caracteriza-se pelas flores de cor rosa a branca, folíolos mais compridos do que largos. Não foi encontrada neste estudo, apesar das tentativas de coleta. A descrição morfológica, aqui apresentada, baseou-se nos exemplares depositados nos herbários citados no material examinado que segue (GRIGOLETTO, 2013).Floração / frutificaçãoDezembro a fevereiro (GRIGOLETTO, 2013).DispersãoHabitatLocais sombreados como beira de mato. Vegeta em solos pedregosos (GRIGOLETTO, 2013).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaGRIGOLETTO, D. O gênero Oxalis L. (Oxalidaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/4870/GRIGOLETTO%2c%20DANIELE.pdf?sequence=1&isAllowed=y>.OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis linarantha

Nomes popularesAzedinhaNome científicoOxalis linarantha LourteigSinônimosOxalis liniflora Eckl. & Zeyh.Oxalis liniflora ProgelFamíliaOxalidaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva com até 42 cm de altura, cespitosa, com tricomas glandulares. Caule aéreo, ereto, entrenós curtos. Folha palmaticomposta, concentrada na base da planta; folíolo 1,0-5,4 x 0,6-6,0 cm, mais largo que comprido, obovado, ápice obcordado, incisão até 2/5 do folíolo, lóbulos não divergentes , ausência de glândulas punctiformes na face abaxial, concolor, glabro ou hirsuto; pecíolo 2,6-37,1 cm compr., glabro ou hirsuto; estípula não observada. Inflorescência 3-10-flora, cimeira; pedicelo 1,6-6,1 cm compr., glabra ou hirsuta; sépala 0,4-0,5 cm compr., base não cordada, ausência de glândulas, glabra ou hirsuta; pétala 1,5-2,3 cm compr., cor rosa claro (quase branco) a lilás, glabra. Fruto 1,2-2,0 x 0,2 cm, lanceolado, glabro ou hirsuto; 9-11 sementes (GRIGOLETTO, 2013).CaracterísticaEsta espécie pode ser facilmente reconhecida, entre as espécies brasileiras de Oxalis subg. Oxalis, pelas folhas com a base do pecíolo geniculada, característica que pode ser observada mesmo em material herborizado. As plantas são portadoras de bulbos verdadeiros, no entanto estas estruturas ficam muito enterradas e geralmente não estão presentes em material herborizado. As flores possuem corola geralmente esbranquiçada, porém é comum ser notada uma coloração rósea bem clara. Grandes populações desta espécies são comumente encontradas em beiras de estradas ao longo da sua área de ocorrência (OXALIS, 2019).Oxalis linarantha se caracteriza pelas flores de cor rosa claro (quase branco) a lilás, caule aéreo de entrenós curtos, com as folhas concentradas na base, folíolos glabros e lustrosos (GRIGOLETTO, 2013).Floração / frutificaçãoJulho a fevereiro (GRIGOLETTO, 2013).DispersãoHabitatÁreas fechadas e sombreadas no interior de florestas; áreas alteradas como beira de caminhos e estradas, mas sempre sombreadas (GRIGOLETTO, 2013).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaGRIGOLETTO, D. O gênero Oxalis L. (Oxalidaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/4870/GRIGOLETTO%2c%20DANIELE.pdf?sequence=1&isAllowed=y>.OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis pes-caprae

Nomes popularesErva-canária, erva-azeda-amarela, trevo-azedo, erva-mijonaNome científicoOxalis pes-caprae L.SinônimosFamíliaOxalidaceaeTipoNaturalizadaDescriçãoCespitosas, con un bulbo muy profundo y bulbillos de multiplicación ovoideos, com túnica membranosa. Escapos de hasta 50 cm. Hojas con pecíolo de hasta 20 cm, glabro; folíolos de 5-40 x 10-45 mm, obcordados, profundamente emarginados, a menudo asimétricos, generalmente discoloros, con haz glabro y envés seríceo y a menudo papiloso. Inflorescencia umbeliforme con 6-12 flores largamente pediceladas. Sépalos de 4-9 mm,lanceolados, laxamente pubescentes, con 2 callosidades apicales a menudo reñidos de púrpura. Pétalos de 12-28 mm, obovados, glabros, amarillos. Filamentos estaminales glabros. Cápsulas ovoideo-acuminadas, más o menos pubescentes (FERNÁNDEZ, 2015).CaracterísticaFloração / frutificaçãoDispersãoHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (São Paulo)Sul (Santa Catarina)Possíveis ocorrências:Sul (Paraná)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Área Antrópica (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaÉ considerada espécie invasora em muitos países.ComentáriosBibliografiaFERNÁNDEZ, N.P. Estudio de las plantas epífitas sobre Phoenix dactylifera en El Palmeral de Elche. Facultad de ciencias experimentales. 2015. Disponível em: <http://dspace.umh.es/bitstream/11000/2713/1/Pomares%20%20Fern%C3%A1ndez%2C%20Nerea.pdf>.OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis rhombeo-ovata

