Gênero: Campomanesia

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Nomes popularesGuabiroba, guavirova, guabirobão, guabirobeiraNome científicoCampomanesia guaviroba (DC.) Kiaersk.Voucher42B Schwirkowski & Bianconcini (MBM391825)SinônimosPsidium guaviroba DC.Campomanesia strictopetala Kiaersk.Psidium cerasoides Cambess.Psidium dulce Vell.Psidium guaviroba DC.Psidium punctulatum DC.FamíliaMyrtaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvores. Folhas com pecíolo de 0,7-1,1cm, pubescente; lâmina 9,4-13,1cm x 3,1-5,7cm, elíptica a obovada, base atenuada, ápice acuminado, glabras em ambas faces, indumento presente somente na axila das nervuras secundárias na face abaxial. Flores com pedicelo de 2,6-6,2mm, piloso; botões 8,0-10,0mm x 8,0mm, globosos, pilosos somente na base, abertos; cálice com lobos de 1,7-3,8mm x 4,1-6,0mm, triangulares, ápice agudo, glabros em ambas faces; hipanto pouco prolongado acima do ovário, glabro; ovário 10-locular. Frutos imaturos verdes, ca. 1,5cm, pubescentes. (MORAIS, 2006, p. 8).CaracterísticaCaracteriza-se por possuir o tronco fendido longitudinalmente, além de folhas cartáceas com nervura marginal pouco definida e margem subinteira. (DUARTE, 2003, p. 40).Pode ser reconhecida pelas pontuações escuras nos ramos, por seu indumento concentrado somente na axila das nervuras secundárias da face abaxial das folhas, nervação marcadamente reticulada, impresso-saliente, glândulas densamente distribuídas na face abaxial, evidentes e lobos do cálice curtos e agudos. (MORAIS, 2006, p.8).Floração / frutificaçãoOutubro a dezembro, com frutificação em janeiro e fevereiro.DispersãoZoocóricaHabitatCerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional Semidecidual. Planta caducifólia, heliófita e seletiva higrófita.Distribuição geográficaArgentina, Paraguai e Brasil.Nordeste (Bahia), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SOBRAL, 2010).EtimologiaGuaviroba faz alusão ao nome popular pelo qual é conhecida.PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaPossui aplicações na medicina popular.FitoeconomiaA madeira é moderadamente pesada, de textura fina e grã regular, sendo pouco suscetível de ataque de organismos xilófagos. É utilizada para confecção de instrumentos musicais, cabos de ferramentas e taboado. Os frutos são comestíveis e saborosos, é, também, uma grande fonte de alimento para a fauna. Pode ser utilizada na arborização urbana e para recomposição de mata nativa.InjúriaComentáriosO plantio das sementes pode ser feito logo após a colheita dos frutos, a taxa de germinação geralmente fica em torno de 80 %, e o desenvolvimento da planta é rápico.BibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. - Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.DUARTE, A. R. Espécies de Myrtaceae de Uma Parcela Permanente de Floresta Ombrófila Densa Baixo Montana no Parque Estadual Carlos Botelho, Município de Sete Barras – SP. Dissertação de Mestrado. Universidade de São Paulo. Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. Piracicaba, São Paulo, 2003. 92p. Il. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/91/91131/tde-29072004-154550/en.php>.FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 2009. 384p. il. v. 3.MORAIS, P. O.; LOMBARDI, J. A. A Família Myrtaceae na Reserva Particular do Patrimônio Natural da Serra do Caraça, Catas Altas, Minas Gerais, Brasil. Lundiana 7(1): 3-32, 2006. Disponível em: <http://www.icb.ufmg.br/~lundiana/abstract/vol712006/abs7120061.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SILVA, I. M. A Etnobotânica e a Medicina Popular em Mercados na Cidade do Rio de Janeiro. Tese de Doutorado. Escola Nacional de Botânica Tropical. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2008. 197p. Il. Disponível em: <http://dominiopublico.qprocura.com.br/dp/83207/a-etnobotanica-e-a-medicina-popular-em-mercados-na-cidade-do-rio-de-janeiro.html>.SOBRAL, M. A Família Myrtaceae no Rio Grande do Sul. Editora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo, RS. 2003. 215 p. il.SOBRAL, M., Proença, C., Souza, M., Mazine, F., Lucas, E. 2010. Myrtaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB010315).URBANETZ, C.; TAMASHIRO, J. Y.; KINOSHITA, L. S. Chave de Identificação de Espécies Lenhosas de um Trecho de Floresta Ombrófila Densa Atlântica, no Sudeste do Brasil, Baseada em Caracteres Vegetativos. Biota Neotrop., vol. 10, no. 2. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/bn/v10n2/36.pdf>.