Tibouchina sellowiana - Quaresmeira

Nomes populares

Quaresmeira, tibouchina-da-serra

Nome científico

Tibouchina sellowiana Cogn.

Voucher

62B Schwirkowski (MBM391865)

Sinônimos

Tibouchina imperatoris Saldanha & Cogn.

Tibouchina ulaei Cogn.

Família

Melastomataceae

Tipo

Nativa, endêmica do Brasil.

Descrição

Arvoreta 2-8 m alt. Ramos jovens quadrangulares, mais velhos subcilíndricos. Indumento nos nós densamente estrigoso, tricomas 0,2-0,4 mm compr., menos freqüentemente dendríticos; nos ramos novos moderada a esparsamente estrigoso, tricomas 0,2-0,4 mm compr. Pecíolo 3-15 mm compr.; lâmina 2,3-10 x 0,9-3,5 cm, elíptica, ápice agudo, base aguda, margem esparsa a moderadamente estrigosociliada, tricomas 0,3-0,5 mm compr., faces adaxial e abaxial moderadamente estrigosas, tricomas ca. 0,3 mm compr.; nervuras 3, levemente suprabasais ou basais. Flores solitárias; brácteas 4 a 6, 9,5-13,5 x 6-10,7 mm, em forma de capuz, ápice levemente dobrado sobre o botão, externamente moderadamente estrigosas, tricomas 0,2-0,4 mm compr., concentrados na porção central; pedicelo 0,7-1 mm compr. Flores pentâmeras; hipanto 6,7-9,3 x 5,2-7,3 mm, indumento densamente seríceo, tricomas 1,2-2,1 mm compr.; cálice com tubo 0,5-0,8 mm compr., lacínias 5,3-8,4 x 3,1-4,8 mm, caducas, ápice obtuso, com indumento distribuídos na porção central; pétalas 19,5-30,2 x 12,8-22,5 mm, inicialmente brancas, posteriormente róseas a purpúreas, obovadas, ápice obtuso a truncado; estames 10, desiguais em tamanho, filetes antepétalos 10-14 mm compr., glabros a esparsamente setulosos, tricomas 0,2-0,4 mm compr., glandulares, na porção mediana, filetes antessépalos 12,4-18 mm compr., esparsamente setulosos, tricomas 0,2-0,5 mm compr., glandulares, na porção mediana, conectivo nos antepétalos 0,7-1,7 mm, nos antessépalos 3,6-6,2 mm, prolongado abaixo das tecas, apêndice nos antepétalos 0,5-1,3 mm compr., nos antessépalos 0,5-1 mm, ambos com o ápice obtuso; anteras antepétalas 7,4-11 mm compr., as antessépalas 10,5-14 mm compr., ambas com subuladas, poro apical-ventral. Ovário com ápice densamente seríceo, tricomas 0,3- 1,5 mm compr., estilete 17-25 mm compr., arcuado no ápice, glabro. Fruto 6,4-9,7 x 6,2-8,3 mm (MEYER, 2007, p. 86).

Característica

Planta muito similar à Tibouchina pulchra (Cham.) Cogn., diferindo desta por apresentar folhas menores, com apenas 3 nervuras, estilete glabro e distribuição na região do planalto.

Floração / frutificação

Março a julho e frutificação em seguida.

Dispersão

Habitat

Espécie pioneira ou secundária média, heliófita, prefere solos rasos e enxutos. Ocorre tanto em matas como em capoeiras, capões, campos e encostas de serra da Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista e Densa.

Distribuição geográfica

Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (GUIMARÃES, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Fitoeconomia

É ainda pouco utilizada como ornamental, apesar da copa bem formada e do belíssimo efeito colorido de sua floração, cujas pétalas das flores variam do branco ao rosa até o púrpura. Pode ainda ser utilizada em recuperação de áreas degradadas como espécie para adensamento.

Injúria

Comentários

As sementes são extremamente pequenas, em 1 kg de sementes estão contidas aproximadamente trinta e seis milhões de unidades, o que dificulta o plantio direto, uma boa opção é o reprodução da planta por estaquia de caules semilenhosos, com até 10 cm de comprimento; sendo que o melhor período do ano para a retirada e plantio das estacas é o período chuvoso da primavera e verão.

Bibliografia

BORTOLINI, M. F. et al. Tibouchina sellowiana (Cham.) Cogn.: Enraizamento, Anatomia e Análises Bioquímicas nas Quatro Estações do Ano. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 18, n. 2, p.15-171, abr.-jun., 2008. Disponível em: <http://redalyc.uaemex.mx/pdf/534/53418203.pdf>.

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KINOSHITA, L. S.; MARTINS, A. B.; BERNARDO, K. F. R. As Melastomataceae do Município de Poços de Caldas, Minas Gerais, Brasil. Hoehnea 34(4): 447-480, 7 fig., 2007. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/HOEHNEA/volume34/Hoehnea34(4)artigo03.pdf>.

LOPES, S. B.; GONÇALVES, L. Elementos Para Aplicação Prática das Árvores Nativas do Sul do Brasil na Conservação da Biodiversidade. Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul, 2006. 18p. Disponível em: <http://www.fzb.rs.gov.br/jardimbotanico/downloads/paper_tabela_aplicacao_arvores_rs.pdf>.

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