Nomes popularesNome científicoOxalis rhombeo-ovata A.St.-Hil.SinônimosOxalis rhombeo-ovata subsp. sustenta LourteigFamíliaOxalidaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErvas ou subarbustos até 1,5m; ramos jovens densamente adpresso-pubescentes. Folhas espiraladas, 3-folioladas pinadas; internós até 2,5cm; pecíolos 1-9cm, canaliculados, ligeiramente espessados na base; raque 1-3cm, canaliculada; peciólulos densamente setosos; folíolos discolores, glabros na face adaxial e arqueado-pubescentes ao longo da nervura principal na abaxial, margem densamente ciliada, contrastando com o restante da lâmina; lâmina terminal 4-10×1,7-5cm, rombo-ovada a lanceolada, ápice atenuado a acuminado, base atenuada a aguda; lâminas laterais 1-6×0,8-3cm, ovadas, assimétricas, ápice e base atenuados a arredondados. Cimeiras dicasiais 8-13-floras, geralmente menores que a folhagem; pedúnculos 1,5-8,2cm, densamente arqueado-pubescentes; brácteas florais ca. 0,5mm, triangulares. Sépalas ca. 6,5× 3mm, estreitamente ovadas, ápice agudo a obtuso, tomentosas; corola ca. 12mm, amarela; filetes maiores apendiculados e pilosos, menores glabros; estiletes pubescentes. Cápsulas subglobosas, menores que as sépalas, ca. 2,5× 3mm, glabras; carpelos glabros internamente, lóculos uniseminados (FIASCHI, 2005).CaracterísticaFloração / frutificaçãoColetada com flores praticamente o ano todo e com frutos de março a julho e novembro a dezembro (FIASCHI, 2005).DispersãoHabitatOcorre em matas ciliares e mesófilas (FIASCHI, 2005).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Cerrado, Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta de Várzea, Floresta Estacional Perenifólia, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial) (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaFIASCHI, P. & Conceição, A.A. 2005. Oxalidaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Melhem, T.S., Martins, S.E., Kirizawa, M., Giulietti, A.M. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 4, pp: 301-316OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis sarmentosa

