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Mirabilis jalapa - Jalapa

Nomes populares

Jalapa, batata-de-purga, bonina, erva-de-santa-catarina, erva-triste, maravilha, munuminha

Nome científico

Mirabilis jalapa L.

Voucher

263 Schwirkowski (MBM392075)

Sinônimos

Mirabilis dichotoma L.

Mirabilis odorata L.

Nyctago jalapa (L.) DC.

Família

Nyctaginaceae

Tipo

Subespontânea

Descrição

Planta herbácea, polianual, ereta, bastante enfolhada, de 0,60 a 1,10m de altura. O caule é ramificado, cilíndrico, liso, glabro, herbáceo, verde, pigmentado de vermelho-violáceo nas áreas expostas ao sol, suculento e com os nós entumescidos. As folhas são simples, lanceoladas, ovais, moles, lisas, inteiras, glabras, dentadas e opostas, medindo 10 a 12cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. Flores hipocrateriformes de invólucro parecendo cálice, agrupadas em cimos terminais. As sépalas são vermelhas, róseas, amarelas, brancas ou mescladas. As flores abrem-se ao entardecer, permanecendo abertas e perfumosas durante toda a noite, ou quando o dia estiver nublado. Fruto cariopse, ovóide,  preto, de pericarpo rugoso, semelhante ao fruto da pimenta-do-reino, contendo um aquênio ou antocarpo. A raiz tuberosa é espessa, suculenta, escura externamente e branca internamente (PALANTAS MEDICINAIS, 2001).

Característica

Floração / frutificação

Dispersão

Habitat

Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Floresta Estacional Semidecidual.

Distribuição geográfica

Norte (Amazonas, Acre), Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SÁ, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

A raiz contém um produto resinóide de fécula e muita potassa. A raiz tuberosa produz um líquido amarelo rico em bradicinina.

Fitoterapia

As raízes tem aplicações na medicina popular como purgativa, drástica, emeto-catártica, antidiarréica, antidisentérica, antisifilítica, anti-hidrópica, antileucorréica e anti-herpética. As flores quentes e untadas com óleo são maturativas.  As flores e raízes são também diuréticas. É provável que a planta seja antiofídica, pois o lagarto Teiú cava o solo para comer a raiz sempre que é picado de cobra. O amido, que é abundante, e o sumo das folhas, servem para eliminar sardas e panos do rosto, quando macerado com limão até formar uma pasta mole. Flores e raízes também são indicadas para lenir dores de ouvido.

Fitoeconomia

As folhas novas, quando cozidas, são comestíveis. O caule e a raiz são uma das maiores fontes de potassa vegetal.

Injúria

A raiz é tóxica e as sementes são extremamente venenosas. Planta ornamental que pode tornar-se daninha, infestando terrenos baldios, jardins e pomares.

Comentários

Planta foi utilizada por Gregor Mendel para a descoberta das leis da genética.

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

FONSECA, E. T. Indicador de Madeiras e Plantas Úteis do Brasil. Officinas Graphicas VILLAS-BOAS e C. Rio de Janeiro, 1922. 368 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/indicadordemadei00teix/indicadordemadei00teix.pdf>.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed.  2008. 672p. il.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.

SÁ, C.F.C. 2010. Nyctaginaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB010920).

 

 

 

 






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