Escallonia bifida - Canudo-de-pito

Nomes populares

Canudo-de-pito, esponjeira, esponja-do-mato, escalônia

Nome científico

Escallonia bifida Link & Otto

Voucher

241 Schwirkowski (MBM392053)

Sinônimos

Escallonia floribunda var. montevidensis Cham. & Schltdl.

Escallonia montevidensis (Cham. & Schltdl.) DC.

Escallonia pugae Phil.

Família

Escalloniaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Árvore com altura de 3-5 m, de copa pequena e aberta, de ramos novos pubescentes, depois glabros, com tronco tortuoso e canelado, de 15-25 cm de diâmetro, revestido por casca fina e pardacenta, descamando através de tiras estreitas e longas à semelhança de firas. Folhas de pecíolo pubérulo, de 4-8 mm; lâmina variável na mesma planta, elíptica a obovado-elíptica, de ápice subagudo a obtuso, e base cuneada, cartácea, glabra, na face inferior esparsamente resinoso-pontuadas, nitídula em ambas as faces, de 5-7 x 0,8-1,5 cm. Inflorescências em panículas multiflorais, tirsóides, subcorimbosas e densas, de 3-7 cm de comprimento, com flores de pétalas brancas. Fruto cápsula obovado-globosa, contendo sementes muito pequenas (LORENZI, 2009, p. 110).

Característica

Floração / frutificação

Floresce e frutifica de dezembro a abril.

Dispersão

Anemocórica.

Hábitat

Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Mista. É uma planta caducifólia, pioneira, heliófita e seletiva higrófila. Cresce principalmente nas matas ciliares ralas ao longo de rios e córregos, sendo também abundante nas submatas dos pinhais.

Distribuição geográfica

Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (SCALON, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Fitoeconomia

A madeira é moderadamente pesada, com textura média, sendo suscetível ao ataque de organismos xilófagos, sendo utilizada apenas para lenha. Pode ser utilizada na arborização urbana, pois possui pequeno porte e a floração é muito ornamental.

Injúria

Comentários

Um kg de sementes contém aproximadamente 2 milhões de unidades. Após o plantio, a emergência das plântulas ocorre em 40 a 60 dias, e a taxa de germinação é baixa, porém, o seu desenvolvimento em campo é rápido.

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.

FLORA ARBÓREA e Arborescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Organizado por Marcos Sobral e João André Jarenkow. RiMa: Novo Ambiente. São Carlos, 2006. 349p. il.

LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 2009. 384p. il. v. 3.

MAGGIONI, C.; LAROCCA, J. Levantamento Florístico de um Fragmento de Floresta Ombrófila Mista em Farroupilha/RS. X Salão de Iniciação Científica. PUCRS. 2009. 13p. Disponível em: <http://www.pucrs.br/edipucrs/XSalaoIC/Ciencias_Biologicas/Botanica/70149-CLAUDIA_MAGGIONI.pdf>

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

SCALON, V.R. 2010. Escalloniaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB007735).

SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.