Nomes popularesNome científicoOxalis sarmentosa Zucc.SinônimosFamíliaOxalidaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoErva estolonífera. Caule delgado, até c. 60 cm compr., avermelhado, tricomas menores c. 0,1 mm compr., patentes, moderados, maiores 1–1,5 mm compr., ascendentes, patentes e descendentes, moderados a abundantes; entrenós 0,1–10,5 cm compr., alternando entre curtos e longos, nós radicantes. Folhas alternas dísticas; estípulas 2,5–4 × 1,5–2 mm compr., semicirculares ou retangulares; pecíolos 2,5–22,5 cm compr., base com pulvino, tricomas menores c. 0,1 compr., patentes, moderados, maiores 1–1,5 mm compr., ascendentes, patentes e descendentes, moderados; pulvínulos c. 1 mm compr., tricomas c. 1 mm compr., patentes, moderados; lâminas 0,9–7,6 × 0,7–4,6 cm, muito amplamente truladas a amplamente truladas, podendo ser amplamente rômbicas ou amplamente obtruladas, base cuneada, ápice agudo, folíolos laterais assimétricos em relação à nervura central, superfície adaxial verde escuro, glabra ou com tricomas adpressos moderados, c. 1 mm compr., face abaxial violácea ou verde claro, glabra ou com tricomas menores 0,2–0,8 mm compr., maiores c. 1 mm compr., adpressos, ocasionais a esparsos, em alguns indivíduos tricomas glandulosos c. 1,5 mm compr., esparsos; Inflorescência dicásio com até 12 flores, menores que as folhas; pedúnculo axilar 4,4–18 cm compr., tricomas 0,1 e 1 mm compr., patentes, moderados, e glandulosos c. 1 mm, moderados, as vezes 0,1–0,2 mm compr., curvos; pedicelos c. 1–12 mm compr.; brácteas 1–2 × 0,5–1 mm, lanceoladas, tricomas como os dos pedúnculos; bractéolas 1 × 0.3 mm, lanceoladas. Flores: sépalas 2,5–3 × 1,5 mm, verdes com ápice avermelhado, base arredondada, ápice agudo, tricomas c. 0,1 e 1 mm compr., patentes ou ascendentes, esparsos, e glandulosos c. 1 mm compr., moderados; pétalas amarelas, 7–11 mm compr., espatuladas, unidas na região mediana, base ondulada, ápice crenado-denticulado, com tricomas glandulosos moderados na face abaxial; estames menores c. 3 mm compr., glabros, os maiores c. 5 mm compr., com tricomas ascendentes, anteras rimosas; pistilo c. 5 mm compr., tricomas ascendentes, abundantes, estigmas papilosos. Cápsula deiscente, 3 (10) × 3 mm, 5-lobada, tricomas c. 1 mm compr., ascendentes, abundantes; semente 1 por lóculo, 2,82 × 1,9 mm, amplamente elíptica a elíptica, base arredondada, ápice agudo, superfície com costas irregulares (SILVA, 2018).CaracterísticaAs vezes o ápice dos folíolos não é claramente agudo, quando então pode ser confundida com O. bifrons. Diferencia-se dessa espécie principalmente pelo ápice dos folíolos em sua maioria agudos, sendo a parte mais larga do folíolo abaixo do meio, enquanto que em Oxalis bifrons o ápice é arredondado, e em alguns casos quase agudo, sendo a parte mais larga do folíolo acima do meio. Tem como característica alternar entre entrenós bem curtos e entrenós longos, ramificando-se em vários eixos a partir dos nós. É a espécie mais comum entre as espécies de O. sect. Ripariae estoloníferas, apresenta, no entanto, descontínua distribuição (SILVA, 2018).O. sarmentosa caracteriza-se pelas flores de cor amarela, hábito rastejante a apoiante, folíolo de ápice inteiro, discolor, com face abaxial hirsuta, totalmente vermelha ou somente maculada. Assemelha-se a Oxalis bifrons pelo folíolo discolor, mas essa espécie apresenta a face abaxial do folíolo com indumento denso, seríceo e branco (GRIGOLETTO, 2013).Floração / frutificaçãoFloresce e frutifica no final do inverno, primavera e verão, coletada fértil de julho até março (SILVA, 2018).Fevereiro a agosto (GRIGOLETTO, 2013).DispersãoHabitatÁreas fechadas e sombreadas, como interior de mato; áreas alteradas como beira de caminhos e estradas, e em beira de barranco (GRIGOLETTO, 2013).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Campo de Altitude, Campo Limpo, Floresta Ciliar ou Galeria (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaGRIGOLETTO, D. O gênero Oxalis L. (Oxalidaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/4870/GRIGOLETTO%2c%20DANIELE.pdf?sequence=1&isAllowed=y>.OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019SILVA, A.N. Redelimitação morfológica e revisão taxonômica de Oxalis Sect. Ripariae Lourteig (Oxalidaceae). Dissertação. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2018. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/193076/PBFA0045-D.pdf?sequence=-1&isAllowed=y>.

