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Hypoxis decumbens - Tiririca-de-flor-amarela

Nomes populares

Tiririca-de-flor-amarela, falsa-tiririca, mariçó-bravo, maririçó-silvestre, tiririca

Nome científico

Hypoxis decumbens L.

Voucher

852 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Anthericum sessile Mill.

Hypoxis breviscapa Kunth

Hypoxis caricifolia Salisb.

Hypoxis decumbens var. dolichocarpa G.L.Nesom

Hypoxis decumbens var. major Seub.

Hypoxis elongata Kunth

Hypoxis gracilis Lehm.

Hypoxis pusilla Kunth

Niobea nemorosa Willd. ex Schult. & Schult.f.

Niobea pratensis Willd. ex Schult. & Schult.f.

Família

Hypoxidaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Planta graminiforme, com rizoma tuberoso-elipsóide. Folhas basais, lineares, lanceoladas, com 10-40 cm de comprimento e 0,2-1,2 cm de largura, glabescentes ou pilosas. Escapos filiformes ascendentes ou eretos com 2-20 cm de comprimento, com 1-8 flores amarelas. Fruto cápsula cilíndrica, pilosa, com 8-15 mm de comprimento (CITADINI-ZANETTE, 1992, p.35).

Característica

Floração / frutificação

Floresce e frutifica o ano todo.

Dispersão

Habitat

Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Semidecidual e Restinga.

Distribuição geográfica

Norte (Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia), Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (DUTILH, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Esta espécie mereceria estudos bioquímicos mais detalhados, uma vez que uma outra espécie, provavelmente uma sinônima, Hypoxis brasiliensis, tem gerado patentes de produtos farmacêuticos em diversos países.

Fitoterapia

É utilizada na medicina popular das Índias Orientais para tratamento de câncer nos testículos.

Fitoeconomia

Os cormos (tubérculos) são comestíveis, e possuem uma boa quantidade de proteína, além de fósforo (P) e Zinco (Zn), são altamente mucilaginosos, e mesmo após secos em estufas, quando re-hidratados tornam-se mucilaginosos, possuindo, portanto, uso potencial na indústria alimentícia como emulsificantes.  Podem ser consumidos tanto em sopas, ou com macarrão e também cozidos e fritos. Cita-se que são tão saborosos quanto as melhores batatas-inglesas.

Injúria

Planta daninha freqüente como invasora de gramados, jardins, lavouras, pomares e pastagens, ocorrendo em locais úmidos e sombreados.

Comentários

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro,

CITADINI-ZANETTE, V.; BOFF, V. P. Levantamento Florístico em Áreas Mineradas a Céu Aberto na Região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil. Florianópolis. Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente. 1992. 160p.

DUTILH, J.H.A. 2010. Hypoxidaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB008021).

KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed.  2008. 672p. il.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.

 

 




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