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Cyperus rotundus - Tiririca

Nomes populares

Tiririca, capim-dandá, junça-aromática, tiririca-comum, tiririca-roxa

Nome científico

Cyperus rotundus L.

Basionônio

Cyperus badius Steud.

Sinônimos

Chlorocyperus rotundus (L.) Palla

Cyperus agrestis Willd. ex Spreng. & Link

Cyperus badius var. inconspicuus (Nyman) Nyman

Cyperus bicolor Vahl

Cyperus comosus Sm.

Cyperus elongatus Sieber ex Kunth

Cyperus hexastachyos Rottb.

Cyperus hydra Michx.

Cyperus inconspicuus Gennari

Cyperus maritimus Bojer.

Cyperus olivaris O.Targ.Tozz.

Cyperus olivaris var. brevibracteatus Legrand

Cyperus platystachys Cherm.

Cyperus rotundus L. subsp. rotundus

Cyperus rotundus subsp. brevibracteatus (Legrand) M.Laínz

Cyperus rotundus subsp. comosus (Sm.) K.Richt.

Cyperus rotundus subsp. inconspicuus (Nyman) K.Richt.

Cyperus rotundus subsp. retzii Kük.

Cyperus rotundus var. acutus Boeckeler

Cyperus rotundus var. amaliae C.B.Clarke

Cyperus rotundus var. carinalis Benth.

Cyperus rotundus var. carinatus F.M.Bailey

Cyperus rotundus var. centiflorus C.B.Clarke

Cyperus rotundus var. comosus (Sm.) Nyman

Cyperus rotundus var. elongatus Boeckeler

Cyperus rotundus var. hydra (Michx.) A.Gray

Cyperus rotundus var. inconspicuus Nyman

Cyperus rotundus var. macrostachyus Boiss.

Cyperus rotundus var. major Parl.

Cyperus rotundus var. procerula C.B.Clarke

Cyperus rotundus var. salsolus C.B.Clarke

Cyperus rotundus var. spadiceus Boeckeler

Cyperus rotundus var. subcapitatus (C.B.Clarke) Kük.

Cyperus rotundus var. taylorii (C.B.Clarke) Kük.

Cyperus rubicundus Vahl

Cyperus subcapitatus C.B.Clarke

Cyperus taylorii C.B.Clarke

Cyperus tetrastachyos Desf.

Pycreus rotundus (L.) Hayek

Família

Cyperaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Planta herbácea, com porte de 15 a 50 cm de altura. Os rizomas são as estruturas responsáveis pela ramificação da planta em todas as direções. No rizoma, a intervalos de 5 a 25 cm originam-se os tubérculos, e é deles que surgem as novas plantas. As folhas são basais, e as lâminas foliares planas, sulcadas e com 3 a 5 mm de largura, com coloração verde-escura. A inflorescência é composta de espiguetas lineares, de coloração vermelha escura ou acastanhada.

Característica

Floração / frutificação

Dezembro e janeiro

Dispersão

Hábitat

Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica

Distribuição geográfica

Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste, Sul

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Apesar de daninha, possui também propriedades medicinais, como: balsâmica, diaforética, estimulante, adstringente, vermífuga, antiblenorrágica, antiinflamatória, fortificante, antidiarréica, emenagoga, antidisentérica, antidispéptica, antisifilítica e afrodisíaca. Na medicina popular é indicada para dores abdominais, dismenorréia, gastralgia, dispepsia, náuseas e vômitos.

Fitoeconomia

Os tubérculos são avidamente consumidos por patos, e os índios norte-americanos também os utilizam como alimento. Os tubérculos podem ser postos no vinho, dando origem a uma bebida fortificante. Também podem ser consumidos crus, cozidos ou torrados. As sementes também são tidas como comestíveis em alguns países em épocas de fome. A exemplo de outras espécies deste gênero, a base branca e tenra dos caules pode ser consumida in natura. As sementes, são utilizadas, em alguns lugares, em artesanato. A planta é indicadora de terra ácida, compactada, com provável falta de magnésio. Os tubérculos e folhas, triturados e misturados com água, dão origem a um fertilizante natural, muito utilizado no plantio por estaquia.

Injúria

A tiririca é uma das piores plantas daninhas de todo o mundo, estando presente em pelo menos 90 países. É a espécie com maior interferência nas culturas agrícolas de arroz, algodão, milho, feijão, cana-de-açúcar e hortaliças; pois além de competir diretamente por água, luz e nutrientes, a tiririca inibe a germinação e brotação de outras espécies, pois exuda substâncias químicas de efeito alelopático. O único método efetivo de eliminação é através de herbicidas seletivos.

Comentários

Bibliografia

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