Oxalis tenerrima

Nomes popularesTrevo-amarelo, azedinha-rasteiraNome científicoOxalis tenerrima KnuthSinônimosOxalis mapirensis R. KnuthOxalis schwackei R. KnuthFamíliaOxalidaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva com até 9 cm de altura, rastejante, sem tricomas glandulares. Caule aéreo, estolonífero, entrenós aparentes. Folha palmaticomposta, insertas ao longo do caule; folíolo 0,2-0,7 x 0,2-1,0 cm, mais largo que comprido, obovado, ápice obcordado, incisão de 3/5 do folíolo, lóbulos não divergentes, ausência de glândulas punctiformes na face abaxial, concolor, glabro ou adpressa pubescente; pecíolo 0,7-7,9 cm compr., glabro ou adpresso pubescente; estípula 0,1-0,2 cm compr., largura uniforme, ápice truncado-cuneada. Inflorescência 1-flora; pedicelo 0,3-0,8 cm compr., adpresso pubescente; sépala 0,2-0,4 cm compr., base não cordada, ausência de glândulas, glabra ou adpressa pubescente; pétala 0,4-0,9 cm compr., cor amarela, glabra. Fruto 0,3-0,6 x 0,2-0,3 cm, oblongo a ovado, adpresso pubescente; 3-5 sementes (GRIGOLETTO, 2013).CaracterísticaOxalis tenerrima se caracteriza pelas flores de cor amarela, pétalas 0,4-0,9 cm compr., caule estolonífero. Assemelha-se a O. paludosa, a qual diferencia-se pelo caule aéreo prostrado a decumbente, pétalas maiores, 1-1,5 cm compr. (GRIGOLETTO, 2013).Floração / frutificaçãoJulho a fevereiro (GRIGOLETTO, 2013).DispersãoHabitatÁreas abertas e ensolaradas como campos; áreas alteradas como beira de caminhos e estradas (GRIGOLETTO, 2013).Distribuição geográficaDistribuição GeográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata Atlântica, PampaTipo de Vegetação Área Antrópica, Campo de Altitude, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaOXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019

Oxalis triangularis

Nomes popularesAzedinha-brancaNome científicoOxalis triangularis A.St.-Hil.SinônimosOxalis catharinensis N.E. Br.Oxalis corumbaensis HoehneOxalis oxyptera ProgelOxalis papilionacea Hoffmanns. ex Zucc.Oxalis regnellii Miq.Oxalis venturiana R. KnuthFamíliaOxalidaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoErva com até 34 cm de altura, cespitosa, sem tricomas glandulares. Bulbo escamoso 1,6-3,5 x 0,4-1,5 cm, alongado, entrenós afastados; bráctea externa com 3 nervuras, a qual não se desintegra. Folha palmaticomposta, concentrada no ápice do caule; folíolo 1,0-4,6 x 1,8-7,8 cm, mais largo que comprido, obovado, ápice truncado, incisão até 1/5 do folíolo, lóbulos divergentes, ausência ou presença de glândulas punctiformes na incisão que não formam manchas polimorfas, concolor, glabro; pecíolo 4,2-32,1 cm compr., glabro ou piloso; estípula não observada. Inflorescência 3-4-flora, umbela; pedicelo 2,0-3,7 cm compr., glabro; sépala 0,3-0,7 cm compr., base não cordada, presença de duas glândulas, glabra; pétala 1,3-2,4 cm compr., cor branca, glabra. Fruto 0,8-1,8 x 0,2-0,4 cm, ovado, glabro; 5-6 sementes. (GRIGOLETTO, 2013).CaracterísticaOxalis triangularis se caracteriza pelas flores de cor branca, bulbo alongado, folíolos de ápice truncado. É espécie semelhante a O. latifolia, a qual diferencia-se pelas flores de cor rosa e pelo bulbo arredondado. (GRIGOLETTO, 2013).É facilmente reconhecida pelas folhas digitadas, folíolos obtriangulares, bulbos alongados com estolões, sépalas lanceoladas com duas calosidades alaranjadas no ápice e pétalas róseas com o centro esbranquiçado (LOIOLA, 2018).Floração / frutificaçãoAgosto a março (GRIGOLETTO, 2013).DispersãoHabitatÁreas fechadas e sombreadas como beira de mato (GRIGOLETTO, 2013).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Norte (Pará)Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte)Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, PampaTipo de Vegetação Área Antrópica, Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Perenifólia, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial) (OXALIS, 2019).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaGRIGOLETTO, D. O gênero Oxalis L. (Oxalidaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS. 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/4870/GRIGOLETTO%2c%20DANIELE.pdf?sequence=1&isAllowed=y>.LOIOLA, M.I.B. et al. Flora do Ceará, Brasil: Oxalidaceae. Rodriguésia 69(2): 863-880. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rod/v69n2/2175-7860-rod-69-02-0863.pdf>.OXALIS in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12444>. Acesso em: 11 Nov. 2019