Cyathea atrovirens - Samambaiaçú

Nomes populares

Samambaiaçú

Nome científico

Cyathea atrovirens (Langsd. & Fisch.) Domin

Voucher

311 Schwirkowski (MBM392122)

Sinônimos

Alsophila atrovirens (Langsd. & Fisch.) C.Presl

Alsophila dryopteridoides Domin

Alsophila dryopteridoides var. fallaciana Domin

Alsophila hookeriana Hook.

Alsophila kleinii Sehnem

Alsophila leptocladia Fée

Alsophila proceroides Rosenst.

Alsophila radens Kaulf.

Alsophila verruculosa Rosenst.

Cyathea compta Mart.

Cyathea fallaciana (Domin) Domin

Cyathea leptocladia (Fée) Domin

Cyathea radens (Kaulf.) Domin

Cyathea verruculosa (Rosenst.) Domin

Trichipteris atrovirens (Langsd. & Fisch.) Tryon

Família

Cyatheaceae

Tipo

Nativa, endêmica do Brasil.

Descrição

Caule ereto, ca. 30-55 cm altura, com as bases dos pecíolos persistentes formando um ângulo agudo com o caule, com escamas bicromáticas, linear-lanceoladas, 15-20 mm compr., desprovidas de setas nigrescentes. Frondes monomorfas, 1,49-3,30 m compr.; pecíolo ca. 1,60 × 0,1 m, com espinhos castanhos a negros, 3-4 mm compr., e escamas semelhantes às do caule; lâmina deltóide, 3-pinado-pinatissecta, subcoriácea, gradualmente reduzida em direção ao ápice, com tricomas tortuosos, castanho claros, esparsos principalmente sobre as nervuras; raque alada, sulcada adaxialmente, com tricomas castanhos na superfície adaxial e escamas castanhas linear-lanceoladas, ápice filiforme, margens ciliadas, basefixas, também presentes na raquíola e costa; pinas 16-17 pares, as laterais lanceoladas e a apical deltóide; pínulas de primeira ordem lanceoladas, 33-43,5 × 12-15 cm; pínulas de segunda ordem oblongo-lanceoladas, crenadas, 6-8 × 1,2-1,5 cm, sésseis a curto-pecioluladas; segmentos levemente arqueados, ápices arredondados, 4-5 mm larg., sinus ca. 4-6 mm para a costa; segmento terminal não conforme; venação aberta, nervuras predominantemente simples, com poucas bifurcações. Soros inframedianos; paráfises mais longas que os esporângios, indúsio ausente. (NÓBREGA, 2008, p. 15).

Característica

Difere de Cyathea phalerata (Mart.) Barr., espécie mais semelhante, por esta apresentar nervuras predominantemente furcadas, ocasionalmente livres e estéreis ou com soros posicionados na bifurcação. Cyathea atrovirens ainda diferencia-se por apresentar pínulas crenadas (no ápice da lâmina) a pinatífidas, enquanto que C. phalerata possui pínulas pinatífidas a pinatissectas. (NÓBREGA, 2008, p. 16).

Floração / frutificação

Dispersão

Hábitat

Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Mista, e Floresta Estacional Semidecidual. Encontrada tanto no interior da floresta como em áreas abertas, geralmente próximas a cursos d’água.

Distribuição geográfica

Ocorre na Argentina, Paraguai e Brasil.

Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Goiás), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (WINDISCH, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Fitoeconomia

Injúria

Comentários

Bibliografia

BENTO, M. B.; KERSTEN, R. A. Pteridófitas de um Ecótono Entre as Florestas Ombrófila Densa e Mista, Mananciais da Serra, Piraquara, Paraná. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Curitiba, 2008. 74p. Disponível em: <http://www.uc.pr.gov.br/arquivos/File/Pesquisa%20em%20UCs/resultados%20de%20pesquisa/Cassio_Michelon_Bento.pdf>.

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.

NÓBREGA, G. A.; PRADO, J. Pteridófitas da Vegetação Nativa do Jardim Botânico Municipal de Bauru, Estado de São Paulo, Brasil. Instituto de Botânica. Hoehnea 35(1): 7-55, 1 tab., 7 fig., 2008. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/HOEHNEA/Hoehnea35(1)artigo01.pdf>.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

SCHWARTSBURD, P. B. Pteridófitas do Parque Estadual de Vila Velha, Paraná, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2006. 170p. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/hoehnea/volume34/Hoehnea34(2)artigo05.pdf>.

SAKAGAMI, C. R. Pteridófitas do Parque Ecológico da Klabin, Telêmaco Borba, Paraná, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2006. 212p. il. Disponível em: <http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/15461/1/Dissertacao_Cinthia.pdf>.

WINDISCH, P.G. 2010. Cyatheaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB090866).