Vitex megapotamica - Tarumã

Nomes populares

Tarumã, azeitona-brava, azeitona-da-terra, azeitona-do-mato, tapinhoã, tarumã-azeitona, tarumã-preto, tarumã-romã,

Nome científico

Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke

Voucher

120 Schwirkowski (MBM391766)

Sinônimos

Vitex bignonioides Kunth

Vitex megapotamica var. multinervis (Cham.) Moldenke

Vitex montevidensis Cham.

Família

Lamiaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Árvore inerme de 3 a 20 metros de altura (6-12 m quando isolada), com tronco de 40 a 60 cm de diâmetro, com casca acinzentada escura, com deiscência em tiras delgadas e estreitas e copa semipersistente. Suas folhas são compostas, digitadas, 3 a 7 folioladas (em geral 5); folíolos cartáceos, nervuras salientes na face inferior, medem de 4 a 14 cm de comprimento por 4 a 5 cm de largura. Geralmente possuem 5 folíolos elíptico-ovalados, de ápice agudo, margem lisa e com pecíolo longo de até 7 cm de comprimento. As flores pequenas, branco-arroxeadas, diclamídeas e hipóginas, são dispostas em cimas terminais ou axilares de até 10 cm de comprimento. Os frutos são drupas carnosas, arredondadas ou ovaladas, pubescentes, de coloração arroxeada, medem 1 a 2 cm de comprimento. (MARQUES, 2007, p. 219).

Característica

Floração / frutificação

Floresce de novembro a janeiro e frutifica de dezembro a abril.

Dispersão

Zoocórica

Hábitat

Planta decídua, heliófita, indiferente às condições físicas do solo, ocorrendo tanto no interior da mata primária densa como em formações abertas e secundárias. Pode ser encontrada em vários ambientes, de solos muito secos e pedregosos até muito úmidos nas matas de galeria. (MARQUES, 2007, p. 219).

Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista, Floresta Estacional Semidecidual, Formações Campestres e Restinga.

Distribuição geográfica

Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil.

Nordeste (Piauí, Paraíba, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Goiás), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo), Sul(Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (HARLEY, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

A análise bromatológica demonstrou que é uma boa fonte de cálcio e cobre se utilizada na alimentação humana.

Fitoterapia

Na medicina popular é utilizada como depurativo do sangue, tônica e febrífuga, sendo também usada como anti-afrodisíaca, antiulética, contra ácido úrico, hipertensão, sífilis, doenças da pele, inflamações da bexiga e do útero, hemorróidas e dores reumáticas. Possui também ação comprovada como anti-hiperglicêmica em animais.

Fitoeconomia

Os frutos, quando colhidos e consumidos, possuem um sabor amargo, porém, quando recolhidos do chão, ou colhidos e deixados para amadurecer, possuem um sabor muito adocicado e de consistência macia. Podem também ser preparados em conserva, do mesmo modo que a azeitona, e é por isso é chamada azeitona-brava. Servem também de alimento para a fauna, como macacos, pássaros e outras espécies, podem também ser utilizados como isca para algumas espécies de peixes. É indicada para recomposição de mata nativa, principalmente em matas ciliares e outras áreas com grande umidade no solo, pois suporta encharcamento e inundação. As flores também são apícolas. É também ornamental, podendo ser utilizada tanto em paisagismo como em arborização urbana. A madeira, de cor branca, também é de ótima qualidade para utilização em palanques e madeira serrada.

Injúria

Comentários

As sementes são recalcitrantes, portanto, é necessária a quebra de dormência das mesmas, o que é feito submergindo as sementes em água fria por 48 horas, ou também por escarificação.

Bibliografia

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